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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Projeto da SPVS é listado na Bolsa de Valores Socioambientais para receber investimentos


Contribuições ainda podem ser feitas e têm a finalidade de aproximar ONGs de investidores e incentivar as ações desenvolvidas pelo projeto Condomínio da Biodiversidade (Conbio)

Em 2012, o projeto Condomínio da Biodiversidade (Conbio), da SPVS, foi selecionado pela Bolsa de Valores Socioambientais (BVSA) – criada pela BM&FBOVESPA, para receber investimentos de empresas e da sociedade, a fim de ampliar e intensificar os trabalhos de conservação da biodiversidade realizados em áreas particulares com vegetação nativa de Curitiba e região metropolitana. O Conbio foi um dos 14 projetos escolhidos no ano passado.

Até o momento, mais de R$ 36 mil já foram doados para contribuir com a proposta e, apesar de o valor representar um excelente resultado, a meta e arrecadação estipulada pela BVSA é de R$ 100 mil. Para atingir a marca, as doações podem ser feitas pelo site (https://www.bvsa.org.br/projeto/16/condominio-da-biodiversidade-programa-de-apoio-a-conservacao) e, mesmo que a maior parte dos recursos venha de empresas que aplicam quantias superiores a R$ 1 mil, a BVSA também está aberta a receber contribuições de pessoas que desejem oferecer valores a partir de R$ 20,00, por meio de boleto ou cartão de crédito.

De acordo com Rodrigo Aguiar, Coordenador de Sustentabilidade e Instituto BM&FBOVESPA, a iniciativa busca aumentar a quantidade de dinheiro destinado às ONGs e aproximar investidores e projetos. “Numa ponta, tem gente querendo doar e, na outra, o terceiro setor buscando recursos”, explica.

Assim como acontece com companhias que têm ações listadas na Bolsa, os projetos das organizações escolhidas são listados na BVSA e aguardam o investimento socioambiental dos interessados. “O doador tem interesse em colaborar e está procurando quem merece o recurso. Oferecemos um ‘cardápio’ de opções que consideramos confiáveis e o interessado escolhe a que mais lhe interessa”, conta Rodrigo.

Para Elenise Sipinski, bióloga e coordenadora do Conbio, a oportunidade de investimento é valiosa para a conservação da biodiversidade. “O apoio recebido será direcionado para estimular proprietários de áreas com floresta nativa a manterem-nas conservadas, além de facilitar o processo de transformação dos espaços dos interessados em Reservas Particulares do Patrimônio Natural Municipal em Curitiba”, diz.

A gerente de Parcerias Estratégicas da SPVS, Monica Borges, também acredita que a iniciativa favorece a SPVS, pois ajuda a divulgar a importância da conservação da biodiversidade e torna a instituição ainda mais conhecida. “É uma honra ter um projeto da SPVS selecionado no BVSA. Sabemos da seriedade do programa e isso nos ajuda a reforçar nosso posicionamento em relação à causa, contribuindo para envolver mais empresas e pessoas nesse desafio de grande importância para o Planeta”, atesta a gerente.

Conbio

Em 2000, a partir da parceria entre SPVS e proprietários de áreas com remanescentes naturais de Curitiba (PR) e região metropolitana, foi criado o programa Condomínio da Biodiversidade (Conbio). A intenção da proposta é promover ações de conservação de áreas nativas remanescentes urbanas, motivando uma melhora na qualidade de vida de todos. Em 2008 a SPVS firmou parceria com a Prefeitura de Curitiba e desde então, realizou mais de 900 visitas em propriedades particulares com vegetação nativa.

O projeto incentiva atitudes que preservem a biodiversidade de áreas urbanas. Por meio da orientação direta a proprietários, do incentivo à criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural e da divulgação de boas práticas de conservação em ambientes urbanos, o Conbio busca contribuir com a reversão de processos de degradação ambiental nas áreas remanescentes de vegetação nativa.

Atualmente, o projeto conta com a parceria da Prefeitura de Campo Largo, Sociedade Chauá, Instituto Mater Natura, Fundação O Boticário, PADF e apoio financeiro do Caterpillar e Banco HSBC.


Bolsa de Valores Socioambientais

A Bolsa de Valores Socioambientais (BVSA) é uma iniciativa lançada pela BM&FBOVESPA e suas corretoras para impulsionar projetos realizados por ONGs brasileiras.

Para ter seus projetos listados na Bolsa, as organizações passam por rigoroso processo de seleção. Além disso, quando a fase de captação é encerrada, a O Instituto BM&FBOVESPA, através da BVSA, monitora o uso dos recursos de forma a garantir que eles sejam direcionados para os objetivos previamente assumidos.

O recurso é repassado integralmente para as ONGs e, em dez anos de existência, a instituição já captou R$ 12,7 milhões para 121 projetos.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Edição 29: Matéria de Capa - Instituto HSBC

Sintonia com demandas socioambientais e econômicas do Brasil

Financiando projetos e desenvolvendo iniciativas próprias, instituto engaja colaboradores e é primeira ONG corporativa com status associativo da ONU

Diego Mesquita, 22 anos, é um exemplo de que o voluntariado pode ajudar os a comunidade, mas também o próprio voluntário. Atualmente, é responsável pela área de TI da Fundação Projeto Pescar, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, uma iniciativa apoiada pelo IHS (Instituto HSBC Solidariedade), que oferece cursos profissionalizantes para jovens. Uma das atribuições de Mesquita é treinar orientadores em todo o Brasil.

Na adolescência, ele foi um beneficiado pela Fundação por meio do projeto de educação Oportunidades que Transformam Vidas, fazendo o curso Iniciação Profissional em Vendas e Atendimento ao Cliente, na Unidade Projeto Pescar Volpar. Ele conta que realmente teve sua vida transformada.

Aos 15 anos, Mesquita trabalhava em uma transportadora, sem carteira assinada e com a remuneração diária de R$15,00, sem direito a férias e 13º salário. "Precisava contribuir com a renda da minha família, pois sempre fomos humildes, mas também sempre me dediquei ao máximo aos estudos, trabalhando durante o dia na transportadora e estudando à noite".

Ele ainda lembra e segue os conselhos da orientadora no projeto, Barbara Adirme, de sempre desempenhar suas funções com boa vontade e nunca parar de estudar. Após a formatura, em dezembro de 2006, Mesquita não conseguiu um emprego, mas não desanimou e até se ofereceu para atuar como voluntário no Projeto Pescar. Em 2007, ele deu aula de empreendedorismo no projeto e, naquele mesmo ano, foi indicado pela antiga orientadora para uma vaga temporária no Pescar que, em breve, tornou-se um emprego com contrato efetivo.

Em agosto deste ano, Mesquita comemorou cinco anos no Projeto Pescar "com a alegria de ter sido uma caminhada pesada e cansativa, mas de muitas vitórias e, cada vez mais, com um sentimento de dever cumprido". Ainda em 2012, ele conclui a faculdade de Sistemas de Informações e pretende fazer curso de inglês e pós-graduação. "Acredito muito na oportunidade que tive no projeto, pois como sempre morei em uma 'vila complicada', vendo amigos seguirem caminhos diferentes e até mesmo partirem por causa de suas escolhas erradas, enxergo que fiz as escolhas certas nessa caminhada", declara.

Mesquita lembra ainda que foi o apoio do IHS que possibilitou tudo isso. Segundo ele, no Projeto Pescar, esse apoio é essencial para a expansão da Tecnologia Social Pescar, ampliando o acesso de jovens em situação de vulnerabilidade social ao mundo do trabalho e da geração de renda. "Fico feliz de existirem empresas assim, que conseguem estar em sintonia com as demandas sociais do país e beneficiar jovens que, como eu, têm potencial e precisam de oportunidade", afirma.

A história do gaúcho Diego Mesquita é apenas uma entre os milhares de vidas beneficiadas pelos projetos e trabalhos apoiados e desenvolvidos pelo Instituto HSBC Solidariedade, IHS. Primeira ONG corporativa a ganhar status associativo do Departamento de Informações Públicas da Organização das Nações Unidas, ONU. O IHS apoia, somente durante o primeiro sementre desse ano, 177 projetos socioambientais, beneficiando diretamente 156 mil pessoas.

Além de ter seu trabalho chancelado pelas Nações Unidas, o IHS irá divulgar ações e contribuir localmente para os programas globais da ONU, e para a mobilização da opinião pública para a promoção dos objetivos das Nações Unidas. Representantes do Instituto participarão de conferências e eventos, farão parte de uma plataforma global de compartilhamento de informações e melhores práticas, além de terem acesso à sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, para todas as reuniões e encontros abertos em sua área de atuação.

Demandas socioambientais: A gerente sênior de Sustentabilidade do HSBC Roseli Ramos informa que a entidade apoia projetos como os de organizações que atuam com foco em educação (destinando cerca de 50% dos recursos), meio ambiente (25%) e geração de renda (25%) para a comunidade, além de coordenar de iniciativas próprias e contribuir para a implantação de programas globais do HSBC. Em 2011, foram investidos quase 20 milhões de reais em 236 projetos, atingindo aproximadamente 197 mil pessoas.

O IHS busca também impulsionar o fortalecimento e a profissionalização do terceiro setor por meio de capacitações periódicas e do estabelecimento de parcerias que contribuam para o desenvolvimento sustentável.

Roseli destaca parecerias com instituições como Pastoral da Criança (de quem o HSBC é o maior parceiro privado), WWF e Incubadora Tecnológica de Corporativas Populares da FGV. Outros projetos a serem destacados são os desenvolvidos com organizações como o Hospital Pequeno Príncipe, Acridas, Fundação O Boticário, Grupo DPaschoal, SPVS e Earthwatch Institute, além de diversas universidades, como PUC do Rio Grande do Sul, do Paraná, de Minas Gerais e de Goiás.

Outro projeto a ser lembrado é o HSBC Educação, projeto próprio do IHS, que atende 530 pessoas de 11 casas-lares e abrigos de Curitiba e Região Metropolitana, e culmina no Natal do Palácio Avenida, em dezembro, quando 160 crianças se apresentam num coral para pessoas do Brasil inteiro num dos mais antigos edifícios da capital paranaense.

Outro projeto apoiado pelo IHS é o Instituto Salvia de Soluções Socioambientais (Issa), que atua no Núcleo Rural do Córrego do Urubu, no entorno do Distrito Federal. Fundado em 1998, pelo especialista em tecnologia social e sistemas permaculturais e agroflorestais Andrew Miccolis e pela doutora em Energia e Recursos pela Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, Renata Marson, seu objetivo é desenvolver estratégias e técnicas locais que diminuam a vulnerabilidade das comunidades e dos ecossistemas, aumentando, assim, a capacidade de adaptação às mudanças climáticas por meio de sistemas sustentáveis de gestão dos recursos hídricos e ocupação do solo.

O Issa é apoiado pelo IHS com R$100 mil no Projeto Aclimar - Plantando Árvores e Colhendo Águas -, que foi apresentado na Rio+20. O foco é na gestão sustentável dos recursos hídricos, controle de erosão e drenagem, bem como sistemas sustentáveis de uso e ocupação do solo, como Agroecologia, Permacultura e Sistemas Agroflorestais.

Miccolis informa que, diretamente, são 480 pessoas beneficiadas somente pelo Projeto Aclimar, mas, indiretamente, esse número é bem maior. Ele conta que o motivo que o levou a fundar o Issa foi a vontade de encontrar soluções que ajudassem as pessoas a sair da pobreza, ao mesmo tempo recuperando e conservando a natureza.

(Foto: Voluntário Ednei Lopes em entrega de ovos de Páscoa em uma entidade social)

O Issa é, hoje, um centro de referência em tecnologias socioambientais e moradia sustentável, com sistemas agroflorestais e agroecológicos, recuperação de áreas degradadas, além de sistemas de captação, armazenamento e tratamento de água e bioarquitetura. Miccolis conta que, em 2010, o Issa foi selecionado no edital do IHS para projetos sobre adaptação a mudanças climáticas. "É muito louvável e importante o apoio do HSBC na área ambiental", afirma. "O banco é pioneiro em apoiar projetos relacionados a mudanças climáticas".

O IHS também incentiva a formação de líderes sociais locais com iniciativas como o Prêmio Instituto HSBC Solidariedade - Troféu Dra. Zilda Arns Neumann (em homenagem à fundadora da Pastoral da Criança) que busca reconhecer pessoas que se destacam no terceiro setor paranaense com projetos focados em Educação e Meio Ambiente. Os eleitos recebem um prêmio em dinheiro para ser investido em capacitação e nos projetos desenvolvidos.

Além dos apoios e parcerias, e dos programas de capacitação das ONG parceiras, o Instituto HSBC Solidariedade mantém o núcleo DMA (Desenvolvimento, Monitoramento e Avaliação), cuja equipe está em permanente contato com as entidades apoiadas e os padrinhos, acompanhando o investimento do Instituto, avaliando os resultados obtidos e ajudando-as a alcançar seus objetivos.

Água para todos: O HSBC Brasil coordena programas ambientais globais do Grupo HSBC na América Latina. No Brasil, as atividades de engajamento de colaboradores recebem apoio do IHS.

Atualmente, no Programa HSBC pela Água - com as ONGs internacionais Earthwatch Institute, WaterAid e WWF -, e anteriormente com o HSBC Climate Partnership, em parceira com WWF, The Climate Group, Earthwatch Institute e Smithsonian Tropical Research Institute (STRI).

Uma pesquisa encomendada pelo Grupo HSBC descobriu que, globalmente, os investimentos relacionados à água têm alto retorno para o desenvolvimento socioeconômico. O resultado médio sobre cada dólar investido em proporcionar o acesso universal à água e ao saneamento seria de aproximadamente cinco dólares. Na América Latina, o valor sobe para 16 dólares.

O Programa HSBC pela Água terá um investimento de US$ 100 milhões e será desenvolvido entre 2012 e 2016. Tem como objetivos proteger bacias hidrográficas importantes para comunidades e negócios, promover o acesso à água e higiene das populações com grande necessidade, e estimular o engajamento de colaboradores do HSBC.

Junto a parceiros locais, a Earthwatch está desenvolvendo projetos para engajar colaboradores do HSBC e comunidades em um programa científico global realizado por cientistas-cidadãos, coletando dados ambientais com tecnologia inovadora. A WWF ajudará a proteger cinco importantes bacias hidrográficas em todo o mundo e, no Brasil, o foco é a bacia do Rio Pantanal.

Já o programa HSBC Climate Partnership foi desenvolvido de 2007 a 2011, com investimentos de US$ 100 milhões no mundo, e buscou responder às ameaças das mudanças climáticas. A iniciativa teve como principais objetivos apoiar o desenvolvimento de cidades mais limpas e verdes, coordenar a maior pesquisa de campo no mundo sobre impactos climáticos em florestas, proteger alguns dos maiores rios do planeta e as populações que vivem no entorno, capacitar colaboradores sobre mudanças climáticas, e formar uma força tarefa para desenvolver projetos de conscientização no banco e na comunidade, promovendo a ecoeficiência e os negócios sustentáveis.

Dentro desse programa, em Guaraqueçaba, no Litoral do Paraná, 436 colaboradores dos países latinoamericanos onde o HSBC atua foram capacitados para questões climáticas, com treinamentos teóricos e práticos.

Voluntários: O Instituto HSBC Solidariedade coordena o Programa HSBC de Voluntariado, que promove o engajamento dos colaboradores do banco em projetos apoiados pelo IHS e ações próprias. As ações são coordenadas com o apoio de Comitês Regionais de Ação Voluntária que cobrem todas as regiões em que o banco atua. Em 2011, o programa mobilizou cerca de 3 mil pessoas, o que representa 15% de engajamento do total de colaboradores do grupo no Brasil.

(Foto: Odair Schusarz, colabor voluntário do HSBC)

Ela diz que, também no ano passado, o Instituto criou o Programa de Reconhecimento para prestigiar e premiar os colaboradores que se destacaram pelo engajamento voluntário, e para celebrar o engajamento e estimular colaboradores que ainda não praticam o voluntariado. "Por exemplo, no dia do aniversário, o colaborador voluntário recebe um presente e, sempre que temos a oportunidade em eventos, chamamos os voluntários da região, valorizando-os diante de gestores e colegas".

O gestor de Custos Ednei Lopes, o HSBC em São Paulo, é um colaborador voluntário Climate Champion (que passa por um treinamento específico) e Super Champion, o que significa que faz parte de um grupo cuja missão é "Fortalecer os objetivos de sustentabilidade e, apoiando atitudes e estimulando ações com foco nos negócios, nas operações e no engajamento, promovendo a cultura sustentável no dia a dia dos colaboradores e nos processos do HSBC Brasil". Lopes que, mais do que um voluntário HSBC é, hoje, um ativista em questões climáticas, conta que uma das coisas que mais o deixa feliz é convencer outra pessoa a ser voluntária, assim como ele. Atuar em ações socioambientais lhe despertou o interesse pelas questões relacionadas à sustentabilidade e o HSBC vem lhe oferecendo oportunidades de se aprofundar no tema em treinamentos, workshops e conferências.

No ano passado, ele concluiu um MBA com ênfase em Meio Ambiente na FGV, Fundação Getúlio Vargas, e, atualmente, seu trabalho vai além dos projetos do HSBC: já fez palestras sobre meio ambiente para mais de 2 mil pessoas, mantém um blog (www.facasuaparte.com.br) sobre sustentabilidade e consumo consciente, e escreve para um portal de notícias regional. "Meu objetivo é estar cada vez mais preparado para participar de um planeta onde todos deverão ser sustentáveis", declara.

Além disso, organiza expedições ecológicas para envolver os colaboradores do banco e convidados deles em atividades de contato direto com a natureza. "Já fomos conhecer as Nascentes do Rio Tietê, em São Paulo; a Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, e descemos a Estrada Velha de Santos, em 2010, participando no Global Work Party, evento promovido em parceria com a ONG 350.org. A última foi em São Luiz do Paraitinga", diz.

Lopes também faz parte do Comitê de Voluntariado de São Paulo, formado em 2008, que se reúne todos os meses. "É um grupo super engajado e diverso, e cada um, com a sua expertise, faz toda a diferença para o sucesso da equipe. Temos apoio dos gestores e percebo que a atividade voluntária vem crescendo no HSBC, não só em quantidade de ações realizadas, mas na percepção dos colaboradores, que entendem o quanto essa prática é saudável e recompensadora".

Como colaborador voluntário, ele participa de várias campanhas, dá aulas de educação financeira em escolas públicas por meio de projetos em parceria com a ONG Junior Achievement, e organiza ações próprias e específicas. Este ano, as ações estão atreladas à Gincana do Milênio, da qual Lopes participa com Os Sustentáveis - uma equipe que formou com colegas do departamento onde trabalha - que estão trabalhando na ONG CCA Vila Londrina, atendendo 200 crianças na Zona Leste de São Paulo. A Gincana é uma ação que dura o ano todo e promove vários desafios para fortalecer o voluntariado dos colaboradores e beneficiar a comunidade.

Lopes trabalha há 15 anos no Grupo HSBC, onde iniciou no mercado de trabalho, aos 18 anos. "O fato de o HSBC ser uma empresa com responsabilidade social e ambiental é um dos fatores que mantém meu interesse e satisfação em trabalhar para o banco", afirma.


Apadrinhamento: Toda iniciativa ou projeto financiado pelo HSBC tem um colaborador responsável chamado de padrinho ou madrinha. Desde o ano passado, eles são capacitados pelo IHS para essa função e passaram a participar do processo de seleção dos projetos a serem apoiados pelo IHS - e não somente de sua indicação como anteriormente.

(Foto: Alunos da Fundação Projeto Pescar junto com a madrinha Maria Cecília M. Fraga)

A gerente de Relacionamento em Plataforma Corporate do HSBC em Porto Alegre, Maria Cecilia Merladete Fraga, trabalha no banco há 26 anos e, há 10 anos, é madrinha da Fundação Projeto Pescar. Ela conta que sempre se interessou por projetos sociais e decidiu se tornar madrinha do Projeto Pescar assim que tomou conhecimento dele. Maria Cecília acompanha o desenvolvimento do Projeto, visita suas unidades e sede, interage com os jovens atendidos e promove palestras de seus colegas colaboradores voluntários que relatam suas experiências de vida para os jovens sobre as etapas que superaram na realização de seus sonhos e concretização de suas metas.

Maria Cecília afirma que o HSBC contribui de maneira significativa para que ela seja um agente de mudança positiva: "Ter essa oportunidade é muito importante, é conseguir exercer minha cidadania e poder me desenvolver como ser humano". Para ela, essa experiência leva a acreditar em um mundo que pode ser melhor, e que se pode e se deve lutar por isso.

Maria Cecília tem certeza de que sua contribuição vale a pena quando ouve histórias como a de Diego Mesquita, já mencionada, e a de Natália Cristina Soares Freitas, de 18 anos, também beneficiada pela Fundação Projeto Pescar.

Natália conta que, no início, pensou que não teria capacidade para ser selecionada para o curso, mas hoje, aluna há quatro meses, sabe que tomou a decisão certa. "Tenho muito orgulho de dizer que sou aluna do Projeto Pescar porque ele mudou a minha vida completamente", diz. "Eu era uma menina que não tinha noção de como se entra no mercado de trabalho e, a cada dia, aprendo uma coisa nova, um aprendizado que vou levar por toda a minha vida."


O HSBC

O HSBC, com mais de 140 anos de história, é um dos maiores conglomerados financeiros do mundo. Com sede em Londres, possui aproximadamente 7,5 mil escritórios em mais de 80 países e ações negociadas nas bolsas de Londres, Hong Kong, Nova Iorque, Paris e Bermudas. São cerca de 220 mil acionistas em dezenas de países. No Brasil, opera desde 1997, quando comprou o Bamerindus, e está presente em 545 municípios, atendendo a 5,1 milhões de pessoas e a 450 mil empresas em todas as regiões do país.

O HSBC foi um dos primeiros bancos no Brasil a ter uma política própria de concessão de crédito que considera aspectos de sustentabilidade e o mesmo cuidado é aplicado na gestão de investimentos de terceiros (Asset Management). O banco tem um rating de sustentabilidade para avaliação e classificação de ativos nos aspectos ambiental, social e de governança. Além disso, conta com ferramentas importantes, como o BSC, Balanced Scorecard, e os KPI, Key Preformance Indicator, para monitorar as metas e resultados da companhia, incluindo indicadores de sustentabilidade. Para verificar o atingimento desses objetivos, o Comitê de Sustentabilidade reúne-se periodicamente.

O Grupo HSBC é ainda signatário do Pacto Global, iniciativa da ONU para incentivar a responsabilidade social corporativa por meio de dez princípios universais, entre direitos humanos e do trabalho, proteção ambiental e ações contra a corrupção. Segue também as diretrizes dos Princípios Global Sullivan como forma de promover políticas públicas que respeitem os direitos humanos, obedeçam à lei e minimizem impactos econômicos sociais e ambientais.

O banco é também signatário dos Princípios do Equador da International Finance Corporations e dos Princípios para Investimento Responsável da ONU. E segue diretrizes do setor financeiro, como o Protocolo Verde, iniciativa da Febraban, Federação Brasileira de Bancos, que busca a implantação de uma agenda comum de sustentabilidade para o setor bancário. Além disso, é associado ao Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável.

O HSBC Brasil tem ainda a certificação SA8000, criada pelo Conselho de Prioridades Econômicas da ONU para promover responsabilidade corporativa.

Fonte: Relatório de Sustentabilidade de 2011



Metas para 2012 e realizações em 2011 do Instituto HSBC Solidariedade


Metas:

80% das ONGs parceiras acompanhadas pelo DMA Programa de reconhecimento para voluntários de destaque

80% de projetos com nível de execução bom 92% das iniciativas monitoradas com nível de execução bom ou ótimo

85% de projetos de seleção com capacitação de gestores sociais, padrinhos e madrinhas 271 gestores e 81 padrinhos capacitados

Ter pelo menos 12% de colaboradores voluntários engajados 15% de colaboradores voluntários, aumento de um ponto percentual com relação a 2010

Realizações em 2011


Programa de reconhecimento para voluntários de destaque

92% das iniciativas monitoradas com nível de execução bom ou ótimo

271 gestores e 81 padrinhos capacitados

15% de colaboradores voluntários, aumento de um ponto percentual com relação a 2010

**Fonte: Relatório de Sustentabilidade de 2011


Jornalista: Letícia Ferreira

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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:

Capa: Instituto HSBC Solidariedade - Sintonia com demandas socioambientais e econômicas do Brasil
Tecnologia e Sustentabilidade: Proteção e segurança para o consumidor
Visão Sustentável:
Responsabilidade Social Corportativa: Lançado programa empresarial em que funcionários podem desabafar e buscar o autodesenvolvimento
Desenvolvimento Local: Conscientização empresarial e compromisso com o futuro do planeta

Artigos:

Gastão Octávio Franco da Luz: Resquícios de sustentabilidade. Um registro de viagem
Giuliano Moretti: Da ego à Ecossustentabilidade: O caminho da percepção
Jeronimo Mendes: Empreendedor ou Empregado: Umdesafio interior

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Entrevista Edição 29 - Claudia Malschitzky (Instituto HSBC)


Claudia Malschitzky, superintendente executiva de Sustentabilidade e diretora executiva do Instituto HSBC Solidariedade, fala dos colaboradores do banco, do apoio da ONU e do Natal no Palácio Avenida, em Curitiba

Há 15 anos no grupo HSBC, Claudia Malschitzky não imaginava que sua carreira seguiria caminhos tão diversos, assim como sua vida: filha de um funcionário da ONU, Organização das Nações Unidas, quando criança, morou em países ricos e pobres, como Itália, Gana e Madagascar, o que lhe deu muita bagagem cultural e a fluência em diversos idiomas.

Essa fluência garantiu à Claudia, graduada em Jornalismo com MBA em Marketing e pós-graduação em Recursos Humanos e Gestão Empresarial, o convite para assessorar o então presidente do grupo que acabava de chegar ao Brasil, Michael Geoghegan, na difícil tarefa de se comunicar com as diversas governanças e áreas da empresa. Graças não somente à facilidade em falar várias línguas, mas em se relacionar com os vários níveis hierárquicos da empresa, Claudia ocupou essa posição durante 5 anos em que Geoghegan comandou as operações do HSBC no Brasil. Depois passou pelas equipes de Marketing e Varejo do banco. Ela lembra que uma das coisas que mais impressionaram o presidente e a esposa assim que chegaram ao Brasil foi o Natal do Palácio Avenida, projeto que o casal logo quis saber do seu caráter social e, solicitaram que fosse desenvolvido, sem modificar o espírito inicial.

Fazendo a interface entre o casal e os responsáveis pelo projeto, Claudia teve contato com o primeiro projeto oficial do HSBC para a comunidade, nascido do Natal do Palácio Avenida, que progride até hoje: o HSBC Educação. Foi o primeiro passo que levou Claudia a ser superintendente executiva de Sustentabilidade e diretora executiva do Instituto HSBC Solidariedade, com sede em Curitiba, no Paraná. Ela afirma que o Instituto pertence aos 23 mil funcionários do grupo HSBC no Brasil, e não somente a sua equipe de especialistas, e ressalta o status associativo do Departamento de Informações Públicas da ONU.


O que significa, para o Instituto HSBC de Solidariedade, o status associativo da ONU?

ONGs filiadas à ONU há milhares. Corporativas, não. O Instituto HSBC Solidariedade foi a primeira a ser credenciada no mundo. A ONU define a agenda mundial e esse reconhecimento nos traz, com a responsabilidade, informações preciosas para focarmos ainda mais nossa atuação.

As Nações Unidas estavam buscando uma aproximação com o segundo setor porque perceberam a importância dele e, quando nos contataram através do Instituto Humanitare (organização que tem como objetivo aproximar a sociedade civil das Nações Unidas), precisavam de uma primeira empresa global para esse início de aproximação. Uma quebra de paradigma.

Depois de seis meses de um processo de credenciamento bastante rigoroso, praticamente uma auditoria, fomos aprovados.

O convite veio em um momento em que estávamos procurando uma forma de trazer para o Instituto HSBC Solidariedade a mesma credibilidade e o mesmo reconhecimento público e internacional, merecidos, de outras instituições semelhantes. O maior ganho desse status associativo, entretanto, foi a reação do nosso colaborador, de orgulho pela conquista. Recebemos dezenas de felicitações parabenizando a equipe do Instituto.


Como é o relacionamento do Instituto com os colaboradores do HSBC?

O engajamento do nosso colaborador é grande parte do sucesso do Instituto. Desenvolvemos estratégias de engajamento, investimos em formação, escolhemos muito bem nossos parceiros e sempre trabalhamos com ONGs muito sérias. O legado que quero deixar é esse e brinco, dizendo que preciso me aposentar, mas só posso fazer isso quando os 23 mil colaboradores, no Brasil, sentirem-se donos do Instituto.

Acredito também que essa integração é facilitada pelas estratégias do próprio HSBC, pelo seu jeito de ser que está nos valores do grupo: sermos confiáveis e fazendo a coisa certa, sermos abertos a diferentes culturas e conectados a clientes, comunidades, órgãos reguladores e uns aos outros. Nosso maior desafio é mostrar para nosso colaborador que, para trabalhar no HSBC, você não tem que ser simplesmente um bom funcionário, você também tem que ser ético e ter princípios de sustentabilidade.

Temos ainda alguns mecanismos práticos para motivar o colaborador. Por exemplo, dentro do BSC (Balance Score Card), uma metodologia de estratégia, estabelecemos um índice mínimo de voluntariado para a organização. Esse desafio foi firmada porque, olhando para ela, os outros colaboradores se sentiriam incentivados e motivados, transformando o voluntariado de algo apenas legal, a algo que precisa ser considerado. Assim, colaboradores de todas as áreas começaram a pensar em como se conectar. Hoje, o Instituto fala alto ao colaborador, que aprecia muito fazer parte dessa instituição que humaniza o banco.


O Instituto consegue traduzir para seus stakeholders como o HSBC une lucro e sustentabilidade sem conflito?

Sim, nossos stakeholders começaram a entender que o trabalho do Instituto não é importante somente porque está beneficiando mais de 190 mil pessoas, mas também porque significa a solidez de todo o grupo, de seus relacionamentos e o comprometimento de estar presente nas comunidades onde o HSBC atua. Uma das principais mensagens que recebemos da nossa matriz, na Inglaterra, é que a meta do HSBC é negócios e relacionamento com o cliente em longo prazo. A empresa que não desenvolve um trabalho que a aproxima das comunidades no país em que está, não mostra que está contribuindo para o desenvolvimento daquele país, não conseguirá desenvolver ali um trabalho em longo prazo. O trabalho do Instituto HSBC Solidariedade realmente vem contribuindo para o desenvolvimento do Brasil e isso nos aproxima da comunidade, o país quer que fiquemos. E, se o país quer que você fique, você ganha o olhar positivo do cliente.

No Brasil, o cliente não costuma comprar o produto de um banco somente porque é verde ou social, ele não vai pagar mais por isso. Mas vai deixar, sim, de operar com o banco que não tiver um comportamento condizente com as necessidades ambientais e sociais. Todos os bancos desenvolvem produtos chamados sustentáveis, verdes, etc., mas, pela minha experiência, os clientes estão mais interessados em linhas de crédito que sejam competitivas dentro do mercado. Entretanto, junto com esses produtos, querem que o banco tenha um comportamento diferenciado. Nossos clientes são exigentes - e devem ser - e, no final do dia, podem fazer as contas e verificar com quanto contribuíram. Aliás, devemos ter isso sempre em mente até para sabermos que serviços e produtos vamos ofertar, de que maneira e em que momento. No HSBC, não queremos somente produtos verdes, mas que nossos produtos atendam a critérios, que entendemos mínimos, de sustentabilidade. Estamos trabalhando para que a sustentabilidade esteja integrada na essência dos negócios.


Como está atualmente o voluntariado entre os colaboradores do HSBC?

Nosso trabalho de voluntariado funciona muito bem porque nele investimos tempo, equipe e orçamento. Temos 17 comitês de voluntários espalhados pelo país, que se formam de maneira independente e são coordenados por uma pessoa da equipe do Instituto, dentro de um programa em que diversas possibilidades são ofertadas ao voluntário, de acordo com seu perfil e disponibilidade.

Não há nenhum projeto financiado pelo HSBC que não tenha um colaborador responsável, que chamamos de padrinho ou madrinha. Em sua regional, em sua cidade, é ele quem define o relacionamento que o HSBC vai ter com a comunidade. São treinados sobre o que é ser um líder social e um padrinho de projeto do HSBC.

Selecionamos projetos em todas as 46 regionais do HSBC no Brasil porque queremos que o Instituto esteja presente onde o HSBC está. Temos muitos depoimentos de colaboradores que passam pelo treinamento de que isso mudou sua vida, mudou seus princípios, seus valores. Eles percebem que a empresa propicia a eles oportunidades de se desenvolverem não somente como profissionais, mas como pessoas e como agentes de mudança positiva na comunidade.


Que importância você dá ao Natal do Palácio Avenida?

O Natal do Palácio Avenida é muito maior do que o Espetáculo de Natal. Começa no dia 1º de janeiro e vai até 31 de dezembro. Por trás do show está o projeto HSBC Educação com crianças institucionalizadas, que não moram com pai e mãe biológicos por motivos legais e vivem em casas lares e abrigos. Trabalhamos com elas o ano inteiro. O Natal é o momento de celebração.

Esse projeto, consistente e forte, é o único totalmente desenvolvido pelo Instituto. É dividido em faixas etárias e o atendimento, feito no contraturno da escola e dentro do que detectamos serem as necessidades, vai desde estimulação precoce para crianças de colo até preparação para o mercado de trabalho do jovem aprendiz. Por meio de ONGs parceiras, há pessoas e projetos que trabalham o psicoemocional das crianças, reforço escolar, leitura, etc.

Nossos colaboradores se envolvem no projeto quando vão participar conosco nos dias de espetáculo porque, atrás de cada criança, nas janelas, fica um colaborador, que chamamos de anjo, para cuidar dela. Apesar de a criança estar com todo o equipamento de segurança, o anjo fica lá para dar todo o apoio necessário. Já tivemos dois casos de anjos que adotaram a criança.

Jornalista: Letícia Ferreira

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Centro de infraestrutura cívica elogiado pela sustentabilidade ecológica, social e econômica


 
Entrega do prêmio Global Holcim Awards Silver 2012 em São Paulo, Brasil

 
A “Escola de Música do Grotão” na comunidade de Paraisópolis, em São Paulo, foi selecionada para receber o prêmio Global Holcim Awards Silver 2012, entre mais de 6.000 competidores em todo o mundo. A entrega do prêmio foi feita hoje no CEU Paraisópolis e incluiu as presenças de Gilberto Kassab, Prefeito de São Paulo;  Elisabete França, Secretária Adjunta da Secretaría de Habitação de São Paulo; e Joildo Santos, representando a comunidade. O projeto internacionalmente aclamado amplia a sustentabilidade para além do gerenciamento de recursos naturais e ao âmbito da sustentabilidade social. 

O Global HolcimAwards Silver 2012 foi entregue para os arquitetos Alfredo Brillembourg (Venezuela/Suíça), Hubert Klumpner (Áustria/Suíça) e sua equipe de design multinacional do Urban-ThinkTank (U-TT), Brasil, por um Centro de infraestrutura cívica e de recuperação urbana (Urban remediation and civic infrastructure hub) Escola de Música do Grotão. O projeto incluirá um terraço público com áreas para agricultura urbana, um sistema de gerenciamento de água, um anfiteatro público, uma escola de música, uma pequena sala de concertos, instalações esportivas, espaços públicos e infraestrutura de transportes. Esse projeto prevenirá a erosão e perigosos deslizamentos de terra nas ladeiras íngremes e oferecerá infraestrutura social e cultural. 

O projeto foi elogiado por seu conceito unificador, instalações culturais especiais, qualidade arquitetônica e envolvimento integrado da comunidade local em uma abordagem de planejamento e gerenciamento socialmente inclusiva. Aaron Betsky (EUA), Diretor do Museu de Arte de Cincinnati e representante do júri do Global Holcim Awards, explicou como o centro de infraestrutura abordaria os desafios ambientais. “A estrutura do projeto retém e estabiliza a topografia desafiadora da área, criando uma ilha verde em um terraço público”, declarou.

O CEO da Holcim, Bernard Fontana (Suíça), parabenizou os vencedores do prêmio pela aplicação de qualidade arquitetônica e conscientização contextual ao projeto. “Nós consideramos a sustentabilidade não como um desafio técnico, mas como uma atitude profissional de todos os profissionais da construção civil, o que conduz a uma maior qualidade de vida – em países em desenvolvimento, economias emergentes e nações industrializadas,” declarou.

Alfredo Brillembourg e Hubert Klumpner apresentaram seu projeto vencedor para aproximadamente 200 participantes, e explicaram a interligação entre os vários elementos do conceito de recuperação urbana. “Precisamos das instalações esportivas, para que as crianças mais velhas tenham um motivo para trazer seus irmãos mais novos para as aulas de música,” explicaram.

O projeto visa contribuir para a formação de um ambiente socialmente viável ao oferecer um espaço público para o engajamento produtivo da comunidade, o que gerará melhores oportunidades para os muitos habitantes da favela. Na fase regional do Holcim Awards 2011, esse projeto ganhou o ouro para a América Latina e foi, com isso, qualificado para a competição Global Holcim Awards.

A cerimônia de entrega do prêmio foi sediada pela Holcim Brasil e incluiu entretenimento musical com a Orquestra Jovem de Paraisópolis e uma performance do Ballet Infantil de Paraisópolis – ambos se beneficiarão do novo centro de infraestrutura cívica, onde poderão utilizar espaços estabelecidos e reservados para suas atividades de forma permanente. Os méritos do projeto, no entanto, vão ainda mais longe, como destacado nos discursos de Joildo Santos (comunidade de Paraisópolis), Marcelo Takaoka (CBCS), Paulo Simão (CIBIC), Elisabete França (SEHAB), o Prefeito Gilberto Kassab e Otmar Hübscher (Holcim Brasil).

Mais informações sobre o projeto, sua equipe de design e imagens em alta resolução sobre o Urban remediation and civic infrastructure hub estão disponíveis em: