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domingo, 31 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
NEODENT DÁ EXEMPLO DE GESTÃO AMBIENTAL EFICIENTE
Com a implantação de políticas ambientais que preservam o meio ambiente e com índices que chegam a 98% de eficiência no tratamento de seus efluentesUma gestão ambiental eficiente, além de uma obrigação determinada pela legislação, começa a ser percebida como um diferencial estratégico para a maioria das empresas. Todo esse processo de gestão passa necessariamente pela orientação de uma empresa de consultoria especializada e pela implantação de novas alternativas socioambientais.
A Neodent é um desses exemplos. Empresa líder no segmento de atuação e 100% nacional, vem utilizando alta tecnologia em seus processos industriais sendo assim referência em sistemas de gestão ambiental. Em sua nova fábrica na cidade industrial de Curitiba produz implantes, componentes protéticos e instrumentais cirúrgicos, conta com máquinas e equipamentos de última geração que garantem produtos de alta qualidade, além de performance que atendem as mais rigorosas normas internacionais e políticas socioambientais.
Segundo Fabiana Dian Ferreira, engenheira química da consultoria 3R Ambiental responsável pela implantação dos projetos ambientais da Neodent, a preocupação da empresa com meio ambiente possibilitou, desde a construção da nova fábrica, uma gestão ambiental eficiente. ”Desde a escolha do terreno, para a nova unidade fabril, que tinha um plano de gerenciamento de resíduos da obra, depois com a construção da estação de tratamentos de efluentes, a Neodent tem atitudes que visam gerenciar de modo adequado os seus resíduos produzidos, colocando em prática a política dos “3 Rs” (Reduzir, Reusar e Reciclar), isso demonstra a sua preocupação com a preservação de recursos naturais”, ressalta a engenheira.
Dentre as ações efetivadas da Neodent estão o tratamento, através de processo físico-químico do efluente gerado pelo processo industrial e posterior tratamento em conjunto com o esgoto sanitário, através do “Sistema de Lodos Ativados”, possibilitando o reuso em irrigação. Outro projeto é o gerenciamento adequado dos resíduos sólidos através de plano de gestão de resíduos sólidos implantado com treinamentos constantes. Os resíduos gerados possuem total rastreabilidade desde a sua geração até sua destinação final. Considerando que qualquer processo industrial se caracteriza pelo uso de insumos (matérias-primas, água, energia, etc.) que, estes passando por um processo de transformação, geram produtos, subprodutos e resíduos, por isso a importância de gestão de ambiental implantada na empresa.Segundo o gerente geral da Neodent Daniel Lecuona, o sistema e tratamento de efluentes é modelo e recebe muitas visitas técnicas pela sua eficiência. “A Neodent pratica melhorias contínua em seus processos fabris e na parte ambiental não seria diferente.
Nosso tratamento de efluentes que reaproveita água para irrigação de jardins e tem uma eficiência de quase 100%, nos deixa satisfeitos”, acrescenta o gerente.A 3R Ambiental vem desenvolvendo projetos de consultoria sempre buscando a construção de sistema de Gestão Ambiental eficiente, que possibilite ganhos ambientais e financeiros para as empresas. O uso de tecnologia de ponta de gestão de resíduos sólidos e efluentes para redução de custo e os impactos ambientais são prioritários para a consultoria, que atua no mercado deste 2001. “O objetivo maior da gestão é o aprimoramento permanente de melhoria na qualidade ambiental dos serviços, produtos e ambiente de trabalho e temos conseguidos ótimos resultados como na Neodent, que investiu e hoje é exemplo para outras”, comenta Livia Dian Ferreira, sócia da 3R Ambiental.
Conheça o Sistema de Lodos Ativado da Neodent
A solução escolhida pela Neodent foi instalação de uma estação de tratamento de efluente eficiente que possibilitasse o reuso do efluente tratado para fins não potáveis. Os processos de tratamento de efluente visam reduzir a emissão de substâncias poluentes no solo e corpos d'água.
Neste sistema, o efluente industrial passa por tratamento físico-químico e posteriormente é encaminhado ao tratamento biológico juntamente com o esgoto bruto, através de equalização em um tanque pulmão. Então eles seguem para um tanque de aeração, com injeção de oxigênio por difusores de ar, acelerando a atividade bilógica de degradação por meio de bactérias aeróbicas. Essas bactérias presentes formam uma biomassa, denominada lodo, totalmente em suspensão, que será separada na unidade seguinte que é o decantador. Esse lodo é recirculado para o tanque de aeração e o excedente é descartado para os leitos de secagem.
Salienta-se que o termo efluente é o termo usado para as águas que após sua utiliza
ção, apresentam as suas características naturais significativamente alteradas. O efluente não tratado prejudica o meio ambiente e a saúde das pessoas. O lançamento do efluente diretamente nos rios causa poluição, levando a morte dos organismos vivos, mau cheiro, maior custo dos municípios para tratamento da água potável. Os agentes patogênicos presentes no efluente sanitário podem causar doenças como cólera, a difteria, o tifo, a hepatite e muitas outras.Projetos ambientais implantados pela 3R Ambiental
Entre os serviços prestados pela consultoria, o tratamento de efluentes e reuso da água são os diferenciais. A implantação de estações de tratamento de efluentes (ETE) tem sido muito importante para as empresas, em função da legislação ambiental, altos custos do consumo de água e do impacto ambiental causado pelo despejo de efluentes sem tratamento na natureza.
Para uma maior eficiência deste tratamento a 3R Ambiental realiza ensaios de tratabilidade, dimensiona e opera estações de tratamento de efluentes líquidos industriais e também esgoto sanitário. “Após os ensaios de tratabilidade os projetos são elaborados para a construção da ETE, depois otimizamos o sistema aumentando sua eficiência,“ enfatiza Livia. Este sistema tem 98% de remoção das cargas poluidoras, um custo reduzido de operação e manutenção e a água pode ser reaproveitada para descarga de vasos sanitários, irrigação de jardins e gramados, reduzindo o uso de água potável e tendo ganhos ambientais significativos. Esta eficiência deixa os clientes com total confiança em nossos serviços.
A competitividade das empresas e uma maior conscientização ambiental dos consumidores, faz todo empresário pensar em investir em qualidade e no cuidado com o meio ambiente, com tratamento dos resíduos e dos efluentes. ”Para ajudar os empresários de maneira eficiente realizamos estudos e parcerias que possibilitem rapidez e qualidade nos processos de gestão ambiental dentro das organizações e temos conseguido êxito nos projetos“, conclui Livia.
BOX
Conheça alguns dos serviços prestados pela 3R Ambiental

• Licenciamento Ambiental
• Auditoria Ambiental
• Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV)
• Estudo de Impacto Ambiental (EIA)
• Relatório de Impacto Ambiental (RIMA)
• Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
• Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Construção Civil
• Projeto de usina de reciclagem de resíduos da Construção Civil
• Relatório Ambiental Prévio (RAP)
• Tecnologias limpas
• Treinamentos Específicos
• Caracterização de Efluentes Líquidos
• Ensaios de Tratabilidade
• Projetos, Adequação e Monitoramento de ETE (Estação de Tratamento de Efluentes Industriais e/ou sanitários)
• Sistemas de reuso de efluente tratamento
Saiba mais sobre a 3R Ambiental
http://www.3r-ambiental.com.br/ Fone: (41) 3077-9187
Destaques:
“A Neodent pratica melhorias contínua em seus processos fabris e na parte ambiental não seria diferente. Nosso tratamento de efluentes que reaproveita água para irrigação de jardins e tem uma eficiência de quase 100%, nos deixa satisfeitos”, gerente geral da Neodent Daniel Lecuona
“A Empresa Neodent tem atitudes que visam gerenciar de modo adequado os seus resíduos produzidos, colocando em prática a política dos “3 Rs” (Reduzir, Reusar e Reciclar), isso demonstra a sua preocupação com a preservação de recursos naturais”, engenheira química Fabiana Dian Ferreira, da consultoria 3R Ambiental
“A Empresa Neodent tem atitudes que visam gerenciar de modo adequado os seus resíduos produzidos, colocando em prática a política dos “3 Rs” (Reduzir, Reusar e Reciclar), isso demonstra a sua preocupação com a preservação de recursos naturais”, engenheira química Fabiana Dian Ferreira, da consultoria 3R Ambiental
Matéria divulgada originalmente na edição 23 da revista Geração Sustentável - Tania Kamienski
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
Matéria de Capa da Edição 23: Tratamentos de Efluentes
EFLUENTES NA NOVA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOSEvoluímos na área industrial, mas não tratamos a maior parte do nosso esgoto doméstico que contamina e gera um grande passivo ambiental.
Fazer a gestão ambiental e mostrar a sociedade que sua indústria ou empresa é sustentável, que não causa nenhum dano ao meio ambiente e principalmente trata seus efluentes de forma correta, para muitos empresários era uma tarefa árdua e considerada cara há alguns anos. Este panorama vem mudando, novas tecnologias surgindo e se tornaram mais baratas e finalmente depois de 20 anos o Brasil aprovou a Nova Política Nacional de Resíduos.
Para Dorivaldo Domingues de Souza, diretor da Ambisol – Soluções Ambientais, empresa especializada no tratamento de efluentes, a Lei 12.305 que institui a nova política, vai ajudar ainda mais o avanço no tratamento de efluentes no país, assim como na gestão dos resíduos e consequentemente no impacto que as indústrias têm no meio ambiente. “A lei vem juntar-se a normas e resoluções já vigentes, que já vinham funcionando bem e certamente muitos geradores mudarão suas posturas quanto ao tratamento dos efluentes, porque as multas serão altas para quem desobedecer“, alerta o diretor.
Além da legislação agora vigente existe uma consciência ambiental crescente nas indústrias. Efluentes líquidos que sempre foram considerados um problema sério, estão tendo seu tratamento cada vez mais eficiente, para que as empresas possam reutilizam a água tratada em seus processos. Na área industrial há um aumento significativo do tratamento de água pelo custo e pela necessidade de usar esse recurso de forma responsável, pontua o Dorivaldo. “Temos uma boa conscientização das indústrias para evitar poluir e consumir em excesso esse bem, além disso, o tratamento de água de efluentes e sua reutilização já são programas obrigatórios em grandes empresas”, completa.
Já para o Giuliano Moretti, diretor da Preserva Ambiental Consultoria, este ano é de adaptação a nova política, onde a sociedade organizada vem discutindo se mobilizando para qu
e a nova legislação seja cumprida. “Esta discussão faz com que o tratamento de efluentes ganhe destaque, acredito que vai ajudar na mudança de cultura no setor empresarial, onde ainda se vê a questão ambiental como gasto e não como investimento que beneficie todos”. Infelizmente hoje ainda muitas empresas somente realizam estes investimentos por sanções impostas, quando são multadas, quando precisam renovar suas licenças ambientais ou quando o mercado força a mudança. Muitas redes de varejos têm uma gestão ambiental que atinge sua cadeia de fornecedores, para isso há necessidade de adequação para poder vender seus produtos, ainda não temos uma mudança voluntária na maioria das empresas, destaca o Moretti.Medidas simples nas indústrias como a correta destinação do esgoto, que em muitas está ligada a rede fluvial, muitas vezes somente são tomadas pelos empresários quando a fiscalização bate a sua porta. É uma mudança de cultura, que a nova lei vai ajudar que isso aconteça, já que as multas podem ser pesadas, acrescenta o diretor da Preserva. “Não sai barato criar uma rede de tratamento de efluentes própria, ainda os empresários pensam no valor final e não nos benefícios ambientais e econômicos que terá, mas as mudanças estão ocorrendo, de forma lenta, mais avançando”, salienta.
Apesar de muitos ainda acharem que podem burlar a lei, a relação da indústria com os recursos naturais, principalmente os hídricos tem mudado. O uso racional da água nos dias de hoje é prioridade para as empresas que buscam competitividade e sustentabilidade em seus mercados, por isso tratar os efluentes é sinal de redução de custos e ganhos ambientais. Incentivadas por razões econômicas também, inúmeras empresas passaram a conduzir programas de gestão dos recursos hídricos, implementando projetos de reuso, redução de perdas e racionalização do uso, obtendo reduções expressivas do consumo de água e dos lançamentos de efluentes ao meio ambiente. Na maior parte dos casos, as economias anuais geradas por esses projetos superam os valores totais investidos, relata o diretor da Ambisol Dorivaldo.
A lei também reforça a visão com relação à sustentabilidade, tratamento adequado de efluentes e o crescimento sustentável passam a ser muito mais do que um mero conceito, passa por ações reais, isso tem se tornado uma alavanca importante de negócios. Fatores ambientais passam a ter papel fundamental nesse tipo de decisão, então, essa redução de impacto ambiental dos efluentes passa a fazer sentido comercial e o tratamento dos efluentes é prioritário, acredita Dorivaldo.
“Apesar de o Brasil contar agora com ótimas leis e tecnologias cada vez mais baratas e diversificadas, a falta de fiscalização abre caminhos para que infratores ambientais não sejam punidos, principalmente em cidades menores, onde ainda muitos efluentes são jogados nos rios e córregos contaminando o meio ambiente e água que consumimos“, alerta.
Desde os anos 80 o Brasil começou a pensar como tratar seus efluentes e a partir dos anos 90 a legislação que normatiza o setor começou a ser aplicada, aos poucos as indústrias foram de adequando, buscando as certificações como ISO 14001 (ambiental), criando suas próprias áreas de tratamento dos efluentes e algumas destinando para empresas menores, diz o diretor da Ambisol.
A busca por alternativas para tratamento de efluentes e geração de energias renováveis fez a indústria cimenteira, que era a grande “vilã” da poluição, inovar e criar novas tecnologias. Hoje as cimenteiras recebem resíduos de efluentes de outras empresas, que são queimados em fornos e geram energia para fabricação de cimento. O coprocessamento é a operação de reaproveitamento e destinação final, em uma única operação de queima de resíduos industriais com características físico-químicas compatíveis ao processo de produção de clínquer, em fornos rotativos da indústria cimenteira. Enquanto eficiente, seguro e econômico processo de tratamento e reciclagem de resíduos está ocorrendo, através da utilização destes efluentes e resíduos como combustíveis alternativos ou substitutos de matérias-primas, um produto econômico importante está sendo produzido, o cimento. “As indústrias de cimento se organizaram, atr
avés da parceria e transferência de tecnologia hoje acabam ajudando outras empresas a tratarem seus efluentes”. Isso gera uma economia de recursos não renováveis (combustíveis fósseis e recursos naturais), reduz as emissões atmosféricas e a destinação dos resíduos de forma segura e definitiva.Empresas, como a Processa em Colombo/PR, têm papel importante no tratamento de efluentes, porque ela armazena e destina para muitas empresas o mesmo, de forma a garantir que todo o processo seja eficiente. “Levamos muitos efluentes de clientes para a indústria cimenteira, o que possibilita que muitas empresas deem destinos eficientes e não levam mais aos aterros indústrias controlados, o que é muito benéfico” fala Wagner Piz, gerente comercial da Processa.
Além da nova legislação, a população vem tenho tem papel decisivo na fiscalização das empresas e hoje com as redes sociais rapidamente a propaganda negativa dos danos ambientais de efluentes não tratados se espalha pela rede e a imagem da empresa é prejudicada, o que ajuda na conscientização dos empresários, conclui Moretti.
COMO TRATAMOS OS EFLUENTES
Para tratar efluentes no Brasil os empresários contam com várias possibilidades, mas existe muito a ser feito, pesquisas que melhorem os processos e diminuam seus custos. Parcerias com instituições de ensino, com investimento da indústria para incentivar tecnologias cada vez melhores, possibilitaram que o tratamento de efluente melhorasse no país, entre elas está o avanço na área laboratorial.
Para comprovar a eficácia dos tratamentos dos efluentes, exames laboratoriais são importantes e dão segurança que as empresas destinem ou reaproveitarem de maneira segura. Servem para verificar a eficácia do tratamento e os requisitos legais das normas para o descarte de efluentes. Tecnologias modernas como a espectrofotometria, gravimetria, titulometria, cromatografia, espectrofotometria de absorção atômica e ecotoxicologia ajudam as empresas na comprovação da qualidade do tratamento de seus efluentes, fala Silvia Mara Haluch, química do laboratório de análises ambientais Teclab. “Precisamos que o governo olhe para as empresas como geradoras de empregos e renda e ajude com investimento para que tanto instituições de ensino como as próprias empresas possam melhorar o tratamento dos efluentes e diminuam os impactos ambientais” alerta a química.
Conheça algumas formas de tratamento de efluentes
Para efluentes líquidos existem tratamentos físico-químicos (inorgânicos e biológicos para orgânicos, grandes empresas já têm suas próprias ETEs (estação de tratamento de efluentes). É importante destacar que o tratamento dos efluentes pode variar muito dependendo do tipo de efluente tratado e da classificação do corpo de água que irá receber esse efluente, de acordo com a Resolução CONAMA 20/86. Quanto ao tipo, o esgoto industrial costuma ser mais difícil e caro de tratar devido à grande quantidade de produtos químicos presentes.
Quanto à classificação, o efluente deve ser devolvido ao rio tão limpo ou mais limpo do ele próprio, de forma que não altere suas características físicas, químicas e biológicas. Em alguns casos, como por exemplo, quando a bacia hidrográfica está classificada como sendo de classe especial, nenhum tipo de efluente pode ser jogado ali, mesmo que tratado. Isso porque esse tipo de classe se refere aos corpos de água usados para abastecimento.
Para efluentes gasosos são usados filtros (são lavados com química adequada) e sólidos são destinados a aterros controlados, muitos são levados para as cimenteiras onde são incenerados em fornos de clínquer e geram energia.
Processos Tratamentos EfluentesProcessos Químicos: Métodos de tratamento nos quais a remoção ou conversão de contaminantes ocorre pela adição de produtos químicos ou devido a reações químicas.
Processos Físicos: Método de tratamento nos qual predomina a aplicação de forças físicas (ex: gradeamento, filtração).
Processos Físico-Químicos: Método de trabalho no qual se faz uma "junção" dos processos físicos e químicos citados anteriormente.
Processo Biológico: Métodos de tratamento nos quais a remoção de contaminantes ocorre por meio de atividade biológica (ex: desnitrificação, remoção de matéria orgânica carbonácea). Os processos biológicos podem ser divididos em anaeróbios (ocorrem na presença de O2) e anaeróbios (ocorrem na ausência de O2), cada qual com suas peculiaridades, oferecendo isoladamente maior ou menor eficácia dependendo da caracterização do efluente a ser tratado.
EFLUENTES GERADOS POR NÓS E NÃO TRATADOS NO BRASIL
Quando falamos de efluentes, logo vem a nossa mente as grandes indústrias despejando nos rios, não lembramos que o esgoto doméstico que geramos na maioria dos casos é jogado na natureza sem ser tratado. Grande parte da população brasileira está longe de ter acesso pleno ao sistema de saneamento básico. Um levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, em 2008, 32 milhões de domicílios no país - ou 56% do total - não tinham ligação com a rede de esgoto. Em relação aos municípios, a situação também é preocupante: há dois anos, quase metade (44,8%) das cidades brasileiras não tinham acesso à rede geral de esgoto. São 34,8 milhões de pessoas - 18% da população - viviam em cidades em que não havia nenhum tipo de rede coletora de esgoto. Os dados de tratamento de esgoto também são preocupantes: apenas 28,5% dos municípios em 2008 possuíam tratamento, ante 20,2% em 2000.
O volume de efluente despejado na natureza é gigantesco e preocupante, enquanto a iniciativa privada vem avançado, o setor público ainda tem muito trabalho pela frente. Não somente o esgoto como a água tratada gera efluente. “A água para ser levada as nossas casas, depois de tratada gera lodo contaminado que na maioria das vezes é jogado de novo nos rios sem tratamento ocasionando contaminação uma temática que deveria ser discutida”. “Não sabemos a água que tomamos”, alerta o diretor da Ambisol.
Além do esgoto doméstico temos os efluentes gerados em milhares de cemitérios espalhados pelo Brasil, que contaminam os lençóis freáticos em todas as cidades, ressalta Dorivaldo. ”Temos que começar a pensar nisso e planejar cemitérios, onde seu efluente seja coletado a tratado”, incentiva. Este tema é difícil porque mexe com os sentimentos das pessoas, mas tem que ser questionado, inclusive a cremação, quando feita sem devidos cuidados ambientais gera um efluente gasoso que polui, alerta Dorivaldo.
A localização e operação inadequadas de cemitérios em meios urbanos podem ocasionar a contaminação de mananciais hídricos por microrganismos que proliferam no processo de decomposição dos corpos. Caso o aquífero freático seja contaminado na área interna do cemitério, tal contaminação poderá fluir às regiões próximas, aumentando, assim, o risco de saúde na população que utilizar desta água captada através de poços rasos. Uma das maiores preocupações dos ambientalistas é sobre o necrochorume – líquido que é liberado pelos corpos em decomposição. Apenas para ilustrar: um corpo em decomposição pode liberar cerca de 30 litros de necrochorume-composto basicamente de água, sais minerais e substâncias orgânicas biodegradáveis, como a putrescina – em um período de seis meses (fonte: Livro A ameaça dos Mortos).
Destaques:
“A Lei Nacional de Resíduos vem juntar-se a normas e resoluções já vigentes, que já vinham funcionando bem e certamente muitos geradores mudarão suas posturas quanto ao tratamento dos efluentes, porque as multas serão altas para quem desobedecer“, Dorivaldo Domingues de Souza, da Ambisol Soluções Ambientais
“Não sai barato criar uma rede de tratamento de efluentes própria, ainda os empresários pensam no valor final e não nos benefícios ambientais e econômicos que terá, mas as mudanças estão ocorrendo, de forma lenta, mais avançando”, Giuliano Moretti, da Preserva Ambiental Consultoria
**Matéria publicada originalmente na edição 23 da revista Geração Sustentável - Jornalista: Tania Kamienski
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