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terça-feira, 5 de março de 2013

REDE WINGS FOR CHANGE® ABRE INSCRIÇÕES

INICIATIVA É DESTINADA A JOVENS EMPREENDORES SOCIAIS

Estão abertas as inscrições para a Rede Wings for Change®. A iniciativa é destinada a jovens empreendedores sociais, com idade entre 15 e 29 anos, que já estejam realizando o seu projeto - por exemplo, um movimento ou negócio social, ou uma ONG – com potencial de ampliar o seu impacto social e/ou ambiental com o apoio da Rede. Um dos critérios de seleção é a criatividade das ideias destes empreendedores, sua ousadia e capacidade de inovação.

A Rede tem como objetivo formar um grupo de 10 empreendedores, e que este tenha como característica a diversidade. Para isso, a Rede dará atenção especial aos candidatos que vivem em condições socioeconomicamente menos privilegiadas.

Os jovens empreendedores sociais da Rede Wings for Change® participarão de encontros com pessoas inspiradoras; receberão apoio de consultores para fortalecer suas competências de gestão social e terão mentores para acompanhá-los em suas empreitadas. Além disso, a Rede oferecerá suporte a estes jovens no desenvolvimento de um plano de sustentabilidade financeira para a sua iniciativa.

As inscrições vão até dia 10 de março de 2013. Os interessados devem fazer um vídeo de até três minutos contando “O que você está fazendo para mudar o mundo” e “Por que está fazendo isso?”, disponibilizá-lo no You Tube e enviar o link com seu nome e contatos para wingsforchange@gmail.com.

Mais informações nos sites do Instituto Asas e da Ashoka, que realizam esta iniciativa em parceria: www.institutoasas.org.br  e www.ashoka.org.br

Fonte: approach

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Terceira edição do Start-up Lab acontece em novembro

Evento é um provocativo convite ao risco; mais do que ter boas ideias ou negócios inovadores, é necessário pensar em colocá-las em prática

Nos dias 12 e 13 de novembro acontece em Curitiba a terceira edição do Start-up Lab, um evento pioneiro, idealizado pela Artemísia e pelo HUB Curitiba, que permite a empreendedores apresentar seus negócios ou ideias a uma banca de especialistas e interessados, com o objetivo de testar seus modelos, obter sugestões de melhoria e fazer contato com atores que possam contribuir para o empreendimento.

Esta edição será realizada pelo HUB Curitiba e pelo Sebrae/PR , durante a Semana Global do Empreendedorismo, com o objetivo de estimular o surgimento, a ampliação e a diversificação de novos empreendimentos, difundir o empreendedorismo e propiciar um espaço estimulante de troca.

“O Start-up Lab é uma oportunidade para empreendedores testarem aquela ideia que está na gaveta e dar aquela empurrada nos que ainda não se inspiraram para realmente colocarem as mãos a obra”, declara Jessica Maris Maciel, uma das articuladoras do HUB Curitiba.

Como funciona?

No Start-up Lab empreendedores apresentam sua ideia para uma banca formada por potenciais investidores, empreendedores, especialistas e profissionais de comunicação em falas objetivas de 5 minutos,o “pitch”. Os pitchers (ou apresentadores) recebem da banca, também em cinco minutos, críticas e sugestões de melhoria para o desenvolvimento dos seus empreendimentos.

Nesta edição, as bancas serão divididos entre Negócios Sociais e Negócios Inovadores. No dia 12, o HUB Curitiba recebe negócios ou ideias com foco em Negócios Sociais, organizações que combinam viabilidade econômica e impacto social/ambiental positivo. Nesta categoria, serão selecionados seis pitchers.

Já no dia 13, o foco são empresas com propostas inovadoras que tenham cadastro no Sebrae/PR. Caso o participante ainda não tenha o seu, poderá realizar sua inscrição pelo site: http://app.pr.sebrae.com.br/CRM/IncluirPessoaFisicaSimplificadoAuto.do Nesta categoria, serão selecionados oito pitchers e as apresentações acontecerão no auditório do Sebrae/PR.

Além de testar seus negócios e receber insumos para melhoria, outra grande oportunidade do evento é a possibilidade dos empreendedores conhecerem pessoas e iniciarem o relacionamento após a apresentação dos pitchs. É o momento para que potenciais investidores, sócios, clientes etc. iniciem uma conversa para futuros desdobramentos. Francisco Millarch, da rede de investidores C2i Anjos, e José Henrique Rodrigues, diretor presidente da Brain Box Design, já estão confirmados para as bancas. O Start-up Lab é realizado com seis a oito pitchers por edição e o evento total dura em torno de duas horas.

“Esperamos que esta edição traga ideias muito inovadoras e que ainda mais conexões de valor sejam criadas para os nossos pitchers. Estamos muito animados com a realização de uma das bancas em parceria com o Sebrae/PR”, finaliza Jessica.

O Start-up Lab é gratuito e aberto a ouvintes, pessoas que queiram conhecer os negócios e os empreendedores. Ao final haverá um espaço aberto com coffee para interação entre os participantes.

Inscrições:

Empreendedores interessados devem realizar a inscrição da sua ideia de negócio até o dia 28 de outubro. Ouvintes que queiram simplesmente assistir ao evento poderão se inscrever pelo mesmo link. As inscrições para participar como empreendedor do Start-Up Lab Curitiba são limitadas.

Serviço:

3ª edição Start-up Lab Curitiba

Quando: 12 e 13 de novembro. Inscrições até o dia 28 de outubro.

Local: 12/11 – HUB Curitiba. R. Comendador Macedo, 233 – Centro

13/11 – Auditório Sebrae/PR. Rua Caeté, 150 - Prado Velho

Horário: das 18h30 às 21h30


Mais informações: http://startuplabcuritiba.com/

Hub Curitiba

Telefone: (41) 3079.7233 | 3079-6233


Redes sociais: facebook.com/hub.curitiba   @hub_curitiba

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

EMPREENDEDOR OU EMPREGADO? UM DESAFIO INTERIOR

Uma das características marcantes nos empreendedores bem-sucedidos é a sua capacidade de reagir às dificuldades de qualquer natureza e sua extrema facilidade em conviver com a ambiguidade. Isso lhes permite participar de muitas atividades ao mesmo tempo, ainda que não tenham ideia formada a respeito de como as coisas se comportarão no futuro. Para quem empreende, a criação da empresa é a coisa mais importante.

Diferente dos empreendedores, os empregados oscilam constantemente entre a pseudossegurança proporcionada pelo emprego formal e o eterno desejo de ser o “dono do seu próprio nariz”. Eles seguem basicamente algumas regras bem estabelecidas com o advento da Revolução Industrial e consolidadas no início do século passado com a Escola da Administração Científica do Trabalho, liderada por Frederick Taylor, nos Estados Unidos, e Henry Fayol, na França.

Em geral, os filhos da Revolução Industrial tornaram-se adeptos da cultura da “devoção” a uma única organização ou instituição, a exemplo do que ocorreu no Brasil a partir da década de 1970, com os investimentos do governo direcionados para o crescimento econômico e com o surgimento de grandes obras que amealharam milhares de profissionais dispostos a investir na carreira pública.

Isso fazia sentido até a metade da década de 1990, quando as empresas passaram a enfrentar o fenômeno da globalização e os mercados sofreram uma completa reviravolta. As oportunidades surgiram na mesma proporção das dificuldades, a concorrência tornou-se mais acirrada, as margem de lucro foram reduzidas drasticamente e o número de vagas proporcionadas pelos empregos formais continuou minguando.

Apesar das inúmeras possibilidades que se abriram por conta da evolução tecnológica dos últimos cinquenta anos, ainda vivemos numa sociedade que busca freneticamente a opção da suposta segurança proporcionada pelo mercado formal de trabalho.

Decorridos mais de duzentos e cinquenta anos do início da Revolução Industrial, a maioria das pessoas ainda prefere “a escravidão na segurança ao risco na independência”, de acordo com o filósofo francês Emmanuel Mounier, o Pai do Personalismo. Significa dizer que, embora a opção empreendedora seja vista como um grande ideal de vida e realização, o trabalho formal continua sendo a opção da maioria das pessoas nos quatro cantos do mundo.

Em meio ao progresso, surgiram as demissões em massa, as doenças decorrentes do elevado esforço requerido pelas indústrias, das condições precárias do ambiente de trabalho, da ausência de férias, da necessidade recorrente de multiplicação do capital, dos interesses econômicos visivelmente acima dos interesses sociais, da concentração da riqueza e ampliação da pobreza.

Diante de tudo isso, algumas questões continuam intrigando milhões de pessoas ao redor do mundo, principalmente jovens que buscam um lugar ao sol no concorrido mercado de trabalho: ser empreender ou ser empregado? É possível substituir a escravidão na segurança pelo risco na independência? Vale a pena o esforço para criar o futuro desejado?

Não alimente a menor dúvida sobre isso. Os holofotes estão por toda parte, prontos para iluminar o caminho de quem se arrisca a dar a cara para bater em troca de uma vida mais desafiadora e mais próspera, em que o sentido de contribuição e o sentido de realização são importantes, desde que sejam conquistados com um mínimo de planejamento.

Por fim, se a pessoa confia em si mesma, consegue fazer sacrifícios, sabe lidar com imprevistos, sabe tomar decisões com facilidade e rapidez, sabe farejar oportunidades, tem energia de sobra e está disposto a liderar pelo exemplo, um futuro promissor a aguarda pacientemente.

Quanto mais cedo definir essa questão, melhor: ser empreendedor ou ser empregado? Qualquer um pode ser bem-sucedido em ambos os lados, entretanto, o sucesso dependerá basicamente do seu posicionamento e da concentração de esforços, seja qual for o lado escolhido. Pense nisso e seja feliz!
 
 
Jerônimo Mendes

Administrador, Coach Empreendedor, Escritor e Palestrante

Mestre em Organizações e Desenvolvimento Local pela UNIFAE
 

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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:


Capa: Instituto HSBC Solidariedade - Sintonia com demandas socioambientais e econômicas do Brasil

Tecnologia e Sustentabilidade: Proteção e segurança para o consumidor

Responsabilidade Social Corportativa: Lançado programa empresarial em que funcionários podem desabafar e buscar o autodesenvolvimento

Responsabilidade Ambiental:Compromisso efetivo com o ambiente
Desenvolvimento Local: Conscientização empresarial e compromisso com o futuro do planeta

Artigos:

Gastão Octávio Franco da Luz: Resquícios de sustentabilidade. Um registro de viagem
Giuliano Moretti: Da ego à Ecossustentabilidade: O caminho da percepção

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domingo, 18 de março de 2012

Edição 27 - Entrevista Ozires Silva

Ozires Silva nasceu em Bauru/SP, em 1931. É engenheiro aeronáutico formado pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e atuou como oficial da Força Aérea Brasileira e no Correio Aéreo Nacional. Destaca-se pela sua contribuição para o desenvolvimento da indústria aeronáutica brasileira com a criação da Embraer, empresa da qual também foi presidente por vinte anos. Atuou também como presidente da Petrobras e da Varig, na área política foi ministro de Estado da Infraestrutura. Atualmente é Reitor da UNISA – Universidade de Santo Amaro de São Paulo, presidindo também a OSEC – Organização Santamarense de Ensino e Cultura; Presidente do Conselho Consultivo do WTC – World Trade Center de São Paulo e Presidente do Conselho de Administração da PELE NOVA Biotecnologia S/A. Autor de vários livros e homenageado por diversas vezes no Brasil e no mundo, Ozires Silva também faz parte de uma série de Conselhos e de Associações de Classe. Nesta edição da revista GERAÇÃO SUSTENTÁVEL, ele comenta sobre os desafios que enfrentou na implantação de seus projetos inovadores e a respeito dos impactos socioambientais atuais no setor da aviação.

Com sua ampla experiência como gestor e empreendedor em uma trajetória que envolveu riscos, desafios e grandes feitos, quais recomendações o senhor daria hoje para uma pessoa que deseja iniciar seu empreendimento?
Diria que é preciso sonhar, acreditar no que sonhamos e que um dia esses sonhos possam se transformar em realidade. Perseguir sempre, com entusiasmo, fé e tenacidade nossos projetos e não desistindo até que, um dia, seja possível comemorar resultados que tragam benefícios para todos.

Atualmente, são muito questionados os fatores socioambientais nos negócios, como viabilizar uma empresa de forma responsável e lucrativa?
O sonho é um ponto de partida. Daí por diante, os objetivos passam a ser os mais diferentes, conforme as circunstâncias. E não bastam os limites que colocou de “responsável e lucrativo”. Muitos outros atributos devem ser vencidos, inclusive, os que apontou, e isso varia de empreendimento para empreendimento. Não há dois iguais!

Como disseminar para o mercado consumidor as iniciativas sustentáveis e como torná-las diferenciais competitivos?
Nem todas as iniciativas partem como sustentáveis e com diferenciais competitivos, embora sejam itens importantes a serem considerados desde o início, mas tudo depende do período necessário para consolidar o empreendimento.
O mundo não está parado e não nos espera. Os cenários mudam sempre e temos de adaptar os projetos, à medida que se avança, tendo em vista os fatores externos. Se olharmos as histórias dos empreendimentos vamos ver que a concepção do empreendedor, dos instantes iniciais, foi parcial ou inteiramente alterada quando o produto estava pronto para enfrentar o mercado e os consumidores. Como ocorreu no caso dos aviões brasileiros, que hoje foram vendidos e operam em mais de 90 países, o diferencial competitivo, visto desde o início, centrando-se na criação de um mercado para a Aviação Regional, revelou-se algo da maior importância para os sucessos da atualidade.

Como contribuir para a formação e o reconhecimento de empreendedores dentro desses novos desafios da sustentabilidade?
Novamente, a sustentabilidade é um atributo, importante, mas deve ser considerado entre muitos outros. Sinto a preocupação das perguntas, centradas em sustentabilidade, o que, no mundo dos homens, não tem sido suficiente para o sucesso. Desse modo, temos que colocar o objetivo de ter êxito e construir a sustentabilidade dentro dos limites do possível. A sustentabilidade não pode ser constituída numa limitação das ações, pois tendo em vista a variação dos modos de vida, que sempre afetaram e afetarão os empreendimentos, podem vir de qualquer região ou país do mundo global. Assim, embora diferente do que se pensou no passado, diria ser quase impossível responder a isso no início de um projeto.

O ISAE/FGV promove anualmente o prêmio de empreendedorismo sustentável que leva o seu nome. Quais são os pontos relevantes dessa iniciativa?
A iniciativa do prêmio veio da decisão do Professor Norman Arruda que, de forma generosa, julgou que o meu nome poderia incentivar, sobretudo os jovens e estimulá-los a empreender. Assim, entendo – e o Professor Norman pode entender diferentemente – que entre os pontos relevantes podemos nos referir a mostrar que, muitas vezes, um sonho pessoal – como o meu de transformar o Brasil num produtor mundial de aviões – por distante que possa parecer, reunindo os atributos de fé, entusiasmo e crença no sucesso, pode ter êxito.

Com relação às empresas do setor de aviação. Quais são os maiores impactos socioambientais que elas causam? Como superá-los?
O impacto ambiental da operação de aviões, de longe, é muito menos significativo, do que o dos veículos de superfície, que usando motores bem ineficientes provocam danos ambientais muito maiores do que os aviões. Do ponto de vista social, o avião é uma extraordinária ferramenta de transporte rápido e um dos mais importantes atributos do mundo moderno, graças à sua velocidade e à capacidade de vencer distâncias, isso o torna como um dos mais eficazes dos instrumentos hoje disponíveis para assegurar as crescentes exigências da mobilidade moderna. Portanto, visto sob esses ângulos, o avião provoca muito menos prejuízos sociais do que seus concorrentes terrestres.

O senhor acredita que existiram alternativas eficientes e menos poluentes no que diz respeito aos combustíveis utilizados na aviação? Estaremos, dentro de alguns anos, viajando em aviões “ecológicos”?
Os aviões hoje respondem por 2% do chamado efeito estufa, da escala mundial, o que representa valores menores, do que as alternativas de transporte. Os gases de escapamento dos motores aeronáuticos são menos poluidores do que os dos motores, por exemplo, dos automóveis, ônibus, etc. A combustão nos motores aeronáuticos requer mais ar de combustão, do que os motores convencionais a pistão, instalados nos demais veículos, pois, para cada unidade de combustível precisa de 15 unidades de ar, permitindo combustão mais completa do que nos automóveis que queima apenas 1/3 do ar utilizado pelos motores aeronáuticos. No momento atual, embora experimentos com biocombustível estejam sendo realizados, sou muito cético sobre a possibilidade de êxito nessas direções, pelo menos em relação ao que tem sido conseguido até o momento. Os biocombustíveis têm-se apresentado com um poder calorífico da ordem de 30%, mais baixo do que o querosene de aviação. No avião, o peso é um parâmetro entre os mais importantes e os tanques de combustíveis têm de oferecer, para um mesmo volume de armazenamento, a maior quantidade de energia por unidade de peso. Assim, se o combustível alternativo tiver um poder calorífico menor, ele vai requerer mais peso por unidade de potência produzida. Isso reduz a carga-paga dos aviões, reduzindo sua operação economicamente viável.

Iniciativas governamentais como aquela implantada na Europa no início deste ano, tarifando as companhias aéreas e obrigando-as a compensar todo o carbono emitido durante os seus voos. Essa ação do governo é válida?
Há um bocado de demagogia, diria, nessas orientações. Porque não se faz isso para os outros meios de transporte muito mais poluidores do que os aviões, quando sabemos que os aviões queimam pouco mais de 2% do petróleo consumido no mundo, hoje estimado em quase 90 milhões de barris/diários? Note que parece ser objetivo das autoridades centrar suas colocações muito mais contra atividades que tenham impacto junto à opinião pública, evitando atacar aquilo que afeta as pessoas diretamente, como os automóveis particulares ou o transporte de cargas a base de combustível diesel.

Em sua opinião, compensação de carbono resolve o problema ambiental? Pode ser considerada de fato uma ação sustentável?
Boa a sua pergunta. Realmente, o que coloca a necessidade de olhar o meio ambiente no seu todo. Temos que considerar outros itens, como as emissões de particulados resultantes da combustão de um modo geral, do lixo, dos recicláveis, poluição das águas, do solo, extinção das espécies, desmatamento e assim por diante. Como vê, embora todos os esforços na direção de reverter as ações generalizadas contra a vida do planeta ainda não tenha faturado resultados positivos mensurados e palpáveis.

Que mensagem final o senhor quer deixar aos leitores da revista Geração Sustentável?
Seria uma mensagem simples. Recebemos da Natureza um planeta com condições excepcionais para a criação e a preservação da vida, tanto animal como vegetal. O homem na sua marcha para o desenvolvimento não levou tudo isso a sério suficientemente e, como sabemos, desenvolveu uma capacidade muito superior a qualquer outra espécie na Terra, de destruir tudo isso, cujo equilíbrio, como sabemos, é sensível ao extremo. Assim, precisamos, como a Revista Geração Sustentável prega, reverter tudo isso. É fundamental e necessário. E, mais, o que deve nos preocupar é que o período de tempo que temos para conseguir resultados não é infinito.

Entrevista publicada originalmente na edição 27 da revista Geração Sustentável.





Durante a realização do evento Líder Sul do CONAJE e CJE no dia 16 de março. O entrevistado Ozires Silva recebeu os exemplares impressos de Fabrício Campos - Relações Corporativas da Revista Geração Sustentável.






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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:
Capa: Pensamento Sistêmico e Visão Estratégica
Tecnologia & Sustentabilidade: Sustentabilidade comprovada em rótulo (Sustentax)
Visão Sustentável: Excesso de iimpostos e importações ameaça a indústria têxtil brasileira
Responsabilidade Social: Pelo Futuro das Empresas
Empreendedorismo: Iniciativa de inclusão transforma a vida das pessoas por meio do empreendedorismo


Artigos:
Julianna Antunes: A sustentabilidade corportaiva ainda é uma escolha?
Daniella MacDowell: Quem é o profisisonal de sustentabilidade?
Jeronimo Mendes: O que é ser sustentável

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ARTIGO: INOVAÇÃO E ESPÍRITO EMPREENDEDOR

Quando Bill Hewlett e Dave Packard se reuniram, em 23 de agosto de 1937, para discutir a formação da Hewlett-Packard, eles não tinham a mínima ideia do que a empresa faria. A única coisa que sabiam é que queriam abrir uma empresa em sociedade no promissor campo da engenharia eletrônica.

Segundo James Collins e Jerry I. Porras, autores do best seller Feitas para durar, Hewlett e Packard decidiram primeiro abrir a empresa e depois resolveriam o que poderia ser feito. Eles simplesmente começaram a trabalhar, tentando tudo o que pudesse tirá-los da garagem e pagar as contas de luz.

No início, a HP fabricava de tudo, desde indicadores de linha de colisão para boliche, mecanismos de relógio para telescópios, mecanismos para acionamento automático de descargas em banheiros públicos até uma máquina de choques para fazer as pessoas perderem peso.

O indicador da linha de colisão para boliche não revolucionou o mercado. A descarga automática para mictórios e as máquinas de choque para emagrecimento também não chegaram a lugar nenhum. Na verdade, a empresa foi andando aos trancos e barrancos durante mais ou menos um ano antes da sua primeira grande venda: oito áudio-osciloscópios para uso no filme Fantasia, produzido pela Disney.

Apesar dos reveses e das poucas perspectivas de sucesso, a HP continuou meio sem direção, com dificuldades, com uma série de produtos, até receber o empurrão com contratos assinados durante a guerra no início da década de 1940 quando, finalmente, decolou.

Da mesma maneira que Hewlett e Packard, Sam Walton, fundador da rede de supermercados Wall Mart, também começou sem uma grande ideia. Ele abriu seu negócio com nada mais do que a vontade de trabalhar para ele mesmo, um pouco de conhecimento e muita paixão pelo varejo.

Walton começou em 1945, com a franquia de uma lojinha Ben Franklin na cidadezinha de Newport, no Estado do Arkansas e, segundo suas próprias palavras, não tinha a menor ideia do escopo do negócio que estava começando.

O negócio foi se desenvolvendo aos poucos, passo a passo, a partir daquela lojinha, até que a grande ideia de uma loja rural de descontos surgiu com uma etapa evolutiva natural quase duas décadas depois de ele ter aberto a sua empresa.

A 3M começou como uma mina falida de corundum, mineral utilizado na indústria de abrasivos, deixando seus investidores com ações cujo valor de venda era equivalente a “duas ações por uma dose de uísque barato”. Sem saber o que mais fazer, a empresa começou a fabricar lixas. A 3M começou tão mal que o seu segundo presidente não recebeu salário durante os seus primeiros onze anos de posse.

Entre os seus cinco fundadores, não havia nenhum inventor ou cientista renomado. Eram todos homens comuns: um médico, um açougueiro, um advogado e dois executivos ligados à indústria de ferrovias que identificaram a oportunidade de ganhar dinheiro vendendo o mineral.

Atualmente, a 3M - Mineraçao e Manufatura de Minesotta - é um exemplo de empresa que leva a estratégia da inovação ao patamar de prioridade absoluta, entretanto, já na década de 1930, uma série de decisões gerenciais promovidas por William McKnight, elegeu a inovação como foco principal da estratégia de negócios da empresa.
O que todas essas empresas têm em comum? Em primeiro lugar, nenhuma delas começou com uma “grande ideia”, ou seja, uma ideia inovadora e revolucionária do ponto de vista da tecnologia. Em segundo lugar, todas tiveram que mudar, de maneira radical, a sua forma de trabalhar para atingir o público-alvo desejado.

Na realidade, a combinação entre o espírito empreendedor e irrequieto de seus fundadores e a necessidade de inovar para sobreviver foi o que definiu o seu perfil de atuação no mercado. Ter uma grande ideia não significa ter sucesso. Colocá-la em prática e trabalhar consistentemente para a sua execução é a melhor ideia.
De acordo com Peter Drucker, o grande guru da administração moderna, “Empreendedores procuram por mudanças, portanto, olhe para cada janela perguntando-se: isso poderia ser uma oportunidade? Não perca algo somente porque não faz parte de seu planejamento. O inesperado é frequentemente a melhor fonte de inovação”.

Jerônimo Mendes
Administrador, Consultor, Professor Universitário e Palestrante
Mestre em Organizações e Desenvolvimento Local
** Artigo publicada originalmente na edição 26 da revista Geração Sustentável








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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:
Entrevista: Elisa Prado (Tetra Pak)
Capa: Campos Gerais: um Paraná a ser conhecido
Visão Sustentável: Produtos concentrados fazem bem ao meio ambiente
Desenvolvimento Local: Setor de sustentabilidade ganha representatividade no Brasil
Responsabilidade Social: Paraná se mobiliza para o desenvolvimento sustentável
Energias Renováveis: Cenário para comercialização de carros elétricos no Brasil ainda não é favorável

Artigos:
Leandro F. Bastos Martins: Promessa é dívida?
Antenor Demeterco Neto - Logística e desenvolvimento econômico sustentável?
Gastão Octávio da Luz - Desafios Globais ao "desenvolvimento sustentável"

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Hub Curitiba abre suas portas no dia 14 de dezembro

Espaço internacional de inovação social é inaugurado em Curitiba

O Hub, espaço e rede facilitadora da inovação e empreendedorismo presente em 28 cidades mundiais, ganha um espaço em Curitiba. O evento de inauguração acontecerá no dia 14 deste mês, no próprio local.

O Hub Curitiba já trabalha há 1 ano e meio realizando eventos e intervenções para inspirar o empreendedorismo criativo, inovador e de impacto positivo. Eventos de sucesso como o Start-up Lab, Hub Escola de Inverno e a co-realização do Quinze por Quinze são algumas das realizações que o Hub já trouxe à cidade.

Depois de tanta mobilização, é chegado o momento de inaugurar o espaço que conectará empreendedores e inovadores de Curitiba que trabalham rumo a um mundo radicalmente melhor. Num espaço de 430m² o Hub oferecerá serviços como: espaços inspiradores para reuniões, eventos e para trabalho; um canal virtual de relacionamento com uma comunidade local e global de empreendedores; atividades e oficinas para desenvolvimento pessoal e profissional em rede, além da promoção de eventos voltados à inovação social.

O Hub Curitiba integra uma comunidade de mais de 30 espaços espalhados por todos os continentes e que une mais de 4500 inovadores sociais. Descubra mais sobre o evento de inauguração e sobre como se tornar membro através dos links:
Site Hub Curitiba: www.hub-curitiba.com

Informações Gerais:

O quê? Inauguração do Hub Curitiba
Onde? Hub Curitiba – Rua Comendador Macedo, 233, Centro
Quando? Dia 14 de dezembro

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Faça a pergunta certa!


Aqui, no FAÇA A PERGUNTA CERTA! você não só recebe a resposta certa, como recebe prêmios também!!! Confira como funciona o jogo aqui!

Em novembro, entre 14 e 20 acontece a Semana Global do Empreendedorismo, movimento mundial em prol do empreendedorismo nas pessoas e organizações. Por isso, para fomentar o empreendedorismo e a habilidade da fazer perguntas, a KaminskiAvalca Consultoria Empresarial está organizando ao "Faça a pergunta certa!". Participe!!! O jogo acontece entre os dias 14 e 18/11.

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