Pedro Salanek Filho
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Acesso digital da edição 36 - O Valor da Sustentabilidade
Pedro Salanek Filho
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Editorial - Edição 31 - 2013: O Ano da Logística Reversa

A criação de um processo para gestão de resíduos é uma etapa fundamental quando falamos no pós-consumo. Uma mobilização nacional começa a ser articulada para a aplicação da logística reversa em todo o Brasil
No estado do Paraná, um fato relevante ocorreu no final de 2012. Diversas entidades setoriais foram “convocadas para apresentar e implantar um programa de gerenciamento de resíduos”. Isso mesmo, não me enganei no uso desses verbos relacionados à parte prática... Em se tratando de projetos na área socioambiental, estávamos mais acostumados a ouvir que representantes de diversas entidades estão discutindo ou analisando determinado projeto... Agora, as entidades não foram convidadas apenas para discutir, mas convocadas a dizer como implantarão. Apesar dessa relação verbal entre “convidar x convocar” e também entre “discutir x implantar”, parece que estamos saindo do discurso, que estava esgotando mais rapidamente do que muitos recursos naturais, e definindo objetivos e metas. A sociedade, de forma geral, já estava olhando com descrédito para os projetos de sustentabilidade e, em especial, os projetos de gestão de resíduos. Gerou-se um grande movimento com a Lei nº 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos) e aos poucos esse movimento foi esfriando, pois faltava essa parte prática. Agora, com toda essa articulação, na qual o foco está na articulação da corresponsabilidade entre os diversos agentes locais para pensar e gerenciar de forma coletiva os resíduos, começaremos a ver, em breve, os primeiros resultados práticos.
A edição traz, ainda, uma matéria sobre a Cativa Natureza, empresa que produz cosméticos com rastreabilidade. Na editoria “Desenvolvimento Local”, apresentam-se projetos de negócios associados ao WTC – Word Trade Center Business Club. No espaço Tecnologia e Sustentabilidade, a cobertura do evento de sustentabilidade da Paraná Metrologia, com a participação da Marina Silva. A matéria da editoria Responsabilidade Social Corporativa traz os resultados de 2012 e os projetos para 2013 do CPCE (Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial).
Teremos em 2013 esse avanço para comemorar! Sua implantação dependeu da criação de uma lei e da regulamentação e do controle local, ou seja, não será por consciência ambiental, mas por imposição da legislação. Como cidadãos, não devemos apenas ficar na torcida para que a lei seja cumprida, mas efetivamente nos comprometermos e fazermos a nossa parte como agentes que participam de forma corresponsável.
Boa leitura!
Pedro Salanek Filho
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Veja outros conteúdos dessa edição:
Matérias:
- Capa: 2013: O ano da Logística Reversa
- Entrevista: Marina Silva
- Visão Sustentável: Cativa Natureza - beleza de forma sustentável
- Tecnologia e Sustentabilidade: Parana Metrologia - Da teoria para a prática
- Responsabilidade Social Corporativa: (Cpce Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial) Realização de 2012 e Projetos 2013
- Desenvolvimento Local: A sustentabilidade como inspiração (WTC)
Artigos:
- Artigo: O "Pibão" da Presidenta Dilma (Jerônimo Mendes)
- Artigo: O Marketing e o ciclo de vida sustentável de produto (Hugo Weber Jr)
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
MIDIA KIT 2013
Com periodicidade bimestral, a revista Geração Sustentável possui uma tiragem de 10.000 exemplares, sendo direcionada a empresários, órgãos públicos, entidades do terceiro setor, entidades de classe e acadêmicos, atingindo leitores que são formadores de opinião e que interagem com a sustentabilidade empresarial. Este público, além de compreender a importância desse tema, contribuirá disseminando as informações das empresas e instituições parceiras para a sua rede de contatos, atingindo assim um público considerável, o qual se estima em torno de 27.800 pessoas, por edição. Com um total de 52 páginas a revista é impressa em papel certificado. Além da revista impressa, as últimas edições também podem ser acessadas pela internet (http://geracaosustentavel.com.br/edicoes-anteriores/), através da tecnologia page-flip, onde o leitor vai “folhando” a revista na tela de seu computador.
Acesse o nosso Midia Kit abaixo ou solicite pelo e-mail: contato@geracaosustentavel.com.br
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Panorama da Sustentabilidade Corporativa – Ferramentas e Processos de Implantação
A Agência de Sustentabilidade enxerga a sustentabilidade como um modelo de transformação; transformação de valores (pessoais e corporativos) e de gestão. A forma de se comunicar, de negociar, de produzir, de se relacionar muda, fazendo com que todos os processos de negócio sejam orientados a práticas sustentáveis. Com isso, acreditamos que qualquer profissional, independente de formação e da área, pode (e deve) ser um profissional de sustentabilidade.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
MÓDULO 1: Introdução ao desenvolvimento sustentável/sustentabilidade corporativa
• Estocolmo-72, Relatório de Brundtland, Rio-92, Rio+10;
• Tratados e protocolos;
• A entrada da sustentabilidade nas empresas, a evolução da filantropia e porque as organizações devem optar pelo conceito.
MÓDULO 2: Como as empresas podem contribuir para o desenvolvimento sustentável e as ferramentas corporativas para a sustentabilidade
• Normas e certificações;
• Ferramentas de transparência;
• Iniciando a sustentabilidade dentro de uma empresa.
MÓDULO 3: A importância dos stakeholders
• Mapeamento de stakeholders;
• Matriz de priorização;
• Relacionamento com stakeholders;
MÓDULO 4: A sustentabilidade nos processos de negócio;
• BSC sustentável;
• Criando processos sustentáveis;
• O desafio da sustentabilidade nos processos de negócio.
QUANDO: 20 e 21 de julho de 2012, das 9:00 às 18:00
ONDE: Avenida Rio Branco, 81, 18º andar, Centro, Rio de Janeiro – RJ
INVESTIMENTO: R$ 560,00 (facilitado em até 3x)
Informações através do email: cursos@agenciadesustentabilidade.com.br
ou telefone 21 8267-9615 (falar com Fernanda)
Entre em contato conosco para conhecer nossa política de descontos para pagamentos à vista e inscrições de três ou mais pessoas da mesma empresa. Participantes da rede H² Sustentável, Iniciativa JOVEM, ABRAPS e de outros cursos da Agência de Sustentabilidade possuem desconto diferenciado para pagamento à vista ou parcelado no cheque.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Software de gestão corporativa promove autossustentabilidade para as empresas
Ferramenta otimiza tempo e recursos para desenvolvimento de atividades
A sustentabilidade pode estar presente tanto em nossa vida pessoal, em pequenos gestos que podemos adotar para preservar o meio ambiente, como em nossa atividade profissional. Quem ainda pensa que são apenas hábitos como economia de energia, água e papel que podem fazer com que uma empresa seja sustentável está enganado. A otimização do tempo na execução das tarefas e o desenvolvimento pessoal dos colaboradores, por exemplo, estão entre alguns dos objetivos da sustentabilidade corporativa.
É diante deste cenário que a empresa Interact Solutions, fundada há 13 anos em Lajeado, RS, e com franquia no Paraná há pouco mais de um ano, tem se preocupado cada vez mais com a questão da sustentabilidade empresarial. O principal produto da empresa é o strategic adviser, software de gestão corporativa que visa auxiliar a organização no seu planejamento e controle gerencial.
Além de fornecer o software, há pouco mais de um ano, com a consolidação das franquias nos estados de maior demanda, como o Paraná, a Interact também dispõe de uma consultoria especializada para acompanhar desde a implantação da ferramenta, treinamento dos funcionários até o acompanhamento e atualização do software nas empresas contratantes. “As franquias proporcionam maior aproximação com os clientes. Mais do que fornecer o nosso software para as empresas nós fornecemos serviços, ou seja, auxiliamos o cliente naquilo que ele precisa. Fazemos com que o cliente compreenda a melhor forma de usar a ferramenta para gerar resultados da melhor maneira possível e da maneira mais rápida”, diz João Carlos Villela, um dos proprietários da franquia Interact Solutions no Paraná.
A Unimed Paraná utiliza este software de gestão desde 2008. O gerente geral de serviços da Federação, Rodolfo Garcia Maritano, garante que a implantação do software mudou a gestão do planejamento estratégico da Unimed da “água para o vinho”. “Antigamente tudo era feito em planilhas Excel, o que era muito trabalhoso e pouco eficiente, além do que, não contávamos com o cruzamento de informações críticas. Foi como deixar de andar com uma bicicleta para dirigir um carro, analisa o gerente.
Para a responsável por gestão estratégica na federação, Débora Christina Barbosa Hara, antes da implantação do software o controle do planejamento estratégico, por exemplo, não era tão efetivo como é hoje. “Facilitou em todos os sentidos. A reuniões de análise crítica são feitas com base na ferramenta, o que otimizou tempo e recursos. Além disso o software nos avisa via email quais são as nossas pendências em relação ao planejamento estratégico, como também alerta por meio de indicadores o que merece maior atenção através do envio de relatório semanal”, conta a gestora.
Ferramenta sustentável
A Unimed possui uma política de sustentabilidade que não se dá somente em relação ao meio ambiente, ela também tem o pretexto de ser uma sustentabilidade econômica e social. “Nessa questão da sustentabilidade econômica nós temos ferramentas de gestão que dão suporte a essa sustentabilidade, como é o caso do software da Interact. Já no quesito gestão investimos nas pessoas que aqui trabalham, as quais são os alicerces fundamentais para construir essa sustentabilidade”, explica Maritano. A Federação conta inclusive com um núcleo de desenvolvimento humano que visa consolidar a sustentabilidade através do desenvolvimento das pessoas. E não são apenas os colaboradores, mas sim os dirigentes, os médicos cooperados, as secretárias, os beneficiários, os prestadores, ou seja, todas as pessoas que fazem parte do sistema.
Gestão por módulos
O software da Interact atua na montagem e gestão do planejamento. “Esse é o grande viés dele. Ele é feito de módulos e cada grupo de módulos é destinado a um segmento. Esse conjunto forma um grupo que promove em linhas gerais a autossustentabilidade”, explica Villela. Segundo ele, uma empresa que eventualmente quiser contar com todos os módulos pode se tornar completamente independente do seu processo de gestão.
Na Federação Unimed Paraná a ferramenta proporciona três processos fundamentais. O primeiro deles é o planejamento estratégico. “Pensar em sustentabilidade sem ter um planejamento é a mesma coisa que fazer uma viagem sem um roteiro”, compara Maritano. O segundo módulo utilizado pela Unimed é o de gestão da competência das pessoas, que monitora o desempenho e analisa a efetividade do trabalho desenvolvido. Há também o módulo de gestão da qualidade, que permite que as atividades desenvolvidas sejam realizadas de forma organizada e eficiente com o auxílio de indicadores que analisam se os processos estão ou não em conformidade. “É uma ferramenta útil, eficiente e efetiva utilizada como apoio a esta política de sustentabilidade”, descreve o gerente geral de serviços.
Além da Unimed Federação, podem ter acesso ao software da Interact todas as singulares federadas ao sistema. “A ferramenta fica armazenada no servidor e as nossas singulares podem usufruir com independência e sigilo. É uma forma de facilitar o trabalho e de fazer uma gestão sustentável”, explica.
Consultoria como diferencial
A consultoria disponibilizada para os clientes paranaenses desde 2010 é o grande diferencial da Interact desde então. “Através da consultoria nós enxergamos as necessidades do cliente e utilizamos o software como facilitador”, relata Villela. Antes da consultoria havia casos em que os funcionários das empresas contratantes eram treinados apenas no início do processo e depois não sabiam como aproveitar o potencial da ferramenta. “Então há casos em que o uso do software deu muito certo e outros em que foi mal aproveitado. Com a consultoria conseguimos implantar um processo de readaptação”.
Para a Unimed a disponibilização da consultoria foi realmente um grande diferencial. “Para todas as dificuldades relatadas no uso da ferramenta tivemos um retorno e o desempenho evoluiu muito. Hoje os consultores nos acompanham de perto com grande conhecimento de gestão”, conta Débora, responsável por gestão estratégica na federação.
Profissionalização
No Paraná, além da Unimed, a Interact possui clientes como Associação Paranaense de Cultura (APC), O Boticário, América Latina Logística (ALL), entre outros. De acordo com Villela as empresas que procuram o software estão normalmente em um processo de profissionalização interna e para isso precisam de uma ferramenta que permita esse processo. “O software torna esse processo mais suave”, diz.
Segundo Armando Romero, também consultor e proprietário da franquia Interact no Paraná, o software é flexível e permite usar a metodologia de trabalho de cada empresa. No entanto, existem princípios e procedimentos que são comuns a praticamente todas as organizações, como o planejamento, a execução, a análise e as ações corretivas.
A gestão de pessoas é uma das atividades mais importantes dentro de uma empresa, conforme explica Villela. “Não só as rotinas do RH, mas identificar um talento, tirar de uma área onde está atuando e colocá-lo em outra sem que esse processo seja desgastante e improdutivo”. O software da Interact tem a capacidade de criar um banco de talentos e estabelecer um processo de treinamento garantindo que o funcionário cresça com a empresa. Além do módulo de gestão de pessoas os módulos de gestão de estratégia e gestão de riscos são dos mais procurados. “Hoje em dia ninguém pode trabalhar sem pensar no futuro e nos riscos”, alerta o consultor.
Sustentabilidade corporativa
A aplicação do termo sustentabilidade no âmbito empresarial é um pouco diferente da utilizada habitualmente. “Há sustentabilidade em uma empresa quando consigo aperfeiçoar o tempo dos meus funcionários para que eles trabalhem e rendam mais. Além disso, há a questão de garantir clientes, diminuir desperdícios”, explica o administrador Armando Romero que também é conselheiro do Conselho Regional de Administração (CRA) e membro da comissão de sustentabilidade e responsabilidade social. De acordo com ele quanto menos tempo o gestor precisar para controlar a empresa e tomar decisões (visto que terá um software inteligente o ajudando a pensar), mais tempo terá para fazer analises do mercado e buscar o que os clientes precisam.
Para Villela, em termos de resultados quantitativos, o que se pode dizer é que a gestão através do softwarepermite que se comece a eliminar procedimentos, como, por exemplo, deixar de imprimir alguns materiais, já que tudo pode ser fornecido de forma eletrônica. “Quando eu não imprimo deixo de gastar com papel, com tinta de impressora, com manutenção, enfim, coisas simples de serem feitas, mas que podem fazer parte do planejamento de uma empresa que se preocupa com a sustentabilidade ambiental. Isso vai gerar retorno imediato”, explica.
Além da análise quantitativa o software pode auxiliar as empresas a avaliar o que realmente podem ganhar fornecendo um ambiente melhor de trabalho para os funcionários. No entanto, o consultor ressalta que a questão qualitativa é um pouco mais difícil de mensurar, já que exige um processo de aculturamento.
Sustentabilidade como foco
A aplicação dos conceitos de sustentabilidade é prioritária na franquia Paraná da Interact, mas a ideia já está começando a ser repassada para as outras franquias. Segundo Villela é na montagem do sistema que os princípios e conceitos de sustentabilidade são implantados. “É principalmente uma questão de filosofia. Um exemplo é quando a empresa já possui uma área que se preocupa com a sustentabilidade, como é o caso da Unimed, outro caso é quando essa preocupação nem existe para a empresa”, explica.
Ainda de acordo com Villela há também casos de empresas que tem a sustentabilidade como filosofia, mas ainda não alinharam com o planejamento estratégico. “Nesse caso o que falta é uma comunicação interna para que as coisas comecem a acontecer. Nós temos por objetivo fazer essa circulação acontecer. O que eu posso mostrar é que a empresa já tem o que é necessário, só basta saber usar. Nosso papel de consultoria mostra o que a empresa pode ganhar com isso”, expõe.
Como ser sustentável
Villela explica que é possível ser sustentável a partir da criação de formatos de evolução que não sejam dependentes de terceiros e de eventuais custos adicionais. “Nós trabalhamos para que a empresa não precise buscar ferramentas complementares no mercado”. Ele ressalta, no entanto, que sustentabilidade é questão cultural, o que não se constrói em 5 minutos. Para Romero um exemplo de criação de sustentabilidade corporativa é a diminuição do tempo dedicado ao controle gerencial, através de planilhas e apresentações no power point. “O funcionário fica muito tempo fazendo isso e o nosso software faz isso automaticamente. Esses mesmos dados podem servir para preparar uma reunião imediatamente”, conta.
Aliás, a não necessidade de realização de reuniões periódicas é outro beneficio sustentável possibilitado pelo software. “Usando nosso sistema as pessoas não tem mais que se deslocar porque não precisam apresentar seus resultados, já que eles estarão no sistema. Qualquer pessoa pode buscar informação a qualquer momento ali”, exemplifica Villela. As reuniões só se tornam necessárias a partir do momento que um problema é identificado. “Isso tudo traz benefícios que podem não ser palpáveis em um primeiro momento, mas o fato de deixar de usar estrada, carro ou avião para deslocamentos logo trará resultado”, conclui. “O que mais rouba tempo no dia a dia de uma empresa é telefone, email e reunião”, completa Romero.
Alimentação do software
Há varias maneiras de alimentar o software, manualmente, ou de forma automática. A partir dos dados ali disponibilizados a ferramenta gerará indicadores operacionais e estratégicos. “Os estratégicos são alinhados com a filosofia estratégica da empresa e são direcionados para diretores e gerência. Já os indicadores operacionais são direcionados para a análise gerencial com as informações do dia a dia da empresa e refletem o trabalho de cada unidade de negócio, área ou setor da empresa, chegando ao trabalho de cada um dos funcionários. Com esse resumo é possível ter uma visão rápida da gestão empresarial, o que poupa tempo para tomada de decisões. Ou seja, as decisões acabam sendo direcionadas pelo dia a dia da empresa”, conclui Villela.
Jornalista Bruna Robassa
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Matérias:
Tecnologia e Sustentabilidade: Energia solar um sonho de consumo
Responsabilidade Social Corportativa: Responsabilidade empresarial com futuro
Desenvolvimento Local: A sustentabilidade como profissão
Artigos:
Marcio Zarpelon: Sustentabilidade na construção civil
Jeronimo Mendes: Aprendendo com a crise
Ivan de Melo Dutra: Subsídios do governo brasileiro
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segunda-feira, 16 de abril de 2012
Quem é o profissional da sustentabilidade?
Em outubro de 2011, foi formalizada a ABRAPS – Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade, com a missão de representar, conectar e fortalecer a atuação do profissional de sustentabilidade. Com isso, percebemos o crescimento inegável desse novo perfil profissional e permanecemos com a esperança da melhoria da qualidade nas inter-relações entre indivíduos, empresas, mercado, sociedade e o planeta.
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Veja outros conteúdos dessa edição:
Matérias:
Visão Sustentável: Excesso de iimpostos e importações ameaça a indústria têxtil brasileira
Responsabilidade Social: Pelo Futuro das Empresas
Empreendedorismo: Iniciativa de inclusão transforma a vida das pessoas por meio do empreendedorismo
Artigos:
Julianna Antunes: A sustentabilidade corportaiva ainda é uma escolha?
Jeronimo Mendes: O que é ser sustentável
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segunda-feira, 9 de abril de 2012
ABRAPS SUL realiza fórum de debate sobre o profissional de sustentabilidade em Curitiba
Quem é o profissional de sustentabilidade? Esse foi o foco do debate do primeiro evento da ABRAPS SUL promovido nas instalações da EBS (Estação Business School) no último dia 04 de abril.O evento, que foi realizado na parte da noite, contou com a participação de debatedores renomados no cenário estadual e nacional. As atividades iniciaram com a apresentação da associação pela coordenadora de Expansão da ABRAPS e representante do Grupo Sul, Daniella Mac Dowell. “Entre nossos objetivos está a representação formal dos profissionais de sustentabilidade junto a sociedade. Além disso, a ABRAPS busca articular e mobilizar profissionais dedicados ao assunto, compartilhando, fomentando e construindo o conhecimento”, destaca Daniella.
O debate foi conduzido pela jornalista Adriane Werner e teve a geração de conteú
dos tanto relacionados ao tema sustentabilidade como também ao perfil do profissional dessa área. Dentro do contexto apresentado pelos debatedores, foi enfatizado que esse tema transita em todas as áreas do conhecimento e que o profissional deverá buscar novas habilidades, como também aproximar de profissionais de outras áreas visando à complementação de conteúdos.Os debatedores: Bernt Entschev, Rodrigo da Rocha Loures, Rodrigo Brito, Nelton Friedrich e Eloi Casagrande comentaram por cerca de três horas suas opiniões e experiências dentro dessa temática, com menção aos conceitos e práticas da gestão sustentável. Para Bernt Entschev fundador da De Bernt Entschev Human Capital “a sustentabilidade é um processo de evolução, uma mudança de mentalidade. (...) O profissional de sustentabilidade deve ser multifacetado e precisa saber trabalhar em várias vertentes”. O estímulo a criação e ao desenvolvimento profissional também foi mencionado por Rodrigo Brito da Aliança Empreendedora, “a sustentabilidade não é ação solidária e nem pode ser vista como gasto pelas empresas. O profissional que atua nessa área precisa usar a inteligência e não pode ser preguiçoso na hora de criar”.
O evento contou com a presença de 180 participantes que tiveram a oportunidade de acompanhar o debate e encaminhar suas
perguntas também para os debatedores. Dentro de uma linha mais direcionada para o profissional, Nelton Friedrich da Itaipu Binacional comentou que a “sustentabilidade significa celebração da vida. O profissional de sustentabilidade precisa propor uma nova aliança com a natureza”. Para o professor da UTFPR, Eloy Casagrande Junior “esse novo profissional terá como base a escola, a educação. (...). Para ser sustentável é preciso mudar hábitos sempre. É um trabalho diário e necessário”. O direcionamento para a formação do profissional também foi citada por Rodrigo Rocha Loures do IPD (Instituto Paranaense de Desenvolvimento) que enfatizou que “o profissional de sustentabilidade tem que ser um psicólogo e um sociólogo
, ou seja, deve entender esses conceitos, mas, acima de tudo precisa ser humano“.Para atuar na esfera da defesa de interesses dos profissionais de sustentabilidade, a ABRAPS está investindo na criação de espaços de debates, com o intuito de integrar seus associados, a sociedade e as entidades representativas. Além do evento, a associação também disponibilizou, através de job descriptions na entrada do auditório, diversas oportunidades profissionais nessa área.
Entre suas atribuições a associação visa: promover ações que busquem o desenvolvimento sustentável; representar formalmente os profissionais de sustentabilidade na defesa de seus interesses, tornando a atividade legítima e reconhecida na sociedade; articular e mobilizar profissionais dedicados ao assunto na sociedade; compartilhar, fomentar e construir conhecimento.Para saber mais sobre a ABRAPS acesse http://abraps.blogspot.com.br/ ou encaminhe um e-mail para abrapssul@gmail.com.
Fonte: Revista Geração Sustentável
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Veja abaixo outros momentos do evento:
Crédito (fotos): Tales Cardeal
segunda-feira, 26 de março de 2012
A sustentabilidade corporativa ainda é uma escolha?
Se para a empresa sustentabilidade significa apenas projetos sociais como resposta a demandas da sociedade e dos stakeholders em geral, sim, será um custo. Necessário, porém custo. No entanto, se ela encarar a sustentabilidade como um agente catalisador de mudança em seus processos e busca por eficiência operacional, o custo se transforma em investimento, que é pago ao longo do tempo.
Em um mundo que caminha para o esgotamento de recursos naturais, ao mesmo tempo em que a demanda por eles cresce exponencialmente, adotar a sustentabilidade é uma alternativa para garantir a perenidade do negócio em médio e longo prazos. É um sinal que as empresas dão aos seus investidores de que elas estão trabalhando para que questões como mudanças climáticas, racionamento de água ou mobilidade geográfica não comprometerão sua performance operacional e financeira.
Assim como a qualidade foi há décadas atrás, a sustentabilidade nada mais é que um novo modelo de gestão. Um modelo que proporciona uma série de ganhos. Um modelo que ainda é pouquíssimo praticado pelas empresas, que, em uma visão rasa, basicamente enxergam a possibilidade de retorno de imagem e reputação.
A grande dificuldade para que a sustentabilidade seja efetivamente praticada pelas companhias é mudança de valores e comportamento pela qual elas precisarão passar. É preciso engajar, é preciso capacitar, é preciso cobrar dos colaboradores uma postura sustentável. E o maior desafio é formar profissionais que tenham essa visão não apenas no trabalho, mas na vida.
Aliado ao engajamento e à formação é preciso planejar em longo prazo e ter consciência de que os resultados nem sempre serão alcançados rapidamente. E é justamente essa relação entre tempo e retorno que pauta uma gestão sustentável. Com uma proposta de resultados que transcende as cifras, muitas vezes a implementação da sustentabilidade encontra resistência nas empresas que vivem no modelo de máximo lucro o mais rápido possível.
No entanto, esse modelo capitalista vigente desde o século passado, e grande responsável pela crise que vem assolando a Europa e os Estados Unidos desde 2008, deixa claro que o esgotamento de matérias-primas e o colapso nas relações com stakeholders são apenas uma questão de tempo. Pouco tempo, eu diria.
Por conta disso, questões que há pouco tempo pautavam a agenda de trabalho de gerentes médios (e que muitas vezes acumulavam funções, como, por exemplo, saúde, segurança e meio ambiente ou então comunicação e responsabilidade social), hoje chega ao topo da hierarquia corporativa. Mesmo que ainda estejam pisando em cacos de vidro, as empresas acordaram para a necessidade de trabalhar a sustentabilidade de forma mais estratégica e menos reativa.
A jornada ainda está no começo e algumas empresas largaram na frente, ainda que não seja possível dizer que haja, sequer, uma 100% sustentável. Todas possuem um grande passivo que é o resultado de anos e anos de gestão focada apenas no lucro excessivo. Mas antes de resolver o que está lá atrás, precisamos assegurar que o daqui para frente seja diferente. E essa decisão tem de ser feita já. Atualmente, sustentabilidade não é mais uma questão de escolha.
Julianna Antunes especialista em planejamento estratégico sustentável e processos sustentáveis.
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Veja outros conteúdos dessa edição:Matérias:
Capa: Pensamento Sistêmico e Visão Estratégica
Tecnologia & Sustentabilidade: Sustentabilidade comprovada em rótulo (Sustentax)
Visão Sustentável: Excesso de iimpostos e importações ameaça a indústria têxtil brasileira
Responsabilidade Social: Pelo Futuro das Empresas
Empreendedorismo: Iniciativa de inclusão transforma a vida das pessoas por meio do empreendedorismo
Artigos:
Daniella MacDowell: Quem é o profisisonal de sustentabilidade?
Jeronimo Mendes: O que é ser sustentável
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