
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Espaço Sustentando - Edição 26
Manual traz práticas de sustentabilidade para empresas
A Febrac (Federação Nacional das Empresas de Serviços e Limpeza Ambiental) lançou um manual de sustentabilidade para as empresas brasileiras. No material, estão reunidas 80 práticas de sustentabilidade que podem ser desenvolvidas dentro das empresas, desde atividades básicas até o tratamento de resíduos sólidos. O lançamento, em 22 de dezembro de 2011, reuniu a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o presidente do SEAC-PR, Adonai Aires de Arruda, senadores, deputados federais, entre outras autoridades.
Reciclagem de alumínio vai chegar a 40% no Brasil
Segundo dados da Associação Brasileira de Alumínio (Abal), o Brasil tem um dos ciclos mais eficientes de reciclagem do material no mundo. Hoje, segundo a entidade, o país recicla 35% do alumínio que utiliza, contra 29% da média mundial. A Alcoa, maior produtora de alumínio do Brasil, afirma que vem crescendo nos últimos anos o uso do alumínio primário reciclado em relação ao metal primário, passando de 17% em 1960 para 33% em 2004. Isso porque o alumínio é um material que pode ser reprocessado sem perder suas características físico-químicas, reduzindo impactos no meio ambiente e contribuindo para a economia de energia. A estimativa é que em 2020 o país recicle 40% de todo o alumínio utilizado no ano.
ISAE/FGV terá agenda preparatória para a RIO + 20
A busca por uma educação executiva voltada aos valores da sustentabilidade já faz parte do DNA do ISAE/FGV, que é o conveniado da Fundação Getúlio Vargas para Curitiba e outras praças no Paraná. Entre inúmeras ações com esse foco, o Instituto acaba de lançar uma agenda de atividades preparatórias para a Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece em junho de 2012 no Rio de Janeiro. Além de ações com os alunos e o corpo docente, o ISAE planeja envolver a comunidade e a imprensa nos debates, por meio de palestras e oficinas sobre a mandala de temas que serão abordados nesse grande evento.
Pagando pela sujeira do avião
A partir de 1º de janeiro de 2012, as companhia aéreas que circulam pelo continente europeu (sejam europeias ou não), terão de pagar pela poluição atmosférica que produzem na Europa. A decisão é do Tribunal de Justiça da União Europeia, que objetiva aliviar o impacto da aviação no aquecimento global, já que as emissões de gases do setor representam 3% dos gases do efeito estufa gerados pelo bloco continental. A polêmica, que já movimenta empresas do ramo nos EUA e na China, foi aprovada em 2008, com o objetivo de reduzir em 20%, no mínimo, as emissões de gases do efeito estufa até 2020.
Brasileiros acreditam que vai faltar água já em 2050
Uma pesquisa recém divulgada pela consultoria OThink revela que 68% dos brasileiros acreditam que em 2050 já sofrerão com a falta de água no país. A pesquisa, que ouviu mil pessoas em todo o Brasil (500 homens e 500 mulheres), também revela que 48% dos entrevistados acreditam que as reservas de petróleo, gás natural e carvão não se esgotarão. A classe A, segundo a pesquisa, é a mais otimista com relação ao assunto de riquezas naturais. A pesquisa revela ainda que 65% dos entrevistados acreditam que em 2050 todos os materiais utilizados serão reciclados e 83% acham que o petróleo será totalmente substituído por energia renovável nos meios de transporte.
Casca de laranja para abastecer seu carro
Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), com especialistas das universidades de Córdoba, na Espanha, e de Nova Iorque, na Grã-Bretanha, está testando a produção de biocombustível a partir de cascas de laranja. A técnica consiste em processar as cascas depois de trituradas em uma máquina que expõe o material a altas potências de micro-ondas, que ativam a celulose presente na casca. A substância é isolada e utilizada na fabricação de biocombustível. Se der certo, a tecnologia pode ajudar – e muito! – o problema do lixo. Isso porque, só de cascas de laranja, são oito milhões de toneladas da casca da fruta jogadas fora todos os anos no Brasil. Além disso, a tecnologia não funciona apenas com cascas, mas com qualquer material que contenha celulose, como papel e cartolina. Além de eficiente, os especialistas afirmam que a máquina também é rápida: a capacidade de processamento de material é de seis toneladas de resíduo por hora.
=====================================================
Veja outros conteúdos dessa edição:
Matérias:
Entrevista: Elisa Prado (Tetra Pak)
Capa: Campos Gerais: um Paraná a ser conhecido
Visão Sustentável: Produtos concentrados fazem bem ao meio ambiente
Desenvolvimento Local: Setor de sustentabilidade ganha representatividade no Brasil
Responsabilidade Social: Paraná se mobiliza para o desenvolvimento sustentável
Gestão de Resíduos: Crianças aprendem a dar outro destino aos resíduos orgânicos
Energias Renováveis: Cenário para comercialização de carros elétricos no Brasil ainda não é favorável
Artigos:
Fábio André Chedid Silvestre: As leis de incentivo à cultura
Leandro F. Bastos Martins: Promessa é dívida?
Jeronimo Mendes - Inovação e espírito empreendedor
Antenor Demeterco Neto - Logística e desenvolvimento econômico sustentável?
Gastão Octávio da Luz - Desafios Globais ao "desenvolvimento sustentável"
=================================
Seja assinante da Geração Sustentável e ganhe o livro Eco Sustentabilidade
A revista Geração Sustentável faz uma promoção especial para você leitor que busca novos conhecimentos sobre o tema sustentabilidade corporativa.
Fazendo uma assinatura anual (R$ 59,90) da revista você ganha o livro “ECO SUSTENTABILIDADE: Dicas para tornar você e sua empresa sustentável” do consultor Evandro Razzoto.
Aproveite essa oportunidade e faça agora mesmo a sua assinatura!
*Promoção por tempo limitado
A Febrac (Federação Nacional das Empresas de Serviços e Limpeza Ambiental) lançou um manual de sustentabilidade para as empresas brasileiras. No material, estão reunidas 80 práticas de sustentabilidade que podem ser desenvolvidas dentro das empresas, desde atividades básicas até o tratamento de resíduos sólidos. O lançamento, em 22 de dezembro de 2011, reuniu a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o presidente do SEAC-PR, Adonai Aires de Arruda, senadores, deputados federais, entre outras autoridades.
Reciclagem de alumínio vai chegar a 40% no BrasilSegundo dados da Associação Brasileira de Alumínio (Abal), o Brasil tem um dos ciclos mais eficientes de reciclagem do material no mundo. Hoje, segundo a entidade, o país recicla 35% do alumínio que utiliza, contra 29% da média mundial. A Alcoa, maior produtora de alumínio do Brasil, afirma que vem crescendo nos últimos anos o uso do alumínio primário reciclado em relação ao metal primário, passando de 17% em 1960 para 33% em 2004. Isso porque o alumínio é um material que pode ser reprocessado sem perder suas características físico-químicas, reduzindo impactos no meio ambiente e contribuindo para a economia de energia. A estimativa é que em 2020 o país recicle 40% de todo o alumínio utilizado no ano.
ISAE/FGV terá agenda preparatória para a RIO + 20
A busca por uma educação executiva voltada aos valores da sustentabilidade já faz parte do DNA do ISAE/FGV, que é o conveniado da Fundação Getúlio Vargas para Curitiba e outras praças no Paraná. Entre inúmeras ações com esse foco, o Instituto acaba de lançar uma agenda de atividades preparatórias para a Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece em junho de 2012 no Rio de Janeiro. Além de ações com os alunos e o corpo docente, o ISAE planeja envolver a comunidade e a imprensa nos debates, por meio de palestras e oficinas sobre a mandala de temas que serão abordados nesse grande evento.
Pagando pela sujeira do aviãoA partir de 1º de janeiro de 2012, as companhia aéreas que circulam pelo continente europeu (sejam europeias ou não), terão de pagar pela poluição atmosférica que produzem na Europa. A decisão é do Tribunal de Justiça da União Europeia, que objetiva aliviar o impacto da aviação no aquecimento global, já que as emissões de gases do setor representam 3% dos gases do efeito estufa gerados pelo bloco continental. A polêmica, que já movimenta empresas do ramo nos EUA e na China, foi aprovada em 2008, com o objetivo de reduzir em 20%, no mínimo, as emissões de gases do efeito estufa até 2020.
Brasileiros acreditam que vai faltar água já em 2050Uma pesquisa recém divulgada pela consultoria OThink revela que 68% dos brasileiros acreditam que em 2050 já sofrerão com a falta de água no país. A pesquisa, que ouviu mil pessoas em todo o Brasil (500 homens e 500 mulheres), também revela que 48% dos entrevistados acreditam que as reservas de petróleo, gás natural e carvão não se esgotarão. A classe A, segundo a pesquisa, é a mais otimista com relação ao assunto de riquezas naturais. A pesquisa revela ainda que 65% dos entrevistados acreditam que em 2050 todos os materiais utilizados serão reciclados e 83% acham que o petróleo será totalmente substituído por energia renovável nos meios de transporte.
Casca de laranja para abastecer seu carroUma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), com especialistas das universidades de Córdoba, na Espanha, e de Nova Iorque, na Grã-Bretanha, está testando a produção de biocombustível a partir de cascas de laranja. A técnica consiste em processar as cascas depois de trituradas em uma máquina que expõe o material a altas potências de micro-ondas, que ativam a celulose presente na casca. A substância é isolada e utilizada na fabricação de biocombustível. Se der certo, a tecnologia pode ajudar – e muito! – o problema do lixo. Isso porque, só de cascas de laranja, são oito milhões de toneladas da casca da fruta jogadas fora todos os anos no Brasil. Além disso, a tecnologia não funciona apenas com cascas, mas com qualquer material que contenha celulose, como papel e cartolina. Além de eficiente, os especialistas afirmam que a máquina também é rápida: a capacidade de processamento de material é de seis toneladas de resíduo por hora.
=====================================================
Veja outros conteúdos dessa edição:Matérias:
Entrevista: Elisa Prado (Tetra Pak)
Capa: Campos Gerais: um Paraná a ser conhecido
Visão Sustentável: Produtos concentrados fazem bem ao meio ambiente
Desenvolvimento Local: Setor de sustentabilidade ganha representatividade no Brasil
Responsabilidade Social: Paraná se mobiliza para o desenvolvimento sustentável
Gestão de Resíduos: Crianças aprendem a dar outro destino aos resíduos orgânicos
Energias Renováveis: Cenário para comercialização de carros elétricos no Brasil ainda não é favorável
Artigos:
Fábio André Chedid Silvestre: As leis de incentivo à cultura
Leandro F. Bastos Martins: Promessa é dívida?
Jeronimo Mendes - Inovação e espírito empreendedor
Antenor Demeterco Neto - Logística e desenvolvimento econômico sustentável?
Gastão Octávio da Luz - Desafios Globais ao "desenvolvimento sustentável"
=================================
Seja assinante da Geração Sustentável e ganhe o livro Eco SustentabilidadeA revista Geração Sustentável faz uma promoção especial para você leitor que busca novos conhecimentos sobre o tema sustentabilidade corporativa.
Fazendo uma assinatura anual (R$ 59,90) da revista você ganha o livro “ECO SUSTENTABILIDADE: Dicas para tornar você e sua empresa sustentável” do consultor Evandro Razzoto.
Aproveite essa oportunidade e faça agora mesmo a sua assinatura!
*Promoção por tempo limitado
Marcadores:
Estratégias Sustentáveis,
Notícias,
socioambiental,
sustentabilidade
Entrevista com Elisa Prado da Tetra Pak
Entrevista publicada originalmente na edição 26 da revista Geração SustentávelLonga vida com sustentabilidade
Elisa Prado é formada em Comunicação Social pela PUC-Campinas e pós-graduada em Marketing pela ESPM de São Paulo. Possui mais de 20 anos de experiência na área de Comunicação Corporativa, adquirida em agências de Relações Públicas e empresas nacionais e multinacionais. Hoje atua como diretora de Comunicação da Tetra Pak, liderando equipes localizadas nos países da América Central e Latina. Anteriormente trabalhou por quatro anos na Vivo, empresa líder em telefonia móvel, na qual comandou o departamento de Comunicação Institucional. Nesta entrevista, com exclusividade para a revista GERAÇÃO SUSTENTÁVEL, Elisa abordou temas relacionados à gestão corporativa, ao consumo consciente e à reciclagem.
A Tetra Pak atualmente é conhecida como uma organização que desenvolve inúmeros projetos socioambientais, como é feito o processo de comunicação para os públicos interno e externo?
Na Tetra Pak, priorizamos a comunicação com transparência e acreditamos no valor desse trabalho como uma ferramenta estratégica no relacionamento com os nossos públicos. Assim, temos a obrigação de conscientizar os consumidores sobre a importância do equilíbrio entre os três pilares sustentáveis: Econômico, Social e Ambiental. Por isso, investimos intensamente na comunicação das nossas ações, atitudes e postura para todos os stakeholders, respeitando e adaptando os meios e mensagens de cada um deles. Procuramos disponibilizar o maior número possível de informações para os diversos públicos por meio dos diferentes canais como site, revistas, relatório de sustentabilidade, newsletters, além do atendimento direto à demanda dos jornalistas, por meio de nossos porta-vozes.
Quais são os principais projetos desenvolvidos no Estado do Paraná?
Desde 2002, a Tetra Pak, além de ações de apoio a prefeituras e cooperativas, realiza um trabalho de campo para fomentar a cadeia de reciclagem de suas embalagens. Para isso, conta com o apoio de uma equipe de colaboradores externos que atuam em diversas regiões do País. O trabalho desses prestadores de serviço é bastante amplo. Eles realizam a prospecção de iniciativas de coleta seletiva com catadores, cooperativas, comércios, escolas, igrejas e outras instituições, levando informações sobre a importância da coleta e da reciclagem das embalagens longa vida pós-consumo. Quando as iniciativas não estão bem estruturadas, eles oferecem orientação para que se organizem da melhor forma possível. Atuam também junto às prefeituras para conscientizá-las da importância da reciclagem e incentivá-las a implantar a coleta seletiva formal em seus municípios. Para isso, disponibilizam folhetos desenvolvidos e impressos pela Tetra Pak com explicações simples e claras sobre reciclagem, para serem distribuídos à população. Entre 2008 e 2009, foram produzidos 5 milhões de folhetos destinados a essas iniciativas. Para as cidades com população igual ou superior a 100 mil habitantes, foram feitos folhetos específicos, e, para os municípios menores, foi distribuído um folheto com informações gerais sobre coleta seletiva. Além desses materiais, foram criados diversos outros, sobre conscientização ambiental, para abranger todos os públicos.
Além disso, em 2007, a Tetra Pak foi procurada pelo governo do Paraná para discutir soluções para a destinação de suas embalagens pós-consumo no estado. Dessa negociação surgiu o plano Paraná e Tetra Pak em Ação – Longa Vida para o Meio Ambiente, elaborado em conjunto pela Coordenadoria de Resíduos Sólidos da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e pela equipe da Tetra Pak.
O principal objetivo é garantir o escoamento sustentável e a reciclagem das embalagens pós-consumo da Tetra Pak no estado. O plano foi composto por dez ações ambientais, baseadas em quatro estratégias-chave: incentivo ao trabalho de cooperativas para aumentar a captação das embalagens, iniciativas regionais de comercialização das embalagens pós-consumo, desenvolvimento de empresas recicladoras e educação ambiental. Essas ações foram realizadas durante o biênio 2008/2009, divididas em dois grandes blocos. O primeiro teve como objetivo proporcionar a infraestrutura necessária para as atividades de coleta seletiva e reciclagem. Foi feito um diagnóstico detalhado dos 22 municípios indicados pela secretaria e foram elaborados planos de ação específicos para cada cidade. Com base neles, a empresa efetuou a cessão de prensas, telhas e outros materiais às entidades envolvidas que pudessem contribuir para o programa de coleta seletiva. No total, foram cedidas 20 prensas enfardadeiras, quatro esteiras para triagem de materiais, cerca de 1.200 big bags, 2.120 telhas, 245 placas recicladas e material para 15 pontos de entrega voluntária (PEVs).
O segundo bloco de ações focou na educação ambiental. Envolveu a distribuição de 195 mil folhetos para conscientizar a população e 164 kits de educação ambiental, além da participação em eventos em shopping centers e da realização de outros projetos já consolidados na Tetra Pak, como o (Re)Ciclo de Cinema. Os resultados da parceria superaram as previsões. Apesar dos efeitos negativos da crise econômica de 2008, que afetou todo o setor de reciclagem, o número de iniciativas voltadas à coleta seletiva das embalagens longa vida no Paraná aumentou seis vezes (de 55 para 339). Além disso, o volume de embalagens encaminhadas para a reciclagem cresceu 18%, atingindo 4.099 toneladas em 2009, o que representa aumento de 4% na taxa de reciclagem de embalagens da Tetra Pak no estado em relação ao início do plano, em 2007. Esse índice significa que, em 2009, cerca de 207 milhões de embalagens foram recicladas somente no estado do Paraná.
Um dos maiores problemas socioambientais está relacionado com a geração de resíduos e grande parte destes são embalagens. Como a Tetra Pak vem atuando na orientação do consumidor de seus produtos no processo de reciclagem?
A Tetra Pak busca ser reconhecida pelos consumidores como uma empresa que oferece soluções para manter os alimentos com suas características originais e seguros, com embalagens práticas, ambientalmente corretas e de qualidade. No entanto, mais do que informá-los sobre os atributos de seu produto, a companhia trabalha para mostrar que o consumidor, ao comprar alimentos ou bebidas acondicionados em embalagens da Tetra Pak, está fazendo uma escolha correta e consciente do ponto de vista ambiental e social. Assim, a Tetra Pak busca aproximar-se desse público por meio de ações que promovam a reciclagem e a consciência ambiental e social.
Como está organizado esse processo de reciclagem de embalagens no pós-consumo? Como funciona a logística e qual a capacidade instalada e utilizada?
A embalagem da Tetra Pak é formada por três materiais: papel, alumínio e polietileno. A primeira etapa da reciclagem consiste em separar o papel dos demais elementos. O trabalho é feito em um equipamento denominado Hidrapulper, uma espécie de grande liquidificador que solta as fibras de papel com água. Elas seguem para processamento, onde se transformam em bobinas para a fabricação de caixas, tubetes (utilizados em bobinas de papel nas duas fábricas da Tetra Pak) e papel para impressão (feito a partir da mistura de uma porcentagem das fibras recicladas com papel sulfite). O que sobra é uma massa de plástico e alumínio. O material é enfardado e encaminhado para empresas que irão transformá-lo em produtos como telhas, placas, pellets (grãos) para injeção ou para laminação de peças plásticas e parafina, recuperando o alumínio na forma metálica. No primeiro caso, a mistura é triturada e prensada até a eliminação de toda a água. Em seguida, o material é fundido e depois resfriado para, então, adquirir o formato desejado – telhas ou placas para construção civil. Essas peças vêm conquistando um mercado cada vez maior, graças a sua alta durabilidade e seu valor agregado.
Outra vantagem é que elas são leves, flexíveis e possuem boa absorção acústica. No caso das telhas, elas são mais resistentes à degradação e oferecem melhor conforto térmico em comparação com as telhas comuns (o ambiente fica mais confortável, uma vez que o alumínio reflete os raios infravermelhos do sol, diminuindo a absorção de calor). Já a técnica de peletização foi desenvolvida no Brasil pela Tetra Pak e vem sendo aplicada desde 1998. A transformação da mistura de plástico e alumínio em grãos permitiu ampliar a forma de utilização do material, que hoje é matéria-prima para a fabricação de peças plásticas – vassouras, bolsas, sacolas, embalagens, canetas, capas de cadernos, pastas e objetos de escritório, entre outras. Hoje, mais de dez empresas fabricam peças a partir dos pellets, que, por sua vez, são produzidos por duas recicladoras no estado de São Paulo. Em 2005, a Tetra Pak desenvolveu, em parceria com as empresas Klabin, Alcoa e TSL Ambiental a tecnologia de reciclagem do alumínio na fabricação das embalagens, que consiste na separação total das camadas de alumínio e plástico. O alumínio poder ser comercializado na forma de pó, e o polietileno é transformado em parafina, que é utilizada na produção de impermeabilizantes, lubrificantes ou como matéria-prima para a indústria química. Assim, a reciclagem de embalagens longa vida pós-consumo gera emprego e renda, além de promover a conservação ambiental e a cidadania.
Em sua opinião, o lado cultural dos consumidores, que envolve o hábito da separação do lixo, é a principal barreira para ampliar a reciclagem no Brasil? Que outros fatores dificultam esse processo?
Atualmente, o maior gargalo para aumentar a reciclagem de nosso país é a coleta seletiva. Isso acontece porque as embalagens descartadas pelos consumidores ainda não formam volume suficiente do material para atender a demanda das indústrias recicladoras já existentes. Por isso, temos investido de diversas formas na educação ambiental e na sensibilização da sociedade para incrementar o volume de reciclagem de embalagens cartonadas no país, que hoje chega a mais de 50 mil toneladas por ano.
Com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, estamos com expectativas bem positivas, já que cada um dos agentes envolvidos no ciclo de vida dos produtos – fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e poder público – deve assumir sua responsabilidade.
Como a empresa vem atuando para divulgar seus projetos de reciclagem nas redes sociais?
Com este objetivo de disponibilizar conhecimento à população e ajudar na coleta seletiva, a Tetra Pak lançou em 2008 um portal batizado de Rota da Reciclagem (www.rotadareciclagem.com.br). O site aponta a localização e o contato de cooperativas, pontos de entrega voluntária de materiais recicláveis e comércios ligados à cadeia de reciclagem em todo o território nacional. Outro portal desenvolvido pela empresa é o Cultura Ambiental nas Escolas. Voltado a professores e alunos, a plataforma traz conteúdo didático sobre educação ambiental com destaque para a questão dos resíduos sólidos e reciclagem. Cada uma das ferramentas possui canais no Facebook e no Twitter. Nos últimos 40/50 anos, as tecnologias nas embalagens propiciaram que muitas empresas ampliassem sua publicidade e agregassem mais valor em seus produtos, além de avanços relacionados a quantidades fracionadas e de conservação, por outro lado, passou-se a ter um alto passivo ambiental. Em sua opinião, quais são as perspectivas e tendências para o setor de embalagens nos próximos anos?
Na Tetra Pak, temos a premissa da inovação, o que faz com que a companhia antecipe essas tendências. Como líder global mundial em soluções para processamento e envase de alimentos, a empresa tem realizado significativos investimentos na área de desenvolvimento mundial, que conta com cerca de 1.200 profissionais que já discutem como será o cenário do mercado em 2020. Toda a estratégia é antecipada já que uma tecnologia leva até cinco anos para ser desenvolvida. Assim, o ciclo de inovação da empresa mantém-se constante e, de três a cinco anos, são lançadas novidades baseadas nas necessidades e desejos latentes dos consumidores. Para isso, investimos globalmente aproximadamente 3,5% a 4% da receita de vendas, que em 2010 foi de €9,98 bilhões. Ou seja, foram cerca de €400 milhões em pesquisa e desenvolvimento.
Além disso, conhecer o nosso público e saber respeitá-lo é o primeiro passo. Por isso, apostamos nas pesquisas com os nossos clientes e também com os consumidores. Com os resultados, sabemos que uma grande tendência são os produtos ambientalmente corretos. Por isso, como líder, a Tetra Pak investe na utilização de matéria-prima proveniente de fontes renováveis e certificadas. A primeira certificação da cadeia de custódia da Tetra Pak Brasil pelo Forest Stewardship Council (FSC) foi conquistada em 2008. Nosso fornecedor de papel, a Klabin, já possuía a certificação para 100% de suas florestas e, a partir disso, conseguimos obtê-la também para nossas embalagens. A segunda conquista foi em relação ao plástico, com o lançamento das tampas produzidas a partir do “plástico verde”, produzido a partir do etanol da cana-de-açúcar. Esse projeto deu ao Brasil o pioneirismo mundial no uso do material, que também provém de uma fonte 100% renovável.
Que mensagem final deixaria para os leitores da revista Geração Sustentável?
Costumamos dizer que a Tetra Pak possui o DNA de Sustentabilidade, principalmente por conta de sua origem e da preocupação com o meio ambiente. Assim, mais do que informar os públicos sobre o intenso trabalho desenvolvido em toda a cadeia de reciclagem, temos a missão de agir como agentes transformadores.
Acredito que vivemos em um processo de mudança e de conscientização da sociedade, que não tem volta, felizmente! No entanto, fazer parte desse grupo vanguardista é um desafio já que temos que aprender na prática. Mesmo assim, encaramos esse desafio como uma oportunidade de provocar grande modificação comportamental das pessoas e das corporações.
=====================================================
Veja os conteúdos dessa edição:Matérias:
Capa: Campos Gerais: um Paraná a ser conhecido
Visão Sustentável: Produtos concentrados fazem bem ao meio ambiente
Desenvolvimento Local: Setor de sustentabilidade ganha representatividade no Brasil
Responsabilidade Social: Paraná se mobiliza para o desenvolvimento sustentável
Gestão de Resíduos: Crianças aprendem a dar outro destino aos resíduos orgânicos
Energias Renováveis: Cenário para comercialização de carros elétricos no Brasil ainda não é favorável
Artigos:
Fábio André Chedid Silvestre: As leis de incentivo à cultura
Leandro F. Bastos Martins: Promessa é dívida?
Jeronimo Mendes - Inovação e espírito empreendedor
Antenor Demeterco Neto - Logística e desenvolvimento econômico sustentável?
Gastão Octávio da Luz - Desafios Globais ao "desenvolvimento sustentável"
=================================
Seja assinante da Geração Sustentável e ganhe o livro Eco SustentabilidadeA revista Geração Sustentável faz uma promoção especial para você leitor que busca novos conhecimentos sobre o tema sustentabilidade corporativa.
Fazendo uma assinatura anual (R$ 59,90) da revista você ganha o livro “ECO SUSTENTABILIDADE: Dicas para tornar você e sua empresa sustentável” do consultor Evandro Razzoto.
Aproveite essa oportunidade e faça agora mesmo a sua assinatura!
*Promoção por tempo limitado
Marcadores:
embalagem,
Entrevistas,
negócios,
resíduo,
responsabilidade ambiental,
socioambiental,
sustentabilidade
domingo, 8 de janeiro de 2012
Edição 26 já está circulando! Cultura e Sustentabilidade
Cultura: respeitar o passado, atuando no presente, sem deixar de olhar para o futuroUm tema de capa que tratasse de cultura e sustentabilidade era um desejo antigo de publicação da nossa revista. Quando começamos a conversar com os idealizadores do Parque Histórico de Carambeí sentimos que esse momento estava amadurecendo e que teríamos um case ideal que contemplasse esses dois temas.
Você, caro leitor, pode se questionar... Por que considerar o tema cultura tão importante assim? Talvez você até se pergunte, o que o tema sustentabilidade tem a ver com os aspectos culturais? Acredito que a cultura é efetivamente a quarta dimensão da sustentabilidade, considerando não apenas um complemento do conhecido tripé (econômico, ambiental e social), mais sim um pré-requisito para o desenvolvimento. E vou além! Acredito que a dimensão cultural é mais importante do que as três dimensões tradicionais. Na minha concepção, os fatores culturais que estão ligados aos hábitos, costumes e valores locais determinarão a evolução econômica e o respeito aos fatores socioambientais. Entendo também que podemos ter um excelente projeto ambiental e, se não existir aceitação cultural, esse projeto acaba não trazendo resultados esperados. Quando se fala em cultura em uma localidade, parece que enxergamos o grau de sustentabilidade (ou de falta de sustentabilidade) daquela comunidade local. Talvez isso explique a razão de encontrarmos algumas regiões deterioradas e outras não, em localidades não muito distantes.
A utilização do exemplo do Parque Histórico de Carambeí irá ilustrar claramente a relevância cultural para a continuidade de uma sociedade. Essa matéria sobre o parque demonstra toda a trajetória da comunidade holandesa na região dos Campos Gerais no estado do Paraná. Os entrevistados comentam sobre os fatores históricos, que foram essenciais para que a comunidade local superasse os desafios e se fortalecesse. A construção do parque é uma forma de respeitar o passado, atuando no presente sem esquecer do futuro.
Esta edição ainda traz conteúdos relacionados ao projeto minhocagem, que é voltado à educação ambiental infantil, bem como uma matéria sobre a legislação brasileira para carros elétricos. Além desses conteúdos, temos uma matéria sobre a ABRAPS (Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade); uma matéria sobre a tendência de comercialização dos produtos de limpeza em embalagens menores e com fórmulas mais concentradas; e uma matéria sobre os projetos para 2012 do CPCE (Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial).
Boa Leitura!
Pedro Salanek Filho
=====================================================
Veja os conteúdos dessa edição:
Matérias:
Entrevista: Elisa Prado (Tetra Pak)
Capa: Campos Gerais: um Paraná a ser conhecido
Visão Sustentável: Produtos concentrados fazem bem ao meio ambiente
Desenvolvimento Local: Setor de sustentabilidade ganha representatividade no Brasil
Responsabilidade Social: Paraná se mobiliza para o desenvolvimento sustentável
Gestão de Resíduos: Crianças aprendem a dar outro destino aos resíduos orgânicos
Energias Renováveis: Cenário para comercialização de carros elétricos no Brasil ainda não é favorável
Artigos:
Fábio André Chedid Silvestre: As leis de incentivo à cultura
Leandro F. Bastos Martins: Promessa é dívida?
Jeronimo Mendes - Inovação e espírito empreendedor
Antenor Demeterco Neto - Logística e desenvolvimento econômico sustentável?
Gastão Octávio da Luz - Desafios Globais ao "desenvolvimento sustentável"
=================================
Seja assinante da Geração Sustentável e ganhe o livro Eco SustentabilidadeA revista Geração Sustentável faz uma promoção especial para você leitor que busca novos conhecimentos sobre o tema sustentabilidade corporativa.
Fazendo uma assinatura anual (R$ 59,90) da revista você ganha o livro “ECO SUSTENTABILIDADE: Dicas para tornar você e sua empresa sustentável” do consultor Evandro Razzoto.
Aproveite essa oportunidade e faça agora mesmo a sua assinatura!
*Promoção por tempo limitado
Marcadores:
cultura,
meio ambiente,
responsabilidade social,
revista,
socioambiental,
sustentabilidade
domingo, 1 de janeiro de 2012
Artigo: Como estamos construindo nosso mundo sustentável?
Cabe-me aqui fazer uma pequena provocação. Temos consciência do momento que o planeta está vivendo? Do quanto nossos pequenos gestos do dia a dia significam para a sobrevivência do futuro na terra? Estamos vendo e, muitas vezes, participando deste movimento empresarial em busca pela sustentabilidade, mas até que ponto estamos preparados para viver em uma sociedade sustentável?
Indicadores são criados, certificações são obtidas, materiais são substituídos por matérias-primas mais limpas, inventários de carbonos são feitos e marcas são valorizadas, mas será que só isso nos trará a sustentabilidade que devemos perseguir?
Neste cenário, o grande objetivo é trabalhar uma gestão harmônica, o famoso Triple bottom line, o tripé da sustentabilidade, em que os aspectos econômicos se fundem à preocupação com a comunidade e aos impactos ambientais, causados pelas atividades exercidas pelas pessoas e pelas empresas. Porém, invariavelmente, pensamos no macro, esquecemos pequenos detalhes, que fazem toda a diferença.
É por isso que quando vejo pesquisas de intenção de compra, tenho dois sentimentos. O primeiro bem otimista, ao perceber consumidores comprando cada vez mais produtos com menor impacto ambiental ou buscando comprarem de empresas socioambientalmente responsáveis, mesmo tendo de pagar mais por isso. Porém, meu segundo sentimento é de tristeza, pois apesar de procurarmos comprar produtos “verdes”, tão especiais, continuamos descartando de maneira errada. E o que é pior. O descarte inapropriado, não ocorre apenas dentro de casa. São realizados também por empresas e pelo setor público. Ou alguém deixou de reparar como nossas cidades estão cada vez mais sujas? Hoje, em boa parte delas, não é necessário chover muito para que a situação se torne preocupante para a segurança da população, já que o risco de alagamentos é constante, resultado de uso inapropriado do solo, construções irregulares e acúmulo de lixo, entre outros.
Como pensar num mundo sustentável, se não somos capazes de pequenos cuidados como esse que afetam nossa forma de vida e colocam em risco a vida nas cidades? Se ainda temos empresas que utilizam mão de obra escrava ou infantil? Se ainda agredimos o outro, porque é diferente, pensa diferente ou tem orientação sexual diferente? Se ainda não são poucos os irresponsáveis diante de um volante, encharcados pela bebida ou pelo prazer da simples velocidade?
Cobramos atitudes das empresas, mas precisamos cobrar de cada um de nós, a fim de que nossa sociedade não se autodestrua com práticas “canibalísticas” diversas. Precisamos mudar nossas atitudes, como indivíduos e cidadãos. Por que não cobramos ou fiscalizamos os princípios da sustentabilidade dos nossos governos? A crise mundial que estamos vivendo não é um grande exemplo do muito que temos feito de errado, a começar pela economia?
Não dá para negar que avançamos muito nos cuidados com o nosso planeta, mas chegou a hora de olharmos ainda mais profundamente para a questão e analisarmos qual a nossa contribuição para que possamos construir, de forma efetiva, um mundo sustentável. Sem esquecer a responsabilidade de nossos hábitos nessa equação. Atitudes que não considerem isso, esse processo de intensa transformação não passa do que se chama maquiagem verde (GreenWash). Não há como alcançarmos a sustentabilidade se não adotarmos atitudes e hábitos sustentáveis.
Minha esperança é que nossos discursos comecem, efetivamente, a se transformar em atitudes. Elas é que darão, verdadeiramente, o tom para o mundo sustentável que almejamos.
Yuri Beltramin
Profissional de Sustentabilidade, Consultor e Facilitador do Jogo Negócio Sustentável
========================================================
Veja os conteúdos dessa edição:
Matérias:
Capa: Saiba como andam as práticas de sustentabilidade dos bancos brasileiros
Entrevista com Manfred Alfonso Dasenbrock - Sicredi PR
Desenvolvimento Local: Iniciativa sustentável inova modelo de entregas
Responsabilidade Social: Sustentabilidade - da teoria à prática
=================================
Seja assinante da Geração Sustentável e ganhe o livro Eco Sustentabilidade
A revista Geração Sustentável faz uma promoção especial para você leitor que busca novos conhecimentos sobre o tema sustentabilidade corporativa.
Fazendo uma assinatura anual (R$ 59,90) da revista você ganha o livro “ECO SUSTENTABILIDADE: Dicas para tornar você e sua empresa sustentável” do consultor Evandro Razzoto.
Aproveite essa oportunidade e faça agora mesmo a sua assinatura!
*Promoção por tempo limitado
Indicadores são criados, certificações são obtidas, materiais são substituídos por matérias-primas mais limpas, inventários de carbonos são feitos e marcas são valorizadas, mas será que só isso nos trará a sustentabilidade que devemos perseguir?
Neste cenário, o grande objetivo é trabalhar uma gestão harmônica, o famoso Triple bottom line, o tripé da sustentabilidade, em que os aspectos econômicos se fundem à preocupação com a comunidade e aos impactos ambientais, causados pelas atividades exercidas pelas pessoas e pelas empresas. Porém, invariavelmente, pensamos no macro, esquecemos pequenos detalhes, que fazem toda a diferença.
É por isso que quando vejo pesquisas de intenção de compra, tenho dois sentimentos. O primeiro bem otimista, ao perceber consumidores comprando cada vez mais produtos com menor impacto ambiental ou buscando comprarem de empresas socioambientalmente responsáveis, mesmo tendo de pagar mais por isso. Porém, meu segundo sentimento é de tristeza, pois apesar de procurarmos comprar produtos “verdes”, tão especiais, continuamos descartando de maneira errada. E o que é pior. O descarte inapropriado, não ocorre apenas dentro de casa. São realizados também por empresas e pelo setor público. Ou alguém deixou de reparar como nossas cidades estão cada vez mais sujas? Hoje, em boa parte delas, não é necessário chover muito para que a situação se torne preocupante para a segurança da população, já que o risco de alagamentos é constante, resultado de uso inapropriado do solo, construções irregulares e acúmulo de lixo, entre outros.
Como pensar num mundo sustentável, se não somos capazes de pequenos cuidados como esse que afetam nossa forma de vida e colocam em risco a vida nas cidades? Se ainda temos empresas que utilizam mão de obra escrava ou infantil? Se ainda agredimos o outro, porque é diferente, pensa diferente ou tem orientação sexual diferente? Se ainda não são poucos os irresponsáveis diante de um volante, encharcados pela bebida ou pelo prazer da simples velocidade?
Cobramos atitudes das empresas, mas precisamos cobrar de cada um de nós, a fim de que nossa sociedade não se autodestrua com práticas “canibalísticas” diversas. Precisamos mudar nossas atitudes, como indivíduos e cidadãos. Por que não cobramos ou fiscalizamos os princípios da sustentabilidade dos nossos governos? A crise mundial que estamos vivendo não é um grande exemplo do muito que temos feito de errado, a começar pela economia?
Não dá para negar que avançamos muito nos cuidados com o nosso planeta, mas chegou a hora de olharmos ainda mais profundamente para a questão e analisarmos qual a nossa contribuição para que possamos construir, de forma efetiva, um mundo sustentável. Sem esquecer a responsabilidade de nossos hábitos nessa equação. Atitudes que não considerem isso, esse processo de intensa transformação não passa do que se chama maquiagem verde (GreenWash). Não há como alcançarmos a sustentabilidade se não adotarmos atitudes e hábitos sustentáveis.
Minha esperança é que nossos discursos comecem, efetivamente, a se transformar em atitudes. Elas é que darão, verdadeiramente, o tom para o mundo sustentável que almejamos.Yuri Beltramin
Profissional de Sustentabilidade, Consultor e Facilitador do Jogo Negócio Sustentável
========================================================
Veja os conteúdos dessa edição:Matérias:
Capa: Saiba como andam as práticas de sustentabilidade dos bancos brasileiros
Entrevista com Manfred Alfonso Dasenbrock - Sicredi PR
Desenvolvimento Local: Iniciativa sustentável inova modelo de entregas
Responsabilidade Social: Sustentabilidade - da teoria à prática
=================================
Seja assinante da Geração Sustentável e ganhe o livro Eco SustentabilidadeA revista Geração Sustentável faz uma promoção especial para você leitor que busca novos conhecimentos sobre o tema sustentabilidade corporativa.
Fazendo uma assinatura anual (R$ 59,90) da revista você ganha o livro “ECO SUSTENTABILIDADE: Dicas para tornar você e sua empresa sustentável” do consultor Evandro Razzoto.
Aproveite essa oportunidade e faça agora mesmo a sua assinatura!
*Promoção por tempo limitado
Marcadores:
Artigo,
responsabilidade social,
socioambiental,
sustentabilidade
Artigo: O encanto permanece, mas o gosto muda
De acordo com muitos analistas de mercado norte-americanos, Steve Jobs pode ser considerado um dos maiores empreendedores de todos os tempos, ao lado de figuras ilustres como Thomas Edison (GE), Henry Ford, Thomas Whatson (IBM) e William McKnight (3M), pioneiros do empreendedorismo nos Estados Unidos.Falecido em 05 de outubro último, Jobs saiu da vida para entrar na história como uma personalidade incomum, digna de reconhecimento e veneração nos quatro cantos da Terra, não apenas em função do seu gênio criativo, despertado aos dezesseis anos de idade, mas devido ao seu completo desprendimento das coisas materiais.
Para quem se considerava “um sujeito que provavelmente teria sido apenas um poeta semitalentoso do Quartier Latin, mas meio que se desviou do caminho”, pode-se dizer que a história premiou o talento, a persistência e a vontade de superar os mais indignos obstáculos.
Ao desistir da escola, para evitar o sacrifício financeiro dos pais adotivos, Jobs começou a participar de palestras sobre produtos eletrônicos da HP, onde encontrou Stephen Wozniak, egresso da Universidade da Califórnia. Wozniak era um jovem gênio da engenharia que gostava de inventar dispositivos eletrônicos.
Com a aproximação, Jobs e Wosniak também compareciam regularmente às reuniões do Homebrew Computer Club (Clube do Computador feito em Casa). Os associados eram na maioria tecnófilos, interessados em diodos, transistores e ainda nos dispositivos eletrônicos que poderiam construir com isso.
Jobs era diferente, segundo Daniel Goleman, PhD. Ele sabia avaliar o estilo, a utilidade e a capacidade de colocação dos produtos no mercado. Com o tempo, Jobs convenceu Wozniak a trabalharem juntos para a concepção de um computador pessoal. Nasceu assim o Apple I, projetado no quarto de Steve Jobs e com o protótipo construído na garagem da casa de seus pais.
Ao seguir os conselhos de um executivo aposentado da Intel, Jobs e Wozniak fundaram sua própria empresa. Para viabilizar o projeto, ambos venderam os seus bens mais preciosos na época, uma Kombi VW de Jobs e a calculadora HP de Wozniak. Com os US$ 1300 arrecadados, ambos iniciaram oficialmente a Apple. Jobs, aos vinte anos de idade, e Wozniak, aos vinte e seis.
Em menos de dez anos, a Apple havia deixado de ser apenas dois sócios numa garagem para se tornar uma empresa de dois bilhões de dólares, com mais de quatro mil funcionários. Um ano depois de lançar a sua melhor criação – o Macintosh –, Steve Jobs completava trinta anos de idade quando foi, então, despedido da Apple, por divergências internas com a equipe de comando.
Em menos de cinco anos, Jobs fundou a NeXT e, logo depois, a Pixar, o estúdio de animação mais bem-sucedido do planeta, onde idealizou o primeiro desenho animado do mundo feito apenas por computador – Toy Story. Segundo o próprio Jobs, “foi um remédio amargo, mas acho que o paciente precisava dele”. Entrava em cena novamente o seu espírito empreendedor e criativo.
Numa impressionante reviravolta, a Apple comprou a NeXT e, em menos de dez anos, Jobs voltou para a empresa que ele mesmo ajudou a fundar, para alegria dos “applemaníacos” e o bem da companhia. Retornava, dez anos depois, o salvador da pátria, num período difícil para a Apple. O resto é história.
No início do ano eu tive a felicidade de conhecer a sede mundial da Apple, em Cupertino, interior da Califórnia. Para os apaixonados por tecnologia e também por empreendedorismo, difícil não se encantar com a grandiosidade de uma empresa que nasceu na garagem da família de Steve Jobs e se transformou numa das empresas mais inovadoras do mundo.
Apesar de todas as dificuldades pelas quais passou, indiferente ao fato de a Apple ser considerada uma das empresas mais valiosas do mundo, em
Cupertino ou em qualquer loja da rede é possível testemunhar o espírito de Jobs e sentir a energia irradiada por quem amou o que fez até o último dia trabalho.Com a partida de Steve Jobs, o encanto da maçã permanece, mas penso que o seu gosto nunca mais será o mesmo.
Jerônimo Mendes
Administrador, Consultor, Professor Universitário e Palestrante
Mestre em Organizações e Desenvolvimento Local
========================================================
Veja os conteúdos dessa edição:Matérias:
Capa: Saiba como andam as práticas de sustentabilidade dos bancos brasileiros
Entrevista com Manfred Alfonso Dasenbrock - Sicredi PR
Desenvolvimento Local: Iniciativa sustentável inova modelo de entregas
Responsabilidade Social: Sustentabilidade - da teoria à prática
=================================
Seja assinante da Geração Sustentável e ganhe o livro Eco SustentabilidadeA revista Geração Sustentável faz uma promoção especial para você leitor que busca novos conhecimentos sobre o tema sustentabilidade corporativa.
Fazendo uma assinatura anual (R$ 59,90) da revista você ganha o livro “ECO SUSTENTABILIDADE: Dicas para tornar você e sua empresa sustentável” do consultor Evandro Razzoto.
Aproveite essa oportunidade e faça agora mesmo a sua assinatura!
*Promoção por tempo limitado
Marcadores:
Estratégias Sustentáveis,
negócios,
sustentabilidade empresarial,
tecnologia
Artigo: Da Tunísia a Wall Street
Se existe algo que tem feito de 2011 um ano diferente dos anteriores é, sem dúvida alguma, a série de manifestações populares que têm ocorrido desde janeiro, reivindicando, em última análise, medidas que provoquem mudanças sociais. Nada muito diferente do que exigiam aqueles que tomaram a Bastilha de 1789 e fizeram a Revolução Francesa. É incrível como, depois de mais de 220 anos, não tenhamos conseguido avançar na direção da construção de uma sociedade mais justa e democrática, que se preocupe verdadeiramente com o desenvolvimento das pessoas e com a sustentabilidade das atividades socioeconômicas e culturais.
Desde a Revolta de Jasmim, que derrubou o ditador tunisiano Bem Ali, passando pelos “Dias de Fúria” no Egito, pelo esfacelamento da Líbia e por alterações em todo norte da África e grande parte do Oriente Médio, até as recentes manifestações inspiradas no “Occupy Wall Street” em muitos países, este tem sido um ano de manifestações públicas e insatisfações com injustiças sociais. Gostaria de exercitar três reflexões sobre pontos em comum em todas essas manifestações, mesmo reconhecendo terem origem e motivos aparentes diferentes.
A primeira é que, independentemente da discussão, se novas democracias africanas abrirão portas para grupos radicais mulçumanos tomarem o poder ou se concentrações em praças vão ou não gerar empregos para um grande número de pessoas sem atividade na Europa ou nos EUA, pode-se concluir, sem sombra de dúvidas, que o modelo reducionista e teleológico de pensar os homens e a sociedade como apenas mais um produto econômico não se sustenta mais. Com o passar dos anos, o andar da carruagem não consegue mais ajeitar as abóboras e só acentua diferenças socioeconômicas entre países e grupos sociais.
A segunda é como as novas tecnologias de registro, informação e comunicação têm-se tornado mais efetivas na organização desses movimentos, não importando mais o país onde ela tem origem. As redes sociais venceram as censuras, os toques de recolher e a falta de liberdade de expressão. A onda global de movimentos sociais que precedeu a Revolução Francesa durou mais de 20 anos, iniciando-se EUA em 1776 e atingindo diversos outros países, como Inglaterra, Irlanda, Países Baixos e outros. Hoje somos convidados a participar e a acompanhar ao vivo os acontecimentos, independentemente de proibições.
O MUNDO PRECISA DE LÍDERES
A terceira reflexão sobre pontos em comum nas revoltas de 2011 é a ausência de lideranças fortes e reconhecidas em todos eles. A movimentação é bastante positiva, pois são sinais de mudança. Porém, as reivindicações nesses movimentos não são muito claras. Em alguns casos, como na Argélia, a simples suspensão de um Estado de Emergência é recebida como satisfação e vista como uma medida pacificadora. Em outros, como no “Occupy Wall Street” e nos movimentos ocorridos recentemente em diversos outros países, inspirados na ocupação do centro financeiro norte-americano, os objetivos dos insatisfeitos não são tão claros. Constata-se apenas que do jeito que está não está bom. “Queremos o fim da ganância das grandes corporações e das instituições financeiras”, como se isto fosse compatível com um regime capitalista de mercado, que tem na acumulação de capital sua meta principal.
Precisamos desenvolver novas lideranças, em nosso país e em todo o mundo, em todas as áreas. Pessoas comprometidas com o novo, com o inédito, capazes de perceber a insatisfação de grupos e sociedades, de refletir, discutir, aparar diferenças e conduzir insatisfeitos para uma situação diferente, que tenha sempre como objetivo final uma maior igualdade entre regiões, povos e pessoas. Torço para que essa lacuna social de lideranças seja temporária e não signifique o esquecimento, a descrença ou o desinteresse das pessoas de retomar o caminho de construção da liberdade, da igualdade e da fraternidade.
=================================================
** Ivan de Melo Dutra: Arquiteto e Urbanista e Mestre em Organizações e Desenvolvimento
Artigo publicado originalmente na edição 25 da revista Geração Sustentável
=================================================
Veja os conteúdos dessa edição:
Matérias:
Capa: Saiba como andam as práticas de sustentabilidade dos bancos brasileiros
Entrevista com Manfred Alfonso Dasenbrock - Sicredi PR
Desenvolvimento Local: Iniciativa sustentável inova modelo de entregas
Responsabilidade Social: Sustentabilidade - da teoria à prática
Desde a Revolta de Jasmim, que derrubou o ditador tunisiano Bem Ali, passando pelos “Dias de Fúria” no Egito, pelo esfacelamento da Líbia e por alterações em todo norte da África e grande parte do Oriente Médio, até as recentes manifestações inspiradas no “Occupy Wall Street” em muitos países, este tem sido um ano de manifestações públicas e insatisfações com injustiças sociais. Gostaria de exercitar três reflexões sobre pontos em comum em todas essas manifestações, mesmo reconhecendo terem origem e motivos aparentes diferentes.
A primeira é que, independentemente da discussão, se novas democracias africanas abrirão portas para grupos radicais mulçumanos tomarem o poder ou se concentrações em praças vão ou não gerar empregos para um grande número de pessoas sem atividade na Europa ou nos EUA, pode-se concluir, sem sombra de dúvidas, que o modelo reducionista e teleológico de pensar os homens e a sociedade como apenas mais um produto econômico não se sustenta mais. Com o passar dos anos, o andar da carruagem não consegue mais ajeitar as abóboras e só acentua diferenças socioeconômicas entre países e grupos sociais.
A segunda é como as novas tecnologias de registro, informação e comunicação têm-se tornado mais efetivas na organização desses movimentos, não importando mais o país onde ela tem origem. As redes sociais venceram as censuras, os toques de recolher e a falta de liberdade de expressão. A onda global de movimentos sociais que precedeu a Revolução Francesa durou mais de 20 anos, iniciando-se EUA em 1776 e atingindo diversos outros países, como Inglaterra, Irlanda, Países Baixos e outros. Hoje somos convidados a participar e a acompanhar ao vivo os acontecimentos, independentemente de proibições.
O MUNDO PRECISA DE LÍDERES
A terceira reflexão sobre pontos em comum nas revoltas de 2011 é a ausência de lideranças fortes e reconhecidas em todos eles. A movimentação é bastante positiva, pois são sinais de mudança. Porém, as reivindicações nesses movimentos não são muito claras. Em alguns casos, como na Argélia, a simples suspensão de um Estado de Emergência é recebida como satisfação e vista como uma medida pacificadora. Em outros, como no “Occupy Wall Street” e nos movimentos ocorridos recentemente em diversos outros países, inspirados na ocupação do centro financeiro norte-americano, os objetivos dos insatisfeitos não são tão claros. Constata-se apenas que do jeito que está não está bom. “Queremos o fim da ganância das grandes corporações e das instituições financeiras”, como se isto fosse compatível com um regime capitalista de mercado, que tem na acumulação de capital sua meta principal.
Precisamos desenvolver novas lideranças, em nosso país e em todo o mundo, em todas as áreas. Pessoas comprometidas com o novo, com o inédito, capazes de perceber a insatisfação de grupos e sociedades, de refletir, discutir, aparar diferenças e conduzir insatisfeitos para uma situação diferente, que tenha sempre como objetivo final uma maior igualdade entre regiões, povos e pessoas. Torço para que essa lacuna social de lideranças seja temporária e não signifique o esquecimento, a descrença ou o desinteresse das pessoas de retomar o caminho de construção da liberdade, da igualdade e da fraternidade.
=================================================
** Ivan de Melo Dutra: Arquiteto e Urbanista e Mestre em Organizações e DesenvolvimentoArtigo publicado originalmente na edição 25 da revista Geração Sustentável
=================================================
Veja os conteúdos dessa edição:Matérias:
Capa: Saiba como andam as práticas de sustentabilidade dos bancos brasileiros
Entrevista com Manfred Alfonso Dasenbrock - Sicredi PR
Desenvolvimento Local: Iniciativa sustentável inova modelo de entregas
Responsabilidade Social: Sustentabilidade - da teoria à prática
=================================
Seja assinante da Geração Sustentável e ganhe o livro Eco Sustentabilidade
A revista Geração Sustentável faz uma promoção especial para você leitor que busca novos conhecimentos sobre o tema sustentabilidade corporativa.
Fazendo uma assinatura anual (R$ 59,90) da revista você ganha o livro “ECO SUSTENTABILIDADE: Dicas para tornar você e sua empresa sustentável” do consultor Evandro Razzoto.
Aproveite essa oportunidade e faça agora mesmo a sua assinatura!
*Promoção por tempo limitado
Marcadores:
Artigo,
negócios,
socioambiental,
sustentabilidade empresarial
Assinar:
Postagens (Atom)