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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Elipse E3 gera mais economia ao Office Green


Solução da Elipse Software otimiza os consumos de energia, água e demais sistemas integrados na automação predial do empreendimento comercial localizado em Palhoça, o primeiro a conquistar a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) no Estado de Santa Catarina
O empreendimento Pedra Branca Cidade Sustentável é o primeiro projeto da América do Sul selecionado para o Clinton Climate Initiative, programa lançado pelo ex-presidente americano Bill Clinton em 2009, com o intuito de apresentar estratégias positivas para o clima. Vários esforços foram feitos para atingir este fim, entre eles investimentos em automação predial. Seguindo este contexto, a integradora Engetel Automação e Segurança instalou o E3, solução de supervisão e controle da Elipse Software, em quatro condomínios da Pedra Branca localizados em Palhoça.
Destaque para o Office Green por ter sido o primeiro a obter a pré-certificação LEED em Santa Catarina. Utilizado em 143 países, o LEED é um sistema internacional de orientação ambiental para edificações concebido pelo Green Building Council. Através das telas do E3, é possível monitorar o consumo de energia elétrica, água e os sistemas de refrigeração e exaustão do prédio. O software apresenta um sistema de detecção e alarme contra incêndios, como também emite relatórios com os quais é possível analisar o funcionamento dos sistemas de iluminação, alarmes e climatização, além da economia gerada com o uso mais racional de energia e água.

Mais informações no case ou através do telefone (51) 3346-4699.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Instituto Mauá de Tecnologia e IVEPESP realizarão workshop com o tema Energia, Sustentabilidade e Meio Ambiente


Em 19 de maio, o Instituto Mauá de Tecnologia e o IVEPESP (Instituto para a Valorização da Educação e da Pesquisa no Estado de São Paulo) realizarão o V Workshop de Educação e Pesquisa do Estado de São Paulo com o tema Energia, Sustentabilidade e Meio Ambiente. O evento é gratuito e tem como objetivo apresentar os problemas, oportunidades e os desafios, em nível mundial e brasileiro, na área de Energia e Meio Ambiente.

“Organizamos esse evento visando conscientizar a sociedade brasileira da importância da imediata implementação de iniciativas que sem as quais teremos nosso futuro comprometido nas áreas de Energia e Meio Ambiente. Os palestrantes são oriundos do meio acadêmico, empresarial e governamental e certamente trarão diferentes pontos de vista, dando aos presentes um panorama extremamente abrangente sobre esse importante tema. Nossa expectativa é de que esse evento possa contribuir com propostas para a sociedade, o meio acadêmico, as empresas privadas e o governo para juntos contribuir com a mitigação dos problemas ambientais e energéticos, alguns dos quais já estamos vivenciando como apagões e falta de água”, diz Helio Dias, organizador do evento, professor do Instituto de Física da USP e Presidente do IVEPESP.

Para o reitor do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia, prof. José Carlos de Souza Junior, a discussão é imprescindível. “A complexidade do tema exige soluções que congreguem as mais diversas áreas do conhecimento. Uma das maneiras de se conseguir a ligação destes diferentes agentes é por meio do fomento de eventos que tragam essa discussão para o ambiente universitário com a participação de reconhecidos atores desse processo, em uma abordagem clara, direta e ética”, diz.

Serviço:
V Workshop de Educação e Pesquisa do Estado de São Paulo
Energia, Sustentabilidade e Meio Ambiente
Ingresso: gratuito
Data: 19 de maio de 2014
Local: Instituto Mauá de Tecnologia – Praça Mauá, 1 – São Caetano do Sul, SP
Telefone: (11) 4239-3169 / 3176 
Estacionamento gratuito no local
Mais informações e inscrições pelo site: http://www.maua.br/index/v-workshop-de-educacao

 Programação completa
· 13h30 - Café de boas vindas e credenciamento
· 14h - Abertura: Prof. Dr. José Carlos de Souza Junior, reitor do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia e Prof. Dr. Helio Dias (IFUSP), presidente do IVEPESP
· 14h30 - Energy for the 21st Century World Economy: problems and opportunities pelo Prof. Dr. Wolfgang Bauer – Michigan State University – USA
· 15h20 - Energia e Meio Ambiente no Brasil pelo Prof. Dr. José Goldemberg – Instituto de Energia e Ambiente da USP
· 16h10 - Coffee Break
· 16h30 - Sustentabilidade e Inovação: o que há realmente de novo? Por Christina Carvalho Pinto – Grupo Full Jazz e Mercado Ético
· 17h20 - Mesa Redonda: P&D em Energia e Meio Ambiente: quais são os desafios?
· Moderador: Prof. Dr. Helio Dias, (IFUSP) – Presidente do IVEPESP
· Participantes: Prof. Dr. Maurício Pazini Brandão – Instituto Tecnológico da Aeronáutica, Prof. Dr. João Vicente Assunção – Faculdade de Saúde Pública da USP, Eng. Cyro Vicente Boccuzzi – ECOEE / Fórum Latino Americano de Smart Grid, Prof. Dr. Máximo Luiz Pompermayer – ANEEL (a confirmar) e Dr. Fernando Figueiredo – Presidente Executivo da ABIQUIM.

· 18h30 - Encerramento

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Artigo - O lixo como fonte de energia - Fernando de Barros

Dentre questões ambientais decisivas para um futuro sustentável, a discussão sobre o reaproveitamento de resíduos como fonte de energia ganha destaque quando se fala em economia verde.

O aumento da geração de resíduos sólidos urbanos (RSU) é resultante tanto do crescimento populacional como do modelo econômico. Estimada em seis bilhões de habitantes, 75% da população mundial se distribui pelos centros urbanos, elevando o consumo de produtos cada vez mais descartáveis. Logo, saber gerenciar e destinar corretamente os RSU é essencial na contemporaneidade.

No Brasil, o manejo inadequado de resíduos reflete a ausência de uma cultura efetiva de separação de resíduos na fonte e de responsabilidade dos geradores de resíduos, resultando em um grave problema ambiental. No país onde dados oficiais falam em um nível de descarte inadequado em lixões de 42% (Plano Nacional de Resíduos Sólidos, versão preliminar para consulta pública de setembro de 2011), a falta de gestão de resíduos indica que na realidade esse número pode ser bem maior.

Embora medidas como a ampliação da compostagem como o destino ambientalmente adequado para resíduos orgânicos e a exigência da coleta seletiva de recicláveis, além do fim dos lixões até 2014, foram determinados pela Política Nacional de Resíduos Sólidos PNRS (Lei nº 12.305/2010), o caminho ainda é árduo.

Em aterros sanitários, quando descartada, a matéria orgânica leva cerca de seis meses para se decompor em um processo que gera metano, um dos principais Gases Efeito Estufa (GEEs). Por outro lado, a combustão converte o metano (CH4) em gás carbônico ou dióxido de carbono (CO²). A queima minimiza o impacto ambiental, pois o dióxido de carbono é aproximadamente 21 vezes menos causador do efeito estufa que o gás metano.

Entretanto, a queima do gás metano em aterro não precisa parar por aí. É possível gerar energia a partir do gás. A Política Nacional de Resíduos Sólidos elencou como uma das alternativas para a destinação ambientalmente adequada dos resíduos, justamente, a recuperação energética.

O aproveitamento energético depende do volume de resíduos descartados para ter viabilidade técnica e econômica. Para incentivar a valorização energética, foi formado um Comitê de Valorização Energética, formado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE) e pelo Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos Plastvida, que publicaram o Caderno Informativo sobre a Recuperação Energética dos Resíduos Sólidos Urbanos.  

Estudos comprovam que essa alternativa permite reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEEs) dos aterros; aproveitar a energia dos resíduos que, convencionalmente, seria perdida; além de utilizar menos áreas do aterro para implantação, que pode ser próximo à cidade, reduzindo os custos de coleta e transporte. Processos industriais, como a incineração e a gaseificação, possibilitam aproveitar o alto poder calorífico dos resíduos sólidos, energia denominada biogás. A partir daí, gera-se vapor, energia térmica, elétrica e combustível para abastecer gasodutos.

Conforme o Ministério do Meio Ambiente (MMA), com geração diária de 182.728 toneladas de lixo e considerando o biogás acumulado nos 56 maiores aterros do país, o Brasil seria capaz de fornecer eletricidade a 5,6 milhões de pessoas! A expectativa é que, em 2020, essa produção abasteça quase 8,8 milhões de pessoas, o que equivale ao estado de Pernambuco.

Embora existam 22 projetos no Brasil, apenas dois a aplicam de fato. O Bandeirantes, aterro que em 2004 abrigou a primeira usina de biogás do Brasil, e o São João, ambos em São Paulo. Juntos, respondem por mais de 2% de toda a eletricidade consumida na cidade. A tecnologia cara e o custo elevado do megawatt-hora em relação à energia convencional são alguns dos empecilhos responsáveis pela tímida participação do sistema.

É importante lembrar que não se trata de queimar todo e qualquer tipo de resíduos - e sim melhorar a gestão de resíduos com a mitigação dos impactos ambientais pela destinação de resíduos, aproveitando um pouco de cada tipo de tecnologia disponível para destinação ambientalmente adequada.  Para se viabilizar ambientalmente, por exemplo, a queima de resíduos em incineradores com aproveitamento energético, é obrigatória a instalação e manutenção de equipamentos de monitoramento ambiental contínuo e alarmes de interrupção (no caso de ultrapassagens de emissão). Se não houver investimentos adequados e fiscalização eficiente, no caso de incineradores, não é possível garantir a segurança da comunidade do entorno e do meio ambiente.

Especialistas concordam que a melhor forma de explorar a recuperação energética, considerada uma tendência da atualidade, é aliá-la às políticas públicas de investimentos, de modo a conferir competitividade a esse tipo de energia. E então, por que não investir também no aproveitamento energético de resíduos?


Fernando de Barros é engenheiro civil, especialista em Planejamento e Gestão Ambiental, mestre em Engenharia de Edificações e Saneamento e responsável técnico da Master Ambiental. www.masterambiental.com.br

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Desenvolvimento Local - Edição 34

Eficiência energética no WTC


Sustentabilidade é uma das metas do Business Club, que reúne várias empresas que buscam proteção ambiental por meio de boas práticas

O WTC Business Club é um dos maiores clubes de negócios do mundo, está presente em mais de 300 cidades, em mais de 100 países, com o objetivo de criar uma grande rede que facilite o contato para negócios tanto nacional quanto internacionalmente. Para atingir essa meta, o WTC tem três pilares: Networking, Conteúdo e Internacionalidade. Pontos considerados fundamentais para a prosperidade dos negócios.

Mas o WTC também está interessado em como as empresas estão crescendo, como estão tratando a sustentabilidade no seu processo de prosperidade. Tanto que o Club tem dezenas de comitês permanentes, que promovem cerca de 300 eventos por ano, e entre eles está o Comitê de Sustentabilidade, que promove a discussão das sustentabilidades social e ambiental, um dos assuntos mais falados dos últimos anos e que, cada vez mais, faz parte do desenvolvimento estratégico das empresas. “Mensalmente são realizadas reuniões do grupo que compõe esse comitê nacional. Fazemos inclusive, esforços para que os associados de outros WTC regionais possam participar e contribuir com suas experiências, assim como buscar nesse grupo versátil novas informações e novos conteúdos para suas gestões”, explica o Alberto de Paula Lenz Cesar, diretor regional do WTC Curitiba.

O Comitê de Sustentabilidade discute vários temas focados no crescimento sustentável e reúne empresários, executivos das grandes empresas e representantes do poder público em palestras gratuitas e eventos especiais com conteúdo exclusivo para os participantes do clube de negócios. O comitê trata, ainda, da preservação ambiental como parte da imagem que a empresa passa para o público e para o mercado.

Nesse contexto, a eficiência energética tem se tornado um dos pontos principais. Atividades que promovem a economia de energia fazem parte  tanto grandes quanto de pequenas empresas que já compreenderam que a redução dos custos com energia elétrica é essencial para manter a competividade.  Segundo o diretor regional do  WTC Curitiba, as empresas que atuam com essas determinações tecnológicas e sustentáveis vem ao encontro dos conceitos do WTC, que aproxima empresas com tendências inovadoras e modernas, visando a melhoria de produtividade na governança corporativa, vislumbrando economia e maior interatividade. “Temos acompanhado a evolução das empresas de um modo geral, entendendo que esse tema deve ser parte integrante de suas agendas corporativas. É um caminho necessário a ser traçado em suas gestões e incluídos junto a seus stakeholders. Um caminho sem volta, apenas para reforçar os passos dados”, comenta Alberto de Paula Lenz Cesar.

Entre os associados do WTC Curitiba, encontramos ótimos exemplos de eficiência energética, entre eles a HAG Consulting, que traz soluções e oportunidades para o mundo corporativo e o
Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae/PR), que adota boas práticas para a economia de energia.

De olho no mercado

Por 22 anos, Rodrigo Alvarenga atuou em várias áreas estratégicas de grandes corporações financeiras e uma das suas principais funções era ajudar os clientes a identificar oportunidades, avaliar condições de crédito e optar pela melhor forma de obter apoio financeiro. Nessas duas décadas, Alvarenga colecionou lições, uma das mais importantes segundo ele foi perceber que as empresas que pensam e agem de forma mais sustentável apresentam melhor resultado em longo prazo.

Foi com essa premissa na cabeça que, em 2010, Alvarenga fundou a HAG Consulting, em parceria com sua esposa. “Criamos a empresa com foco nas questões estratégicas de gestão, desenvolvimento e treinamento de pessoas de forma a incorporar a sustentabilidade aos negócios ou ainda desenvolver negócios que atuassem nos mais variados aspectos da sustentabilidade, como eficiência energética, gestão de resíduos, etc”, explica.

No ano passado, a convite do diretor do WTC/Brasil, Diego Petinazzi, Alvarenga passou a acompanhar os eventos promovidos pelo WTC Club, em Curitiba, e logo se tornou associado. "Participar do WTC Club foi fundamental tanto para construir e reforçar o networking com empresas, empresários e executivos, como também pela oportunidade de contribuir, por meio dos eventos e fóruns, com a troca de ideias, experiências, identificação de problemas e oportunidades comuns, mas principalmente construir um grupo que pode e deve buscar mudar a cara e o jeito de se ver e construir o Brasil de forma mais sustentável”, afirma o empresário.

Um dos projetos viabilizados pela HAG é a ACS Energia, que entrou no mercado em fevereiro deste ano para atuar no segmento de eficiência energética e representa no Brasil algumas empresas e marcas alemãs como Sweet Light e GFR, cujas tecnologias visam fornecer diferentes e complementares benefícios aos clientes, desde adaptadores/reatores para lâmpadas T5, que economizam de 20 a 62% de energia, até hardware e softwares de automação predial que permitem controlar todos os equipamentos de ar-condicionado, iluminação, controles de entrada e perimetrais de forma a otimizar o uso de energia reduzindo o consumo em até 40%, conforme pode ser verificado nos vários cases de sucesso já implantados na Europa. “A HAG procura prestar assistência e apoio aos clientes empreendedores, bem como aos projetos nos quais participa. Podemos afirmar que existe uma demanda reprimida enorme no Brasil para esse tipo de solução, tanto para os mercados de energias renováveis como de construção sustentável, nanotecnologia, entre outros”, comenta.

Com um mercado tão promissor, Alvarenga diz que a ACS Energia é apenas o primeiro projeto da HAG Consulting, que muitos outros já estão no “forno”, entre eles energias renováveis como biogás e projetos de inovação e biosegurança, para os quais o empresário ainda está avaliando potenciais investidores.



Medidas simples

No Sebrae/PR - Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná, a economia de energia é obtida com atitudes simples e inteligentes. Há anos a entidade adota boas práticas relacionadas à eficiência energética, como o gerador movido a biodiesel, que foi instalado na unidade em Curitiba, em 2009, para evitar a suspensão de atividades durante blackouts, o que evita imprevistos e gastos extras. Segundo Vitor Roberto Tioqueta, diretor-superintendente do Sebrae/PR, a iniciativa tem garantido a proteção de dados e o funcionamento regular do sistema de informática que interliga a entidade em todo o estado, mesmo durante interrupções de energia. “O equipamento é moderno, possui catalisadores e filtros que neutralizam poluentes, não emite a fumaça e o cheiro característico dos motores diesel comuns. Optamos por um sistema que não agride o meio ambiente, e, ao mesmo tempo, nos dá mais segurança de trabalho”, explica.

Para reduzir a conta de energia elétrica, a mais largamente utilizada pela indústria e pelo comércio, o Sebrae/PR ainda executa outras ações complementares. A entidade implantou em todas as unidades do Paraná sensores de presença, com o quais o uso de energia só ocorre quando necessário. Outra atitude pensando na eficiência energética é o uso de torneiras de pressão, que evitam o desperdício de água, que também é fonte de energia.

As ações não param por aí. O Sebrae/PR está conseguindo evitar o desperdício de energia com a redução da quantidade de impressoras, que passaram a ser instaladas em áreas comuns, para que vários setores dentro da entidade possam usá-las. O resultado até agora foi a redução do número de impressões. Uma ação que exigiu um pouco mais de investimento foi a substituição de coberturas por telhados com isolamento, o que diminui o uso do ar condicionado, pois o ambiente se mantém climatizado mesmo com o aparelho operando em uma potência menor. “O Sebrae/PR também iniciou um estudo para a implantação de iluminação led, com lâmpadas eletrônicas e com capacidade de 50 mil horas, que, num futuro próximo, pode representar mais economia”, comenta o diretor-superintendente.

Segundo Tioqueta, a entidade não tem estimativas em números com relação à economia gerada por essas ações, mas ele garante que a consciência do uso racional de recursos naturais é cada vez maior. Mesmo com a redução de alguns equipamentos, como no caso das impressoras, o diretor-superintendente afirma que o Sebrae/PR está conseguindo fazer as mesmas coisas, algumas vezes até mais, utilizando menos recursos. “A eficiência energética e a adoção de boas práticas são fundamentais nos tempos de hoje, em que o planeta precisa mais do que nunca ser preservado. O Sebrae/PR, que apoia o empreendedorismo e as micro e pequenas empresas, precisa dar o exemplo. Temos responsabilidade nesse processo, razão pela qual iniciamos – e prosseguimos – com uma política de preservação e de boas práticas que, mesmo simples, podem fazer a diferença”, comemora Tioqueta.


WTC Curitiba - 41 4141-1020 
www.wtcclub.com.br
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Veja outros conteúdos dessa edição:


Matérias:

- Capa: Sustentabilidade além da matéria-prima
- Entrevista: Lourival dos Santos e Souza
- Visão Sustentável: Gesso reciclado vira fertilizante para agricultura
- - Responsabilidade Social Corporativa: Educando na Sustentabilidade
- Energias Renováveis

Artigos:
- Artigo: O sonho acabou? (Jerônimo Mendes)
- Artigo: Oportunidade e realização (Rafael Giuliano)
- Artigo: O mito do PIB (Daniel Thá)
- Artigo: Água: A crise e a inércia política global (Hugo Weber Jr)
  
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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Deseja cursar uma Especialização em Energias Sustentáveis?

Estão abertas as matrículas para o 2º Semestre para o Curso de Especialização em Estratégias Sustentáveis em Energia da Universidade Positivo. CONFIRA!!!

PÚBLICO
Ex-alunos de cursos superiores das áreas das Engenharias, Administração, Economia, Contabilidade, Direito; profissionais das áreas tecnológicas, setor elétrico e de energia e setor industrial.

TEMAS ABORDADOS NO CURSO
Setor elétrico brasileiro I - modelo institucional, aspectos jurídicos, regulatórios e tarifários
Setor elétrico brasileiro II - ambientes de comercialização, plano nacional de energia e a matriz energética brasileira
Geração de energia elétrica I - fontes de energia Renováveis - sistemas alternativos, biomassa, biodigestores e biogás
Geração de energia elétrica II - energia solar e eólica
Geração de energia elétrica III - usinas hidrelétricas, utilização dos recursos hídricos, PCH's
Gestão estratégica de energia
Sustentabilidade corporativa
Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e inovação tecnológica
Eficiência energética
Geração distribuída - redes inteligentes, smart grid
Gestão energética - ISO 50.001
Planejamento da expansão e da operação do setor elétrico brasileiro
Metodologia e organização do projeto de pesquisa
Produção de artigo e Trabalho de Conclusão de Curso
Seminário - energia e sustentabilidade

Inscrições: 12/06/2013 a 29/07/2013
http://up.com.br/LandpageInterna.aspx?c=1893&i=136

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A água também é verde


*Heloisa Bomfim

A eficiência energética vem se consolidando como uma das principais diretrizes que norteiam a construção de novos empreendimentos no Brasil. Mas, aos poucos, a economia de água também tem ganhado os holofotes de projetos sustentáveis. Isso faz todo o sentido uma vez que diariamente desperdiçamos litros e litros desse recurso. Uma simples torneira gotejando, por exemplo, é capaz de jogar fora mais de 32 litros em um dia. O que também aumenta a necessidade de ações preventivas contra o desperdício é o custo da água. Atualmente, paga-se entre R$ 16,00 e R$ 20,00 por metro cúbico de água potável, incluindo o tratamento de esgoto.

Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO), o mercado de eficiência energética pode movimentar até R$ 2 bilhões por ano. A partir de um bom plano, as médias de redução na conta de energia e água de uma indústria ficam entre 4% e 9%. No comércio, a economia pode alcançar entre 10% e 30%.
Portanto, para se considerar um projeto “verde”, ou seja, ecologicamente correto, o consumo e as formas de controle da água não podem ser ignorados. Em outras palavras, para ser “verde”, não se pode esquecer do “azul”.

Uma das ações possíveis e de fácil aplicação é o controle de vazamentos, que pode ser feito por meio de um monitoramento constante da curva de água do empreendimento. A partir desse princípio, é possível entrar com correção imediata caso haja alguma alteração. Para um empreendimento médio, que chega a gastar cerca de R$ 110 mil mensais com água, o monitoramento constante de vazamentos representa de 5% a 7% de redução na conta mensal.

Outra prática importante é a adequação dos equipamentos. Isso envolve a troca por aparelhos mais eficientes ou   a regulagem da vazão de água. Os pressurizadores nas torneiras, que distribuem melhor a água que chega ao usuário, diminuem a pressão e, consequentemente, a água usada para lavar as mãos, por exemplo. Também já podem ser encontrados mictórios a seco  , e caixas de descarga com apenas seis litros, em vez dos 12 litros que se utilizava há alguns anos.

A captação de água também gera uma boa economia, principalmente porque materializa o conceito de reciclagem da água. O tipo mais indicado é a captação de águas pluviais. Captada por uma cisterna instalada no telhado do empreendimento, a água passa pelo procedimento “first flush”, quando os primeiros 10 minutos de água são descartados, por serem geralmente mais ácidos (especificamente na cidade de São Paulo). O sistema então armazena a água, que fica pronta para receber um tratamento simples  . O único inconveniente dessa alternativa é o espaço para armazenar a água coletada. Se não um for um problema para o edifício, a técnica só traz bons resultados, com redução de 17% no consumo de água  .

Reciclagem de água. Também é possível reciclar para fins potáveis as chamadas “águas cinzas”, de lavatórios, chuveiros ou qualquer água que não tenha contato com bacia sanitária. O tratamento é um pouco mais caro, mas é facilmente compensado   com a estimulação do uso racional da água que essa técnica acaba proporcionando.

O reúso de “águas negras”, de esgoto, já apresenta um maior nível de complexidade no tratamento e tecnicidade, pela maior probabilidade de contaminação. Outras ações, como a opção por plantas nativas nos jardins, que consomem menor quantidade de água, e campanhas de conscientização dos usuários do empreendimento, também trazem reduções consideráveis.
Um bom projeto pode contemplar até 20% ou 25% na redução do consumo de água. Medidas como controle de vazamentos, instalação de redutores de pressão nas torneiras, substituição de válvulas de descarga e de boias de regulagem de nível podem gerar excelentes economias.

Para se ter uma ideia do montante de economia que é possível fazer com o controle de água, tomemos com exemplo um shopping center da cidade de São Paulo  . O empreendimento mantinha um consumo de água mensal de cerca de R$ 115   mil e após a adoção de um programa para controle de água conseguiu reduzir os gastos em 20%, ou mais de R$ 22 mil. As mesmas medidas, num empreendimento que gasta R$ 253 mil por mês com consumo de água, resultaram em economia de 24%, ou R$ 62 mil por  mês.

Seja qual for o projeto, é importante ter em mente que uma ação aparentemente simples já é capaz de trazer uma economia interessante. Quando se fala de um recurso tão indispensável quanto a água, todo e qualquer esforço para sua preservação torna a operação de um empreendimento mais  inteligente e mais eficiente.  
*Heloisa Bomfim é Business Developer da Dalkia Brasil

Sobre a Dalkia
Fundada há mais de 70 anos na França, a Dalkia é a divisão de energia da Veolia Environnement em parceria com a Electricité de France (EDF). É referência mundial em serviços de eficiência energética, utilidades e infraestrutura e está presente em 40 países. Em todo o mundo, os serviços da Dalkia têm como objetivo otimizar o consumo de energia e o uso das instalações, proporcionando o melhor aproveitamento dos recursos. No Brasil desde 1998, a Dalkia atua em instituições de saúde, instituições de ensino, empreendimentos comerciais, shopping centers e indústrias. Em 2011, a Dalkia registrou um faturamento de R$ 318 milhões no País.   

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sheraton Porto Alegre estreia programa Faça Uma Escolha Ecológica na América Latina


Em tempos de Rio +20, evento que mobiliza o Brasil inteiro em torno da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, o Sheraton Porto Alegre será um dos hotéis piloto na América Latina a pôr em prática o programa Faça Uma Escolha Ecológica. Criado pela rede Starwood de Hotéis e já implementado na Europa e nos Estados Unidos, a meta é reduzir 30% do consumo de energia e 20% do consumo de água por apartamento, em todas as mais de mil propriedades do grupo norte americano até 2020. A ação começa a funcionar na capital na próxima segunda-feira (18).

Os hóspedes do Sheraton gaúcho que permanecerem na cidade por mais de uma noite e aderirem à causa poderão escolher um ou mais dias de sua hospedagem para dispensar os usuais serviços de Governança, que incluem itens como trocas diárias de roupa de cama e de toalhas. Sua senha de ingresso ao Programa será pendurar na maçaneta da porta do apartamento a placa “Escolha Ecológica “.

Com esta atitude, em somente um dia o hóspede colabora para economizar 40 litros de água gastos em higienização dos apartamentos, 25 mil m3 de gás natural, eletricidade suficiente para manter um computador ligado por 10 horas e 500 ml de produtos de limpeza. Como recompensa, será premiado com um voucher de R$10,00 para consumo de alimentos e bebidas ou 500 starpoints em sua pontuação como membro preferencial da rede para cada dia que abrir mão do serviço.