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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

ISAE/FGV realiza palestra gratuita de sustentabilidade para a comunidade


No próximo dia 3 de fevereiro, às 19h30, começa o Ciclo de Palestras Ponto e Contraponto ISAE/FGV, uma oportunidade de discutir temas atuais e promover o conhecimento das práticas de gestão. No dia 04 de fevereiro será ministrada a palestra “Sustentabilidade com Diferencial Competitivo” às 19h30.
Segundo o diretor de educação, Antonio Raimundo dos Santos, “o ciclo busca sempre unir o ponto de vista acadêmico com uma interface do mercado. Nosso objetivo é gerar discussões de novas ideias e soluções, além do networking que o ciclo sempre gera a cada ano”.
Os encontros são abertos para toda a comunidade e ministrados por professores do ISAE/FGV e profissionais com amplo conhecimento mercadológico nas áreas de Finanças, Sustentabilidade, Gestão e Projetos. Confira a programação completa que acontece, gratuitamente, até o dia 6 de fevereiro:

Dia 3 de fevereiro (segunda-feira)
Gestão Financeira: Gerando Valor para a Empresa Professores: Eduardo Schermak (especialista em Gestão Financeira e Controladoria e Auditoria-FGV; docente em cursos de pós-graduação em gestão empresarial) e Marco Antonio Cunha (mestre em Gestão Empresarial- FGV, especialista em Economia de Empresas e farmacêutico/UEPG).

Dia 4 de fevereiro (terça-feira)
Sustentabilidade com Diferencial Competitivo
Professores: Norman de Paula Arruda Filho (presidente do ISAE/FGV, membro da Diretoria do Comitê Brasileiro do Pacto Global e presidente do Capítulo Brasileiro do PRME; doutor em Gestão Empresarial Aplicada-ISCTE/Portugal, mestre em Gestão Empresarial e Pública-EBAPE e especialista em Administração Pública-FGV) e Cleverson Andreoli(doutor em Meio Ambiente e Desenvolvimento-UFPR, mestre em Ciências do Solo e Engenheiro Agrônomo; membro permanente da International Water Academy e ganhador do Prêmio FINEP de Inovação Tecnológica em 1998 e 2007).

Dia 5 de fevereiro (quarta-feira)
Por que é Importante a Transição de Empresa Familiar para Empresa Profissional?Professores: José Carlos Abreu (doutor em Engenharia Industrial PUC-RJ, mestre em Business Administration-Columbia University e engenheiro Eletrônico-UnB) e Augusto Fontoura Benzi (graduado em Administração de Empresas com MBA em Gestão Comercial ISAE/FGV).

Dia 6 de fevereiro (quinta-feira)
As Competências de Relacionamento do Gerente de Projetos e StakeholdersProfessores: Mathias Freire de Carvalho (publicitário com MBA em Gestão de Projetos e pós-graduação na FGV e Programa de Intercâmbio em Administração de Marketing e Marketing de Serviços na HEC/ISA) e Gianfranco Muncinelli (mestre em Engenharia Elétrica-UTFPR, especialista em Gestão Empresarial-UFSC, especialista em Telecomunicações-PUC-PR; tem MBA em Gestão Comercial-FGV e formação em Coaching e Análise Transacional-SBC).

Agende-se:
Ciclo de Palestras Ponto e Contraponto ISAE/FGV
Data: 3 a 6 de fevereiro
Horário: 19h30
Inscrição: Gratuita (vagas limitadas) via site http://www.isaebrasil.com.br/eventos.aspx
End.: ISAE/FGV (Av. Visconde de Guarapuava, 2943 I Centro I Curitiba-PR)
Contato: (41) 3388-7811 ou eventos@isaebrasil.com.br
Redes Sociais: FacebookTwitterLinkedIn

sábado, 16 de março de 2013

AIESEC promovem Ideia Social

Evento que acontece no próximo dia 20 de março pretende reunir ONGs de Curitiba e Região para que interajam sobre as principais questões relativas à sua estruturação.

O Instituto GRPCOM e a AIESEC promovem na próxima quarta-feira, dia 20 de março de 2013, o Ideia Social, evento que pretende reunir gestores e colaboradores de ONGs de Curitiba e Região para que discutam sobre temas de interesse ao desenvolvimento do terceiro setor. O fórum acontece no Estação Business School e terá a palestra de Liziane Dranka, empreendedora da INK e multiplicadora para o Brasil da certificação internacional PMD Pro1 (Project Management for Development).

Abaixo, segue o folder de divulgação. São 80 vagas e cada organização pode inscrever até três pessoas para participar. Para acessar o formulário de inscrição, clique no folder.

Acesse aqui para fazer sua inscrição!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Terceira edição do Start-up Lab acontece em novembro

Evento é um provocativo convite ao risco; mais do que ter boas ideias ou negócios inovadores, é necessário pensar em colocá-las em prática

Nos dias 12 e 13 de novembro acontece em Curitiba a terceira edição do Start-up Lab, um evento pioneiro, idealizado pela Artemísia e pelo HUB Curitiba, que permite a empreendedores apresentar seus negócios ou ideias a uma banca de especialistas e interessados, com o objetivo de testar seus modelos, obter sugestões de melhoria e fazer contato com atores que possam contribuir para o empreendimento.

Esta edição será realizada pelo HUB Curitiba e pelo Sebrae/PR , durante a Semana Global do Empreendedorismo, com o objetivo de estimular o surgimento, a ampliação e a diversificação de novos empreendimentos, difundir o empreendedorismo e propiciar um espaço estimulante de troca.

“O Start-up Lab é uma oportunidade para empreendedores testarem aquela ideia que está na gaveta e dar aquela empurrada nos que ainda não se inspiraram para realmente colocarem as mãos a obra”, declara Jessica Maris Maciel, uma das articuladoras do HUB Curitiba.

Como funciona?

No Start-up Lab empreendedores apresentam sua ideia para uma banca formada por potenciais investidores, empreendedores, especialistas e profissionais de comunicação em falas objetivas de 5 minutos,o “pitch”. Os pitchers (ou apresentadores) recebem da banca, também em cinco minutos, críticas e sugestões de melhoria para o desenvolvimento dos seus empreendimentos.

Nesta edição, as bancas serão divididos entre Negócios Sociais e Negócios Inovadores. No dia 12, o HUB Curitiba recebe negócios ou ideias com foco em Negócios Sociais, organizações que combinam viabilidade econômica e impacto social/ambiental positivo. Nesta categoria, serão selecionados seis pitchers.

Já no dia 13, o foco são empresas com propostas inovadoras que tenham cadastro no Sebrae/PR. Caso o participante ainda não tenha o seu, poderá realizar sua inscrição pelo site: http://app.pr.sebrae.com.br/CRM/IncluirPessoaFisicaSimplificadoAuto.do Nesta categoria, serão selecionados oito pitchers e as apresentações acontecerão no auditório do Sebrae/PR.

Além de testar seus negócios e receber insumos para melhoria, outra grande oportunidade do evento é a possibilidade dos empreendedores conhecerem pessoas e iniciarem o relacionamento após a apresentação dos pitchs. É o momento para que potenciais investidores, sócios, clientes etc. iniciem uma conversa para futuros desdobramentos. Francisco Millarch, da rede de investidores C2i Anjos, e José Henrique Rodrigues, diretor presidente da Brain Box Design, já estão confirmados para as bancas. O Start-up Lab é realizado com seis a oito pitchers por edição e o evento total dura em torno de duas horas.

“Esperamos que esta edição traga ideias muito inovadoras e que ainda mais conexões de valor sejam criadas para os nossos pitchers. Estamos muito animados com a realização de uma das bancas em parceria com o Sebrae/PR”, finaliza Jessica.

O Start-up Lab é gratuito e aberto a ouvintes, pessoas que queiram conhecer os negócios e os empreendedores. Ao final haverá um espaço aberto com coffee para interação entre os participantes.

Inscrições:

Empreendedores interessados devem realizar a inscrição da sua ideia de negócio até o dia 28 de outubro. Ouvintes que queiram simplesmente assistir ao evento poderão se inscrever pelo mesmo link. As inscrições para participar como empreendedor do Start-Up Lab Curitiba são limitadas.

Serviço:

3ª edição Start-up Lab Curitiba

Quando: 12 e 13 de novembro. Inscrições até o dia 28 de outubro.

Local: 12/11 – HUB Curitiba. R. Comendador Macedo, 233 – Centro

13/11 – Auditório Sebrae/PR. Rua Caeté, 150 - Prado Velho

Horário: das 18h30 às 21h30


Mais informações: http://startuplabcuritiba.com/

Hub Curitiba

Telefone: (41) 3079.7233 | 3079-6233


Redes sociais: facebook.com/hub.curitiba   @hub_curitiba

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Os olhos atentos à sustentabilidade

Evento realizado pelo curso de Administração reuniu no programa Sala de Visitas autoridades que discutiram sustentabilidade


A sustentabilidade na prática empresarial foi um dos temas da última edição do programa Sala de Visitas, realizado no dia 16 na Faculdade de Educação Superior do Paraná (FESP) pelo curso de Administração.

Idealizado e conduzido pelo coordenador do curso, professor Edison Luiz Dias, o Sala de Visitas contou com a participação dos empresários Rodrigo Rocha Loures e Rose Oliveira e o professor da FESP, Pedro Salanek Filho.

O tema tem sido foco de inúmeras discussões em todo o planeta desde a Eco 92 tendo como ponto de partida a construção de novos modelos de sociedade. Inspirada na necessidade de disponibilizar ao mercado um curso com a formatação completamente aplicada às práticas de gestão empresarial, a FESP oficializou o lançamento do MBA de Gestão em Sustentabilidade durante o evento. “O papo de salvar o mundo já está se esgotando da mesma forma em que se esgotam nossas reservas naturais”, destacou o professor coordenador do novo MBA, Pedro Salanek.

“Quando fomos buscar pelos conceitos dos vários cursos sobre sustentabilidade disponíveis em várias instituições do país, vimos que a grande maioria mantém o foco apenas nos conceitos do tema”, disse Salanek quando apresentou o curso. Segundo ele, é preciso mostrar aos alunos como as empresas podem conhecer e aplicar a sustentabilidade na realidade empresarial e nos negócios.


Sustentabilidade

O tema sustentabilidade conduziu o Sala de Visitas com discursos marcantes que acabou chamando atenção de boa parte dos alunos que participaram. Willian Lepinski, de 19 anos, aluno de Comércio Exterior, questionou os convidados sobre a associação entre os desafios de uma economia que necessita do consumo e a própria necessidade de se manter sustentável.

“A maneira mais barata de se aplicar sustentabilidade nas empresas é pelo planejamento estratégico. E para alcançarmos um futuro sustentável, precisamos retomar o ponto onde tudo começou, o nosso universo interior”, disse Rocha Loures aos atentos olhares de um público que lotou o grande auditório.

A empresária Rose Oliveira chamou atenção do público destacando que a despreocupação com a concorrência tem sido um dos diferenciais da sua empresa. “Vendemos produtos totalmente sustentáveis que passam por rigorosos processos com certificações internacionais e sabemos que por mais que o mercado seja rigoroso e exigente, para nos manter temos que nos sustentar com profissionais das mais diversas áreas que possuem os mesmos objetivos de qualidade e visões sustentáveis”, disse a empresária manauara detentora da rede Cativa Natureza, única no Brasil a comercializar cosméticos com insumos orgânicos rastreados.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Curso GRI em São Paulo

Relatório de Sustentabilidade GRI


O relatório de sustentabilidade é a principal ferramenta de comunicação do desempenho social, ambiental e econômico das organizações. O modelo de relatório da Global Reporting Initiative (GRI) é atualmente o mais completo e mundialmente difundido.

Seu processo de elaboração contribui para o engajamento das partes interessadas da organização, a reflexão dos principais impactos, a definição dos indicadores e a comunicação com os públicos de interesse.

Em 2007, a GRI iniciou o processo de construção do treinamento oficial para elaboração dos relatórios de sustentabilidade com base no modelo da entidade. O UniEthos, o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVces) e a BSD formaram uma parceria para se credenciarem para a realização do curso certificado pela GRI. Em fevereiro de 2008, a parceria das três entidades foi a primeira do mundo a alcançar a certificação. Em abril de 2008, o Uniethos realizou a primeira turma do curso Relatórios de Sustentabilidade GRI certificado pela Global Reporting Initiative.

A GRI foi criada com o objetivo de elevar as práticas de relatórios de sustentabilidade a um nível de qualidade equivalente ao dos relatórios financeiros. O conjunto de diretrizes e indicadores da GRI proporciona a comparabilidade, credibilidade, periodicidade e legitimidade da informação na comunicação do desempenho social, ambiental e econômico das organizações.

A GRI empenha-se na melhoria constante das diretrizes e na sua adoção por diferentes países. Atualmente, mais de 1000 empresas produzem seus relatórios com base na terceira geração do modelo GRI-G3.1.


DEMAIS INFORMAÇÕES


Próxima turma: 8 e 9 de agosto de 2012 (inscrições abertas)
Duração: 16 horas (2 dias consecutivos)
Horário: das 8h às 17h
Local: São Paulo, SP
Investimento: R$ 2.250,00 (para empresas não associadas ao Instituto Ethos)

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail

atendimento@uniethos.org.br
ou pelo telefone (11) 3897-2439. Horário de atendimento: das 9h às 18h, de segunda à sexta.

Encontro Art of Hosting - Lideranças Colaborativas - Curitiba

Saibma mais: aoh.curitiba@gmail.com 

terça-feira, 3 de julho de 2012

GREENBUILDING BRASIL REFORÇA POTENCIAL DE MERCADO E INTERESSE POR EMPREENDIMENTOS SUSTENTÁVEIS NO PAÍS


Vocação do Brasil para “prédios verdes” estimula a busca por certificação e abre um mercado com grande potencial de crescimento

São Paulo, junho de 2012 – A necessidade de se pensar em desenvolvimento constante sem agredir cada vez mais o meio-ambiente é urgente. Empreendimentos autossustentáveis ou que causam menor impacto ambiental não podem ser concebidos como simples alternativas – são na verdade a única opção para garantir qualidade de vida, principalmente em grandes cidades de um planeta que já conta com mais de sete bilhões de habitantes. Nesse sentido, mais do que um espaço para apresentar projetos e soluções na construção civil sustentável, a 3ª edição da GREENBUILDING BRASIL - CONFERÊNCIA INTERNACIONAL & EXPO é uma oportunidade única para fortalecer a qualificação profissional em um mercado com grande potencial de crescimento. O evento é realizado pelo Green Building Council Brasil (GBC) e promovido pela Reed Exhibitions Alcantara Machado (RXAM), no Transamérica Expo Center, em São Paulo, entre os dias 11 e 13 de setembro.

Hoje o Brasil é o quarto país no ranking da certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), selo criado pelo GBC norte-americano, sendo que São Paulo e Rio de Janeiro são as cidades com mais prédios verdes no país. Segundo a consultoria Cushman & Wakefield, a estimativa é que até 2013 o número total de edifícios verdes disponíveis nessas capitais chegue a 37%. Existem razões de sobra para uma expectativa tão otimista. Em 2004, o primeiro pedido de certificação emitido em toda a América Latina saiu do Brasil e até 2007 havia somente oito projetos de certificação em andamento.

O cenário havia se transformado radicalmente em abril de 2012, quando em território brasileiro já existiam 526 empreendimentos sustentáveis em funcionamento, sendo 52 já certificados pelo Green Building Council. Até essa data também estavam em processo de certificação outros 474 prédios. O interesse pelas construções sustentáveis tem também motivação econômica. Sabe-se que adotando medidas sustentáveis é possível obter redução de até 30% no consumo de energia, de até 50% no de água e de 80% dos resíduos sólidos; valorização de 10% a 20% no preço de revenda do imóvel e redução média de 9% no custo de operação do empreendimento durante toda a sua vida útil.

Por seu caráter único como polo centralizador de ideias e de pessoal altamente qualificado, interessado em se aprofundar cada vez mais na área, a GREENBUILDING BRASIL em sua edição 2012 também ampliou seu espaço de conferência, que desta vez terá três dias de palestras sobre os mais relevantes temas para esse mercado, como arquitetura sustentável, eficiência energética, qualidade ambiental interna e uso racional da água. Nesta edição 2012 as visitas técnicas acontecerão em dois dias, possibilitando maior flexibilidade de participação. Os participantes poderão conhecer de perto empreendimentos sustentáveis como o escritório do banco inglês Barclays no Brasil e o CPD da Vivo – Tamboré, ambos em processo de Certificação LEED.

A exposição abre espaço também para encontros e palestras com especialistas de renome internacional, como foi o caso da apresentação de Glenn D. Hughes, na edição 2011. Arquiteto e consultor, Hugues apresentou o projeto desenvolvido para o jornal The New York Times, e explicou como foi projetado o aproveitamento de luz natural em todo o edifício. Segundo ele, a nova construção custou menos que o esperado, pois reduziu o gasto de energia elétrica em 70% uma economia de 433 kilowatt/hora e 3,795 megawatt/ano. “A mudança no ambiente com uso da luz natural ajuda a melhorar entre 4% e 7% a produtividade no trabalho”, apontou o arquiteto à época.

Em 2011, o GREENBUILDING recebeu mais de mil visitantes das principais capitais do Brasil e de países como EUA, Reino Unido, Canadá, Costa Rica e Itália, público composto por patrocinadores, palestrantes nacionais e internacionais, arquitetos, engenheiros, consultores e especialistas da área de construção civil.


GREENBUILDING BRASIL OFERECERÁ TREINAMENTO PARA CERTIFICAÇÃO LEED™ EM EDIFICAÇÕES EXISTENTES

Prédios podem se adequar para obter certificação de sustentabilidade em operação e manutenção.

São Paulo, junho de 2012 – Prédios já existentes também podem se beneficiar de medidas ecologicamente corretas. Essa é a principal ideia por trás do treinamento Aplicação da Ferramenta Internacional de Certificação LEED EBOM para Prédios Existentes, ministrado por João Alves Pacheco, Diretor de Engenharia e Sustentabilidade da consultoria Cushman & Wakefield. O treinamento é parte das atividades propostas pela 3ª edição da GREENBUILDING BRASIL - CONFERÊNCIA INTERNACIONAL & EXPO, evento realizado pelo Green Building Council Brasil (GBCB) e promovido pela Reed Exhibitions Alcantara Machado (RXAM), no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

Durante o dia 12 de setembro, das 9h às 18h, o profissional explanará sobre os diferentes pré-requisitos e créditos para obtenção da certificação LEED™ de prédios existentes, que demandam principalmente a adoção de medidas na operação e manutenção (Existing Building Operation and Maintenance, EB O&M). Como estratégia do treinamento, os inscritos deverão, com apoio do material didático e orientação do docente, solucionar um problema de aplicação da certificação em um edifício fictício. De acordo com Pacheco, o EBOM não busca efetuar intervenções estruturais, ou reformas pesadas. "Alterações que não demandem a desocupação do prédio, por exemplo, como retrofits das instalações de ar condicionado ou de fachdas, também podem ser boas oportunidades para a aplicação desse processo". O evento é voltado para profissionais e estudantes das áreas de Arquitetura, Engenharia, Gestão Ambiental, entre outros e Pacheco ressalta, justamente, que uma das possibilidades interessantes para o treinamento é a troca de experiências e conhecimentos entre os participantes com diferentes backgrounds.

Hoje o Brasil é o quarto colocado no ranking da certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), selo criado pelo Green Building Council norte-americano, sendo que São Paulo e Rio de Janeiro são as cidades com mais prédios verdes no país. A GREENBUILDING BRASIL em sua edição 2012 também ampliou seu espaço de conferência, que desta vez terá três dias de palestras sobre os mais relevantes temas para esse mercado, como arquitetura sustentável, eficiência energética, qualidade ambiental interna e uso racional da água. Nesta edição 2012 as visitas técnicas acontecerão em dois dias, possibilitando maior flexibilidade de participação. Os participantes poderão conhecer de perto empreendimentos sustentáveis como o escritório do banco inglês Barclays no Brasil e o CPD da Vivo – Tamboré, ambos em processo de Certificação LEED. Em 2011, o GREENBUILDING recebeu mais de mil visitantes das principais capitais do Brasil e de países como EUA, Reino Unido, Canadá, Costa Rica e Itália, público composto por patrocinadores, palestrantes nacionais e internacionais, arquitetos, engenheiros, consultores e especialistas da área de construção civil.

Serviço:

Treinamento
Aplicação da Ferramenta Internacional de Certificação LEED EBOM para Prédios Existentes
12 de setembro, das 9h às 18h
3ª Greenbuilding Brasil - Conferência Internacional & Expo
Data: 11 a 13 de setembro de 2012
Local: Transamérica Expo Center
Endereço: Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 Santo Amaro

Horários:
Conferência -3ª a 5ª feira das 8h30 às 18h
Visitas Técnicas- 4ª e 5ª feira das 8h às 13h
Expo- 3ª a 5ª feira das 10h às 19h
Mais informações: http://www.expogbcbrasil.org.br/



quarta-feira, 13 de junho de 2012

Evento do Pacto Global em Curitiba

ADESÃO AO PACTO GLOBAL AJUDA EMPRESA MOSTRAR AÇÕES PELA SUSTENTABILIDADE, AFIRMA ESPECIALISTA

Vitor Seravalli conduziu uma oficina realizada nesta quarta-feira, em Curitiba, pelo Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial


Aderir aos princípios do Pacto Global não é apenas mais um título para a empresa, mas uma oportunidade de mostrar o que ela tem feito em prol da sustentabilidade, disseminar suas iniciativas, trocar experiências e criar uma oportunidade de negócios. A opinião é do especialista Vitor Seravalli, que esteve em Curitiba nesta quarta-feira (13) para conduzir uma oficina sobre o Pacto Global. Seravalli já presidiu o Comitê Brasileiro do Pacto Global.

Realizado pelo Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE), do Sistema Fiep, o encontro reuniu mais de 70 pessoas, a maioria profissionais de empresas como a América Latina Logística, Arauco do Brasil, Copel, Ecovia, Electrolux, Gemalto, Spaipa, Bematech, Volvo, CNH, Furukawa, HT Technologies, Bosch, GVT, além de faculdades, prefeituras, sindicatos e associações.

O objetivo foi conscientizar e capacitar as empresas para a adesão ao Pacto Global - iniciativa proposta pela ONU que chama as empresas para a sua responsabilidade para com o futuro do planeta. Oficinas como essa, foram realizadas, também, em Maringá, Ponta Grossa, Cascavel e Londrina.

Ao abrir o encontro, o presidente executivo do CPCE, Victor Barbosa, destacou que as empresas mais eficientes possuem um compromisso social na gestão empresarial. “No mundo globalizado de hoje, não entender e não seguir as regras de responsabilidade social é um convite à mediocridade e lucratividade reduzida”, disse.

O Paraná possui 77 signatários - atrás apenas para São Paulo. “O Paraná tem a vantagem de ter a Fiep como signatária e membro do Comitê Brasileiro. O trabalho da Fiep e do CPCE na conscientização dos empresários tem ajudado muito a aumentar o número de empresas que seguem os princípios”, disse. Das três cidades brasileiras que já aderiram, duas são paranaenses: Maringá e Ortigueira. Em todo o mundo são 8.000 signatários. O Brasil aparece na quarta posição, com 456. “Nossa meta é chegar em 2020 com 20 mil signatários”, avaliou Seravalli.

Comunicação de Progresso – Após firmar compromisso com os princípios do Pacto Global, as empresas devem fazer, uma vez ao ano, o Comunicado de Progresso (COP). No site www.pactoglobal.org.br há uma série de informações sobre como montar este relatório.

O Crea-PR é signatário desde 2009. “Antes não tínhamos nada nessa área de responsabilidade social. Nosso primeiro passo foi realizar uma oficina com os funcionários e pontuar ações que eles estivessem dispostos a fazer”, disse a coordenadora do Comitê de Responsabilidade Socioambiental Corporativa do Crea-PR, Cacilda Ribeiro. Segundo ela, entre os resultados estão a unificação dos indicadores e a adesão ao selo pró-equidade de gênero na empresa.

A Arauco do Brasil já está se preparando para sua primeira Comunicação de Progresso. “A empresa tem dentro de seus compromissos ações relacionadas aos princípios globais. Isso facilitará na hora de evidenciar as ações”, afirmou a coordenadora de relações institucionais da Arauco, Maristela Aparecida dos Santos, destacando que a adesão da matriz da empresa, que fica no Chile, incentivou a fábrica do Brasil a também se tornar signatária.

Sustentabilidade Revisitada – Durante o encontro de Curitiba, o empresário e secretário executivo do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, Rodrigo da Rocha Loures, lançou o livro “Sustentabilidade Revisitada: o que queremos sustentar?”. Segundo Loures, que presidiu o Sistema Fiep até 2011, a sustentabilidade parte da mudança de consciência dos empresários. “As iniciativas têm que acontecer por protagonismo da sociedade civil e dos empresários. Podemos ir além da mobilização e sermos agentes do desenvolvimento sustentável”.

Foto: Mauro Frasson
Fonte: FIEP

terça-feira, 12 de junho de 2012

Economia verde para um novo modelo de desenvolvimento


Ambientalistas, empresários e a sociedade se perguntam como minimizar o impacto socioambiental sem abrir mão da segurança financeira

O modelo econômico atual, de produção e consumos crescentes, além de ferir o meio ambiente e o ser humano, já não se sustenta. Ainda assim, muitos governos, empresários e economistas continuam apostando nele e incentivando-o, como se não houvesse outra forma de manter a população da Terra alimentada, segura e feliz, mesmo sabendo que a maior parte da população da Terra não está nem alimentada ou segura e muito menos feliz.

"A humanidade descobriu que é parte do problema que afeta a sua própria sobrevivência na medida em que sistemas econômicos e políticos permitem tanto a perversa exploração do ambiente quanto de outros seres humanos", afirma o representante da sociedade civil da Comissão Nacional Organizadora do governo brasileiro da Rio+20, o doutor em Engenharia Ambiental Rubens Harry Born. "A economia de uma civilização sustentável tem que estar a serviço da sociedade e em defesa da vida."

Para ele, a noção da necessidade urgente de mudança para outro modelo não apenas econômico, mas civilizatório, de sociedades sustentáveis, se disseminou com a gravidade das crises climáticas e da perda de biodiversidade, e ganhou novos atores sociais que exigem de governos e de empresas essa mudança. Segundo Born, que também é coordenador executivo do Instituto Vitae Civilis para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz - organização brasileira fundada em 1989 -, no Brasil houve avanços na legislação, como aprovação de leis sobre política nacional de recursos hídricos, de resíduos sólidos, unidades de conservação ambiental, crimes ambientais, acesso à informação etc. "Mas esses avanços ainda não redundaram em mudanças estruturais nas políticas econômicas e em reversão da degradação socioambiental", diz. "Por isso, precisamos continuar a sensibilizar e mobilizar a sociedade para a efetivação dos compromissos globais e nacionais para a sustentabilidade."

Espera-se que um importante passo nesse sentido seja dado na Rio+20 - Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável 2012, a ser realizada nos dias 20 a 22 de junho deste ano, cujo objetivo é desenvolver uma declaração política de renovação dos compromissos internacionais em desenvolvimento sustentável assumidos na Rio-92 - Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. "Além da transformação econômica, o desafio é buscar a transformação dos arranjos institucionais internacionais para que estes ajudem países e cidadãos a encontrar meios para promoção da plataforma social e das condições ambientais necessárias para a vida digna de todos", diz Born.

A transição que o mundo precisa fazer para chegar a esse novo modelo econômico e civilizatório, na falta de outra definição mais exata, está sendo chamada de economia verde. Born afirma que ainda não há um consenso sobre um conceito do que seja economia verde e que essa expressão tem suscitado debates e interpretações variadas, segundo as diversas abordagens e visões dos diferentes meios sociais (trabalhadores, empresários, indígenas, governos etc.).

Para ele, independentemente do nome dado à nova economia, ela deve atender às sete questões críticas que a ONU propõe na Rio+20 (ver quadro): "E as atividades econômicas, de comunidades rurais até conglomerados industriais, devem atender a dois fundamentos: por um lado, contribuir para a efetivação de direitos sociais à educação, saúde, alimentação e habitação, consagrados na Declaração Universal de Direitos Humanos elaborada pela ONU em 1948 e, por outro lado, respeitar os limites ambientais planetários e de cada ecossistema, ajudando a conservar e restaurar ecossistemas, respeitar a capacidade de suporte, proteger áreas frágeis".

O ambientalista conta que um dos temas da Rio+20 (assim chamada porque se completam 20 anos da Rio-92), é a economia verde para erradicação da pobreza e promoção do desenvolvimento sustentável: "Outro tema importante é a governança, ou seja, os mecanismos decisórios e institucionais, de transparência e acesso à informação na esfera global para a coordenação do desenvolvimento sustentável".

Pequenos ajustes: Born afirma que não se pode confundir economia verde com apenas a mitigação, pelo uso de tecnologias de controle da poluição ou outras medidas semelhantes, de impactos socioambientais. "Economia verde não é, por exemplo, mero aproveitamento de oportunidades para atividades e negócios que ajudam a poluir menos", diz. Para ele, essas ações são necessárias, mas não suficientes para se alcançar uma economia em favor da sustentabilidade e da sociedade, pois essa economia deve contar com marcos regulatórios estabelecidos pelo poder público e com parâmetros ambientais fundados no conhecimento científico e no princípio da precaução. Sempre considerando aspectos culturais e históricos de importância para as diferentes comunidades humanas.

O ambientalista diz que acreditar que essas iniciativas, que chama de pequenos ajustes, estão colocando o mundo no caminho da sustentabilidade é um equívoco que incentiva os modos atuais de produção e consumo. Ele exemplifica com a indústria veicular, associada ao segmento de combustíveis fósseis e renováveis, que se assentam na capacidade ilimitada (crescimento ilimitado) da produção e uso de veículos para o transporte individual. "Isso resulta somente em mais congestionamento nas cidades, mais óbitos e pessoas enfermas nas cidades pela poluição, além de exploração ampliada de petróleo (pré-sal) ou de terras férteis", diz. Assim, para Born, as políticas públicas e programas que favorecem tal produção e consumo, como a recente redução de impostos para veículos de baixa cilindrada como estratégia governamental para enfrentar a crise financeira, ou a aprovação da lei que altera o Código Florestal, colocam o país na contramão dos esforços necessários para lidar com a redução de emissões de gases de efeito estufa e proteção da biodiversidade.

Contudo, algumas corporações nacionais ou multinacionais se dedicam a essas ações e afirmam que estão fazendo sua parte. Empresas como a Volvo, fabricante motores e veículos, e a Beraca, desenvolvedora de tecnologias, soluções e matérias-primas para tratamento de águas, cosméticos, nutrição animal e indústria de alimentos e bebidas.

Para o coordenador de assuntos institucionais e governamentais da Volvo do Brasil, Alexandre Parker, todo passo no sentido de poupar o meio ambiente e as pessoas é um passo na direção da economia verde: "Todos os empresários podem desenvolver projetos sustentáveis, até porque há muitas linhas de crédito bastante atrativas, disponíveis nacional e internacionalmente, para projetos bem estruturados, responsáveis e profissionais".

A gerente comercial nacional da Beraca, Vanessa Salazar, acredita que toda iniciativa, por mínima que seja, é importante. Ela afirma que a Beraca está comprometida, a partir de critérios nacionais e internacionais de gestão ambiental, social e econômica, com a conservação da biodiversidade, o respeito ao conhecimento tradicional e uma repartição justa e equitativa dos benefícios ao longo de toda a cadeia produtiva.

Empresas sustentáveis: Alexandre Parker diz que, como todo o Grupo Volvo - que tem 20 fábricas e 190 pontos de venda no mundo todo -, a Volvo do Brasil, sediada em Curitiba, no Paraná, é firmada em três pilares: qualidade, segurança e respeito ao meio ambiente, e está em constante desenvolvimento de ideias e projetos em todos os departamentos que visam a esses objetivos. "São projetos focados, profissionais e produtivos, pensados, projetados e conduzidos para, de alguma forma, contribuir com a economia verde e o fairtrade", diz.

"Porém, entenda-se bem", adverte, "com resultados em médio e longo prazo". Ele conta, por exemplo, que o departamento de Engenharia de Produto, pelo qual ingressou na Volvo, em 1986, já na década de 1980 praticava a lista negra dos produtos, indo além da demanda legal, ou seja, não apenas não utilizando materiais proibidos legalmente, mas reconhecidamente prejudiciais. "Não há um dia em que eu não trabalhe com um dos nossos pilares ligados à sustentabilidade", afirma.

Já Vanessa Salazar acredita que, para uma empresa crescer de modo sustentável precisa apoiar-se no tripé da sustentabilidade, ou seja, com aproveitamento inteligente de recursos naturais e buscando desenvolvimento social e econômico. E que um produto, para ser considerado sustentável, tem que ser desenvolvido preservando os recursos naturais e as pessoas envolvidas na exploração desses recursos: "Em seu processo produtivo, a Beraca trabalha em parceria com cerca de 1.500 pessoas, distribuídas em núcleos comunitários. Entre as ações, está o auxílio na organização da coleta de frutos da floresta, por meio de treinamentos sobre o manejo sustentável de matérias-primas, e a ampliação das oportunidades de inserção no mercado", conta. "Dessa forma, exportamos óleos vegetais, manteigas, extratos, resinas e argila com a certeza de que estamos respeitando o meio ambiente e proporcionando uma fonte de renda para várias famílias brasileiras".

Vanessa destaca algumas iniciativas, que julga positivas, do governo brasileiro na área de atuação da Beraca, como a assinatura do Protocolo de Nagoya que estabelece bases para um regime eficaz e que torna possível o acesso e a repartição dos benefícios provenientes da biodiversidade, bem como dos conhecimentos tradicionais a ela associados: "É um importante passo para garantir a preservação e a conservação da biodiversidade no mundo, além de um instrumento contra a biopirataria".

Ela lembra ainda o CGEN (Conselho de Gestão do Patrimônio Genético), criado com o intuito de regulamentar a utilização de recursos genéticos. "O Brasil, berço da maior biodiversidade do mundo, precisa ser o mais preocupado em preservar suas riquezas e estimular a economia verde", afirma Vanessa. "Comparado a outros países do mundo, ainda temos uma atuação tímida nesse sentido, mas, acreditamos, a iniciativa privada e a sociedade podem realmente fazer diferença e assumir a liderança desse movimento".

A Beraca, com sete fábricas no território nacional, e presente em 41 países por meio de 33 distribuidores, localizados nas Américas, Europa, Ásia e Oceania - e ainda um escritório comercial em Paris, é signatária do Pacto Global da ONU, para o setor privado, defende dez princípios universais, derivados da Declaração Universal de Direitos Humanos, da Declaração da Organização Internacional do Trabalho sobre Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção.

Nos sites de ambas as empresas, Volvo do Brasil (www.volvodobrasil.com.br) e Beraca (www.beraca.com.br), é possível conhecer em detalhes cada projeto ligado à sustentabilidade e ao comércio justo.

Pessoas sustentáveis: Além de iniciativas corporativas e empresariais, surgem cada vez mais iniciativas da sociedade na busca pela preservação dos recursos do planeta e da vida humana. Instituições, ONGs e indivíduos que trabalham e até dedicam suas vidas a esses valores. Pessoas como o diretor de cinema diretor israelense Micha Peled, que acaba de lançar o último filme da sua Trilogia da Globalização, que mostram, com eloquência, os efeitos negativos das ações de grandes corporações nas vidas de pessoas.

"O que eu posso fazer a esse respeito?" Questionando-se dessa forma diante do que acredita serem os maus efeitos colaterais da globalização, Peled produziu os documentários Store Wars: when Wal-Mart comes to town (sem versão em português), China Blue e Amargas Sementes. Este foi exibido no Brasil no festival internacional de documentários "é tudo verdade", que aconteceu no Rio de Janeiro e em São Paulo no final de março. Através dos olhos de uma adolescente que sonha se tornar jornalista - Manjusha Amberwar -, Amargas Sementes desvenda uma epidemia de suicídios entre produtores familiares de algodão - mais 250 mil mortes - que, ao serem obrigados a utilizar sementes transgênicas produzidas pela Monsanto, perdem suas colheitas e terras, entram em desespero e cometem suicídio, deixando famílias inteiras para trás. Manjusha é uma das órfãs da epidemia.

Peled diz que o objetivo desses filmes é chamar a atenção para o poder das grandes corporações sobre as vidas e que a única forma de parar as consequências ruins desse poder é as pessoas se informarem e se organizarem.

Apesar de se declarar um cineasta e não um ativista, as escolhas de Peled têm sido bem particulares. Seus primeiros trabalhos como documentarista abordam questões ligadas às origens do diretor, que nasceu e viveu uma parte da vida em Israel, e a trilogia, que levou doze anos para ser concluída, levanta questões de fairtrade. "Eu não teria devotado doze anos da minha vida a fazer filmes sobre algo com o qual não me importasse", afirma. "É aí que entra o ativista: faço os filmes e mostro essas questões a pessoas do mundo todo."

Entretanto, ele ressalta uma questão importante: para que as pessoas realmente mudem de comportamento não se pode somente lhes apontar o que está errado, é preciso apresentar alternativas: "Não adianta mostrar às pessoas somente o que eles devem ser contra, mas do que podem ser a favor."

Peled acredita que a melhor contribuição que pode dar é fazer filmes. Ele conta que recebe muitos emails de pessoas que, tocadas pelos documentários, procuram informações para agir de forma mais justa e sustentável. O filme China Blue, que mostra as agruras da vida de duas adolescentes que trabalham como operárias em uma indústria de jeans que exporta para várias partes do mundo, é um bom exemplo. Ao ver como aqueles operários trabalham sob condições insalubres e análogas ao trabalho escravo, as pessoas querem saber como podem comprar roupas feitas sob condições corretas de respeito ao trabalhador, à natureza e ao mercado.

Peled leva muito tempo para fazer um documentário (levou quatro anos para terminar China Blue e três anos para Amargas Sementes) porque passa muito tempo observando, conversando com as pessoas e colhendo informações e provas. Ele verifica a veracidade de todas as informações e ouve os vários lados de cada questão. Confirma fatos, consulta cientistas, recolhe relatórios e documentos.

Para ele, a natureza de uma grande corporação é crescer continuamente e agregar valor a suas ações, garantindo sua lucratividade não apenas hoje, mas no futuro. Conversando com muitas pessoas ligadas a grandes corporações, empregados, diretores, etc., especialmente das indústrias que critica nos filmes, Peled ouve as mais variadas explicações de porque o que estão fazendo é uma coisa boa: "Em todas as indústrias, as pessoas, seres humanos como eu, podem ser muito boas, talvez melhores do que eu", diz Peled. "O que percebo é que a mente humana não consegue viver muito tempo em dissonância cognitiva, ou seja, você não pode se olhar no espelho e sair para trabalhar todos os dias se sabe que a empresa para a qual você trabalha está fazendo coisas terríveis. Então você acredita em outra coisa que o faça se sentir melhor. E acredita profundamente nisso, da mesma forma que eu acredito no oposto."


7 Questões Críticas da Rio+20 (fonte: site da Rio+20 - www.rio20.info)

EMPREGO
Ação econômica e políticas sociais para criar trabalho remunerado são fundamentais para a coesão e estabilidade sociais. "Empregos verdes" são vagas na agricultura, indústria, serviços e administração que contribuem para a preservação ou restauração da qualidade do meio ambiente.

ENERGIA
O Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-moon está liderando a iniciativa Energia Sustentável para Todos para garantir o acesso universal a serviços energéticos modernos, melhorar a eficiência e aumentar o uso de fontes renováveis.

CIDADES
Permitir que as pessoas avancem social e economicamente está entre as melhores coisas nas cidades e os desafios enfrentados podem ser superados de forma que possam continuar a prosperar e crescer, melhorando a utilização dos recursos e reduzindo a poluição e pobreza.

ALIMENTAÇÃO
Uma mudança profunda no sistema alimentar e na agricultura mundial é necessária se quisermos alimentar os atuais 925 milhões de famintos e os 2 bilhões de pessoas esperadas até 2050.

ÁGUA
Escassez e má qualidade de água impactam negativamente a segurança alimentar, subsistência e oportunidades educacionais para as famílias pobres em todo o mundo. Até 2050, uma em cada quatro pessoas provavelmente viverá em um país afetado por escassez crônica ou recorrente de água potável.

OCEANOS
Nossa água da chuva, água potável, tempo, clima, litorais, grande parte da nossa alimentação, e até mesmo o oxigênio do ar que respiramos são, em última análise, todos fornecidos e regulados pelo mar. A gestão cuidadosa deste recurso global essencial é uma característica chave de um futuro sustentável.

DESASTRES
Com um ritmo acelerado de desastres naturais, acarretando uma perda maior de vidas e propriedades, e um maior grau de concentração de assentamentos humanos, um futuro inteligente significa planejar com antecedência e ficar alerta.


Matéria publicada na Edição 28 da Revista Geração Sustentável - Jornalista Letícia Ferreira

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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:

Tecnologia e Sustentabilidade: Energia solar: um sonho de consumo

Visão Sustentável: Software de gestão corporativa promove autossustentabilidade para empresas

Responsabilidade Social Corportativa: Responsabilidade empresarial com futuro

Desenvolvimento Local: A sustentabilidade como profissão
Artigos:

Marcio Zarpelon: Sustentabilidade na construção civil

Jeronimo Mendes: Aprendendo com a crise

Ivan de Melo Dutra: Subsídios do governo brasileiro

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