----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Mostrando postagens com marcador indicadores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador indicadores. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Pós-graduação: Indicadores para a Sustentabilidade

O Centro Universitário Senac está com inscrições abertas para o curso presencial de pós-graduação Indicadores para a Sustentabilidade: Construção e Análise, que será realizado no Senac Jabaquara, de março de 2012 a junho de 2013, sob a coordenação dos professores Cláudio Andrade e Sérgio Luís Ribas D'Avila. As inscrições vão até 07 de Março de 2012.

O objetivo do curso é especializar profissionais para atuarem em processos de identificação, interpretação, construção e utilização de indicadores de sustentabilidade, bem como instrumentalizá-los para examinarem, com olhar crítico, conjuntos de índices e indicadores de bem-estar social, de desempenho econômico e de caracterização ambiental que estejam relacionados, direta ou indiretamente, com a sustentabilidade.

Este curso é pioneiro na formação para a construção e aplicação de indicadores de sustentabilidade, considerando aspectos econômicos, sociais e ambientais. Sua dinâmica desconstrói os indicadores mais comumente utilizados pelas organizações para que o profissional entenda a lógica da construção e esteja apto a construir novos indicadores e aplicá-los em seu local de trabalho.

O público-alvo é composto por: profissionais interessados em atuar na construção e aplicação de sistemas de indicadores em processos de gestão pública, empresarial e de organizações do terceiro setor; profissionais da área de comunicação interessados em diferentes indicadores de sustentabilidade; profissionais envolvidos na elaboração de estudos de impactos socioambientais; e pesquisadores interessados em análises quantitativas.



SERVIÇO:


O quê: Curso de pós-graduação “Indicadores para a Sustentabilidade: Construção e Análise”;
Quando: De março de 2012 a junho de 2013 (carga horária de 366 horas);
Local: Senac Jabaquara;
Endereço: Av. do Café, 298, Jabaquara – São Paulo (SP);


Mais informações e inscrições até 07/03/2012: Para obter mais informações sobre o curso e inscrever-se:




sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Clima tem peso na Carteira do ISE para 2012

As empresas que compõem a carteira do ISE tiveram de responder questões relativas às mudanças climáticas e têm a opção de abrir o questionário ao público.

Inclusão do tema mudanças climáticas na avaliação, abertura da pontuação até nível de critérios, publicação dos questionários e ingresso de empresas do setor de transportes são as novidades desta sétima carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da BM&F Bovespa.

O ISE é composto por ações de empresas listadas em bolsa que possuem as melhores práticas em sustentabilidade. Para ter acesso à carteira, as corporações respondem a questionários de avaliação que incluem quesitos baseados no triple bottom line, governança corporativa e natureza do produto. A inserção da avaliação das mudanças climáticas procura fortalecer esse critério como um valor estratégico para a empresa, um valor a ser incorporado pela gestão em seu cerne. “Hoje, o departamento de sustentabilidade se reporta à alta administração, mostrando que há mudanças culturais acontecendo nas empresas”, contou Sonia Favaretto, diretora de Sustentabilidade da BM&F Bovespa. “O ISE é um índice financeiro como outro qualquer, também feito para ganhar dinheiro”, acrescentou.

Prova disso é o interesse de novos setores no ISE. Este ano, a CCR e a EcoRodovias ingressaram, representando o setor de transportes pela primeira vez. Com isso, a carteira atual possui aproximadamente 44% do valor total das empresas com ações mercado.

No que tange à abertura de pontuação com relação ao nível dos critérios avaliados, a ideia foi orientar as empresas no sentido de melhorar sua compreensão quanto à lógica de avaliação do índice e também prepará-las para melhorar seu desempenho. Dessa forma, o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces), parceiro técnico do ISE, mostra como entende os pesos dos itens avaliados.

Das 38 empresas listadas para 2012, oito permitiram que as respostas de seus questionários fossem disponibilizadas por meio do site www.isebovespa.com.br. Por tratar-se de um processo de mudança cultural e convencimento, o número de adesões foi considerado bom. A expectativa é que a cada ano mais empresas estejam dispostas a divulgar essas informações, provocadas pela crescente demanda dos stakeholders por transparência.

A sétima carteira do ISE, que vigora de 2 de janeiro a 31 de dezembro de 2012, reúne 51 ações de 38 companhias. Elas representam 18 setores e somam R$ 961 bilhões em valor de mercado, o equivalente a 43,72% do total do valor das companhias com ações negociadas na BM&F Bovespa (em 23/11/2011). Das 37 empresas da carteira anterior, 36 foram selecionadas também para a nova. E duas companhias ingressaram: as já citadas CCR e EcoRodovias. Com 38 companhias, a carteira de 2012 está próxima do limite máximo, que é de 40 empresas.

Compõem a carteira do ISE para 2012: AES Tietê, Anhanguera, Banco do Brasil, Bicbanco, Bradesco, Braskem, BRF Brasil Foods, CCR, Cemig, Cesp, Copel, Coelce, Copasa, CPFL, Duratex, Energias do Brasil, EcoRodovias, Eletrobras, Eletropaulo, Embraer, Even, Fibria, Gerdau, Gerdau Met, Itaúsa, Itaú Unibanco, Light, Natura, Redecard, Sabesp, Santander, Sulamérica, Suzano Papel e Celulose, Telemar, Tim Participações, Tractebel, Ultrapar e Vale.

Fonte: Ethos

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Empresas participam de aplicação-piloto dos Indicadores Ethos



Como parte do processo de revisão da ferramenta, empresas fazem uma aplicação-piloto de sua Versão Intermediária, em oficinas no Rio e em São Paulo.

Dando continuidade ao processo de revisão dos Indicadores Ethos – 3ª. Geração, o Instituto Ethos realizou a Oficina de Abertura para Aplicação-Piloto, que reuniu empresas de diferentes portes e setores para discutir e aplicar a Versão Intermediária da ferramenta. Essa etapa está inserida no processo de revisão dos Indicadores Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, com o objetivo de verificar a aplicabilidade da nova versão, identificar necessidades específicas e questões que precisem ser incorporadas ao instrumento ou ao processo de desenvolvimento da nova geração, bem como reconhecer padrões comuns às empresas, considerando os variados perfis e contextos, e fazer uma avaliação sobre a ferramenta e sua funcionalidade.

A oficina foi realizada inicialmente com dois grupos de empresas, um em São Paulo, no dia 4 de outubro, e outro no Rio de Janeiro, em 6 de outubro, reunião que contou com o apoio da Unimed Rio. Os encontros permitiram às empresas alinhar seus conhecimentos sobre a Versão Intermediária e validar a metodologia de aplicação sugerida pelo Instituto Ethos.

Nas duas oportunidades, a oficina se iniciou com uma discussão entre os os participantes sobre como os conceitos apresentados no questionário poderiam ser aplicados no dia a dia das empresas. Essa discussão levantou os subsídios necessários para a segunda parte da oficina, durante a qual os representantes das empresas fizeram a aplicação dos Indicadores com base em um estudo de caso fictício e discutiram a metodologia de aplicação.

As empresas participantes terão até o dia 18 de novembro de 2011 para enviar suas respostas ao Instituto Ethos e então receber seus relatórios de diagnóstico. Na devolutiva dos resultados, cada empresa se reunirá com a equipe do Ethos para apresentar suas críticas, sugestões, dificuldades e percepções. A partir desses comentários, será elaborado um relatório consolidado sobre o processo de aplicação-piloto, que contribuirá para Versão Final dos Indicadores Ethos – 3ª. Geração.

A Versão Intermediária foi lançada em agosto de 2011, durante a Conferência Ethos, e as empresas tiveram até o dia 9 de setembro para manifestar o desejo de participar da aplicação-piloto agora realizada. Novas oportunidades surgirão ao longo do processo de revisão, sempre divulgadas no site do Instituto Ethos.

Pela equipe de Gestão Sustentável - Ethos

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

GRI: Relatando a sustentabilidade


Mais de mil instituições pelo mundo já aderiram a projetos de organização mundial não governamental para divulgar seus projetos ligados à sustentabilidade

Divulgar com coerência e clareza dados de empresas referentes ao seu desempenho econômico, social e ambiental, assim como se faz com os relatórios financeiros das instituições. Mostrar e relatar, continuamente, a atuação em cada setor e ter instrumentos de alta confiabilidade para apresentação de resultados com um objetivo comum: estabelecer uma plataforma de comunicação e diálogo com seus públicos. Esse é o preceito básico da GRI (Global Reporting Iniciative), organização sem fins lucrativos multi-stakenholder (com muitas pessoas interessadas), que desenvolve uma estrutura de relatórios de sustentabilidade já adotada por mais de mil organizações em todo o mundo.

Criada em 1997, a GRI nasceu da idealização de um grupo de ambientalistas, ativistas sociais e representantes de fundos sociais responsáveis que conceberam tornar habituais e úteis os relatórios dentro das áreas ambientais, sociais e econômicas. De acordo com Gláucia Térreo, coordenadora das atividades da GRI no Brasil, “hoje, para acompanhar o desempenho das organizações são usados os relatórios financeiros, balanços patrimoniais, balanços contábeis. Porém, o mais correto seria inserir mais duas dimensões nesses balanços: o social e o ambiental. Esse é um dos objetivos da GRI”. Construída por muitas mãos, a estrutura de relatórios apresentada pela GRI como sugestão de uso para as organizações é resultado da experiência de milhares de especialistas, de diversos países, ligados a essas áreas, que contribuíram para o seu desenvolvimento e organização.

Altamente pensada e estudada, a estrutura de relatórios apresentada pela GRI, que hoje pode ser aplicada em qualquer organização e país, lutou pela sua credibilidade e legitimidade. Por isso o cuidado em ser fruto de uma discussão ampla, baseada em processos de desenvolvimento global e multi-stakeholder. Os indicativos presentes na estrutura proposta pela GRI passam pelo consenso de vários membros da entidade antes de integrarem o arquivo final das diretrizes. De acordo com Vitor Seravalli, consultor em responsabilidade social e especialista em GRI, “abrangência global da GRI possibilita uma comparabilidade que é incomparável a outros mecanismos de reporte”.
Hoje, o uso da GRI é uma realidade pelo mundo inteiro. Só no Brasil são cerca de cem empresas que já investem na utilização do modelo. “Isso está acontecendo porque não se pode mais ignorar os sinais que vêm de todos os lados. As organizações sentem que precisam fazer algo para fazer parte da solução e não do problema”, afirma Gláucia. Para Seravalli, “as empresas vêm percebendo que, ao elaborar relatórios de sustentabilidade, encontram um caminho para refletir e internalizar o tema, além de tornar públicos sua própria visão, desafios e resultados econômicos, sociais e ambientais”.

De acordo com os estudos feitos pela estrutura da GRI, para que seja possível mostrar resultados expressivos, é necessária, segundo Gláucia, adesão de uma grande massa crítica. “O uso da GRI traz muitos benefícios as empresas que investem na metodologia. Com a GRI muda a forma de pensar a gestão das organizações inserindo as duas dimensões faltantes. Isso muda também a estratégia, os procedimentos, as políticas das empresas e, por fim, a forma de prestar contas e medir o desempenho”, avalia Gláucia.

O Brasil é hoje é um dos únicos quatro países do mundo em que a GRI atua que conta com um ponto focal, ou seja, um representante da entidade alocado no país com o objetivo de ampliar a disseminação das diretrizes da GRI no país. Os outros países que contam com o ponto focal da GRI são Austrália, Índia e China. “O Brasil foi o primeiro país a ter um ponto focal e isso foi resultado de uma conjunção de fatores: abertura para o tema criada por uma história de iniciativas desde a década de 80 - a democratização, o surgimento e estabelecimento de diversas ongs nacionais e internacionais (como, por exemplo: Idec, SOS Mata Atlântica, Ethos, Greepeace, WWF), e outras iniciativas como o CDC, o fortalecimento do Ministério Público, a ECO92 e as auto-regulações como o Novo Mercado. Tudo isso criou um solo fértil onde as mentes já estavam preparadas para falar sobre o "repensar" as coisas”, afirma Gláucia.

Para Seravalli, a GRI tem grandes possibilidades para o futuro. “Não há limites para a expansão do uso da GRI. Porém, a maioria das pequenas e médias empresas deverão passar por um processo de aprendizado, não somente sobre o tema Responsabilidade Social, mas também na busca da internalização da sustentabilidade em seus negócios, e finalmente na melhor forma para reportar seus resultados. Um caminho longo, mas promissor e sustentável”, afirma.


GRI Readers Choice Awards 2010 tem premiados no Brasil

Com mais de dois mil relatórios produzidos nos últimos dois anos dentro de suas especificações, a GRI premiou em 2010 os melhores produzidos nos quatro cantos do mundo. Com categorias que premiam desde o relatório mais útil aos leitores até os inovadores e os mais completos, a votação dos melhores foi feita, como em edições anteriores, de forma voluntária. Os mais de 20 mil stakeholders espalhados pelos 80 países em que a GRI está presente, além de outros interessados pelo assunto, puderam votar nos melhores relatórios apresentados em diversas categorias. Ao todo, dos dois mil relatórios concorrentes ao prêmio, que acontece a cada dois anos, 1.100 receberam votos nessa edição.

Entre as empresas brasileiras que adotam o modelo da GRI para confecção de seus relatórios, está o Banco do Brasil, um dos ganhadores do prêmio GRI Readers Choice Awards 2010, que aconteceu em Amsterdã, na Holanda, no final de maio. Pelo resultado de seu relatório anual de 2008, a instituição financeira foi a ganhadora em três categorias (Prêmio Engajamento, Prêmio Investidor e Vencedor Geral) das seis existentes. O resultado consolida o Banco como referência na prática de demonstração da sua transparência com seus públicos e a sua preocupação com a sustentabilidade onde atua.

A opção em adotar o modelo da GRI para composição de relatórios nas áreas ambiental, social e econômica chegou ao Banco do Brasil em 2007. O incentivo veio da possibilidade de que os resultados do maior banco estatal do Brasil pudessem ser comparados pelos leitores e stakeholders com os relatórios e resultados de diversas outras grandes instituições mundiais de segmentos iguais ou diferentes.

Matéria publicada originalmente na edição 18 - Revista Geração Sustentável (Lyane Martinelli) Clique na imagem e tenha acesso às últimas edições

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Nova edição da Geração Sustentável - Matéria de Capa

Visão interior, olhar exterior

É preciso saber dosar, na medida e no momento certo, o uso das ferramentas e indicadores de sustentabilidade corporativa

Quem nunca se imaginou dotado de uma visão de raios-x, assim como o famoso super-herói criado em 1938. Afinal, além de super-homens e super-mulheres, a sociedade atual necessita, com urgência, de super-empresas capazes de lançar um olhar de raios-x para seus núcleos. Empresas que conseguem olhar para dentro de si mesmas têm enxergado, com mais facilidade, pontos que precisam de mudança. Esta visão é composta por indicadores e ferramentas para medir a sustentabilidade corporativa.
O consultor em Responsabilidade Social, Juvenal Correia Filho, que é e psicólogo com MBA em Direção Estratégica, ressalta que ética e transparência são fundamentais, pois conduzem todo o processo de responsabilidade socioambiental. Afinal, com uma visão autocêntrica e egoísta, as empresas passam a desempenhar um papel ruim na sociedade, pois criam expectativas que não são atendidas, mesmo que isso seja a longo prazo. “A nova competitividade das empresas passa pela sustentabilidade”, acredita.

Segundo ele, hoje os processos de gestão precisam dar uma resposta para o mercado e para os investidores, por isso, um olhar “para o umbigo”, neste caso, é indispensável. “O investirdor avalia, por exemplo, se a empresa se encaminha para uma economia verde”, exemplifica.

Neste aspecto é bom lembrar que até pouco tempo atrás, empresa sustentável era aquela que evidenciava sustentabilidade financeira, medida por relatórios e indicadores econômicos. “Atualmente, temos a concepção de uma nova criação de valor, que prioriza as três dimensões (econômica, social e ambiental) de forma equilibrada. Antes só importava o balanço financeiro, e os passivos gerados pelo valor econômico não entravam na questão”, lembra Correia Filho.

Embora ainda integre um processo em desenvolvimento, a gestão por indicadores acompanha a necessidade de se entender, inclusive, o que é o desenvolvimento sustentável. “Pois a empresa não existe só para ter lucro. Ela tem, inclusive em seu alvará, uma razão social. Tem que ter lucro e ser sustentável. É preciso investimento no equilíbrio e mudança de olhar para se chegar à longevidade”, sustenta.

Este processo, de acordo com o consultor, tem estreita relação com o diálogo realizado com os stakeholders, pois a longevidade é uma grande vantagem. “Eles querem saber se a empresa onde se está investindo tem menor possibilidade de gerar passivos, pois vivemos em um planeta com recursos finitos e é preciso administrar de forma sustentável”, comenta. Outra relevância destes indicadores é tirar a percepção errônea que RSE é ação social. “Não se trata de ser bonzinho, mas de se manter no mercado”, salienta.

Correia Filho alerta que para atender a todos estes objetivos de forma completa é fundamental, inicialmente, escolher a ferramenta correta, para não gerar uma “visão míope” sobre as empresas. Dois modelos amplamente utilizados são do Global Reporting Initiative (GRI), da organização com sede na Holanda; e do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, instituição brasileira.