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terça-feira, 14 de maio de 2013

Veículos elétricos: locomoção do futuro? Matéria Capa Edição 32

Enquanto os carros ainda não são comercialmente viáveis, aparelhos como bikes, scooters, skates, além dos veículos híbridos, ganham cada vez mais adeptos

Apesar da comercialização de carros elétricos no Brasil ainda não ser uma realidade, os testes, pesquisas e iniciativas de empresas apontam para viabilização desse mercado no futuro. Os poucos carros totalmente elétricos que já circulam no país são importados e estão em fase de testes ou a serviço de alguma empresa. A carga tributária para importação é muito alta e ainda falta estrutura e legislação. De outro lado, os veículos híbridos, com motor a combustão ligado a um motor elétrico, e os aparelhos como bicicletas, skates e scooters, têm se mostrado cada vez mais acessíveis, já que, além de alternativas de transporte, são muito utilizados para lazer.

Testes

Apresentado ao Brasil em 2011, o modelo 100% elétrico Nissan Leaf (folha em inglês), já está sendo testado em São Paulo, desde junho de 2012 e, no Rio de Janeiro, desde março de 2013. As duas capitais fazem parte do Programa Taxi Elétrico. A iniciativa é fruto de uma parceria firmada entre as prefeituras, a montadora, entre outras empresas e entidades, e tem o objetivo de expandir o uso desse tipo de locomoção. Tanto em São Paulo como no Rio, na primeira fase de implantação, dois veículos foram disponibilizados pela Nissan, e o número total de carros testados será de 10 em São Paulo e 15 no Rio de Janeiro.

Para facilitar a recarga de bateria desses veículos, foram instalados “Quick Chargers” (carregadores rápidos) em pontos estratégicos da cidade, os quais levam apenas 30 minutos para o carregamento, enquanto a recarga caseira leva, em média, oito horas, lembrando-se de que os veículos possuem autonomia de 160 km.

Apesar dos testes, para a Nissan, a comercialização em larga escala desse veículo parece estar longe de acontecer no Brasil. Na oportunidade da apresentação do carro no país, que aconteceu durante o Nissan Inova Show, em 2011, o presidente da companhia no Brasil, Christian Meunier, desconsiderou as vendas do modelo tão cedo. Questões como o preço, que é influenciado pela alta carga de impostos cobrada pelo Governo para importação desse tipo de produto, além da falta de estrutura de postos de abastecimento, oficinas especializadas, sem contar a falta de incentivos fiscais e de legislação adequada, ainda são barreiras a esse avanço.

Montadoras como Renault, Mitsubishi, Volkswagen e Fiat também já tem protótipos ou fabricam modelos elétricos de alguns de seus veículos.

Híbridos

Segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), existem, aproximadamente, 4,5 milhões de carros elétricos no mundo, sendo 95% híbridos. Ainda segundo a entidade, dos cerca de 200 mil carros totalmente elétricos que já circulam por ai, uma média de 100 está emplacada no Brasil.

No início de 2013, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) incluiu a categoria de veículos elétricos nas suas estatísticas sobre licenciamentos. A categoria, no entanto, não diferencia os carros puramente elétricos dos híbridos. De acordo com a associação, foram emplacados 117 carros desse tipo durante todo o ano de 2012. Apenas em janeiro de 2013, foram 45, o que mais uma vez mostra amplo crescimento do mercado.

Para Pietro Erber, diretor-presidente da ABVE, enquanto ainda falta estrutura para receber os carros totalmente elétricos, as autoridades e as indústrias deveriam focalizar nos veículos híbridos, tanto os carros quanto os ônibus e outros veículos urbanos, dado que embora utilizem combustível para gerar a energia elétrica que aciona suas rodas, consomem cerca de 30% menos combustível por km rodado, e suas emissões são proporcionalmente muito menores, contribuindo assim para a melhoria da qualidade do meio ambiente urbano.

“Essa tecnologia começou a ser utilizada em escala mais significativa em carros e ônibus na década de 1990 e hoje rodam cerca de três milhões de carros e muitos milhares de ônibus urbanos que a utilizam, com a vantagem de apresentarem menores custos iniciais do que os veículos puramente elétricos e similares”, diz.

Em Curitiba, circulam desde o ano passado ônibus híbridos que são produzidos pela montadora Volvo, instalada na capital paranaense. Os automóveis movidos à eletricidade e biodiesel, chamados hibribus, prometem redução de 90% na emissão de poluentes e de 35% no consumo de combustível, se comparados com os ônibus que circulam atualmente. A previsão é que a Prefeitura da cidade invista cerca de R$ 26 milhões para adquirir as primeiras 60 unidades do veículo.

Viabilização

Ainda segundo Erber, da ABVE, a difusão de meios de transporte que contribuam para a sustentabilidade da vida urbana depende de diversos fatores que tenham como foco a redução do impacto ambiental (local e global, decorrente do efeito estufa), a segurança das pessoas, o tempo despendido nos deslocamentos e a economicidade dos transportes, inclusive seu custo social.

Ações como a redução de impostos, que gravam os veículos elétricos, em particular os carros e os de duas rodas, e a instalação de pontos de carregamento de baterias em vias públicas, visando à segurança dos condutores, são essenciais de acordo com o diretor-presidente da ABVE. “Todavia, a instalação de pontos de carregamento nos locais de estacionamento demorado, como em prédios residenciais e comerciais é prioritária, pois a carga rápida (cerca de 20 a 30 minutos) frequente deverá ser mais cara e pode reduzir a vida útil das baterias hoje disponíveis, o que poderá ser resolvido com a evolução tecnológica”, sugere.

Iniciativas como as sugeridas por Erber já são uma realidade em São Paulo. Em fevereiro de 2013, a Incorporadora e Construtora BKO anunciou a entrega do primeiro empreendimento residencial com carregador para veículos elétricos. Denominado iGLOO Alphaville, em Barueri (SP), o empreendimento conta com cinco vagas exclusivas destinados a carga de veículos elétricos.

A Odebrecht Realizações também já comunicou a instalação de cinco pontos de carga em cada um dos 10 prédios que fazem parte da obra Parque da Cidade, também em São Paulo. A imobiliária Brasil Brokers anunciou também que no empreendimento Saint Rémy, no Rio de Janeiro, será disponibilizado pelo menos um ponto de recarga. Nos edifícios comerciais, também já há previsão de instalação desse tipo de tecnologia.

Incentivos

Ainda de acordo com informações da ABVE, alguns estados brasileiros já contam com políticas de incentivo aos veículos elétricos. Em sete unidades da Federação (Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe) os proprietários dos veículos movidos a motor elétricos (ou de força motriz elétrica) são isentos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Em outros três estados, os veículos elétricos têm alíquota do IPVA diferenciada.

No Mato Grosso do Sul, o art. 153 da Lei nº 1.810 prevê a possibilidade do Poder Executivo reduzir em até 70% o IPVA de veículo acionado à eletricidade. No Rio de Janeiro, a Lei nº 2.877 (inciso IV do art. 10) estabelece a alíquota de 1% para veículos que utilizem energia elétrica, alíquota essa 75% inferior à dos automóveis movidos à gasolina. Já em São Paulo a Lei nº 6.606 – (inciso III do art. 7) estabelece a alíquota de 3% para automóveis de passeio, de esporte, de corrida e camionetas de uso misto, movidos à eletricidade, alíquota essa 25% inferior a dos automóveis a gasolina. Ainda em São Paulo, já existe lei e decreto estaduais que prevêem a não aplicabilidade do rodízio aos veículos elétricos.

Ainda não aprovados, outros projetos de lei visam conceder benefícios aos usuários de veículos ecologicamente corretos, como o que prevê isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e suas peças (PL 2092/2011) do deputado federal Irajá Abreu. Em 2012, a proposta foi aprovada pela Comissão de Minas e Energia e pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, aguardando no momento designação de relator na Comissão de Finanças e Tributação (CFT).

Recentemente, no Rio de Janeiro, foi apresentado o projeto de Lei nº 1998/2013, que dispõe sobre a obrigatoriedade de percentual de carros híbridos ou elétricos em toda a frota de veículos oficiais da estrutura do poder legislativo do estado. A proposta do deputado Xandrinho torna obrigatório que 50% de toda a frota de veículos oficiais da estrutura do Poder Executivo do Estado sejam veículos híbridos ou elétricos, no prazo máximo de cinco anos, atingindo no prazo de 10 anos o percentual de 100%. A proposta, ainda, aguarda apresentação e análise em todas as comissões.

No Paraná, tramita desde março, na Assembleia Legislativa (Alep), o projeto de lei que prevê a isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para veículos de passageiros que possuam motores elétricos ou híbridos. Hoje, os veículos pagam uma alíquota de 12% ICMS. Para virar lei, a proposta precisa passar pelas comissões técnicas da Assembleia, para depois ser votada em plenário. Caso seja aprovada, a medida ainda deverá ser sancionada pelo governador. A principal justificativa do autor da proposta, o deputado André Bueno, é a contribuição para preservação do meio ambiente.

Visão de futuro

Iniciativas de empresários paranaenses para produção e comercialização de automóveis sustentáveis tornam o cenário de veículos elétricos ainda mais positivo. É o caso das empresas com sede em Curitiba, Motiva S/A, uma Start-Up montadora de veículos sustentáveis, e a Two Dogs, que comercializa skates, bikes e scooters elétricos produzidos na China e importados dos Estados Unidos, desde 2008.

O analista de sistemas com MBA em Planejamento Estratégico e Sustentabilidade em Energia, Paulo Cesar Waidzik, diretor comercial da Motiva S/A, montadora de veículos sustentáveis, tem fundamentos para acreditar no mercado de veículos elétricos. A companhia foi criada oficialmente em 2012, mas há seis anos os profissionais envolvidos vinham se dedicando diretamente no desenvolvimento dos projetos para a criação da indústria automobilística voltada para a "mobilidade urbana limpa e agradável", conta.

A equipe fundadora da Motiva é formada de engenheiros, designers, analistas de sistemas, administradores, industriais e comerciantes, com experiências no segmento automotivo, no ramo industrial e comercial. No processo de fundação da empresa, foi feita uma pesquisa de mercado e análise de público-alvo.

“A conclusão macro foi que as pessoas desejam para a mobilidade urbana veículos mais harmônicos com a natureza, tanto em nível de design quanto em relação aos combustíveis, bem como quanto à eliminação de barulhos excessivos e fumaças. E também mais otimizados em relação aos espaços que necessitam para deslocamentos e estacionamentos e convivência mais harmônica de trânsito no ambiente, entre pedestres e os diversos modais possíveis. A aceitação popular dessa tendência, especialmente as novas gerações, é unânime”, concluiu a pesquisa.

Sobre o mercado brasileiro para veículos elétricos, “notamos que se nossos veículos forem melhores que os convencionais, no tráfego urbano do dia a dia, o cliente brasileiro vai aceitar e usar os nossos veículos”. Ainda, segundo a Motiva, nos outros países o mercado é específico e diferente do Brasil. Após a realização da pesquisa, a conclusão foi a de que, na China, os veículos são fracos, de baixas potências. Na Europa, os clientes são mais sofisticados e exigentes com veículos de média potência. Nos EUA, os clientes são exigentes e necessitam de alta potência. No Japão, os clientes são parecidos com os europeus.

“No Brasil, somos mais receptivos a novas fontes de energia e necessitamos de médias a altas potências, uma vez que nosso trânsito é mais rápido e gostamos de acelerar nas arrancadas e ultrapassagens. Mas necessitamos de custos baixos. Assim, estamos entre os americanos e os chineses”, avalia o diretor da Motiva com base na pesquisa.

Estrutura

Da mesma forma que os carros elétricos, a viabilização do mercado de bikes, skates e scooters elétricos como meios de transporte alternativos seguros, depende de estrutura urbana e legislação adequadas, além de cooperação governamental, já que os produtos importados ainda são altamente taxados. É o que pensa o empresário Tairone Passos da Two Dogs. “É preciso investir em estruturas nas cidades para haver maior flexibilização no uso”, diz. O empresário alerta que a utilização de equipamentos de segurança, assim como a adoção de espaços e vias seguros com esses aparelhos é essencial.

O diretor-presidente da ABVE também defende que investimentos sejam feitos para viabilização de meios de transporte alternativos, como bicicletas, elétricas ou não. “A disponibilidade de ciclovias exclusivas (não compartilhadas) é essencial, bem como disciplinar o tráfego de veículos leves, como automóveis, e pesados, como os ônibus”, analisa.

Como toda nova tecnologia fornecida ao mercado consumidor, há um prazo para maturação e evolução do ambiente para a utilização em larga escala. Já o Governo deve antecipar-se e apoiar essas tendências com a devida equalização de impostos, incentivos e organização, é a avaliação do diretor comercial da Motiva quanto a estrutura necessária para receber carros elétricos no Brasil.

Ele destaca que o Governo brasileiro já iniciou sua contribuição em relação à infra-estrutura. Com a Resolução Normativa nº 482 de 17 de abril de 2012, da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANNEL), que estabelece as condições gerais para o acesso de microgeração e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica, o sistema de compensação de energia elétrica, abre caminhos para que novas iniciativas viabilizem a geração de energia nas pontas bem como a maximização do sistema.

“O governo brasileiro hoje deve ser um player ativo para fazer surgir uma marca automotiva brasileira assim como o governo militar investiu na EMBRAER nos anos 70 e fez surgir a terceira maior marca de aviões do mundo, detendo tecnologia, engenharia, design, etc. Isso tudo poderá acontecer simultaneamente às marcas estrangeiras que já atuam no Brasil e das que querem se instalar”, sugere Paulo Waidzik.

Ele lembra também que já existem diversas iniciativas no sentido de estabelecer soluções para disponibilização facilitada de pontos de recarga (eletropostos) em locais públicos que em breve estarão disponíveis para implantação nas cidades. “A tendência também é que os veículos sejam disponibilizados pelos fabricantes com o recurso de "troca rápida" do pack de baterias, o que permitirá que "postos de troca" sejam estabelecidos nas cidades, permitindo que a autonomia dos veículos seja perfeitamente adequada à utilização urbana desejada”, analisa.

Adaptação

O entendimento particular da Motiva quanto a esse quesito refere-se ao fato de que os veículos elétricos devem estar adequados às condições de infra-estruturas já existentes nas cidades e casas dos usuários. “Quanto menos alterações forem exigidas no cotidiano do cliente, melhor. Portanto, entendemos que não há necessidades imediatas de pontos especiais para abastecimento de recargas nas ruas e praças. Ou seja, o cliente poderá em casa colocar seu veículo para recarregar numa tomada convencional. Por exemplo, se o cliente for com seu veículo elétrico à casa de um amigo e houver necessidade de recarregar um pouco de energia para voltar, então basta meia hora de recarga para ele repor em torno de 30% da carga. Para que isso seja possível, os plugues das tomadas elétricas do veículo devem ser dos tipos de padrões atuais”, sugere.

Outra possibilidade de viabilização desse mercado é que os atuais postos de combustíveis disponibilizem tomadas elétricas normais de 110 e 220 V para que se carregue parcialmente as baterias, e para controle de quantidade de energia carregada nas tomadas haverão dispositivos que informarão tais volumes e custos.

Start-up automotiva

Atualmente, a Motiva está consolidando as parcerias estratégicas de tecnologias e de acionistas de capital, estabelecendo sua rede de fornecedores de componentes, encaminhando a implantação da primeira unidade industrial, a rede de Lojas montadoras e a rede de concessionárias para lançamento do primeiro veículo de seu portfólio de desenvolvimento. “Estamos no fim de prototipagem e início da fabricação piloto, e a previsão de lançamento do primeiro automóvel é para o início de 2014”.

A Motiva produzirá em escala de fabricação seriada como qualquer outra montadora e pretende disponibilizar um portfólio variado de modelos para atender uma gama diversificada de consumidores, já nos cinco primeiros anos. Os departamentos de engenharia e design trabalham com foco nos públicos brasileiro e de outros países de tal forma que os produtos poderão ser comercializados em todos os estados brasileiros e exportados para determinadas regiões previamente selecionadas.

“As vendas no Brasil se darão via concessionárias e via internet, por meio de financiamento, consórcio e à vista. O valor comercial de nossos produtos serão perfeitamente adequados à comercialização em seus pontos de venda, inclusive frente à concorrência”, diz Waidzik.

Enquanto isso, nos parques e ciclovias

Enquanto os carros estão em fase de planejamento, os aparelhos elétricos como bicicletas, scooters e skates conquistam o público cada vez mais. Além de serem alternativas sustentáveis, são opções para se fugir do caos do transporte coletivo e do trânsito urbano, sem contar os momentos de lazer que proporcionam para os seus adeptos.

Há três anos, o empresário Edinaldo Siqueira Dias, de 34 anos, descobriu que pode se deslocar ao mesmo tempo em que se diverte. Ele faz isso de uma forma muito prática, econômica e que ainda ajuda preservar o meio ambiente. Ele é um adepto dos veículos elétricos, que conquistam cada vez mais o público. Com sua scooter, além de proporcionar momentos de lazer para a filha, Edinaldo vai para o trabalho e também faz pequenos deslocamentos, como pagar contas no banco, fazer compras no mercado, na padaria, entre outras inúmeras atividades.

Por ser um aparelho elétrico desmontável, mesmo quando o empresário vai ao trabalho de carro, a scooter é transportada no porta-malas do veículo, possibilitando deslocamentos práticos, rápidos e econômicos no decorrer do seu dia. “Acredito ser um veículo ecologicamente correto, além de econômico e muito prático. Não gasto com estacionamento nem combustível”, conta.

Edinaldo relata que, quando teve a ideia de comprar o aparelho elétrico, pensou apenas no lazer, mas bastou que fosse a primeira vez para o trabalho com a scooter para que mudasse de ideia. “Acabei gostando, a consciência ecológica veio logo depois, quando passava ao lado de longos congestionamentos e tomei conta da poluição gerada pelos carros”, relata.

Para ele, Curitiba é uma das cidades do Brasil mais bem preparadas para o uso desse tipo de transporte, pela infraestrutura de ciclovias e parques. Edinaldo também tem vontade de ter um carro elétrico. “Já estou pesquisando, mas acho que primeiro vou comprar moto elétrica, a qual até já fiz um teste drive”, diz.

Números

A conquista do público por esse mercado pode ser constatada inclusive em número de vendas. Apesar de ainda não haver estatísticas oficiais do setor, o diretor-presidente da ABVE, Pietro Erber, diz que o mercado está em pleno crescimento. “Já estamos trabalhando para conseguir reunir informações de vendas das empresas que comercializam esses aparelhos com o objetivo de montar uma estatística oficial”, relata.

Ainda segundo Tairone Passos, diretor da TwoDogs, empresa que comercializa desde 2008 aparelhos elétricos importados, a previsão é de que as vendas cresçam cerca de 30% em 2013. “É um mercado em amplo crescimento. Pudemos percebemos ao longo desses anos, trabalhando primeiro com o skate elétrico, depois com a scooter e agora com as bikes elétricas, que a demanda por veículos elétricos cresce de forma paralela ao de veículos, como carros e motos. Isso acontece em virtude de os elétricos serem usados para distâncias mais curtas e para atividades rotineiras”.

O crescimento geral de vendas de 2011 para 2012 foi de 70%, com destaque para as scooters elétricas (patinetes elétricos, não as motonetas), que cresceram em 188% as vendas. Para 2013, o empresário acredita que as vendas em números alcancem 1.500 skates elétricos, 2.200 scooters elétricas e 500 bicicletas elétricas, que foi o último produto trazido pela empresa, no final de 2012, ainda em fase de consolidação.

“Se observarmos países nos quais as bicicletas já são consolidadas, como a Holanda, há a expectativa do aumento de vendas de bikes elétricas em 22%, principalmente com foco em pessoas com mais de 50 anos. A tecnologia e a diminuição de peso das baterias têm ajudado muito para isso. Cada produto que trazemos conquista diferentes e variados públicos”, reflete o empresário. Ele destaca que a possibilidade de utilizar esses aparelhos tanto para diversão quanto para locomoção é um dos principais fatores de sucesso e conquista junto ao público. “Com certeza se fosse apenas para lazer a saída seria menor”, diz.

A TwoDogs foi pioneira em trazer o skate elétrico para o país e hoje é um dos centros de distribuição dos aparelhos para todo o Brasil, por meio de site, show room e revendedores. Hoje, já há revendedores no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Brasília, em Santa Catarina, em Goiás, na Bahia, no Espírito Santo, no Maranhão e no Rio Grande do Sul.

Os sócios Tairone dos Passos e Eduardo Reis Felix Junior, fundadores da empresa, também são proprietários do classificado de veículos www.socarrao.com.br. Eles conheceram o skate elétrico na Califórnia, berço do skate no mundo. A novidade surgiu em 2002 e já era sucesso nos Estados Unidos e na Europa.

Os empresários planejam trazer todos os anos novidades nesse seguimento para atender o público crescente. “A ideia é dar cada vez mais opções para os usuários. São produtos inovadores, estamos buscando reinventá-los cada vez mais”, conta Tairone.

Outra marca de veículos alternativos sustentáveis que chegou recentemente ao Brasil é a E-Leeze. Inaugurada no Shopping Mueller, em Curitiba, no final de 2012, a loja que comercializa diversos modelos de bicicletas elétricas conta com o diferencial de uma pista de 50 metros de extensão só para os clientes testarem o produto. A marca veio para o Brasil com o conceito de que bicicletas elétricas não servem apenas para preguiçosos, destacando a possibilidade do ciclista pedalar quando desejar e se locomover com agilidade quando for preciso. A marca nasceu em Münster, considerada a capital alemã das bicicletas, onde 300 mil habitantes são proprietários de 600 mil bicicletas.

Vantagens

A redução da poluição atmosférica e a melhoria da qualidade de vida de população são apenas algumas das vantagens da popularização dos veículos elétricos no país. “Há inúmeros outros benefícios na implantação de uma matriz de veículos elétricos urbanos. Para os usuários, é uma experiência muito agradável dirigir ou deslocar-se em veículos elétricos, seja pelo silêncio, pela emissão zero de gases, pelo funcionamento imediato dos componentes e a redução de vibrações de motor”, avalia o diretor da Motiva.

Ele também destaca a eficiência energética, que é muitas vezes melhor. “Por exemplo: 1 litro de gasolina tem 10 KWh de energia e permite rodar uns 10 km na cidade; e 10 KWh armazenado num pacote de baterias permite rodar 60 Km na cidade com um carro popular. O custo de manutenção, por exemplo, é 10 vezes menor comparado com veículos convencionais”, analisa.

Para Tairone Passos, da Two Dogs, a higiene mental e o lazer proporcionado pelos veículos elétricos são também grandes vantagens. “Proporcionam uma visualização diferente dos espaços da cidade ao mesmo tempo em que possibilitam o movimento corporal, a redução do estresse, além dos momentos de lazer em família e com amigos, principalmente para os amantes de esportes”, relata.

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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:
- Entrevista: Osório Trentini
- Visão Sustentável: Cativa Natureza – Expansão Orgânica
- Tecnologia e Sustentabilidade: Na medida da sustentabilidade (Paraná Metrologia)
- Responsabilidade Social Corporativa: Lideranças Sustentáveis (Cpce Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial
- Desenvolvimento Local: Rede de crescimento (WTC)


Artigos:
- Artigo: Escassez ou abundânica? Eis a questão! (Jerônimo Mendes)
- Artigo: Voluntáriado: Desenvolvimento sustentável de pessoas e organizações (Rafael Giuliano)
- Artigo: Ultrapassando todos os limites (Clóvis Borges)
- Artigo: Reciclagem de vidro – Um mercado a descoberto (Hugo Weber Jr)

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Entrevista Edição 32_Energia limpa e renovável movendo o ambiente urbano

Osório Trentini

Engenheiro Mecânico e Civil e Criador do TRIKKE.

Formado em Engenharia Mecânica e Civil e pós-graduação em Física do estado sólido pela UFPR. Trentini trabalhou como pesquisador no TECPAR onde coordenou o desenvolvimento de um implemento agrícola de plantio direto a tração animal, com alunos da UFPR e com a Fundação ABC da Batavo. Criou o TRIKKE em conjunto com o José Gildo Beleski Jr e Luciano Araujo, projeto que foi considerado como um dos 10 melhores inventos nos EUA no ano de 2002. Trabalhou na VOLVO caminhões no início da implantação da ISO 14000. Depois atuou na DENSO em programas de redução de custos industriais e melhorias de processos fabris e redução de perdas de fabricação. Na RENAULT, como gerente de qualidade Mercosul, coordenou uma equipe transversal, Brasil, Argentina, Uruguai, para redução de casos de pane em baterias de carros novos, conseguindo um dos melhores resultados de todo o grupo RENAULT. Depois foi trabalhar na NISSAN, sendo o segundo funcionário da empresa e ajudou a diretora a estruturar o organograma geral e depois assumiu a gerência do projeto industrial e de custos, coordenando o atingimento das metas de redução de custos industriais sob a orientação da direção industrial da NISSAN. Na NISSAN também foi o engenheiro responsável pelas homologações dos veículos no Brasil. Na TRIKKE ajudou a desenvolver os trikkes elétricos e desenvolveu estudos de tecnologia em controladores eletrônicos de potência em conjunto com a UTFPR. Na MOTIVA é o diretor de Engenharia e P&D, responsável pelo desenvolvimento de novos produtos e novas tecnologias inovadoras.Trentini foi entrevistado com exclusividade para esta edição da GERAÇÃO SUSTENTÁVEL, na qual abordou as tendência do mercado de veículos elétricos.

1- Qual é a tecnologia de funcionamento dos veículos elétricos?

Veículo elétrico é todo aquele cuja tração é feita por um motor elétrico. Existem basicamente três tipos de tecnologia de tração elétrica e estão relacionados com as fontes de elétrons: 1) baterias químicas (chumbo-ácido / lítion / sal / zinco-ar...); 2) células combustível (hidrogênio / álcool ...); híbridos (MCI e gerador tipo diesel / otto / turbina a gás / steeriling / ...). Nos híbridos, o moto-gerador pode estar ligado em série, em paralelo, ou numa combinação deles.

2- Como é o processo de recarga desses veículos? O Brasil tem estrutura para receber veículos alternativos elétricos como opção para diminuir a poluição do meio ambiente?

A recarga realiza-se ligando um fio de extensão ao carregador de baterias e a uma tomada elétrica convencional ou especial em casa ou num posto específico de abastecimento de energia elétrica. Nos híbridos, a recarga pode ser feita durante o uso do veículo pelo moto-gerador ainda em movimento ou quando parado no sinaleiro, bem como quando estacionado na garagem por uma tomada elétrica convencional. O Brasil tem estrutura para receber muitos veículos elétricos e híbridos, pois tem uma rede de geração e distribuição bem ampla e capaz, e com geração majoritariamente hidráulica. Assim, tanto a geração da eletricidade como o uso para transportes são ambientalmente limpas e renováveis.

3- As baterias não seriam grandes passivos ambientais? Como ocorre hoje em dia, por exemplo, com as baterias de celulares?

A reciclagem da bateria de chumbo-ácido é o produto mais reciclável em todo o mundo. Cada carro tem uma bateria de chumbo, varias baterias são trocadas a cada ano na frota brasileira. Todo o profissional de coleta seletiva de lixo faz um bom negócio coletando e revendendo baterias para os remanufaturadores de baterias. As baterias de lítion dos celulares já estão sendo recicladas hoje. As baterias de lítion para veículos elétricos também são recicladas, até porque o seu custo representa a metade do valor do carro. Assim, ninguém jogaria fora a metade de seu carro e nenhuma fábrica deixaria essa boa fonte de receita, que é a reciclagem das baterias.

4- Quais as vantagens e as desvantagens dos veículos elétricos?

Vantagens: alta economia de dinheiro no seu uso / silêncio/ torque imediato em 0 RPM / suavidade nas acelerações e frenagens / melhor que veículos com caixa automática / não polui. Desvantagens: uso predominantemente urbano / receio de baixa quilometragem de percurso com uma carga. Aqui vale a pena mostrar uma experiência da BMW com seu veículo 100% elétrico. A BMW deixou alguns clientes usarem o seu carro elétrico por uns quatro meses seguidos, e observou que o medo dos clientes ficarem na rua sem energia nas baterias sumiu completamente após o terceiro mês de uso. Outro dado importante é que 95% dos motoristas, hoje, rodam em torno de 50 Km por dia e seus carros ficam parados em estacionamentos durante mais de 6 horas. Assim, um pacote de baterias que garanta cerca de 50 Km de percurso já é suficiente para o uso cotidiano e urbano.

5- Quais são as tendências de mobilidade urbana no futuro? (2020, 2025, 2030...)

As estimativas feitas para depois de 2030, para uso urbano, é a predominância dos veículos elétricos sobre os de combustão interna, principalmente por questões econômicas, ambientais e de eficiência energética e de preferência do mercado.

6- Além dos veículos de uso individual (como a bicicleta, o skate e o triciclo), que outros tipos de veículos elétricos teremos no futuro?

Principalmente motocicletas, minicarros (1 ou 2 pessoas), ônibus coletivos, trens e VLT e VLP, caminhões de entregas urbanas, aviões pequenos e grandes e carros de passeio.

7- Em sua opinião, será possível uma correlação entre modais diferentes para melhoria de mobilidade em áreas centrais de grandes cidades?

Sim, com certeza. Não tem sentido prático ir deslocar-se de carro para o centro de uma cidade. Todos concordam com isso. Quando tivermos alternativas de mobilidade atraente nas áreas centrais, os motoristas deixarão seus carros em bairros e mover-se-ão com veículos pequenos, econômicos e limpos para o centro da cidade. Veja o conceito do "Dock-Dock", proposto pelo urbanista Jaime Lerner.

8- Com relação aos aspectos de trânsito e mobilidade urbana, que melhorias serão necessárias para um novo modelo ser viável?

Serão necessários rearranjos urbanísticos que promovam e facilitem as mobilidades inteligentes, e não se incentivem as mobilidades insensatas. Ou seja, evitar que carros com uma pessoa entrem nas áreas centrais das cidades. Os arquitetos e engenheiros urbanos devem usar de criatividade e inovação para darem aos cidadãos uma cidade agradável para viver.

9- Quais incentivos governamentais, além da redução de tributação, são possíveis para a viabilidade desses novos veículos?

Acho que o incentivo tributário é necessário. Outra ação é liberar dinheiro para as pesquisas tecnológicas a fim de alavancar a inovação da mobilidade do modal elétrico, de maneira a se criar uma marca brasileira de automóveis, assim como foi criada uma marca brasileira de aviões, a EMBRAER.

10- Qual é o cenário atual de produção e vendas de veículos elétricos no Brasil? Qual a diferença do nosso país em relação aos outros nesse quesito?

O mercado brasileiro de veículos elétricos (híbridos e 100% elétricos) está iniciando agora. Em 2012, foram emplacados uns 120 carros elétricos e a taxa de crescimento dos emplacamentos está crescendo rapidamente. Com as ações governamentais em curso, os veículos elétricos no Brasil serão bem-aceitos. As bicicletas elétricas estão ganhando mercado com vendas crescentes. No mundo, são vendidos 1 milhão de carros elétricos e híbridos por ano.

11- Que mensagem gostaria de deixar para os leitores da revista Geração Sustentável?

Gostaria de incentivar esse público seleto, que já é bem consciente ambientalmente, a comprarem veículos elétricos, pois não devem se arrepender dessa escolha.

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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:

- Capa: Veículos elétricos: locomoção do futuro?
- Visão Sustentável: Cativa Natureza – Expansão Orgânica
- Tecnologia e Sustentabilidade: Na medida da sustentabilidade (Paraná Metrologia)
- Responsabilidade Social Corporativa: Lideranças Sustentáveis (Cpce Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial
- Desenvolvimento Local: Rede de crescimento (WTC)

Artigos:

- Artigo: Escassez ou abundânica? Eis a questão! (Jerônimo Mendes)
- Artigo: Voluntáriado: Desenvolvimento sustentável de pessoas e organizações (Rafael Giuliano)
- Artigo: Ultrapassando todos os limites (Clóvis Borges)
- Artigo: Reciclagem de vidro – Um mercado a descoberto (Hugo Weber Jr)

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Mercado de veículos elétricos ganha importância nos grandes centros urbanos

No Brasil empresa que trouxe skate, scooter e bicicleta elétricos mostra crescimento de 70% nas vendas.

Mobilidade urbana, sustentabilidade e engajamento social. São esses motivos que levam cada vez mais centenas de pessoas a deixarem seus carros na garagem e adotarem alternativas de locomoção que tornem suas vidas mais sustentáveis e menos estressantes nos centros urbanos. Isso pode ser analisado no aumento expressivo das vendas de veículos elétricos no mundo e também no Brasil.

Enquanto os carros elétricos não são uma realidade aqui no país, enquanto a Europa dá exemplo e já planeja a dedução fiscal ou subsídios para quem comprar um carro elétrico, o Brasil surpreende pelo aumento na procura de alternativas sustentáveis. Em um país onde o transporte coletivo está longe de ser exemplar, skates, scooters e bicicletas elétricos têm sido a solução para aqueles que buscam fugir do trânsito e procuram cumprir seu papel como cidadãos.

Segundo Tairone Passos, diretor da TwoDogs empresa especializada em veículos elétricos e sustentáveis, a previsão é de que as vendas cresçam cerca de 30% em 2013. “É um mercado em amplo crescimento. Pudemos percebemos ao longo desses anos trabalhando primeiro com o skate elétrico, depois com a scooter e agora com as bikes elétricas, que a demanda por veículos elétricos cresce de forma paralela ao de veículos como carros e motos. Isso acontece, pois os elétricos são usados para distâncias mais curtas e para atividades rotineiras”.

Ainda de acordo com dados da empresa, o crescimento geral de vendas de 2011 para 2012 foi de 70%, com destaque para as scooters elétricas (patinetes elétricos, não as motonetas), que cresceram em 188% as vendas. Para 2013 o empresário acredita que as vendas em números alcancem 1500 skates elétricos, 2.200 scooters elétricas e 500 bicicletas elétricas, que foi o último produto trazido pela empresa, no final de 2012, ainda em fase de consolidação. “Se observarmos países onde as bicicletas já são consolidadas, como a Holanda, há a expectativa do aumento de vendas de bikes elétricas em 22%, principalmente com foco em pessoas com mais de 50 anos. A tecnologia e diminuição de peso das baterias têm ajudado muito para isso. Cada produto que trazemos conquista diferentes e variados públicos”, reflete Tairone.

Apesar de ainda não haver estatísticas oficiais do setor, o diretor-presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, Pietro Erber diz que o mercado está em pleno crescimento e que já devem ter cerca de 15 mil bicicletas elétricas já em circulação no país. “Se formos pensar que os veículos elétricos não se resumem às bicicletas e que ainda temos as scooters, por exemplo, há muito mercado a ser explorado”, comenta. Erber ainda reitera o aumento do interesse da população que não está apenas nos grandes centros, “há interesse da população não só nas maiores cidades, mas acredito que nas cidades do interior esses veículos são ainda mais adequados, pela falta de transporte público e trânsito menos violento”, completa Erber.

SKATE ELÉTRICO - Trazido em 2008 para o Brasil, o skate elétrico já se consolidou em todo o Brasil e agrada desde os jovens até os papais que têm saudades dos tempos de esportes radicais.  Feito com a estrutura básica igual aos skates tradicionais, o skate elétrico funciona com a tecnologia wireless, que controla a aceleração e o freio. Para a segurança das crianças ainda há uma trava interna no controle que permite controlar a velocidade máxima que o skate pode chegar.

A bateria dele dura aproximadamente uma hora e meia, e chega a percorrer 15 km com a carga completa. Além da parte do lazer, como sua velocidade chega a 40 Km/h, o skate ainda tem a possibilidade de ser adotado como um meio de locomoção prático, econômico e ecológico, já que para “abastecer”, basta ser ligado na tomada. Ele possui agora três versões: a street, ideal para terrenos planos; a off road, que encara qualquer desafio; e agora o recém lançado MEGA ROAD, que possui características dos dois modelos anteriores, capaz de andar tanto no asfalto quando na terra. A vantagem do Mega Road é que possui tamanho, peso e valor reduzidos e tem agradado muito o público que procura uma utilização ALL ROAD.

SCOOTER ELÉTRICA - Depois do grande sucesso do skate, a Two Dogs trouxe em 2011 a scooter elétrica para o País.  Apesar do pouco tempo no mercado, a scooter já conquistou diversos adeptos que procuram um meio de transporte alternativo, já que ela não polui, é feita de material reciclável, com pneus de alta durabilidade e movido à bateria.

Assim como o skate, a scooter elétrica é um produto importado da China, é movida à bateria e com a carga cheia chega a andar por duas horas. Ela funciona com botão de liga/desliga e uma chave, que dá a partida. Sua velocidade, controlada pelo guidão (semelhante à de uma moto) pode atingir até 40 km/h. O motorista ainda pode escolher como quer pilotar: de pé ou sentado. A scooter pode ser encontrada em quatro cores: preta, azul, vermelha e branca e é de fácil manuseio. Por ser dobrável cabe no porta-malas do carro e pode ser levada no elevador de um prédio, por exemplo.

BIKES ELÉTRICAS - Atualmente existem no Brasil vários modelos, porém a TwoDogs traz para 2013 dois modelos de bicicletas elétricas com características inovadoras, com motor de tecnologia "brushless" de 300Watts de potência. A primeira é um modelo feminino equipado com bagageiro na parte traseira da bicicleta, uma cestinha frontal e visual mais delicado para agradar as garotas. A segunda é mais masculina, livre de bagageiros, equipado com cambio de seis marchas e visual mais esportivo. Ambos os modelos possuem bateria elétrica removível para aqueles que buscam comodidade na recarga, autonomia de aproximadamente 2 horas e ainda, o sistema "pedal assist" em que a bike pode ser acelerada com o movimento dos pedais, reduzindo a força necessária para locomoção bem como a aceleração manual como as motos. O preço também é uma novidade, a previsão é que custe menos de R$2.000,00.