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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Cafés Sustentáveis

É notável a mudança gradativa do comportamento de cada vez mais consumidores. Seu interesse vai além do produto final, se enriquecendo com conceitos como consumo consciente, preservação do meio ambiente, redução do uso de recursos naturais e de agentes poluidores, valorização social e econômica dos produtores, melhores condições de vida, de trabalho, de escolarização e de cidadania.

Seguindo essa tendência, com algum destaque, a sustentabilidade na produção de alimentos tem avançado em todo o mundo, sendo uma tendência que avança também no Brasil. A produção do café não passa incólume a essas transformações.

Em essência, o café sustentável é uma mistura de influências culturais, políticas, ambientais, econômicas e agronômicas, conforme indicado a seguir:



Sombra

Muitos cafés sustentáveis são "cultivados à sombra", o que significa que um dossel de árvores protege os pés de café, permitindo um ciclo de crescimento mais lento com mais tempo para que o açúcar dos grãos se concentre. Estas árvores de sombra também fornecem um habitat natural para aves e pequenos animais, que trabalham lado a lado com o meio ambiente na polinização.

Algumas plantações florestais empregam condições semelhantes àquelas encontradas nas florestas tropicais intactas, nas quais os cafeicultores usam uma combinação de árvores (banana, citros e madeiras são os mais populares) para produção de sombra.



Orgânicos

A produção de um café sustentável geralmente é feita a partir do cultivo livre de pesticidas e herbicidas, tornando-o também orgânico. Há o cuidado com a manutenção da integridade da cobertura do solo nas plantações, bem como a proteção de quaisquer corpos d’água próximos que possam interagir com os subprodutos do processamento de café.

Os grãos de café orgânico, produzidos sem aditivos químicos, são benéficos tanto para o produtor como para o consumidor. No entanto, um café não-orgânico apresenta geralmente maior rendimento (três vezes mais), pois sua maturação é mais rápida. A definição de café orgânico certificado pode ser estendida para incluir uma ênfase na reciclagem, compostagem, na saúde do solo e proteção do meio ambiente. Por isso, o café de comércio justo, orgânico e o cultivado na sombra, muitas vezes andam de mãos dadas.



Fair Trade

O comércio justo do café, ou fair trade, é a comercialização direta do produto – sem a participação de intermediários. Essa ação dá, tanto ao produtor como ao comprador, dando-lhes maiores lucros.

Os produtores de café de comércio justo recebem a garantia um mínimo "preço de comércio justo" de US$ 1,26/kg. Se o preço mundial sobe acima desse preço mínimo, os produtores de comércio justo recebem um prêmio (US$ 0,05/kg) acima do preço de mercado.

Os importadores e torrefadores de café acordam em desenvolver relações comerciais diretas e de longo prazo com os produtores de café trazendo maior estabilidade comercial, em um mercado extremamente instável.



Abordagem múltipla

Os cafeicultores sustentáveis estão, também, profundamente preocupados com a questão do desmatamento, uma vez que muitos deles estão na proximidade de florestas ameaçadas. Protetores do meio ambiente, esses produtores percebem que são eles que devem proteger suas terras para as gerações vindouras.

Não é incomum que fazendas de café sustentável sejam familiares ou cooperativas. O trabalhador de tais propriedades recebe atenção especial – sua educação, subsistência e bem-estar geral. Esse é um ponto sensível para muitos consumidores, atualmente, como uma maior consciência das condições de trabalho em todo o mundo passando a ditar as decisões de compra.

Diversos programas de certificação do grão cru já existem em vários países. Na Europa e nos Estados Unidos, o consumo de cafés certificados tem crescido vigorosamente.



Cafés Sustentáveis - ABIC


O Programa Cafés Sustentáveis do Brasil(PCS), promovido pela Abic - Associação Brasileira da Indústria de Café, é voltado para os industriais de café, alinhado ao conceito de sustentabilidade.

Esta iniciativa visa, através de parcerias entre a indústria e os cafeicultores e suas cooperativas, promover a Sustentabilidade e a Qualidade em toda a cadeia do café, desde o processo agrícola, passando pelo beneficio até o processo industrial na torrefação.

A entidade busca a oferta de cafés diferenciados, com rastreabilidade assegurada desde a planta até a xícara, produzidos com critérios de Sustentabilidade e de Qualidade, tudo garantido por programas de certificação, verificações nas propriedades rurais e auditorias nas indústrias de café.

O PCS se apoia em acordos de cooperação das organizações de cafeicultores com os industriais, através da Abic. Os grãos produzidos nas fazendas e certificados quanto à sua produção sustentável, servem de matéria prima básica – no mínimo 60% da composição do blend – para a produção de cafés tipo Superior ou Gourmet, certificados pelo Programa de Qualidade do Café - PQC, da Abic, que assegura a qualidade da bebida e as características sensoriais do produto final.

O PQC da ABIC já certifica 200 marcas brasileiras de café, das quais 70 são de cafés Superiores ou Gourmet. As duas entidades juntam os seus programas através de um Protocolo de Cooperação, que será gerenciado pelo Instituto Totum, organismo certificador credenciado e especializado na gestão de programas de qualidade.

Os novos produtos resultantes do Programa Cafés Sustentáveis do Brasil, receberão uma identificação especial - o logotipo de uma arvore, encimando o titulo Cafés Sustentáveis do Brasil - que facilitará sua identificação pelos varejistas, distribuidores, cafeterias e consumidores.



Calculadora de emissões

Outra importante ferramenta lançada no país é a Calculadora de Emissões GEEs (gases do efeito estufa) para o setor, desenvolvido pela Keyassociados, que ainda sugere formas de reduzi-las ou compensá-las

Lançada em parceria com a Abic (como parte do Programa Cafés Sustentáveis do Brasil), a ferramenta serve para contagem das emissões de CO2 específica para as empresas do setor. Além de identificar o volume do gás emitido por ano, a calculadora desenvolvida pela consultoria Keyassociados sugere estratégias de compensação dessas emissões, incluindo o plantio de árvores e melhorias tecnológicas.

No cálculo, são consideradas informações sobre gastos de energia elétrica e de combustíveis, gastos de combustíveis com transportes, viagens aéreas e volume de resíduos sólidos orgânicos.

Para compensar as emissões, o sistema sugere algumas opções, como a substituição de tecnologias por outras mais modernas e menos poluentes, a substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis de energia ou a adoção de estratégias de redução na utilização de insumos e diminuição na geração de resíduos.

“Também é possível reduzir o impacto da atuação das empresas através da compensação de emissões. Isso pode ser feito por meio do plantio de árvores ou da compra de créditos de carbono (em mercados voluntários), por exemplo”, explica Ricardo Valente da Silva, diretor da Keyassociados.

A Calculadora de Carbono está disponível em:

http://www.abic.com.br/sustenta_eestufa.html

domingo, 1 de agosto de 2010

Sustentabilidade Local: Sicredi estreia nova campanha institucional

"Seja dono desta força" revela a dimensão da cooperativa de crédito

O Sicredi estreou nesta semana, no interior do Paraná, uma nova campanha institucional: Seja dono desta força. A comunicação enfatiza a dimensão do Sicredi como instituição financeira sólida e que cresce a cada dia.

Para o superintendente de Comunicação e Marketing do Sicredi, Roberto Zanardo, a nova campanha enfatiza a dimensão alcançada pela cooperativa, como instituição financeira forte, sólida e que cresce a cada dia. "A estratégia para a marca é a de gerar identificação com as pessoas que desejam e aspiram crescer - e trabalham juntas para atingir este objetivo", revela.

Segundo o presidente da Sicredi Participações e Central Sicredi PR, Manfred Alfonso Dasenbrock, é para estas pessoas que existe o Sicredi, um sistema de cooperativa de crédito que já possui 1,6 milhão de pessoas associadas e, portanto, também são donos.

"Outro diferencial que a campanha reforça é que por ser um sistema de crédito cooperativo, os recursos administrados pelo Sicredi permanecem na região de origem, fomentando a economia e a comunidade local", destaca Dasenbrock.

O mote da campanha é a força e a energia gerada por um elemento vivo da natureza, o vento, que ao impulsionar o cata-vento, símbolo da marca do Sicredi, estabelece a metáfora de crescimento, impulso e movimento.

A estratégia de mídia conta com programação em TV com comercial de 2min e versões de 1min e reduções de 30, além de mídia externa, anúncios para jornais e revistas, spots para rádio e um enxoval completo de peças de merchandising para as unidades de atendimento.

Nesta semana estreou também o hotsite da campanha: www.sejadono.com.br .

Sobre o Sicredi:
O Sicredi é um conjunto de cooperativas de crédito presente em 10 estados brasileiros, com mais de 1.100 pontos de atendimento e 1,6 milhão de associados. Através das 128 cooperativas de crédito do Sicredi, pessoas físicas ou jurídicas podem ter acesso a produtos financeiros como conta corrente, cartão de crédito, investimentos, seguros, além de facilidades como caixas eletrônicos e serviços pela Internet. A principal diferença em relação aos bancos convencionais é que, em vez de clientes, o Sicredi tem associados. São todos donos do negócio, que crescem junto com suas cooperativas e saem ganhando sempre que usam os produtos e serviços, pois os resultados de uma cooperativa de crédito são repassados aos seus associados, proporcionalmente ao volume de suas operações.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Somar sensibiliza para replantio de mata nativa no Jacuí

Somar sensibiliza para replantio de mata nativa no Jacuí

A Somar - Sociedade Mineradora, em parceria com o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí, está sensibilizando proprietários de terras da região a se engajar a um grande mutirão de replantio de mata nativa nas margens do rio. Donos de áreas de 40 municípios vizinhos podem contar com o suporte da empresa que dará apoio técnico para o plantio e também ajudará na manutenção dos canteiros, através de informações e cuidados relativos à forma de irrigação e controle de pragas. Para ingressar no projeto Elo Verde, basta se candidatar junto ao Comitê pelos telefones (51) 3731-3744 ou pelo e-mail baixojacui@yahoo.com.br.

A Somar tem estrada em ações de sustentabilidade. Desde 2003 desenvolve o Margens Vivas, projeto dedicado à conscientização ambiental de crianças e jovens por meio do plantio de mudas nativas em áreas ribeirinhas e em municípios integrantes da Bacia do Baixo Jacuí. A experiência resultou no primeiro arboreto didático implantado em uma escola do Brasil. Os estudos envolveram os temas Formações Florestais do Rio Grande do Sul, Ecossistemas Brasileiros, Reinos Florísticos do Mundo e Espécies Emblemáticas.

Saiba mais: A Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí tem área de 17.345,15 km² e população estimada em 385.496 habitantes. Os principais cursos de água são os arroios Irapuã, Capané, Botucacaí, Capivari, do Conde, dos Ratos, dos Cachorros e Ibacurú. A principal atividade desenvolvida na região é a lavoura de arroz, incluindo também a de milho, fumo e hortigranjeiros.


Municípios que compõem o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí e que podem participar do projeto: Agudo, Arroio dos Ratos, Barão do Triunfo, Butiá, Caçapava do Sul, Cachoeira do Sul, Candelária, Cerro Branco, Charqueadas, Dom Feliciano, Dona Francisca, Eldorado do Sul, Encruzilhada do Sul, Faxinal do Soturno, General Câmara, Ibarama, Ivorá, Júlio de Castilhos, Lagoa Bonita do Sul, Mariana Pimentel, Minas do Leão, Montenegro, Nova Palma, Novo Cabrais, Passo do Sobrado, Passa Sete, Pântano Grande, Pinhal Grande, Restinga Seca, Rio Pardo, Santa Cruz do Sul, Santana da Boa Vista, São Jerônimo, São João do Polêsine, Sertão Santana, Silveira Martins, Sobradinho, Triunfo, Vale Verde.


Mais sobre a Somar
Uma das mais importantes empresas do setor da mineração de areia no Rio Grande do Sul, a Somar - Sociedade Mineradora, completou 26 anos em 2009 com um dado alentador: tem mais de 75 milhões de metros cúbicos de reservas, confirmados por 300 furos de sondagem executados neste ano, quantia suficiente para atender o crescimento de demanda esperado para os próximos quatro anos, em função da Copa de 2014 e da consequente perspectiva de que grandes obras, como a construção da Rodovia do Parque (BR-448), finalmente saiam do papel. Em 2010, o setor estima crescer pelo menos 20% no Rio Grande do Sul.

Responsável pelo aproveitamento de areia em uma jazida de 22 quilômetros localizada no principal rio do Estado, o Jacuí, a Somar foi a primeira empresa do Brasil a implantar o uso do GPS nas 16 dragas que operam em suas concessões, possibilitando que suas atividades sejam monitoradas 24 horas por dia pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O sistema, que hoje é utilizado apenas no Rio Grande do Sul e pela Petrobras na Bacia de Campos, permite que técnicos do órgão verifiquem se a extração de areia está sendo feita nos lugares e horários determinados pelas licenças ambientais, e que suspendam as atividades, remotamente, em caso de irregularidades. Esta e outras iniciativas da Somar garantem que, em um quarto de século, ela jamais tenha sofrido uma notificação, autuação, multa ou condenação ambiental.
Saiba mais: E-mail neiva@neivamello.com.br

Foto: Empresa também investe na conscientização dos jovens (Crédito - Divulgação)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Curitiba vence prêmio global de cidades sustentáveis

Curitiba recebe prêmio Internacional de Cidade Sustentável

Fonte: UOL Notícias


A cidade de Curitiba foi escolhida para receber o prêmio Globe Award Sustainable City 2010, ofertado pelo Globe Forum, entidade sueca que reúne empreendedores preocupados com a sustentabilidade global. "É uma vencedora muito sólida, com um plano holístico que integra todos os recursos estratégicos conectados com inovação e sustentabilidade futura", disse o presidente do comitê de jurados do Globe Award, Jan Sturesson, ao anunciar a escolha hoje. A entrega será em 29 de abril no Museu Nórdico de Estocolmo, com a presença do prefeito Luciano Ducci (PSB).

A capital paranaense disputava o prêmio com Sidney, na Austrália; Malmö, na Suécia; Múrcia, na Espanha; Songpa, na Coreia do Sul; e Stargard Szczecinski, na Polônia. Curitiba foi escolhida por unanimidade pelo comitê, do qual faz parte o diretor de Relações Internacionais da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda.

A nota do Globe Forum destacou que "particularmente, a abordagem holística com que a cidade encarou os desafios da sustentabilidade é bem delineada e gerenciada numa clara demonstração de forte e saudável participação da comunidade e integração da dimensão ambiental com as dimensões intelectual, cultural, econômica e social". O principal programa apresentado por Curitiba foi o Biocidade, que condiciona todas as ações do município à questão ambiental.



Uma política que começou há anos e não sofreu descontinuidade. Em razão disso, Curitiba tem hoje média superior a 50 metros quadrados de área verde por habitante. De acordo com o secretário municipal do Meio Ambiente, José Antonio Andreguetto, a preservação é possível em Curitiba em razão do planejamento urbano de longo prazo, da prioridade para criação de parques, de políticas de educação ambiental e de políticas de incentivo.



A revista GERAÇÃO SUSTENTÁVEL, publicação direcionada a sustentabilidade empresarial, estará em sua próxima edição, que terá como tema de capa Cidades e Localidades Sustentáveis, destacando o recebimento desse prêmio. A revista tem sua sede em Curitiba e já publicou 16 edições com conteúdos voltados a sustentabilidade das empresas e de toda a sociedade. Para a Diretora Corporativa da revista, Giovanna de Paula, "A cidade de Curitiba é um exemplo de localidade sustentável em diversos aspectos. Os agentes locais estão comprometidos com o processo de desenvolvimento da cidade. É uma grande satisfação morar e desenvolver uma atividade profissional em uma cidade que respira sustentabilidade." A próxima edição da revista estará disponível na segunda quinzena de abril.





segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A DIMENSÃO ESPACIAL DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


A dimensão espacial, que completa o quadro das cinco preocupações centrais na busca por um desenvolvimento sustentável (social, econômica, ambiental e cultural), refere-se, basicamente, à adequação do crescimento demográfico à sua distribuição sobre o planeta, reduzindo a crescente concentração populacional nos grandes centros urbanos.

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo tem experimentado uma forte aceleração no crescimento industrial, implicando em um constante deslocamento de populações que, em busca de seu sustento, aglomeram-se nos centros urbanos. Este movimento migratório tem ocorrido tanto pelo deslocamento interno de pessoas da área rural para a urbana, quanto pela saída de trabalhadores de países menos desenvolvidos socioeconomicamente para os países ricos ou que apresentem forte potencial de desenvolvimento. O resultado deste deslocamento é o contínuo aumento de populações marginais em áreas industriais, o crescimento da pobreza urbana e seus reflexos no meio ambiente, na economia e na sociedade como um todo.

O rápido avanço de tecnologias aplicadas em atividades agropecuárias, a grande concentração de áreas rurais nas mãos de um pequeno número de pessoas, a percepção de maior facilidade de desenvolvimento social nos centros urbanos e a falta de políticas públicas voltadas para a permanência do homem no campo ou em seu local de origem podem ser apontadas, no Brasil, como as principais razões deste movimento migratório.

Assim como as outras dimensões do desenvolvimento sustentável, a dimensão espacial guarda uma relação de interdependência com as demais. Na medida em que os espaços urbanos planejados recebem populações oriundas de centros menores, menos favorecidos, ou do campo, todo o equilíbrio do ecossistema, pensado para a sustentabilidade daquele espaço, fica ameaçado. Sobrepõe-se, portanto, à dimensão ambiental. Deteriorando o ambiente urbano, as relações social e econômica também ficam afetadas, pois a criminalidade, a mendicância e a concentração de renda aumentam, tornando visíveis as diferenças sociais.

De acordo com Ignacy Sachs, o dimensionamento espacial, adequado ao desenvolvimento sustentável, deve ser fruto da descentralização do potencial para industrialização, do desenvolvimento tecnológico voltado para a instalação de indústrias de transformação de biomassa fora dos centros urbanos, de projetos de agricultura regenerativa e de agro-florestamento e do contínuo controle da ocupação humana em áreas metropolitanas. Todos os esforços devem se voltar para a criação de empregos rurais, agrícolas ou não, com o objetivo de desconcentrar as atividades econômicas dos centros urbanos e ampliar a infra-estrutura produtiva nas áreas rurais, possibilitando a melhoria da qualidade de vida em todas as regiões.
A dimensão espacial da sustentabilidade, portanto, passa necessariamente pelo estabelecimento de políticas voltadas para as áreas econômica e social, que privilegiem o desenvolvimento de todas as regiões, por meio do melhor aproveitamento produtivo dos recursos naturais locais.

(texto publicado originalmente na quinta edição da revista GERAÇÃO SUSTENTÁVEL)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

WalMart é a Empresa Sustentável do Ano

A revista EXAME premiou as 20 empresas que melhor integraram a sustentabilidade às suas estratégias de negócios em 2009. Dentre os vinte laureados, o Walmart foi eleito como a Empresa Sustentável do Ano, pelo acordo fechado com seus fornecedores para não disponibilizar nas lojas do grupo nenhum produto fabricado às custas de desmatamento. Estudo publicado pelo Guia EXAME de Sustentabilidade tem dados otimistas sobre a relação das empresas com a causa: das 141 participantes (de um total de 210 inscritas) que responderam ao questionário do Guia EXAME de Sustentabilidade, 80% possuem critérios ambientais para todas as etapas do processo produtivo. O Guia EXAME de Sustentabilidade teve aumento de 20% nas inscrições em 2009, totalizando 210 empresas. Isso demonstra o sucesso crescente do anuário e o interesse das companhias em comunicar suas práticas sustentáveis. Entre as empresas e projetos premiados pelo Guia EXAME 2009 estão AES Brasil, Alcoa, Anglo American Brasil, Banco Bradesco, Bunge, CPFL Energia, Itaú Unibanco S.A., Natura Cosméticos, Philips do Brasil, Serasa Experian, Suzano Papel e Celulose e Tetra Pak.


(publicado originalmente http://www.aberje.com.br/)