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quarta-feira, 24 de abril de 2013

EDIÇÃO 32 - Veículos Elétricos

Editorial: Veículo elétrico! Quando você terá um?

Esta edição trata de um tema que está ganhando espaço nas discussões sobre mobilidade urbana: os veículos elétricos. Ainda longe de ser realidade nas ruas do Brasil, mas “rodando” em alta velocidade para um futuro mercado promissor.

Tratando-se de mobilidade com veículos elétricos, logo imaginamos os tradicionais carros adaptados com uma tração elétrica. Esses veículos, em especial no mercado brasileiro, ainda dependem de alguns aspectos (entre eles legislação e postos de abastecimento/recarga) para que seja possível sair de uma concessionária guiado um carro que não faz barulho, não emite poluentes e com suavidade na aceleração. Apesar de alguns veículos já estarem em fase de testes ou a serviço, como os táxis em algumas cidades, ainda teremos que esperar um bom tempo para dirigir esse tipo de carro. Por enquanto, o que mais se aproxima desse mercado são os carros híbridos. Por outro lado, o mercado de veículos elétricos alternativos, como as e-bikes, os skates e as scooters, já é realidade e tem mostrado ser um mercado crescente. Apesar de algumas limitações relacionadas à infraestrutura das cidades, esses veículos têm caído no gosto dos consumidores, principalmente aqueles com perfil jovial, que desejam qualidade de vida, e que não exigem, necessariamente, um “veículo pesado” para seu deslocamento no cotidiano. São esses exemplos que serão destacados em nossa matéria de capa.

Esta edição também traz, como exemplo de produtos sustentáveis, novamente uma matéria sobre a Cativa Cosméticos, agora com destaque para a sua rede de franqueados que se espalhou pelo país. No espaço Responsabilidade Social Corporativa, destaca-se a atuação voluntária dos vice-presidentes do CPCE (Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial) junto às empresas paranaenses. Como tratamos na matéria de capa sobre veículos elétricos, o conteúdo sobre desenvolvimento local traz os exemplos de empresários associados ao WTC (Word Trade Center) que atuam no mercado de energia. No espaço tecnologia e sustentabilidade, o destaque fica por conta da importância dos laboratórios na medição e aferição para processos produtivos eficientes e qualidade para o consumidor.

Boa leitura!

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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:
- Capa: Veículos elétricos: locomoção do futuro?
- Entrevista: Osório Trehttp://geracaosustentavel.com.br/assinar/ntini
- Visão Sustentável: Cativa Natureza - Expansão Orgânica
- Tecnologia e Sustentabilidade: Na medida da sustentabilidade (Paraná Metrologia)
- Responsabilidade Social Corporativa: Lideranças Sustentáveis (Cpce Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial)
- Desenvolvimento Local: Rede de crescimento (WTC)

Artigos:
- Artigo: Escassez ou abundânica? Eis a questão! (Jerônimo Mendes)
- Artigo: Voluntáriado: Desenvolvimento sustentável de pessoas e organizações (Rafael Giuliano)
- Artigo: Ultrapassando todos os limites (Clóvis Borges)
- Artigo: Reciclagem de vidro - Um mercado a descoberto (Hugo Weber Jr)

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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Artigo: Quanto vale a sustentabilidade?

Volta e meia nos defrontamos com um texto sobre sustentabilidade. O mais comum é algum tema relacionando sucesso empresarial à preservação do meio ambiente e recheado de ingredientes como empreendedorismo, inovação e respeito ao próximo. Ao terminar de ler fica aquela sensação agradável de quem acaba de ler uma ficção. Então, fecha-se o jornal e voltamos à realidade. Assim, a forma como se consome o tema sustentabilidade é tão prazerosa quanto fictícia.

Essa é uma armadilha comum e que concentra uma série de ponderações - a maioria pouco testada na prática, sobre justiça social, respeito ao meio-ambiente, proposição de soluções tão simples como surreais de resolver problemas complexos. Exemplo disso é dizer que escovar os dentes com a torneira fechada vai resolver o problema da água ou que separar os resíduos recicláveis dos não recicláveis solucionará o problema dos resíduos sólidos, etc. Claro que essas são ações de cidadania relevantes, mas qual a extensão dessas ações e em que medida podem promover a sustentabilidade?

Primeiro é necessário recorrer à história. Em 1987, uma comissão da ONU elaborou o relatório intitulado “Nosso Futuro Comum” que deu à expressão Desenvolvimento Sustentável a seguinte definição: “[assegurar] a satisfação das necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades” A sustentabilidade é, portanto, o resultado exitoso do desenvolvimento sustentável.

Muitas tentativas estão a ser feitas para medir a sustentabilidade. Há indicadores que procuram expurgar e atribuir valores a características sociais, econômicas e ambientais de forma a assegurar governança e avaliação recorrente das métricas sustentáveis. Há padrões que começam a surgir com o propósito de tornar a sustentabilidade e sua evolução intra-instituições, tais como os programas de sustentabilidade corporativos com metas e datas para revisão que permitem avaliar os avanços frente aos investimentos e também a comparação inter-instituições simultaneamente como tentativa de diferenciar os agentes sustentáveis no mercado - exemplo disso é o índice de sustentabilidade da BM&F. Mas nenhum deles foi ainda capaz de quantificar as alterações na “...capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.

Essa “ciência” para mensurar a sustentabilidade ainda engatinha, mas tem papel fundamental. Há que se ampliar a visão de abrangência e estimular programas amplos, que modifiquem o paradigma estimulando o engajamento verdadeiro e diferenciando-se da velha conversa fiada da sustentabilidade.

Isso tudo, que pode parecer um exercício intelectual despretensioso e de uso duvidoso, ao contrário, começa a ser visto por investidores e governos de forma estratégica. Uma empresa que se preocupa com indicadores sociais e ambientais ao mesmo tempo em que os resultados econômicos, valoriza seu capital humano e acaba por ter maior fidelização dos recursos humanos e alinhamento de estratégia corporativa. Por ter gente mais experiente, encontra mais eficiência nos processos, o que se reflete em ganhos de produtividade e redução de custos, além de acabar por desenvolver uma filosofia verdadeira de compromisso com o meio-ambiente de entorno e stakeholders. No outro extremo, há os modelos de negócios predatórios que se baseiam em artifícios momentâneos e brechas regulatórias e asseguram uma renda elevada por um intervalo de tempo curto. Até que a sociedade encontre os caminhos que impeçam uma atividade predatória, normalmente isso leva a uma situação socioeconômica pior do que a que precede o início da atividade. É o caso da extração aurífera na Serra Pelada, dentre tantos outros exemplos.

Assim, os cenários propositadamente simplificados acima permitem duas opções de investimento. Aquele que é de rápida penetração, risco e resultado e rápida saída, e que, normalmente, quando bem-sucedido para o investidor é de péssima valia ao sistema socioeconômico espoliado.

Tal como os dois cenários de oportunidade, há também dois tipos de investidores. Aqueles que têm pouco ou nenhum compromisso com os stakeholders além do próprio interesse do capital e aqueles que buscam um modelo perene de governança e ganhos consistentes através do tempo.

Mais uma vez, recorrendo ao exercício de simplificação binária proposto nesse artigo, qual desses modelos pode assegurar, emprego, renda, estabilidade social, ambiental e econômica no longo-prazo? Evidente.

O desenvolvimento, sustentável ou não-sustentável, é ato contínuo e já há como recorrer a fatos concretos para avaliar o que é ou não melhor. Uma gestão pública não-sustentável das ferramentas de crédito imobiliário nos Estados Unidos levou a uma crise em escala global em 2008 da qual ainda muitos países são reféns.

Em contrapartida, o Brasil, que criou as bases para uma economia preocupada em distribuir renda e reduzir desigualdades, acabar com a pobreza extrema e dedicar praticamente metade dos recursos públicos federais aos programas sociais, naquilo que poderia parecer um ato populista e eleitoreiro, possibilitou, de fato, a promoção de uma economia sólida e um crescimento da classe média - fenômeno único no mundo nessa época de crise, evitando, inclusive, que houvesse recessão nos últimos cinco anos.

A sustentabilidade, pois, vale muito, tanto no âmbito corporativo quanto no âmbito da gestão pública. Sua ausência tem um custo que tende a ser irreversível e por vezes, insuportável, enquanto que sua prática acaba por promover uma economia mais justa, de menor flutuação e risco e como diz o próprio nome: sustentável através do tempo.

Felipe Bottini é economista pela USP com especialização em Sustentabilidade por Harvard. Fundador da (www.greendomus.com.br) e da (www.neutralizecarbono.com.br) e Consultor especial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

REVISTA GERAÇÃO SUSTENTÁVEL: Cinco anos e muitos motivos para celebrar

Prêmio Itaú de Finanças Sustentáveis e evento comemorativo marcaram semana de aniversário da Revista Geração Sustentável

A primeira quinzena de novembro foi muito especial para a equipe da Revista Geração Sustentável, que está celebrando cinco anos com a publicação de sua 30ª edição. Um evento realizado na última terça-feira, 13 de novembro, que reuniu aproximadamente 120 pessoas entre amigos, colaboradores, articulistas e parceiros enfatizou que todos os envolvidos com a publicação têm muito a comemorar. Como presente para mais este importante aniversário, um dia antes do evento realizado no Estação Business School, a revista foi a primeira colocada na categoria Trabalhos Jornalísticos, modalidade revista do Prêmio Itaú de Finanças Sustentáveis, cuja solenidade aconteceu em São Paulo. (Pedro Salanek e Giovanna de Paula - Diretores da Revista Geração Sustentável - foto: Wesley Rocha)

A abertura do evento foi feita pelo Prof. Judas Tadeu Grassi Mendes, presidente da Estação Business School. A festa em comemoração ao aniversário da revista ainda contou com a palestra do professor Cleuton Carrijo, que traçou um breve e belo panorama da sustentabilidade corporativa e com uma breve e cheia de emoção retrospectiva dos cinco anos da revista feita pelo diretor executivo da publicação Pedro Salanek Filho. Histórias dos bastidores, dificuldades e conquistas foram enfatizadas. Também durante o discurso foram feitas homenagens a equipe de articulistas, parceiros, anunciantes, colaboradores e especialmente para as pessoas que mais inspiraram e incentivaram a continuidade da revista, entre elas Giovanna de Paula, responsável pelas relações corporativas da revista e esposa do diretor Pedro Salanek Filho.

Outros homenageados foram Victor Barbosa, presidente do Conselho Estadual de Cidadania Empresarial (CPCE) da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) pela árdua defesa da sustentabilidade, o articulista Jeronimo Mendes pelos cinco anos de apoio a publicação e Marcelo Winck que atua como Diretor de Arte desde que a revista ainda era um plano de negócio.

O evento foi finalizado com um coquetel e confraternização entre os presentes. “Quero agradecer a presença de cada um de vocês e também por acreditarem neste sonho junto comigo, que só se tornou possível graças a colaboração e incentivo de pessoas muito especiais”, enfatizou o diretor.


30ª edição

A edição comemorativa de cinco anos da revista trouxe uma retrospectiva das 29 edições já publicadas neste período, além de novas histórias e matérias que enfatizam o posicionamento da publicação, que tem como finalidade principal promover a educação corporativa do gestor em sustentabilidade. Faltaram páginas para recapitular os bons exemplos, estratégias, estímulos ao desenvolvimento de projetos, inovações, iniciativas e histórias que já fizeram parte das revistas editadas nesse período.


Presente adiantado

Um dia antes do evento comemorativo de cinco anos da revista, o diretor executivo e a jornalista e colaborada Leticia Lopes Ferreira foram agraciados com um importante prêmio recebido em São Paulo. A matéria de capa da edição nº 25 da revista recebeu o primeiro lugar na modalidade revista do Prêmio Itaú de Finanças Sustentáveis. “Foi um momento muito especial e um presente antecipado. Parabéns especial para a Letícia que escreveu a matéria com muita profundidade!”, escreveu o diretor da revista em sua página no facebook.  (Pedro Salanek e Letícia Ferreira - foto: Filipe Albuquerque)


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Acompanhe abaixo outros momentos do evento de 5 anos


Pedro Salanek Filho e Giovanna de Paula da Geração Sustentável com o Prof. Judas Tadeu Grassi Mendes da Estação Business School






Prof. Cleuton Carrijo (palestrante do evento de 5 anos da Geração Sustentável) com o Diretor Executivo da Revista Pedro Salanek Filho

Giovanna de Paula (Diretora Corporativa) entregando o reconhecimento para Jeronimo Mendes da Consult (empresa parceira do projeto nos 5 anos de publicação)







Marcelo Winck (Diretor de Arte do projeto) recebendo sua homenagem pela parceria desde o início da revista










sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O QUE VOCÊ FAZ PARA TER SEU MUNDO SUSTENTÁVEL?

ENVIE UMA FRASE CRIATIVA:

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E CONCORRA AO LIVRO:
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – QUE BICHO É ESSE?
 
Regulamento:

I – Clique em CURTIR, nossa página do facebook: http://www.facebook.com/SEUMUNDOSUSTENTAVEL
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IV – Sigam nossa nosso Twitter: @smsustentavel
V – “O que você faz para Ter Seu Mundo Sustentável?”.
- As frases serão analisadas por nossa equipe técnica no dia 12 de Outubro (sexta-feira), e a mais criativa ganhará o livro:

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – QUE BICHO É ESSE?
Autores: José Eli da Veiga e Lia Zatz, com prefácio de André Trigueiro
 
Observação:
- Os participantes devem responder a pergunta no mural da nossa página SEU MUNDO SUSTENTÁVEL e do nosso twiitter, portanto, é obrigatório que curtam a nossa FANPAGE E NOSSO TWITTER.
- O ganhador (a) será divulgado (a) em nossas Redes Sociais e por e-mail.
- Participe e compartilhem com seus amigos.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Programa PAPO LIVRE é destaque na edição 29 da Revista Geração Sustentável

Sigiloso e imparcial, atendimento promove ambiente de trabalho com menos conflitos, faltas e afastamentos e, consequentemente, melhor desempenho

Uma gestora empresarial conta que não sabe como lidar com tantos funcionários que a procuram para conversar: "Estou aqui para resolver outras questões e as pessoas vêm me falar de problemas pessoais, não tenho tempo!" Os funcionários dessa gestora estavam precisando de uma pessoa isenta que pudesse ouvi-los para que se sentissem melhor para trabalhar, porque não levar os problemas pessoais para o trabalho e não deixá-los interferir na produtividade pode ser muito difícil.

O desabafo daquela gestora e a carência dos funcionários dela permaneceram com a psicóloga e coaching pessoal e profissional Lucia Fernandes. Com MBA em Gestão Estratégica de Pessoas pela FGV e Avaliação Psicológica e Consultoria Empresarial pela SOCIESC e Personal & Professional Coaching pela SBC (Sociedade Brasileira de Coaching), Lucia teve a ideia de desenvolver um atendimento individual para colaboradores em empresas - oferecer profissionais que estariam à disposição dos funcionários para um Papo Livre - e este se tornou o nome do programa - sobre o assunto que desejassem.

Lucia convidou para ajudá-la na elaboração a educadora e empreendedora social Vera Brito, com pós-graduação em Gestão de Instituições Educacionais pela OPET/PR. Em seguida, juntaram-se à ideia outros profissionais, como a especialista em Planejamento e Gestão de Negócios com formação em Dinâmica dos Grupos Cristina Beerends, formando um time experiente e multidisciplinar das áreas de serviço social, psicologia, farmácia, administração, educação, gestão de pessoas, educação social e prestadores de atendimento a pessoas e a comunidades em situação de vulnerabilidade, por meio de instituições sociais.

Assim nasceu e foi desenvolvido o programa Papo Livre, com slogan "bem estar dentro e fora da empresa", pela Atitude Consultoria. Inédito no Paraná, o programa consiste em atendimentos semanais, individuais e sigilosos de 20 minutos, dependendo do tempo contratado, abrangendo questões pessoais dentro de dez áreas: bem-estar emocional, cultura, direitos humanos, economia doméstica, empreendedorismo interno, empregabilidade, família, lazer e esporte, meio ambiente e saúde. A questão mais abordada nos atendimentos é família: "É um programa que colabora de forma inovadora para que o funcionário tenha seu bem-estar emocional e, consequentemente, profissional, pela simplicidade da sua base: uma boa conversa".

A mesma carência da gestora mencionada acima sentia o gerente de RH da American Glass Products do Brasil, AGP - em São José dos Pinhais, no Paraná -, Andrei Moreno. Quando entrou em contato com a Atitude Consultoria, ele identificou que o Papo Livre seria uma ótima oportunidade para a AGP. Moreno diz que oferecer apoio aos colaboradores em problemas pessoais é fundamental em uma empresa, mas nem sempre gestores, líderes e RH podem contribuir adequadamente e o ideal é que alguém externo supra essa necessidade. "No ambiente empresarial, há uma necessidade cada vez maior de um olhar holístico, que vise a atender o colaborador além do aspecto profissional, buscando alternativas de boas práticas que possam suprir anseios pessoais e emocionais", afirma. "O Papo Livre faz muito bem esse papel porque, da forma como são tratados os assuntos, com discrição e confidencialidade, as pessoas se sentem seguras e confiantes, o que facilita a resolução de problemas."

O líder de Treinamento da AGP Edmilto Lopes é da mesma opinião: "Sempre vamos ouvir o que os funcionários têm a dizer, mas talvez não tenhamos as soluções e os recursos que os consultores podem indicar".

Para a área de Segurança do Trabalho da AGP, o Papo Livre tem feito diferença positivamente, segundo o técnico em Segurança Alexandre Guimarães Galinari: "Quando conseguimos identificar que o colaborador não está em seu melhor momento por questões pessoais, o que pode originar atos inseguros, fazemos o encaminhamento para a equipe de consultoria", diz. Para ele, um fator importante é que o tempo de atendimento, de 20 minutos, não tira tempo da produção, nem o foco do trabalho. "Pessoalmente também tem me trazido excelentes resultados, me ajudando a dedicar mais tempo a minha família e a trabalhar de forma mais leve e não tão estressada."

Família foi também uma área em que outro colaborador da AGP, o operador de Produção Marcio Miranda Santos, diz que o Papo Livre lhe trouxe resultados positivos: "Minha esposa está feliz, perguntando o que aconteceu comigo, por que mudei tanto assim. O pensamento que eu tinha antigamente, hoje penso diferente. O que eu fazia antigamente, hoje eu faço diferente. Eu esbanjava dinheiro, hoje eu economizo, hoje eu posso aproveitar aquilo que eu jogava fora. Acho muito interessante essa empresa trabalhar pensando no povo, nas pessoas. Valeu a pena".

Pessoas e qualidade de vida: Lucia Fernandes diz que o programa Papo Livre, ao ser apresentado aos empresários, mostra o que eles pensam sobre pessoas, ou seja, se olham para seus colaboradores e veem somente produtividade ou se entendem que, dando importância à vida pessoal de seus colaboradores, estão fazendo um investimento. "Desta forma, o empresário terá um funcionário feliz, equilibrado emocionalmente, que consegue lidar com seus problemas, mantendo o ritmo de trabalho", afirma. "Do contrário, o custo é alto, pois, a partir do momento em que não damos conta dos problemas pessoais, estes podem se tornar doenças que afastam do trabalho e afetam a produtividade. É uma realidade, hoje, que o empresário que entende consegue formar uma base operacional forte".

Segundo Vera Brito, quando empresário investe em seu funcionário, este vai reconhecer o investimento, produzir e dar um retorno até para a imagem e a visibilidade da empresa, e na retenção dos talentos. A consultora diz que os participantes demonstram melhora em áreas como qualificação, voltando a estudar, saem mais para lazer e cultura e até se alimentam melhor.

O diretor de Produção Industrial da AGP Luiz Rogério Stella conta que, no começo, o programa sofreu alguma resistência e preconceito em sua área, mas depois não somente foi aceito como se tornou algo natural e positivo: “Os funcionários pediram que continuasse e a adesão tem sido bastante grande", informa. Para ele, a grande vantagem do Papo Livre está em que quem conversa com o colaborador não tem um pré-julgamento dele. "Uma pessoa da família talvez não dissesse em que realmente preciso mudar. Falando com uma pessoa externa, fica mais evidente a necessidade de mudança".

Escuta ativa: As técnicas utilizadas pelos consultores da Atitude no Papo Livre são escuta ativa e psicologia positiva (ver quadro). "O objetivo é escutar o colaborador de forma plena e atenta até que ele ponha todas as emoções para fora e, com o profissional, chegue a uma indicação de alternativa para o problema", afirma Vera Brito.

Ninguém é obrigado a participar, mas, durante a primeira fase de implantação do projeto - que aconteceu de 2010 a 2011, na AGP, empresa que permanece cliente da Atitude, e na Casa Fiesta Supermercados, em Curitiba - 93% dos participantes consideraram ótima a decisão da empresa em implantar o programa. Na segunda fase, de 2011 a fevereiro de 2012, na AGP, 96% afirmaram que o projeto atendeu suas expectativas.

Cristina Beerends conta que alguns colaboradores afirmam que só de saber que há alguém na empresa para ouvi-los quando precisarem trabalham mais tranquilos.

Ela explica que o projeto está em lançamento e teve uma fase de experimentação que durou dois anos. A consultora se diz extremamente otimista em relação à receptividade do mercado ao programa e também pelo comprometimento de todos os consultores envolvidos. "Por ser algo inovador, tivemos o cuidado desses dois anos de implantação e de trabalhar bem os indicadores", afirma. "Temos que agradecer muito à Casa Fiesta e à AGP que abriram as portas e se tornaram nossos parceiros. É muito bom trabalhar em uma área em que se melhora a qualidade de vida das pessoas."

Segundo Cristina, o projeto, certificado pelo programa Sesi de Empreendedorismo Social, não é estruturado para ser permanente, mas tem um prazo de execução mínimo de três meses e, ao final, indicadores permitem avaliar mudanças observadas em cada empresa, área ou departamento. Se necessário, esse período pode ser renovado ou repetido em outro momento. "Esse ciclo de vida é necessário para que o atendimento não se torne uma espécie de bengala, já que há uma meta. Também não é algo efêmero, mas que traz a oportunidade de a pessoa atendida buscar internamente a solução de seu problema", afirma.


Escuta ativa e psicologia positiva


Por Cristina Beerends, Debora Oliveira, Lucia Fernandes e Vera Brito

Na psicologia positiva, o modelo não é a doença, mas o bem-estar e a felicidade do indivíduo. Em julho de 2011, em sua 65ª Assembleia Geral, a ONU listou em sua agenda o tema felicidade, incluído na promoção do avanço econômico e do progresso social de todos os povos. A organização reconhece a importância da felicidade como meta fundamental humana.

Já a Escuta Ativa implica em:
• Aprender e compreender conteúdo e sentimentos.
• Responder aos sentimentos expressados.
• Aceitar as expressões e sentimentos, tanto positivos quanto negativos.
• Não fazer julgamentos.
• Perceber o tom de voz, a fluidez do discurso, as pausas, as vacilações, a construção das frases.
• Observar a linguagem não verbal (postura, expressão facial, gestos, olhar, movimentação das mãos, pernas e pés, respiração).


A empresa

A Atitude Cooperativa de Consultores é formada atualmente por 38 profissionais que atuam no Paraná e em São Paulo. Criada em 2006, presta serviços para empresas dos três setores nas áreas de assessoria empresarial, treinamentos, auditoria, coaching, planejamento e desenvolvimento de projetos, em empresas dos três setores.

Dentro dessas áreas, a empresa desenvolve produtos para finanças, administração, marketing/vendas, comunicação empresarial, educação, organização de eventos, infraestrutura de redes elétricas e telefonia, avaliações patrimoniais, recursos humanos, compras, produção, logística, organizações e métodos, psicologia, sistemas da qualidade e responsabilidade social empresarial.

Os consultores dividem-se em Núcleos de Trabalho com o fim de valorizar a união entre expertise e multidisciplinaridade: Desenvolvimento Humano Organizacional, DHO, Produção e Operação, Governança Corporativa e Familiar, e Responsabilidade Socioambiental.

Foto: Da esq.: Débora Oliveira, Silvia Rocio, Magali Mouraleite e Cristina Beerends. Abaixo: Lucia Fernandes, Marta Farina e Vera Brito

Serviço:
Atitude Consultoria
Fone: (41) 3078-0483

Jornalista: Letícia Ferreira
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ARTIGO: Inovação na forma de promover qualidade de vida nas empresas

Silvia R. Silva (Enfermeira do trabalho pela UFPR, com formação em dinâmica de grupos pela SBDG e Consultora em implantação de programas de qualidade de vida)

A metodologia que delineia e sustenta as práticas de escuta ativa é baseada em duas vertentes teóricas que tem em comum a visão otimista do homem. São elas a abordagem centrada na pessoa de Carl Rogers e a Psicologia Positiva, que nasceu na década de 90.

Dentro da perspectiva Rogeriana, em que a saúde mental e o desenvolvimento das potencialidades do homem são processos inerentes e naturais da evolução humana. O homem tem dentro de si uma força vital para a vida. O que não impede que enfrentemos caminhos de difícil acesso. A escuta ativa se coloca como uma ferramenta facilitadora da travessia desses obstáculos. A abordagem é não diretiva e centrada no cliente. Ao consultor cabe facilitar o processo de mudança e ao cliente a responsabilidade pela condução e sucesso da intervenção. O foco é nas potencialidades do individuo e não apenas na eliminação do sofrimento ou superação de déficits.

É importante salientar que está metodologia de trabalho se constitui inovadora enquanto ação preventiva no que diz respeito à saúde mental e qualidade de vida do trabalhador, pois seu foco de atuação é amplo e contempla não só a esfera biológica do sujeito, mas também a esfera social e emocional. Propostas que tem como referência o modelo biopsicossocial, promovem a melhoria da saúde e qualidade de vida em todas as dimensões: física, emocional, social, profissional, intelectual e espiritual. A integração dessas esferas potencializa a efetividade das intervenções, levando a um menor adoecimento e consequente redução do afastamento do trabalho, bem como o aumento da produtividade das pessoas que passam a ser mais autônomas no gerenciamento da sua vida. Iniciativas como essa superam um grande obstáculo enfrentado por algumas empresas na implantação de programas de qualidade de vida. A baixa adesão dos trabalhadores. Isso ocorre devido a não identidade com as propostas, muitas vezes o que é oferecido não atende as reais necessidades do trabalhador.

A partir da demanda definida pelo trabalhador aumenta a motivação para participar, pois ele será atendido em sua singularidade. Como consequência há um aumento na retenção de talentos, melhoria no clima organizacional, além de os colaboradores reconhecerem o empenho da empresa em cuidar do capital humano de modo integral e consistente.

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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:

Capa: Instituto HSBC Solidariedade - Sintonia com demandas socioambientais e econômicas do Brasil
Tecnologia e Sustentabilidade: Proteção e segurança para o consumidor
Visão Sustentável:
Responsabilidade Social Corportativa: Lançado programa empresarial em que funcionários podem desabafar e buscar o autodesenvolvimento
Desenvolvimento Local: Conscientização empresarial e compromisso com o futuro do planeta

Artigos:

Gastão Octávio Franco da Luz: Resquícios de sustentabilidade. Um registro de viagem
Giuliano Moretti: Da ego à Ecossustentabilidade: O caminho da percepção
Jeronimo Mendes: Empreendedor ou Empregado: Umdesafio interior

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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Prêmio Instituto HSBC Solidariedade - Troféu Dra. Zilda Arns Neumann - é entregue em Curitiba

Foram conhecidos na noite desta quinta-feira (23) os vencedores da edição 2012 do Prêmio Instituto HSBC Solidariedadse - Troféu Dra. Zilda Arns Neumann. A iniciativa que leva o nome da Fundadora da Pastoral da Criança reconhece desde 2010 líderes sociais e ambientais de organizações do terceiro setor no Paraná. O vencedor na categoria Educação foi Fernando Francisco de Gois da Chácara Meninos de Quatro Pinheiros, de Mandirituba, na região metropolitana de Curitiba. Na categoria Meio Ambiente, quem levou a premiação foi Maria Julia Xavier Rodrigues da Associação de Proteção à Infância Vovô Vitorino, de Curitiba.

As duas entidades vão receber R$ 50 mil cada para serem aplicados na expansão de suas iniciativas e no aperfeiçoamento da liderança premiada.

As duas entidades vão receber R$ 50 mil cada para serem aplicados na expansão de suas iniciativas e no treinamento do líder social responsável pela gestão dos projetos.

Na Chácara Meninos de Quatro Pinheiros, fundada em 1991, existem ações de educação integral para acolher crianças e adolescentes retiradas de situação de risco. Na chácara, os jovens são apresentados a projetos que visam resgatá-los e valorizá-los para a sociedade por meio de atividades esportivas, de lazer, escolares e formação para o mercado de trabalho.


Reconhecimento

"Eu quero dedicar o prêmio a todas as pessoas responsáveis por esse projeto, que são os meninos e os colaboradores da chácara. Queremos mostrar que vale a pena cada um fazer a sua parte e melhorar a qualidade de vida e a educação dessas crianças", afirmou o fundador da chácara e coordenador geral, Fernando Francisco de Gois.

A Associação de Proteção à Infância Vovô Vitorino coordena desde 2006 no bairro Tatuquara, em Curitiba, o "Reciclar é Viver", um projeto que ajuda a formar a consciência ambiental dos moradores.

A associação organiza a coleta de óleo de cozinha a cada dois meses junto a cerca de 70 famílias, que em troca recebem alimentos por evitar que os materiais sejam descartados no meio ambiente. O óleo recolhido é usado para a produção artesanal de sabão ecológico e vendido como matéria-prima para a fabricação de biodiesel.

"Estou emocionada. O prêmio do Instituto HSBC Solidariedade é o reconhecimento do trabalho que a gente vem fazendo há 16 anos", disse a coordenadora da associação, a assistente social Maria Julia Xavier Rodrigues. Ela disse que vai usar o dinheiro do prêmio para ampliar, em escala industrial, a produção do sabão e fazer um curso de especialização em meio ambiente.

Já Fernando de Gois, da Chácara Meninos de Quatro Pinheiros, afirmou que o prêmio vai ajudar no treinamento dos colaboradores e em projetos de protagonismo juvenil, para que as crianças e adolescentes, por meio de aulas e encontros com representantes da sociedade, construam referências para traçar seus projetos de vida.


Homenagem

O presidente do Instituto HSBC Solidariedade, Helio Duarte, disse que o balanço sobre a edição deste ano do prêmio "é muito positivo". Cerca de 50 (foram 47) projetos foram analisados por um corpo de jurados independente formado por representantes da iniciativa privada, academia, terceiro setor, sociedade civil e imprensa.

"Nosso compromisso com o prêmio é incentivar a busca e a valorização de novos líderes sociais, em homenagem à doutora Zilda Arns. Ela nos inspirou em várias ações. Seu legado é fantástico. O Instituto HSBC foi criado em 2006 inspirado na doutora Zilda Arns. Era justo que o prêmio levasse o nome dela", afirmou Duarte. Durante a premiação familiares da fundadora da Pastoral da Criança estiveram presentes. Entre eles, estavam os filhos Rogério e Nelson, e o sobrinho, o vice-governador do Paraná, Flávio Arns. Todos falaram da perseverança da doutora Zilda Arns em lutar por melhores condições de vida para o povo brasileiro e dos países assistidos pelos projetos que coordenava. Zilda Arns morreu quando desempenhava uma ação missionária da pastoral no Haiti, atingido por um terremoto há cerca de dois anos e meio.

Para a diretora executiva do Instituto HSBC Solidariedade, Claudia Malschitzky, o prêmio tem uma importante função de descobrir, reconhecer e levar a público ações desenvolvidas por lideranças comunitárias comprometidas com a melhoria de vida da população paranaense, um assunto que a fundadora da Pastoral da Criança entendia como poucos.

"A essência do trabalho da doutora Zilda foi descobrir e entender essas pessoas. E é exatamente isso que o Instituto HSBC Solidariedade também quer: descobrir, dar visibilidade e ajudar a aumentar o número de pessoas que possam ser beneficiadas. O prêmio é focado no líder social, que vem da comunidade, conhece seus problemas e tem condições de colocar a mão na massa e fazer acontecer", disse Claudia.


Rogério Arns, Helio Duarte, Nelson Arns, Maria Julia Xavier Rodrigues, Fernando Francisco de Gois, Claudia Malschitzky e Emilson Alonso (Da esquerda para direita).


Maria Julia Xavier Rodrigues da Associação de Proteção à Infância Vovô Vitorino, de Curitiba, vencedora na categoria de Meio Ambiente do Prêmio Insituto HSBC Solidariedade 2012.


Fernando Francisco de Gois da Chácara Meninos de Quatro Pinheiros, de Mandirituba, na região metropolitana de Curitiba, vencedor na categoria de Educação do Prêmio Insituto HSBC Solidariedade 2012.










Nota aos editores:

Sobre o Instituto HSBC Solidariedade

Criado em 2006, o IHS coordena projetos próprios, programas globais do HSBC na América Latina e o Programa HSBC de Voluntariado, além de direcionar o investimento social do HSBC Brasil em três focos: Educação, Meio Ambiente e Geração de Renda para Comunidades. Sua atuação está alinhada aos princípios da sustentabilidade e contribui para os esforços do banco em seu compromisso com a conservação ambiental e com o gerenciamento de seus impactos diretos e indiretos. O Instituto é a única ONG corporativa no mundo a receber status associativo ao Departamento de Informações Públicas da Organização das Nações Unidas.


Sobre o HSBC

O HSBC Bank Brasil é uma subsidiária integral da HSBC Holdings, um dos maiores conglomerados financeiros do mundo. Com sede em Londres, o Grupo HSBC atua em mais de 80 países das Américas, Europa, Ásia, Oriente Médio e Oceania.


Fonte: MC comunicação


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Edição 29 começa a circular

EDITORIAL:

A realização pessoal por meio do trabalho voluntário

O desejo de trazer esse tema na capa de uma edição da GERAÇÃO SUSTENTÁVEL era um sonho antigo do nosso conselho editorial. Nesta edição, por intermédio de uma parceria com o IHS (Instituto HSBC Solidariedade), foi possível demonstrar um grande exemplo nacional de atuação de voluntariado.

Conceitualmente, podemos dizer que enquadramos o voluntariado dentro da dimensão social da sustentabilidade, visto que são ações voltadas ao interesse coletivo e comunitário. Uma pessoa que deseja atuar como voluntária deve buscar inicialmente uma grande identificação com determinada necessidade em sua comunidade. Apenas um voluntário engajado com alguma causa social contribuirá efetivamente para reduzir desigualdades. De fato, um voluntário deseja mesmo é ver uma obra acabada ou receber em troca do seu trabalho um sorriso de alguém que recebeu a sua ajuda. Nesse momento, o voluntário é recompensado.

Atualmente, encontramos muito projetos ligados a instituições do terceiro setor que possibilitam esse tipo de atuação solidária. Essa edição mostra como o Instituto HSBC Solidariedade promove o trabalho voluntário junto aos seus colaboradores e entidades parcerias. Salienta-se também que o Instituto HSBC foi a primeira ONG corporativa com status associativo junto à ONU. Na entrevista principal da edição, com Claudia Malschitzky, diretora executiva do Instituto HSBC, estão destacados os principais projetos, bem como a relação com os colaboradores e os stakeholders. Na matéria de capa, é apresentada a história de Diego Mesquita que começou como beneficiário, passou a voluntário e hoje é colaborador do Projeto Pescar, um dos muitos projetos apoiados pelo IHS. Conheceremos ainda, entre outros, o exemplo do gestor de custos Ednei Lopes, outro colaborador voluntário do HSBC que atua em várias campanhas relacionadas a questões climáticas.

Trazemos ainda uma matéria sobre o Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) nas questões de certificações e sustentabilidade. A editoria Responsabilidade Social Corporativa traz uma matéria sobre o programa Papo Livre, voltado para questões pessoais de colaboradores e desenvolvido pela cooperativa Atitude Consultoria. A edição destaca também a empresa Higiserv como o exemplo na editoria Responsabilidade Ambiental, as ações do Pacto Global promovidas pelo CPCE (Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial) e uma matéria sobre a necessidade da formação de líderes em sustentabilidade.

Esperamos que, ao final da leitura dessas matérias, você fique motivado para inicial um trabalho de voluntariado ou mesmo intensificar alguma atividade social que já desenvolve junto à sua comunidade.

Boa Leitura!

Pedro Salanek Filho

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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:

Capa: Instituto HSBC Solidariedade - Sintonia com demandas socioambientais e econômicas do Brasil
Tecnologia e Sustentabilidade: Proteção e segurança para o consumidor
Visão Sustentável:
Responsabilidade Social Corportativa: Lançado programa empresarial em que funcionários podem desabafar e buscar o autodesenvolvimento
Desenvolvimento Local: Conscientização empresarial e compromisso com o futuro do planeta

Artigos:

Gastão Octávio Franco da Luz: Resquícios de sustentabilidade. Um registro de viagem
Giuliano Moretti: Da ego à Ecossustentabilidade: O caminho da percepção
Jeronimo Mendes: Empreendedor ou Empregado: Umdesafio interior

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Curso GRI em São Paulo

Relatório de Sustentabilidade GRI


O relatório de sustentabilidade é a principal ferramenta de comunicação do desempenho social, ambiental e econômico das organizações. O modelo de relatório da Global Reporting Initiative (GRI) é atualmente o mais completo e mundialmente difundido.

Seu processo de elaboração contribui para o engajamento das partes interessadas da organização, a reflexão dos principais impactos, a definição dos indicadores e a comunicação com os públicos de interesse.

Em 2007, a GRI iniciou o processo de construção do treinamento oficial para elaboração dos relatórios de sustentabilidade com base no modelo da entidade. O UniEthos, o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVces) e a BSD formaram uma parceria para se credenciarem para a realização do curso certificado pela GRI. Em fevereiro de 2008, a parceria das três entidades foi a primeira do mundo a alcançar a certificação. Em abril de 2008, o Uniethos realizou a primeira turma do curso Relatórios de Sustentabilidade GRI certificado pela Global Reporting Initiative.

A GRI foi criada com o objetivo de elevar as práticas de relatórios de sustentabilidade a um nível de qualidade equivalente ao dos relatórios financeiros. O conjunto de diretrizes e indicadores da GRI proporciona a comparabilidade, credibilidade, periodicidade e legitimidade da informação na comunicação do desempenho social, ambiental e econômico das organizações.

A GRI empenha-se na melhoria constante das diretrizes e na sua adoção por diferentes países. Atualmente, mais de 1000 empresas produzem seus relatórios com base na terceira geração do modelo GRI-G3.1.


DEMAIS INFORMAÇÕES


Próxima turma: 8 e 9 de agosto de 2012 (inscrições abertas)
Duração: 16 horas (2 dias consecutivos)
Horário: das 8h às 17h
Local: São Paulo, SP
Investimento: R$ 2.250,00 (para empresas não associadas ao Instituto Ethos)

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail

atendimento@uniethos.org.br
ou pelo telefone (11) 3897-2439. Horário de atendimento: das 9h às 18h, de segunda à sexta.

MBA - Planejamento Estratégico e Sustentável em Energia - Universidade Positivo

A Universidade Positivo está ofertando o curso de especialização Lato Sensu em MBA – Planejamento Estratégico e Sustentável em Energia, com início previsto para 08/2012 e término em 12/2013. As aulas serão ministradas as sextas-feiras (19:00 às 22:50) e aos sábados (08:30 ás 17:30) com intervalos semanais intercalados ao término de cada disciplina.

O Objetivo do Curso é capacitar profissionais que atuam nas empresas e indústrias em geral ou no setor de energia e que necessitam de conhecimentos teóricos e práticos com relação a administração dos recursos energéticos.

O Curso é destinado a Profissionais que exerçam funções para as quais é indispensável visão panorâmica do setor de energia, com ênfase no elétrico. Gestores e Analistas que percebam a importância do aprofundamento do conhecimento da regulamentação do setor energético no seu desenvolvimento profissional. Profissionais liberais diversos que visam abrir novas possibilidades de atuação. Egressos de cursos superiores das áreas das Engenharias, Direito, Administração, Economia, e Profissionais das Áreas Tecnológicas.

O curso está organizado em 13 (treze) disciplinas que serão ministradas por profissionais mestres e doutores com experiência na indústria e no mercado de energia e sustentabilidade, com uma carga horária total em sala de aula de 400 horas, mais estudos dirigidos e seminários sobre os temas Energia e Sustentabilidade.

As inscrições deverão ser realizadas diretamente no site do Curso: http://www.posup.com.br/conteudo/4648/mba---planejamento-estrategico-e-sustentavel-emenergia.aspx

terça-feira, 24 de julho de 2012

Versão digital da Edição 27 - Geração Sustentável

Veja os conteúdos dessa edição:

Matérias:
Capa: Pensamento Sistêmico e Visão Estratégica
Entrevista: Ozires Silva
Tecnologia & Sustentabilidade: Sustentabilidade comprovada em rótulo (Sustentax)
Visão Sustentável: Excesso de iimpostos e importações ameaça a indústria têxtil brasileira
Responsabilidade Social: Pelo Futuro das Empresas
Empreendedorismo: Iniciativa de inclusão transforma a vida das pessoas por meio do empreendedorismo

Artigos:
Julianna Antunes: A sustentabilidade corportaiva ainda é uma escolha?
Daniella MacDowell: Quem é o profisisonal de sustentabilidade?
Jeronimo Mendes: O que é ser sustentável




sexta-feira, 1 de junho de 2012

Prêmio Instituto HSBC Solidariedade - 2012: Troféu Zilda Arns


Prêmio reconhece projetos e lideranças do terceiro setor

Criado em 2010, o Prêmio IHS é destinado a reconhecer ações educacionais e ambientais de pessoas e organizações do 3º setor do Paraná dedicadas a transformar as comunidades onde vivem.

Uma questão especial vai nortear a premiação neste ano: a influência dos líderes das organizações sociais na garantia do sucesso de suas ações em prol das pessoas assistidas.

A capacidade de o projeto se manter a longo prazo, beneficiando gerações futuras, também é um importante critério que será observado nos candidatos ao prêmio.

É o que afirmam o presidente do Instituto HSBC Solidariedade, Helio Duarte, e a diretora do Instituto HSBC Solidariedade, Claudia Malschitzky. Para eles, o reconhecimento de ações do terceiro setor também é uma forma de contribuir com o desenvolvimento do país.


Inscrições

A premiação deste ano será feita no mês de agosto, após uma análise de cada um dos trabalhos inscritos pela comissão julgadora do prêmio.

Os interessados em participar podem fazer a inscrição através do site www.hsbc.com.br/premioihs  até o dia 01 de julho.

Os vencedores de cada categoria (Educação e Meio Ambiente) irão receber o troféu que leva o nome da médica sanitarista e fundadora da Pastoral da Criança, Dra. Zilda Arns Neumann, além de uma quantia em dinheiro (R$ 50 mil para cada um dos vencedores) a ser empregado na própria instituição e no treinamento da liderança responsável dessa organização.

“Buscamos com o Prêmio IHS reconhecer líderes sociais porque são eles que têm a capacidade de unir esforços em prol de uma causa comum. São os principais responsáveis por engajar e inspirar outras pessoas a realizar ações que beneficiem a sociedade”, afirma a diretora Claudia Malschitzky. “Nosso objetivo é identificar este potencial e apoiá-los para que continuem desenvolvendo projetos e ampliem sua rede de atuação.”




segunda-feira, 12 de março de 2012

Congresso Ambientalexpo 2012


Agora você poderá manter-se informado sobre as novidades do evento, informações sobre novas tecnologias ambientais e ainda se relacionar com profissionais em busca do desenvolvimento sustentável do país.
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

DESAFIOS GLOBAIS AO “DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL”.

Gastão Octávio Franco da Luz

De nossa Proto-História emergem registros de um território que era chamado pelos egípcios, País de Punt, com o qual mantinham intensas relações comerciais e culturais. Séculos após, os romanos o chamaram de País dos Aromas, dado ao fornecimento de incenso, mirra e demais especiarias, aos imperiais de então. Contemporaneamente, os dados e informações sobre essa terra, que teria tudo para ser desenvolvida, dizem-nos ser ela rica em petróleo, minérios, produtos pesqueiros, situação geográfica privilegiada, uma só religião, com dois idiomas oficiais, o que é raro no continente africano.

Refiro-me à Somália, que ocupa o extremo nordeste do denominado Chifre Africano, país que nunca foi formalmente colonizado, pois repeliu com sucesso o Império Britânico por quatro vezes, sendo, pela fama e resistência, reconhecido como aliado pelos Impérios Otomano e Alemão; manteve-se durante a Primeira Guerra Mundial como o único poder muçulmano independente na África. Geoestrategicamente, por estar no Golfo de Áden, rota que une o Índico ao Atlântico, deveria desfrutar de algum poder geopolítico, uma vez que as frotas comerciais entre a Ásia e a Europa, passam em suas portas, transportando inclusive o petróleo do Oriente Médio.
Tudo para desfrutar do bem-estar social e de alguma perspectiva sustentável. Mas não é assim.

Em 1960, a Somália alcança a independência definitiva, cujo governo democrático dura apenas 9 anos – em 1969, Mohamed Barré, por meio de um golpe de estado, instala uma ditadura explicitamente apoiada pelos Estados Unidos, cujas companhias petrolíferas conseguem contratos “privilegiados” de exploração do petróleo somali. E é nesse ponto da História em que desabam algumas teses (como a de que países pobres “já surgiram fadados à ignomínia, dada a sua incompetência e ausência de recursos”), e confirmam-se as evidências sobre a eternização do imperialismo das grandes potências. Potências armadas, pois exauridas em seus próprios “recursos” naturais, dada a gana consumista e a gastança sem limites, encontram-se escandalosamente combalidas, como deixa clara a mídia diária sobre as economias estadunidense e européia, destacadamente.

Alguns dados atuais sobre a Somália envergonham a humanidade: mais de 300 mil mortos em conflitos civis há 20 anos, com um governo não-funcional que mal controla a capital, Mogadíscio; 10% das crianças morrem ao nascer e 25% antes dos 5 anos; 75% da população é subnutrida (o maior índice do planeta). Renda per capita de US$ 220 (a do Brasil é de US$ 8.114 – dados de 2009); 1,6% de água potável e apenas 21% da população têm acesso a ela; estarrecedores índices de câncer, intoxicações, doenças de pele, hemorragias gástricas, nascimentos com malformações e enfermidades. Além da ganância dos interesses petrolíferos, há outros fatores causais desta tragédia, segundo informações de várias fontes, inclusive de agentes da ONU:

a- frotas pesqueiras estadunidenses, europeias e asiáticas, há décadas saqueiam o pescado em águas somalis, praticando a conhecida IUU: Pesca Ilegal, Não-Regulada e Não-Declarada (do inglês: Illegal, Undeclared and Unregullated Fishing). Prática massiva em que, só a Espanha e França, respondem por aproximadamente 500 mil toneladas de atum/ano, usurpando fonte protéica de um País esfomeado;
b- lixo tóxico (metais pesados), rejeitos radioativos de Urânio e hospitalares vêm sendo descarregados nas águas somalis, por países dos mesmos blocos, em estimativas de 600.000 toneladas, só em 2011 e que afetam também a Costa do Marfim, a Nigéria, o Congo e o Benin. Daí as patologias registradas na Somália. O livro de Annie Leonard (A história das coisas, 2011), obra já difundida em vídeo pela Internet, ajuda a constatar e dimensionar porque os ex-pescadores somalis (Guarda-Costas Voluntários da Somália) tornaram-se, na interpretação rasante da mídia internacional, “piratas”, quando, em verdade, lutam contra corsários de governos globalizantes nada exemplares. Mais evidências sobre esta somatória de afrontas ao ideal do “desenvolvimento sustentável”, está disponibilizado no site www.dotsub.com/view/8446e7d0-e5b4-496a-a6d2-38767e3b520a

Países que detêm reservas de água, minérios, petróleo e solos férteis (como é o caso do Brasil), precisam estar alertas, pois, como já deixou dito Milton Santos, há mais de uma interpretação de “globalização”, algumas interessantes, outras, nem tanto. E, até agora, a concepção de “desenvolvimento sustentável”, passando por análises sistêmicas, deixa claro que a visão linear é de comprometedora “inocência” visual.

Artigo divulgado originalmente na Edição 26 da Revista Geração Sustentável.

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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:
Entrevista: Elisa Prado (Tetra Pak)
Capa: Campos Gerais: um Paraná a ser conhecido
Visão Sustentável: Produtos concentrados fazem bem ao meio ambiente
Desenvolvimento Local: Setor de sustentabilidade ganha representatividade no Brasil

Artigos:
Leandro F. Bastos Martins: Promessa é dívida?







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