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sábado, 1 de março de 2014

De resíduo da indústria à matéria-prima do trabalho manual


A Eurofios, empresa catarinense de barbantes ecológicos, se especializou em transformar o descarte de empresas da região em material para gerar uma segunda renda para milhares de famílias


A sustentabilidade é uma das questões mais discutidas no Brasil nos últimos anos. E este debate deve crescer ainda mais. Este ano entra em vigor a Lei Nacional dos Resíduos Sólidos, que obriga os municípios a fiscalizarem com mais rigor a reciclagem do lixo.

Além disso, o documento incentiva a logística reversa, que nada mais é do que o retorno dos produtos recicláveis às indústrias após o consumo. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, hoje o Brasil produz cerca de 150 mil toneladas de lixo por dia. Desse total, 59% vão para os lixões e apenas 13% são reaproveitados.

Há 10 anos no mercado, a blumenauense Eurofios aposta na sustentabilidade como um negócio. A empresa produz fios ecológicos através do reaproveitamento de resíduos sólidos das indústrias têxteis da região. Todo o processo é feito pela companhia: desde a coleta, passando pela classificação e produção do barbante.

Depois de separar o material por cores – evitando qualquer processo químico de tingimento – o resíduo se transforma em barbantes. Atualmente, já são quase 90 mil toneladas de resíduos do lixo e reaproveitados pela empresa.

Porém,  a atuação da Eurofios não para por aí. A marca também aposta numa parceria com o especialista em crochê no Brasil, Marcelo Nunes, para disseminar o conhecimento sobre os trabalhos manuais e ensinar uma segunda fonte de renda para centenas de pessoas.

“Muitas artesãs nem imaginam que os barbantes utilizados por elas são feitos de produtos recicláveis. E isso mostra que não há diferença entre a qualidade de uma peça feita com matéria-prima reciclada e produtos sem essa característica”, ressalta Paulo Roberto Sensi Filho, diretor comercial da Eurofios.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

NOVA LEI DE RESÍDUOS SÓLIDOS INCENTIVA EMPRESAS A CONTRIBUIREM COM DESTINAÇÃO ADEQUADA DO LIXO


Uma das maiores preocupações mundiais no século XXI é a elevada geração de resíduos e sua destinação inadequada, o que causa uma série de problemas ambientais e socioeconômicos como acúmulo em aterros (com inutilização de grandes áreas), poluição de corpos d’água, solos e atmosfera, proliferação de doenças e desperdício de recursos materiais e energéticos.

O Brasil está aos poucos avançando no manejo e tratamento de seus resíduos, e conseguiu aprovar, em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS - Lei 12.305/2010), que institui diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, às responsabilidades dos geradores e do poder público e aos instrumentos econômicos aplicáveis. Um dos principais mecanismos da Lei é a Logística Reversa, que cria um tráfego de produtos de volta às indústrias, para reaproveitamento na cadeia produtiva.


Além de questões legais como a Logística Reversa, outros fatores também estimulam o retorno de resíduos à cadeia produtiva como a consciência cada vez maior da população para a necessidade de reciclar e de se preocupar com o meio ambiente e melhores tecnologias capazes de reaproveitar componentes e aumentar a reciclagem.

O setor privado, um dos maiores responsáveis por descartar o lixo no meio ambiente inadequadamente, também tem que contribuir para que a PNRS seja cumprida. Sendo assim, as empresas têm adotado diversas maneiras para que seu lixo tenha o destino adequado, esse é o caso da White Martins, que contratou a VideVerde para recolher seu lixo orgânico. A empresa fica responsável por recolher e transformar esse lixo em adubo orgânico através do processo de compostagem.

Outra empresa que entrou na onda foi a L’Oréal que investiu na destinação adequada de resíduos e contratou a Venativ que criou uma Central de Gerenciamento de Resíduos (CGR) onde colocaram fisicamente técnicos, surpervisores e auxiliares operacionais que ficam responsáveis pelos processos de beneficiamento, manuseio, armazenamento, acondicionamento, prensagem, agendamento do transporte para destinação final, carregamento e verificação dos veículos, preenchimento das listas de verificação (check-list) e operação do maquinário necessário ao bom funcionamento dos serviços.
 
Alguns aspectos importantes:

·         "Resíduo" é diferente de "Rejeito": rejeitos são apenas os resíduos que não são passíveis de tratamento/reciclagem por processos tecnológicos disponíveis. Hoje já existem diversas tecnologias para tratar/reciclar a grande maioria dos materiais, o que passa a ser obrigatório com a PNRS.

·         "Destinação final" é diferente de "disposição final": a destinação final ambientalmente adequada de resíduos inclui reutilização, reciclagem, compostagem, recuperação e aproveitamento energético (ou outras destinações admitidas pelos órgãos competentes do Sisnama, do SNVS e do Suasa). A disposição final em aterros sanitários é uma forma de destinação final que gera passivo ambiental, sendo adequada, portanto, apenas para os rejeitos, e, mesmo assim, observando-se normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos.


·         "Logística reversa": instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada. É o caminho de retorno dos materiais para reaproveitamento na cadeia produtiva.


·         "Responsabilidade compartilhada" pelo ciclo de vida dos produtos: conjunto de atribuições dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Keko promove 1ª Semana do Meio Ambiente



Programação prevê uma série de atividades de sensibilização e conscientização dos 430 funcionários entre os dias 4 e 6 de junho, na nova fábrica da Keko, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no dia 5 de junho

A próxima semana será ainda mais verde na Keko Acessórios, fabricante de acessórios de personalização automotiva, de Flores da Cunha (RS). Entre os dias 4 e 6 de junho, a empresa promove a 1ª Semana do Meio Ambiente Keko. O evento contempla diversas atividades incluindo palestras e workshop ministrados por funcionários e palestrantes convidados, com um único e importante objetivo: sensibilizar e conscientizar os 430 profissionais sobre a importância dos cuidados e atitudes responsáveis com o meio ambiente, seja na empresa ou em casa.

“O respeito ao meio ambiente é um dos princípios da Keko para garantir um futuro sustentável, especialmente no novo parque industrial, que foi cuidadosamente planejado para respeitar a natureza e promover o aproveitamento racional dos recursos naturais. Queremos que essas atitudes sejam aplicadas por toda a nossa equipe no dia a dia da empresa e que transcendam também as paredes da fábrica e se multipliquem nas famílias dos funcionários e na comunidade”, afirma Juliano Mantovani, diretor de mercado e inovação.

Durante os três dias do evento, os funcionários assistirão a palestras e workshop sobre reciclagem, destino dos resíduos da empresa, separação do lixo domiciliar, reutilização do papel, entre outros temas relevantes. Prefeitura de Flores da Cunha, Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca) e Proamb se engajam na iniciativa e participam de alguns painéis.

Confira a programação da 1ª Semana do Meio Ambiente Keko:

04 JUNHO

DIA

Palestrante: Felipe Marques – KEKO

Tema: Destino dos resíduos da Keko

NOITE

Palestrante: Jocelito Carvalho e Orjana D´avila de Souza – Setor Fiscal de Obras, Posturas e Meio Ambiente de Flores da Cunha

Tema: Separação correta dos resíduos domiciliares e trabalho da fiscalização no município de Flores da Cunha

05 JUNHO

DIA

Palestrante: Douglas Leal – Departamento de Limpeza Urbana – CODECA

Tema: Bate-papo sobre cadeia produtiva e reciclagem do lixo

NOITE

Palestrante: Felipe Marques – KEKO

Tema: Destino dos resíduos da Keko

06 JUNHO

DIA

Workshop: Elisa dos Santos Paula – KEKO

Tema: Aprenda a reutilizar o papel

NOITE

Palestrante: Evandro Schweig – PROAMB

Tema: Conscientização ambiental e formas de destinação dos resíduos sólidos

Sobre a Keko Acessórios

Fundada há 26 anos, na Serra Gaúcha, a Keko é líder brasileira em acessórios para personalização de veículos automotores. Precursora de tendências em seu segmento, destaca-se pelo pioneirismo, inovação, design, tecnologia e qualidade dos produtos.

A marca é reconhecida em 25 países e fornece para grandes montadoras como Ford, General Motors, Mitsubishi, TAC, Toyota, Peugeot e Volkswagen, além do aftermarket (mercado de reposição doméstico). O mix de produtos Keko inclui protetores frontais, estribos, santo antônios, engates de reboque, bagageiros, capotas marítimas, protetores de caçamba, protetores de porta-malas, guinchos, faróis, entre outros itens.

Em 2011, quando completou 25 anos de fundação, a companhia transferiu-se para um moderno parque industrial com 21 mil metros quadrados de área construída, em Flores da Cunha (RS). Projetada com conceitos de sustentabilidade, ecoeficiência e compromisso social, a nova estrutura foi planejada para atender os planos de crescimento da empresa e as demandas do setor automotivo, posicionando a Keko no padrão de qualidade e competitividade dos grandes players mundiais do mercado automotivo. Site: www.keko.com.br

sexta-feira, 23 de março de 2012

Secador de Lodo e Resíduos, desenvolvido pela Supergasbras, transforma resíduos em matéria-prima, combustível ou adubo.

O equipamento, lançado da parceria com a Akhenaton, reduz a umidade dos detritos industriais e diminui a contaminação dos lençóis freáticos

Desenvolvido pela Supergasbras Energia — empresa do grupo SHV Energy, líder mundial em distribuição de Gás LP — e pela Akhenaton — especializada em tecnologia de secagem —, o Secador de Lodo e Resíduos está fazendo sucesso entre as indústrias. Alimentado por Gás LP, o equipamento reduz a umidade dos detritos industriais e auxilia as empresas na gestão de resíduos, possibilitando um novo aproveitamento como insumo ou diminuindo o custo de descarte, E consequentemente diminuindo a contaminação dos lençóis freáticos e a demanda por espaço de armazenamento. Fruto de três anos de pesquisa, o equipamento foi lançado em 2010 e já está sendo utilizado por mais de 10 companhias.

Uma das grandes preocupações das indústrias e dos ambientalistas é a correta gestão dos resíduos gerados pelo processo produtivo das empresas e para isto, o governo federal editou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, tratada na Lei no 12.305, de 2 de agosto de 2010.

O secador surge como uma opção para auxiliar as companhias a contribuírem com o meio ambiente e ainda, conseguirem rentabilizar seu lixo. Uma fábrica de papel, por exemplo, gera em média 90 toneladas de resíduos por dia, com uma umidade média de 85%, ou seja, a cada tonelada de lodo, temos 800 kg de água e 200 kg de matéria sólida. Após esse material passar pelo secador, é possível chegar a um produto com 40% de umidade. A menor quantidade de água aumenta a capacidade de produção de calor, gerando um produto capaz de substituir a lenha como combustível de caldeiras. A lenha gera 2500kcal/kg enquanto o lodo tem 3200kcal/ kg.

Essa é uma opção ambientalmente correta e de menor custo, já que não há necessidade de transporte para descartar os resíduos e menos gastos com combustível. O ganho ambiental é ainda maior, já que o Secador de Lodo e Resíduos é movido a Gás LP – um combustível limpo, com combustão completa, que não danifica as máquinas e tem menor geração de CO².

O secador tem duas versões: uma para uso em grande escala e um mecanismo móvel, facilmente transportado que serve para testes na planta do cliente. Entre as indústrias que podem se beneficiar do equipamento, estão as fábricas de papel, abatedouros, produtores de erva-mate, produtores de frango e peru, a indústria de galvanizados, materiais ferrosos e resíduos alimentares.

Fonte: Clarissa Toscano – clarissa@danthicomunicacoes.com.br










segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Cenário para a comercialização de carros elétricos no Brasil ainda não é favorável



Falta de regulamentação, de incentivos fiscais e isenções de tributos impedem consumidores de adquirirem carros não poluentes

O primeiro protótipo de carro elétrico brasileiro foi o Itaipu, fabricado pela Gurgel em 1974, cuja motivação foi a crise do petróleo no ano anterior. Com o avanço tecnológico automobilístico ao longo dos anos e a necessidade de uma realidade amplamente sustentável, a expectativa é de que as vendas de automóveis elétricos no Brasil ocorram em breve.

Ainda que uma comercialização deslanchada desses veículos venha a ser vantajosa ao planeta pelos baixos impactos ao meio ambiente e esteja em promissor crescimento em países como Japão e França, o cenário em nosso território conta com vários entraves.

Os principais obstáculos que inviabilizam o incentivo à comercialização de carros elétricos no Brasil envolvem incentivos fiscais, isenções tributárias e toda uma legislação não regulamentada. Segundo o presidente da Aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn – que palestrou na Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro, em outubro de 2011 – para que esses veículos possam circular no país, há a necessidade de cooperações privada e pública.

“O Nissan Leaf – modelo de um 100% elétrico apresentado aqui, recentemente – não pode ser comercializado porque não existe infra-estrutura”, referindo-se à falta de postos de abastecimento e a oficinas mecânicas especializadas. “Se não há cooperação privado-pública, não tem carro elétrico”, disse Ghosn, que também afirmou não acreditar no futuro para a indústria automobilística se ela não se desengajar do petróleo.

Para exemplificar uma das formas de incentivar a comercialização dos carros elétricos, o presidente da Renault-Nissan citou os EUA, que recebem 7.500 dólares do Governo Federal quando o consumidor adquire um carro elétrico; França, 5 mil euros, e Japão, 700 mil yenes. “Os governos decidiram assim porque se trata do interesse deles, o que os levam ao corte da dependência do petróleo (porque são países importadores) e à redução de todos os problemas relacionados à emissão de gases poluentes”, conta. Os incentivos financeiros atribuídos às montadoras acabam sendo repassados ao consumidor final.

Preço

O Nissan Leaf, caso pudesse ser vendido no Brasil, custaria entre R$ 80 mil e R$ 110 mil. A princípio, a ideia é de um valor nada competitivo. Mas, segundo o presidente da marca, se os carros – em geral – estão muito caros não é porque as montadoras são “gulosas”.

“A causa disso está relacionada primeiramente à tributação, que no Brasil é bárbara para os automóveis. O governo chega a levar de 40% a 48% do valor de um carro. Trata-se da maior tributação de todos os países desenvolvidos ou em desenvolvimento”, afirma.

O segundo aspecto citado diz respeito a outros setores do país que não são competitivos e cujos valores acabam interferindo no preço final dos automóveis, como o do aço, apontando o Brasil como o maior produtor, porém, com o maior preço de venda do mundo.

Apesar da falta de competitividade no preço e na impossibilidade atual de comercialização dos elétricos no país, a montadora japonesa Nissan investiu no marketing de apresentação do modelo. Nos últimos meses, a empresa trouxe uma frota de dez unidades do Leaf e do compacto March para ser mostrada ao público no chamado Nissan Inova Show (evento que levou a “experiência da marca” para 30 cidades brasileiras), e também para provar ao governo brasileiro a viabilidade da tecnologia.
Projeto de Lei propõe menor tributação a carros elétricos

A Câmara analisa proposta que isenta os automóveis elétricos, bem como suas peças, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A medida está prevista no Projeto de Lei nº 2092/11, que também isenta a comercialização desse tipo de produto do pagamento de PIS/Pasep e Cofins.

O objetivo da proposta, segundo seu autor, o deputado Irajá Abreu (PSD-TO), é incentivar a utilização de veículos de motor elétrico em detrimento daqueles de combustão. “O emprego desses veículos trará ganhos extraordinários para a elevação da qualidade de vida dos habitantes das metrópoles e promoverá sensível diminuição das despesas com serviços públicos de saúde decorrentes dos males causados pela poluição provocada pelos automóveis convencionais”, argumentou.

A proposta também prevê o crescimento progressivo do uso de veículos elétricos na frota oficial. Pelo projeto, os automóveis elétricos deverão representar, num prazo de dez anos, pelo menos 20% do total de carros comprados ou alugados pelos governos.
Eficiência Energética - Um dos principais pontos favoráveis à mudança, afirma seu autor, é a maior eficiência energética dos veículos elétricos, uma vez que eles consomem menos da metade da energia requerida por um automóvel convencional da mesma categoria.

Irajá Abreu afirma ainda que, quanto ao aspecto ambiental, é importante lembrar que o setor de transporte é aquele que possui maior peso na emissão de gases de efeito estufa de origem energética no Brasil. O setor elétrico, por outro lado, produz emissões bem menos relevantes, uma vez que, em nosso país, aproximadamente 85% da eletricidade gerada é originada de fontes renováveis, principalmente a hidráulica.

Economia – O deputado explica que essa mudança deverá garantir, além de benefícios ambientais, economia aos cofres públicos. “Em relação ao custo por quilômetro rodado, a vantagem dos veículos elétricos é expressiva, chegando a um quarto do custo relativo aos carros movidos a gasolina”, disse. A proposta, que tramita de forma conclusiva, será analisada pelas comissões de Minas e Energia; Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Constituição e Justiça e de Cidadania; e Finanças e Tributação, inclusive no seu mérito. (Fonte: Agência Câmara).

Características do Nissan Leaf

Geração Sustentável: O Leaf é uma realidade para os mercados onde será vendido. No Brasil, o modelo veio apenas para mostrar ao público que a tecnologia já existe?
Yochio Ito (Gerente de Engenharia da Nissan do Brasil): O Nissan Leaf é uma das estrelas do Nissan Inova Show, evento organizado pela marca que acontece nos fins de semana em uma grande cidade do país durante um ano. A ideia é possibilitar aos brasileiros conhecer a tecnologia de um carro 100% elétrico e apresentar toda a gama de veículos da marca.

GS: Qual a proposta de uso: urbano? Estrada? Por quê?
YI: O Nissan Leaf foi pensado para ter uma autonomia de 160 km com uma carga, pois, de acordo com pesquisas feitas pela Nissan, é uma distância que atende com folga à mobilidade urbana, já que muitas pessoas não percorrem mais do 50 km por dia.

GS: Qual a durabilidade das baterias para o modelo?
YI: As baterias têm garantia de dez anos, com autonomia de 160 km.

GS: O que compõe as baterias do elétrico Leaf e o que isso significa?
YI: As baterias são de íon-lítio e posicionadas no assoalho do veículo, possibilitando melhor distribuição do peso e melhorando a condução. Elas são projetadas para maximizar o tempo de direção e minimizar o tempo de carregamento.

GS: São recarregáveis em quanto tempo?
YI: O modelo oferece várias opções para carregamento. Uma porta de recarga de 220V é localizada na dianteira, juntamente com uma porta para o cabo portátil de carga lenta (110V). A porta de recarga rápida permite recarga de 80% da capacidade em 30 minutos em estações de recarga públicas. Há também um aerofólio com painel solar fotovoltaico que suporta o carregamento de 12 volts, fornecendo energia para os acessórios do carro. Os freios também são equipados com um sistema que ajuda a regenerar (recarregar) as baterias, transformando a energia cinética das frenagens em eletricidade.

GS: Qual o desempenho e a velocidade final?
YI: Em termos de desempenho, o Nissan Leaf apresenta números muito interessantes. O moto elétrico gera 107 cavalos de potência e 28,5 kgfm de torque. A velocidade máxima é de 150 km/h.

GS: O peso do modelo:
YI: 1.256 kg, sendo apenas 300 kg de bateria.

GS: O que falta de infraestrutura nas estradas para viajar com um elétrico?
YI: Seja onde for, é necessária uma tomada elétrica aterrada ou pontos de recarga rápida. Assim, para tornar o uso do modelo em uma viagem, por exemplo, seria importante ter eletropostos ou locais próprios nos trajetos com tomada para o carregamento.

GS: Qual o custo do abastecimento/mês com uso diário?
YI: Cada região do país tem uma tarifa para o uso da energia. E seu custo de rodagem é três vezes menor que o de um veículo abastecido com gasolina equivalente.

GS: Por que o valor comercial é alto?
YI: Como ocorre com toda nova tecnologia em um primeiro momento, seu custo é elevado até que seja produzida em massa. Após atingir uma quantidade suficiente na produção, o carro elétrico não necessitará de incentivos governamentais para se tornar acessível. Este é o próximo passo do Nissan Leaf, que já vendeu mais de 20 mil unidades em todo o mundo em seu primeiro ano de mercado.

Matéria publicada originalmente na Edição 26 da Revista Geração Sustentável - Jornalista: Karla Ramonda
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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:
Entrevista: Elisa Prado (Tetra Pak)
Capa: Campos Gerais: um Paraná a ser conhecido
Visão Sustentável: Produtos concentrados fazem bem ao meio ambiente
Desenvolvimento Local: Setor de sustentabilidade ganha representatividade no Brasil
Responsabilidade Social: Paraná se mobiliza para o desenvolvimento sustentável

Artigos:
Leandro F. Bastos Martins: Promessa é dívida?
Antenor Demeterco Neto - Logística e desenvolvimento econômico sustentável?
Gastão Octávio da Luz - Desafios Globais ao "desenvolvimento sustentável"

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Entrevista com Elisa Prado da Tetra Pak

Entrevista publicada originalmente na edição 26 da revista Geração Sustentável

Longa vida com sustentabilidade

Elisa Prado é formada em Comunicação Social pela PUC-Campinas e pós-graduada em Marketing pela ESPM de São Paulo. Possui mais de 20 anos de experiência na área de Comunicação Corporativa, adquirida em agências de Relações Públicas e empresas nacionais e multinacionais. Hoje atua como diretora de Comunicação da Tetra Pak, liderando equipes localizadas nos países da América Central e Latina. Anteriormente trabalhou por quatro anos na Vivo, empresa líder em telefonia móvel, na qual comandou o departamento de Comunicação Institucional. Nesta entrevista, com exclusividade para a revista GERAÇÃO SUSTENTÁVEL, Elisa abordou temas relacionados à gestão corporativa, ao consumo consciente e à reciclagem.


A Tetra Pak atualmente é conhecida como uma organização que desenvolve inúmeros projetos socioambientais, como é feito o processo de comunicação para os públicos interno e externo?

Na Tetra Pak, priorizamos a comunicação com transparência e acreditamos no valor desse trabalho como uma ferramenta estratégica no relacionamento com os nossos públicos. Assim, temos a obrigação de conscientizar os consumidores sobre a importância do equilíbrio entre os três pilares sustentáveis: Econômico, Social e Ambiental. Por isso, investimos intensamente na comunicação das nossas ações, atitudes e postura para todos os stakeholders, respeitando e adaptando os meios e mensagens de cada um deles. Procuramos disponibilizar o maior número possível de informações para os diversos públicos por meio dos diferentes canais como site, revistas, relatório de sustentabilidade, newsletters, além do atendimento direto à demanda dos jornalistas, por meio de nossos porta-vozes.


Quais são os principais projetos desenvolvidos no Estado do Paraná?

Desde 2002, a Tetra Pak, além de ações de apoio a prefeituras e cooperativas, realiza um trabalho de campo para fomentar a cadeia de reciclagem de suas embalagens. Para isso, conta com o apoio de uma equipe de colaboradores externos que atuam em diversas regiões do País. O trabalho desses prestadores de serviço é bastante amplo. Eles realizam a prospecção de iniciativas de coleta seletiva com catadores, cooperativas, comércios, escolas, igrejas e outras instituições, levando informações sobre a importância da coleta e da reciclagem das embalagens longa vida pós-consumo. Quando as iniciativas não estão bem estruturadas, eles oferecem orientação para que se organizem da melhor forma possível. Atuam também junto às prefeituras para conscientizá-las da importância da reciclagem e incentivá-las a implantar a coleta seletiva formal em seus municípios. Para isso, disponibilizam folhetos desenvolvidos e impressos pela Tetra Pak com explicações simples e claras sobre reciclagem, para serem distribuídos à população. Entre 2008 e 2009, foram produzidos 5 milhões de folhetos destinados a essas iniciativas. Para as cidades com população igual ou superior a 100 mil habitantes, foram feitos folhetos específicos, e, para os municípios menores, foi distribuído um folheto com informações gerais sobre coleta seletiva. Além desses materiais, foram criados diversos outros, sobre conscientização ambiental, para abranger todos os públicos.

Além disso, em 2007, a Tetra Pak foi procurada pelo governo do Paraná para discutir soluções para a destinação de suas embalagens pós-consumo no estado. Dessa negociação surgiu o plano Paraná e Tetra Pak em Ação – Longa Vida para o Meio Ambiente, elaborado em conjunto pela Coordenadoria de Resíduos Sólidos da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e pela equipe da Tetra Pak.

O principal objetivo é garantir o escoamento sustentável e a reciclagem das embalagens pós-consumo da Tetra Pak no estado. O plano foi composto por dez ações ambientais, baseadas em quatro estratégias-chave: incentivo ao trabalho de cooperativas para aumentar a captação das embalagens, iniciativas regionais de comercialização das embalagens pós-consumo, desenvolvimento de empresas recicladoras e educação ambiental. Essas ações foram realizadas durante o biênio 2008/2009, divididas em dois grandes blocos. O primeiro teve como objetivo proporcionar a infraestrutura necessária para as atividades de coleta seletiva e reciclagem. Foi feito um diagnóstico detalhado dos 22 municípios indicados pela secretaria e foram elaborados planos de ação específicos para cada cidade. Com base neles, a empresa efetuou a cessão de prensas, telhas e outros materiais às entidades envolvidas que pudessem contribuir para o programa de coleta seletiva. No total, foram cedidas 20 prensas enfardadeiras, quatro esteiras para triagem de materiais, cerca de 1.200 big bags, 2.120 telhas, 245 placas recicladas e material para 15 pontos de entrega voluntária (PEVs).

O segundo bloco de ações focou na educação ambiental. Envolveu a distribuição de 195 mil folhetos para conscientizar a população e 164 kits de educação ambiental, além da participação em eventos em shopping centers e da realização de outros projetos já consolidados na Tetra Pak, como o (Re)Ciclo de Cinema. Os resultados da parceria superaram as previsões. Apesar dos efeitos negativos da crise econômica de 2008, que afetou todo o setor de reciclagem, o número de iniciativas voltadas à coleta seletiva das embalagens longa vida no Paraná aumentou seis vezes (de 55 para 339). Além disso, o volume de embalagens encaminhadas para a reciclagem cresceu 18%, atingindo 4.099 toneladas em 2009, o que representa aumento de 4% na taxa de reciclagem de embalagens da Tetra Pak no estado em relação ao início do plano, em 2007. Esse índice significa que, em 2009, cerca de 207 milhões de embalagens foram recicladas somente no estado do Paraná.


Um dos maiores problemas socioambientais está relacionado com a geração de resíduos e grande parte destes são embalagens. Como a Tetra Pak vem atuando na orientação do consumidor de seus produtos no processo de reciclagem?

A Tetra Pak busca ser reconhecida pelos consumidores como uma empresa que oferece soluções para manter os alimentos com suas características originais e seguros, com embalagens práticas, ambientalmente corretas e de qualidade. No entanto, mais do que informá-los sobre os atributos de seu produto, a companhia trabalha para mostrar que o consumidor, ao comprar alimentos ou bebidas acondicionados em embalagens da Tetra Pak, está fazendo uma escolha correta e consciente do ponto de vista ambiental e social. Assim, a Tetra Pak busca aproximar-se desse público por meio de ações que promovam a reciclagem e a consciência ambiental e social.


Como está organizado esse processo de reciclagem de embalagens no pós-consumo? Como funciona a logística e qual a capacidade instalada e utilizada?

A embalagem da Tetra Pak é formada por três materiais: papel, alumínio e polietileno. A primeira etapa da reciclagem consiste em separar o papel dos demais elementos. O trabalho é feito em um equipamento denominado Hidrapulper, uma espécie de grande liquidificador que solta as fibras de papel com água. Elas seguem para processamento, onde se transformam em bobinas para a fabricação de caixas, tubetes (utilizados em bobinas de papel nas duas fábricas da Tetra Pak) e papel para impressão (feito a partir da mistura de uma porcentagem das fibras recicladas com papel sulfite). O que sobra é uma massa de plástico e alumínio. O material é enfardado e encaminhado para empresas que irão transformá-lo em produtos como telhas, placas, pellets (grãos) para injeção ou para laminação de peças plásticas e parafina, recuperando o alumínio na forma metálica. No primeiro caso, a mistura é triturada e prensada até a eliminação de toda a água. Em seguida, o material é fundido e depois resfriado para, então, adquirir o formato desejado – telhas ou placas para construção civil. Essas peças vêm conquistando um mercado cada vez maior, graças a sua alta durabilidade e seu valor agregado.

Outra vantagem é que elas são leves, flexíveis e possuem boa absorção acústica. No caso das telhas, elas são mais resistentes à degradação e oferecem melhor conforto térmico em comparação com as telhas comuns (o ambiente fica mais confortável, uma vez que o alumínio reflete os raios infravermelhos do sol, diminuindo a absorção de calor). Já a técnica de peletização foi desenvolvida no Brasil pela Tetra Pak e vem sendo aplicada desde 1998. A transformação da mistura de plástico e alumínio em grãos permitiu ampliar a forma de utilização do material, que hoje é matéria-prima para a fabricação de peças plásticas – vassouras, bolsas, sacolas, embalagens, canetas, capas de cadernos, pastas e objetos de escritório, entre outras. Hoje, mais de dez empresas fabricam peças a partir dos pellets, que, por sua vez, são produzidos por duas recicladoras no estado de São Paulo. Em 2005, a Tetra Pak desenvolveu, em parceria com as empresas Klabin, Alcoa e TSL Ambiental a tecnologia de reciclagem do alumínio na fabricação das embalagens, que consiste na separação total das camadas de alumínio e plástico. O alumínio poder ser comercializado na forma de pó, e o polietileno é transformado em parafina, que é utilizada na produção de impermeabilizantes, lubrificantes ou como matéria-prima para a indústria química. Assim, a reciclagem de embalagens longa vida pós-consumo gera emprego e renda, além de promover a conservação ambiental e a cidadania.


Em sua opinião, o lado cultural dos consumidores, que envolve o hábito da separação do lixo, é a principal barreira para ampliar a reciclagem no Brasil? Que outros fatores dificultam esse processo?

Atualmente, o maior gargalo para aumentar a reciclagem de nosso país é a coleta seletiva. Isso acontece porque as embalagens descartadas pelos consumidores ainda não formam volume suficiente do material para atender a demanda das indústrias recicladoras já existentes. Por isso, temos investido de diversas formas na educação ambiental e na sensibilização da sociedade para incrementar o volume de reciclagem de embalagens cartonadas no país, que hoje chega a mais de 50 mil toneladas por ano.
Com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, estamos com expectativas bem positivas, já que cada um dos agentes envolvidos no ciclo de vida dos produtos – fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e poder público – deve assumir sua responsabilidade.


Como a empresa vem atuando para divulgar seus projetos de reciclagem nas redes sociais?

Com este objetivo de disponibilizar conhecimento à população e ajudar na coleta seletiva, a Tetra Pak lançou em 2008 um portal batizado de Rota da Reciclagem (www.rotadareciclagem.com.br). O site aponta a localização e o contato de cooperativas, pontos de entrega voluntária de materiais recicláveis e comércios ligados à cadeia de reciclagem em todo o território nacional. Outro portal desenvolvido pela empresa é o Cultura Ambiental nas Escolas. Voltado a professores e alunos, a plataforma traz conteúdo didático sobre educação ambiental com destaque para a questão dos resíduos sólidos e reciclagem. Cada uma das ferramentas possui canais no Facebook e no Twitter. Nos últimos 40/50 anos, as tecnologias nas embalagens propiciaram que muitas empresas ampliassem sua publicidade e agregassem mais valor em seus produtos, além de avanços relacionados a quantidades fracionadas e de conservação, por outro lado, passou-se a ter um alto passivo ambiental. Em sua opinião, quais são as perspectivas e tendências para o setor de embalagens nos próximos anos?

Na Tetra Pak, temos a premissa da inovação, o que faz com que a companhia antecipe essas tendências. Como líder global mundial em soluções para processamento e envase de alimentos, a empresa tem realizado significativos investimentos na área de desenvolvimento mundial, que conta com cerca de 1.200 profissionais que já discutem como será o cenário do mercado em 2020. Toda a estratégia é antecipada já que uma tecnologia leva até cinco anos para ser desenvolvida. Assim, o ciclo de inovação da empresa mantém-se constante e, de três a cinco anos, são lançadas novidades baseadas nas necessidades e desejos latentes dos consumidores. Para isso, investimos globalmente aproximadamente 3,5% a 4% da receita de vendas, que em 2010 foi de €9,98 bilhões. Ou seja, foram cerca de €400 milhões em pesquisa e desenvolvimento.

Além disso, conhecer o nosso público e saber respeitá-lo é o primeiro passo. Por isso, apostamos nas pesquisas com os nossos clientes e também com os consumidores. Com os resultados, sabemos que uma grande tendência são os produtos ambientalmente corretos. Por isso, como líder, a Tetra Pak investe na utilização de matéria-prima proveniente de fontes renováveis e certificadas. A primeira certificação da cadeia de custódia da Tetra Pak Brasil pelo Forest Stewardship Council (FSC) foi conquistada em 2008. Nosso fornecedor de papel, a Klabin, já possuía a certificação para 100% de suas florestas e, a partir disso, conseguimos obtê-la também para nossas embalagens. A segunda conquista foi em relação ao plástico, com o lançamento das tampas produzidas a partir do “plástico verde”, produzido a partir do etanol da cana-de-açúcar. Esse projeto deu ao Brasil o pioneirismo mundial no uso do material, que também provém de uma fonte 100% renovável.


Que mensagem final deixaria para os leitores da revista Geração Sustentável?

Costumamos dizer que a Tetra Pak possui o DNA de Sustentabilidade, principalmente por conta de sua origem e da preocupação com o meio ambiente. Assim, mais do que informar os públicos sobre o intenso trabalho desenvolvido em toda a cadeia de reciclagem, temos a missão de agir como agentes transformadores.

Acredito que vivemos em um processo de mudança e de conscientização da sociedade, que não tem volta, felizmente! No entanto, fazer parte desse grupo vanguardista é um desafio já que temos que aprender na prática. Mesmo assim, encaramos esse desafio como uma oportunidade de provocar grande modificação comportamental das pessoas e das corporações.

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Veja os conteúdos dessa edição:

Matérias:
Capa: Campos Gerais: um Paraná a ser conhecido
Visão Sustentável: Produtos concentrados fazem bem ao meio ambiente
Desenvolvimento Local: Setor de sustentabilidade ganha representatividade no Brasil
Responsabilidade Social: Paraná se mobiliza para o desenvolvimento sustentável
Gestão de Resíduos: Crianças aprendem a dar outro destino aos resíduos orgânicos
Energias Renováveis: Cenário para comercialização de carros elétricos no Brasil ainda não é favorável

Artigos:
Fábio André Chedid Silvestre: As leis de incentivo à cultura
Leandro F. Bastos Martins: Promessa é dívida?
Jeronimo Mendes - Inovação e espírito empreendedor
Antenor Demeterco Neto - Logística e desenvolvimento econômico sustentável?
Gastão Octávio da Luz - Desafios Globais ao "desenvolvimento sustentável"

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Iniciativas privadas buscam educar a sociedade a reduzir, reutilizar e reciclar o lixo

Celebridades se unem para ajudar, como na campanha Limpa Brasil Let’s Do It! e no filme Lixo Extraordinário

Se Chico Buarque, Marília Pera, Milton Nascimento e outras assim chamadas celebridades se anunciam catadoras de lixo, por que não você ou eu? Contando com a ajuda dessas e de outras pessoas famosas e respeitadas pelo público em geral, a campanha Limpa Brasil Let’s Do It! pretende educar a população brasileira e mostrar que o lixo é um problema de cada cidadão e não somente das autoridades públicas. “Já tivemos o envolvimento direto de quase 40 mil pessoas e esperamos atingir o Brasil inteiro no decorrer dos dez anos de duração previstos para o projeto”, diz Marta Rocha, diretora executiva da Atitude Brasil, empresa responsável pela campanha e que desenvolve programas e projetos com foco em sustentabilidade e democratização do conhecimento.

Com o objetivo de reunir meio milhão de pessoas na limpeza das 14 das maiores cidades brasileiras, a campanha foi lançada este ano e a primeira ação aconteceu em junho, no Rio de Janeiro. Reunindo cerca de seis mil pessoas, em um dia de mobilização foram recolhidas do espaço público 17 toneladas de materiais recicláveis. Até agora, a campanha já contribuiu para a retirada de mais de 650 toneladas de resíduos recicláveis do espaço público nas cidades pelas quais passou (Rio, Brasília, Goiânia e Campinas).

Mais do que recolher o lixo irresponsavelmente descartado nas ruas, a intenção é mostrar que não é vergonha pôr a mão no lixo para destiná-lo corretamente: “Convidamos personalidades e formadores de opinião para participar da campanha porque sabemos que essa é uma problemática que muitos brasileiros ignoram”, diz Marta. Os convidados gravaram um filme publicitário que já vem sendo veiculado pela mídia, além de vários depoimentos.

Para Marta, essa problemática envolve todos os cidadãos e inclui desde o consumo e a consequente produção excessiva de resíduos até o descarte irregular e os baixos índices de reaproveitamento de materiais: “Acreditamos que, independentemente da qualidade dos serviços de limpeza urbana e gestão dos resíduos, nossa iniciativa tem um papel muito importante na conscientização do indivíduo, que é necessária em todas as grandes cidades de nosso país”.

Marta explica ainda que, no Brasil, há uma cultura enraizada de jogar lixo fora do lixo que precisa ser revertida urgentemente, um mau hábito inserido ainda no período colonial que, até hoje, mesmo com a popularização de conceitos como sustentabilidade e a ampliação dos debates a esse respeito, persiste. E a falta de informação – ou educação - não tem relação com classe social: “Aqui, ninguém é multado ou repreendido por jogar lixo na rua”.

Além disso, o brasileiro tende a pensar que o lixo que produz não é “problema seu”, mas responsabilidade do governo municipal ou das empresas, sem perceber que a responsabilidade é compartilhada: “A matéria-prima passa por vários processos até se tornar o que chamamos de lixo. Como temos a opção de escolher gerar ou não esse lixo, temos também a necessidade de assumir nossa responsabilidade”, diz Marta.

Ela diz também que certas regiões urbanas são varridas diversas vezes por dia, mas continuam sujas porque, mesmo que o trabalho governamental de limpeza do espaço público seja eficiente, não é possível mantê-lo se as pessoas jogam lixo na rua. “A maior preocupação do Limpa Brasil Let’s do it! é incentivar a sociedade a mudar essa cultura de descaso”, diz.

Quem limpa, não suja: Um dos convidados da campanha é o ator Cássio Reis que, em seu depoimento, afirma: “O lixo não está só nas ruas. O lixo está dentro de casa e mais do que isso: dentro da consciência de cada um. Reduza. Reutilize. Recicle”. Marta Rocha completa: “Partimos do preceito de que ‘quem limpa não suja’ e acreditamos que aqueles que estão dispostos a se engajar nessa iniciativa assumem sua responsabilidade perante os resíduos que produzem e, no mínimo, não vão mais jogar lixo fora do lixo”.

O projeto nasceu na Estônia e já atingiu quase 20 países. A Atitude Brasil trouxe-o com a colaboração da UNESCO. Aqui, devido à extensão territorial e ao hábito ainda muito enraizado de jogar lixo fora do lixo, a iniciativa é voltada principalmente à conscientização da sociedade civil, motivo pelo qual terá duração de 10 anos.
Todo material reciclável recolhido será enviado a cooperativas de catadores que já atuam nas cidades. Já os rejeitos ficarão sob a responsabilidade das prefeituras que os encaminharão a aterros sanitários.

Após as ações nas cidades, haverá shows com artistas da música brasileira. Esses eventos terão o mote “do meu lixo cuido eu” e a proposta é que os artistas cobrem dos espectadores a limpeza do espaço, propondo que cada um se responsabilize pelos resíduos que produzir.

Lixo Extraordinário: Entre as personalidades apoiadoras do projeto Limpa Brasil Let’s do It! está o catador Tião Santos, presidente da Associação de Catadores de Material Reciclável de Jardim Gramacho (ACAMJG), na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Tião ficou famoso após participar de outra iniciativa que levantou, com eloquência, não somente o problema do lixo, mas das pessoas que ganham a vida em torno do recolhimento e da reciclagem de resíduos sólidos: o filme Lixo Extraordinário (Waste Land, 2009). Nele, é mostrado o trabalho do artista plástico Vik Muniz em Jardim Gramacho, um dos maiores aterros sanitários do mundo. Retratando a realidade dos catadores de uma forma tocante e surpreendente, o filme contou com a produção do cineasta Fernando Meirelles e recebeu prêmios importantes como o Sundance, além de ser indicado ao Oscar deste ano de Melhor Documentário: um filme que se tornou referência em documentário e arte e acabou se transformando em bandeira dos catadores e da reciclagem.

A ACAMJG foi criada em 2004 para tratar da inclusão social dos catadores e organizá-los para o provável fechamento do aterro, no ano que vem, condenado por estudos da Companhia de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro. Segundo o estudo, o aterro, que recebe 80% do lixo produzido na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (cerca de mil toneladas por dia), está no limite de sua capacidade e, caso não seja fechado, pode se tornar um desastre ambiental grave.

O sociólogo Jorge Pinheiro, coordenador do site Lixo.com.br (espaço para a troca de informações sobre práticas sustentáveis na área de resíduos sólidos no Brasil e principalmente no Rio de Janeiro), declara em artigo no site que o aterro já apresenta sinais de que uma parte do lixo acumulado ali nos últimos 30 anos pode verter para dentro da Baía de Guanabara.

Segundo Pinheiro, desde 2005, a secretaria do Fórum Estadual Lixo e Cidadania – fundado em 1998 pela UNICEF - vem acompanhando a luta dos catadores de jardim Gramacho para garantir seu trabalho na cadeia da reciclagem, trabalho do qual dependem para sua subsistência. E que, sem custos para a sociedade, reintroduziu toneladas de matéria-prima reciclável no ciclo produtivo economizando preciosos recursos naturais.

Eco Cidadão: Outro projeto no Rio de Janeiro vem ganhando destaque no Brasil e no mundo é o Eco Cidadão. Fundado em 1997, o programa desenvolve campanhas educativas e projetos dirigidos à população em geral, buscando incluir os cidadãos no processo de preservação urbana e manutenção da limpeza da cidade, como o projeto Educação para Limpeza Urbana.

Segundo a coordenadora do programa, Marielza Horta, esse projeto buscou a educação a respeito da redução, disposição e destinação adequada do lixo e adoção de tecnologias limpas: “O programa Eco Cidadão foi pioneiro em incluir os cidadãos no processo de manutenção da limpeza urbana. Macaé não tem coleta seletiva, assim, incentivamos a doação de lixo reciclável para os catadores e instituições, além de provocarmos um debate positivo junto aos segmentos da sociedade sobre a questão”.
Outras práticas incentivadas pelo Eco Cidadão em projetos desenvolvidos a curto e longo prazos estão agricultura urbana agroecológica, uso sustentável da água, preservação do Rio Macaé, consumo consciente, seguranças alimentar e nutricional e o desenvolvimento do sentimento de pertencimento comunitário, com a construção de valores da cultura da paz.

Marielza conta que, entre os resultados alcançados estão a implementação de seis hortas comunitárias e jardins produtivos junto às comunidades beneficiadas pelo projeto Cultivar Plantas - Cultivar Paz, além de implementação de seis bibliotecas comunitárias.

O projeto já recebeu prêmios de várias entidades da ONU e da União Europeia. “Temos como um dos objetivos disseminar os valores e princípios da educação ambiental, por meio de nossas práticas e metodologia, que são de fácil reaplicabilidade”, informa Marielza. “Estamos disponíveis para replicar o trabalho desenvolvido aqui em outras regiões, essa é nossa missão.”


Foto: Chico Buarque numa das peças publicitárias da campanha: “O lixo está se tornando um problema cada dia mais sério”
Foto: Obra do artista plástico Vik Muniz produzida com lixo reciclável e inspirada em catadora do Jardim Gramacho


** Texto divulgado originalmente na edição 25 da Revista Geração Sustentável - jornalista Leticia Ferreira.

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Veja os conteúdos dessa edição:

Matérias:
Capa: Saiba como andam as práticas de sustentabilidade dos bancos brasileiros
Entrevista com Manfred Alfonso Dasenbrock - Sicredi PR
Desenvolvimento Local: Iniciativa sustentável inova modelo de entregas
Responsabilidade Social: Sustentabilidade - da teoria à prática

Artigos:
Ivan Dutra - Da Tunísia a Wall Street
Jeronimo Mendes - O encanto permance, mais o gosto muda
Yuri Beltramin - Como estamos construíndo nosso mundo sustentável?

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Você conhece a Rota da Reciclagem?

Apoiado pela Tetrapak, este site permite ao usuário identificar o ponto de coleta ou a cooperativa de reciclagem mais próxima de onde ele se encontra.

Algumas vezes não se consegue encaminhar algo para reciclagem simplesmente porque não se sabe para onde. A fim de facilitar a vida das pessoas em relação ao descarte de resíduos que podem e devem ter uma destinação produtiva ou adequada, existe um site que dá o endereço de pontos de coleta em todo o Brasil.

Trata-se do Rota da Reciclagem, um espaço na rede que dispõe de um serviço de busca por meio de mapas que permite ao usuário identificar o ponto de coleta ou a cooperativa de reciclagem mais próxima de onde ele está. Informa ainda onde estão localizadas as empresas comerciais que trabalham com compra de materiais recicláveis e os pontos de entrega voluntária.

Esta iniciativa recebe o apoio da Tetrapak e está em constante atualização, contando para isso com a participação dos usuários, que podem informar sobre iniciativas de coleta seletiva que ainda não estejam listadas no site.

sábado, 3 de setembro de 2011

Construção civil precisa rever a geração de resíduos

Sustain Total – Brazil Waste Summit 2011 - promove debate sobre o tema e aponta soluções

A construção civil é responsável por até 50% do total de resíduos sólidos gerados no Brasil. Segundo dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, estudo realizado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), os municípios brasileiros coletaram cerca de 31 milhões de toneladas de resíduos de construção e demolição (RCD) no ano passado, 8,7% a mais que em 2009. “Trata-se de um dado preocupante, já que as quantidades reais são ainda maiores, visto que os municípios em geral coletam somente os entulhos abandonados ou indevidamente lançados em logradouros públicos”, afirma o pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, Sergio Ângulo.

Atualmente, dispomos de um arcabouço legislativo e de marcos regulatórios por meio da Política Nacional de Resíduos Sólidos, da Resolução 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e da Política Nacional de Saneamento Básico, que colocam o setor no tema com alguma maturidade. Porém, segundo Ângulo, a maior parte dos resíduos gerados na construção civil vem de autoconstruções e reformas e, na maioria das vezes, não são destinados corretamente porque não há conhecimento da população, que acaba jogando os entulhos no lixo comum – ou ainda depositando-os em terrenos baldios, praças, ruas e encostas de rios.

Em vigor desde 2003, a Resolução 307 do Conama estabelece uma regra simples e óbvia: quem gera entulho deve se responsabilizar pelo transporte e destinação adequada desses materiais. Ou seja, entulho jogado em áreas públicas ou despejado em terrenos particulares pode gerar multas ou ainda o responsável pode responder uma ação na justiça.

A deposição clandestina de entulho agrava os impactos ambientais, uma vez que provoca o assoreamento de córregos, o entupimento de redes de drenagem e, como consequência, em alguns casos, as enchentes urbanas. Os aterros ilegais, por sua vez, acabam por se tornar locais atrativos para destinação a baixo custo, agravando o problema.



Reciclagem

De acordo com dados do Instituto Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (IBDS), aproximadamente 90% dos resíduos da construção civil podem ser reciclados. “A comercialização e reutilização dos produtos podem reduzir custos e diminuir o volume de guarda e transporte dos itens, gerar receitas diretas com a venda ou indiretas por meio de doações e redução do consumo de energia da extração de recursos naturais”, revela o presidente do IBDS, Carlos Renato Garcez do Nascimento.

Inúmeras pesquisas em universidades apontam caminhos para o reaproveitamento desses resíduos. Em usinas de beneficiamento, o entulho vermelho (restos de tijolos, telhas, blocos cerâmicos e terra) se transforma em um agregado reciclado que pode ser utilizado como base e sub-base na pavimentação de ruas, por exemplo. Já o entulho cinza, composto por restos de concreto, vira areia reciclada (ideal para argamassa de assentamento) e brita de diversas granulometrias.

Em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba (PR), foi inaugurada em maio de 2011 uma usina de reciclagem de materiais de construção – a Usipar. O processo usado na fábrica recolhe resíduos do tipo A, que inclui a caliça das obras de construção (restos de material cerâmico, concreto, argamassa) e tritura, transformando os materiais em areia, brita, pedrisco e rachão, que serão comercializados para uma nova utilização na construção civil com o preço 25% mais barato que os produtos não reciclados. Além disso, o processo evita a extração desses materiais no meio ambiente.

Atualmente, apenas cerca de 5% do total de resíduo gerado na construção civil é reciclado no Brasil. Na Europa e nos Estados Unidos, a prática da reciclagem do entulho já está consolidada. A Holanda, por exemplo, recicla 95% do entulho. Para Sérgio Ângulo, o processo de reciclagem de resíduos sólidos da construção civil no Brasil ainda está muito precário. Segundo o pesquisador, a Política Nacional de Resíduos Sólidos pode até regulamentar a gestão de resíduos, mas ainda é necessário evoluir a discussão sobre reciclagem. "Primeiro temos que resolver a questão global de gestão de resíduos para depois cuidar de resíduos da construção", diz.

Ângulo acredita que as dificuldades da gestão de resíduos na construção começam pelos fatores culturais: "dificilmente o engenheiro vai parar de trabalhar na obra para implantar um sistema de reciclagem no canteiro", afirma. O pesquisador também demonstra preocupação com a qualidade do material reciclado, já que muitos produtos apresentam problemas. "Nós temos de olhar com mais atenção para o que ainda não tem como ser reciclado", complementa. Ele cita como exemplo a madeira com biocida, o gesso misturado com concreto e a argamassa pigmentada.

Segundo Ângulo, o setor de construção civil enfrenta três principais desafios em relação à gestão de resíduos: a difusão da resolução Conama 307 em pequenos municípios, de forma a eliminar o descarte ilegal; a introdução de práticas de redução da geração de resíduos para geradores informais e a disseminação de tecnologias apropriadas de reciclagem e práticas de controle de qualidade deste material que permitam reverter os indicadores de reciclagem nacionais.



Recursos Disponíveis

Visando estimular a reciclagem de resíduos de construção e demolição - e seu reaproveitamento nas obras - além de promover a educação ambiental e a mobilização da sociedade, a Caixa Econômica Federal lançou chamada pública para implementação de projetos para gestão de resíduos sólidos de construção e demolição, feitos por consórcios públicos e prefeituras municipais. O Fundo Socioambiental Caixa poderá aplicar até R$ 3,8 milhões nos projetos. O investimento contribuirá para a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Segundo estimativas do banco oficial, de 40% a 70% dos resíduos urbanos são de construção e demolição, gerados na construção da infraestrutura urbana.


Boas Práticas

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê que cada município deve criar um programa de gestão dos resíduos da construção civil, justamente para que possa ter autonomia para decidir como resolver o problema – já que não há uma receita ou fórmula de sucesso a ser copiada por qualquer um em qualquer lugar.
No estado de São Paulo, as prefeituras de São José do Rio Preto e Americana criaram pontos de entrega voluntária de entulho, contrataram aterros e construíram usinas de beneficiamento que reciclam os resíduos, transformando-os em matéria-prima de qualidade para obras públicas. São José já consegue reciclar cerca de 80% de todo o entulho gerado nas obras que ocorrem na cidade. Outro exemplo interessante no estado é Guarulhos, que também conta com uma usina recicladora de entulho.
No Paraná, a empresa Kürten lançou recentemente, em parceria com grupo de empresas alemãs, a primeira franquia nacional de casas pré-fabricadas em wood frame, sistema construtivo que agiliza processos e reduz o impacto ambiental na construção civil. As estruturas das moradias são feitas em ambiente industrial, com sistemas totalmente automatizados e com alto controle de qualidade. Além da rapidez, é possível ter uma "obra seca e limpa", que dispensa o uso de cimento, tijolos e armações convencionais. Por ser planejada de forma racional, praticamente não há desperdício de materiais.

Outro exemplo de sustentabilidade na construção civil refere-se à demolição do antigo pavilhão do Parque Barigui, em Curitiba – que dará lugar a um moderno centro de eventos. Cerca de 500 toneladas de ferragens, madeira, telhas, peças de granito, globos de luz, divisórias, pias e torneiras serão reutilizadas pelo município em diferentes equipamentos urbanos. O plano do consórcio de empresas, responsável pela construção e operação da obra, é a utilização integral de todo o material gerado pelo trabalho. O que não puder ser destinado à reciclagem será utilizado na própria construção do novo centro. A estimativa é que 200 toneladas de resíduos sejam utilizadas na própria obra.

Em abril de 2011, a ONG brasileira Curadores da Terra foi a vencedora do Concurso Internacional Ashoka / Fundação Rockfeller – Sustainable Urban Housing –, com a proposta de uma casa ideal - construção que prevê o reaproveitamento total de todos os resíduos plásticos, orgânicos e minerais. O modelo será replicado em toda a América do Sul, Central e Caribe, e levada ao Summit of Americas e Rio +20, ambas em 2012.


Fórum Nacional

As discussões sobre o papel da construção sustentável no desenvolvimento das cidades tiveram início no 4º Simpósio Brasileiro de Construção Sustentável (SBCS11), promovido pelo Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), no mês de agosto, na cidade de São Paulo (SP). Em outubro, as discussões continuam no Fórum Nacional e Feira Internacional de Resíduos Sólidos – o Sustain Total, em Curitiba (PR).

O evento, que acontece de 5 a 7 de outubro, faz parte de uma rede de feiras internacionais de resíduos sólidos (Reino Unido, Dubai, Coreia do Sul e Estados Unidos) e tem por objetivo de integrar parceiros estratégicos e compartilhar soluções entre os continentes, além de fomentar a discussão sobre as questões abordadas na PNRS.
Promovido pelo IBDS, o evento traz as principais tecnologias e modelos de gestão de resíduos sólidos de países líderes da Europa, América e Ásia. A feira reúne as principais soluções e equipamentos a setores produtivos, empresas públicas e governos municipais, de forma a contribuir para uma melhor elaboração, desenvolvimento e gerenciamento dos planos municipais. O encontro conta com uma programação completa de painéis de debates, reunindo mais de 50 palestrantes, sobre 24 temas relacionados à gestão de resíduos sólidos.
Segundo o presidente do IBDS, Carlos Renato Garcez do Nascimento, a promoção de debates sobre os resíduos sólidos na construção civil visa a superação de desafios internos e externos ao longo da cadeia produtiva. “Só assim, poderemos assegurar avanços no estágio atual de gestão de resíduos sólidos do setor, como: a promoção e a implementação da autorregulação; o exercício efetivo e obrigatório da logística reversa e a formalização de fluxos de forma que esteja explícita a matriz de responsabilidades no pós-obra, exigindo-se a plena legalidade de atuação dos agentes transportadores e receptores”, finaliza. Mais informações e inscrições para o evento podem ser encontradas no site http://www.sustaintotal.com.br/.

Sustain Total – Brazil Waste Summit 2011
5 a 7 de outubro de 2011
ExpoTrade - Curitiba – PR
http://www.sustaintotal.com.br/
Twitter: @SustainTotal
Facebook: SustainTotal Brasil
Inscrições: https://credenciamento.websiteseguro.com/inscricoes/?ev=CONGSUSTAIN2011


Fonte: Central Press

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Edição 24 da Revista Geração Sustentável traz alternativas e soluções para os resíduos da Construção Civil

Construção Civil: um dos motores da atual economia brasileira

Editorial: “A construção civil é um dos setores mais promissores para as próximas décadas”. Com certeza, você leitor, já deve ter ouvido muito essa frase, seja nos discursos econômicos para aquecer o mercado ou nas pomposas promessas governamentais de políticas públicas. Mas vamos deixar esses dois discursos míopes de lado e focar no lado estratégico do setor!

Essa tendência obviamente vai movimentar toda a cadeia produtiva do setor, desde a básica extração da matéria-prima e da indústria de maquinários pesados até as frequentes novidades em acabamento, móveis e decoração. A cadeia é ampla e movimentará cifras altíssimas, além das evoluções tecnológicas e urbanísticas que também entram nesse contexto global. Leia mais!



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sustain Total – Brazil Waste Summit 2011

Evento discute problemas do lixo e traz soluções para organizações públicas e privadas

Nos dias 5, 6 e 7 de outubro, Curitiba (PR) será palco do maior evento nacional na área de resíduos sólidos. O Sustain Total - Brazil Waste Summitintegra uma rede de feiras internacionais de resíduos sólidos (Reino Unido, Dubai, Coreia do Sul e Estados Unidos), com o objetivo de integrar parceiros estratégicos e compartilhar soluções entre os continentes, além de fomentar a discussão sobre as questões abordadas na Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Promovido pelo IBDS (Instituto Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável),o evento traz as principais tecnologias e modelos de gestão de resíduos sólidos de países líderes da Europa, América e Ásia. A feira reúne as principais soluções e equipamentos a setores produtivos, empresas públicas e governos municipais, de forma a contribuir para uma melhor elaboração, desenvolvimento e gerenciamento dos planos municipais.
A programação inclui um fórum, com debates e soluções para todas as áreas da cadeia de geração de resíduos sólidos, reunindo num único evento os profissionais de referência nacional e internacional do setor, como RüdigerSiechau (Diretor de Saneamento de Hamburgo de 1995-2007 e Presidente da Associação de Gestão de Resíduos Urbanos e Saneamento desde 2001), Arnaldo Jardim (Deputado Federal, Relator da Política Nacional de Resíduos Sólidos), Tião dos Santos (Presidente da Cooperativa Nova Gramacho e o principal personagem do documentário “Lixo Extraordinário,” indicado ao Oscar), Silvano Silvério da Costa (Diretor de Ambiente do Ministério do Meio Ambiente), entre outros.


Os Problemas do Lixo

De acordo com o Ministério das Cidades, o Brasil gera, atualmente, 57 milhões de toneladas de lixo por ano. Deste volume, 43% da coleta tem destinação inadequada. Menos de 3% dos municípios brasileiros possuem experiência com coleta seletiva, sendo reciclado apenas 13% do volume de lixo gerado em todo o território nacional.Considerando-se o passivo ambiental de mais de 40 anos, o País perde mais de R$8 bilhões por ano por não reciclar seu lixo, segundo o Ministério do Meio Ambiente.


A Política Nacional de Resíduos Sólidos


Após ficar mais de duas décadas em debate no Congresso Nacional, a lei que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) foi publicada em agosto de 2010 (lei 12.305/2010) e, em dezembro do mesmo ano, foi regulamentada pelo Decreto 7.404/2010.Com a sanção da PNRS, o país passa a ter um marco regulatório na área de resíduos sólidos.


Entre os objetivos da nova lei, destacam-se a não-geração, redução, reutilização e tratamento de resíduos sólidos; a destinação final ambientalmente adequada dos rejeitos; a diminuição do uso dos recursos naturais (água e energia, por exemplo) no processo de produção de novos produtos; a intensificação de ações de educação ambiental; o aumento da reciclagem no país; a promoção da inclusão social e a geração de emprego e renda para catadores de materiais recicláveis.


Um dos pontos fundamentais da nova lei é a chamada logística reversa, que se constitui em um conjunto de ações para facilitar o retorno dos resíduos aos seus geradores para que sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos. “A responsabilidade compartilhada, a logística reversa, a institucionalização das obrigatoriedades dos geradores de resíduos e do poder público como viabilizador do desenvolvimento dos setores, atrelados aos impactos sociais, econômicos e ambientais, fundamentam a importância deste momento para o desenvolvimento sustentável do País”, explica o presidente do IBDS, Carlos Renato Garcez do Nascimento. “O processo de dialogo e engajamento entre poder público, setor produtivo e sociedade civil é de fundamental importância para o alinhamento e a potencialização das orientações da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n.º 12.305/2010), motivo pelo qual o IBDS promove o SustainTotal 2011”, afirma.


A PNRS também estabelece princípios para a elaboração dos Planos Nacional, Estadual, Regional e Municipal de Resíduos Sólidos. “De acordo com as novas orientações, os municípios têm um prazo até agosto de 2012 para que apresentem seus planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos ao Ministério das Cidades, segundo a Lei 12.305. Além disso, o País precisa reverter o quadro de quase mil lixões em aterros sanitários em diferentes regiões do País, em período inferior aquatro anos”, alerta Nascimento.O governo pretende investir R$ 1,5 bilhão em projetos de tratamento de resíduos sólidos, na substituição de lixões e implantação da coleta seletiva e no financiamento de cooperativas de catadores. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, informou que R$ 1 bilhão já está previsto no Orçamento de 2011 e que R$ 500 milhões virão da Caixa Econômica Federal.

Sustain Total – Brazil Waste Summit 2011
5 a 7 de outubro de 2011
ExpoTrade - Curitiba – PR
http://www.sustaintotal.com.br/
Twitter: @SustainTotal
Facebook: SustaiTotal Brasil
Inscrições: https://credenciamento.websiteseguro.com/inscricoes/?ev=CONGSUSTAIN2011

INFORMAÇÕES PARA IMPRENSA:CENTRAL PRESS

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Reciclagem e Meio Ambiente Industrial será o tema da RECICLAÇÃO 2012 em Curitiba.



O Tema reciclagem e meio ambiente industrial estará em pauta na sétima edição do evento RECICLAÇÃO - Feira Brasileira de Reciclagem, Tecnologia e Meio ambiente Industrial que em 2012 acontecerá no período de 27 a 30 de Junho, no centro de eventos Expo Unimed Curitiba.

Evento apoiado e patrocinado por empresas e instituições como Banco do Brasil e AMBISOL Soluções Ambientais com apoio institucional da AEAPR-Curitiba. Promete mais uma vez cumprir o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável a geração de negócios e a integração entre a comunidade científica e empresas privadas atuantes no segmento, industrial, ambiental e de reciclagem. A organização estima um crescimento em relação aos expositores da edição anterior, pois com a retomada do crescimento após a superação da crise internacional que prejudicou a economia na última edição, as indústrias voltam a se preocupar com as normas ambientais, investir e incentivar visando se adequar a nova lei de resíduos sólidos aprovada em 2010.

Procurando cada vez mais ser um evento completo para o setor da reciclagem e meio ambiente industrial, além da feira e exposições de maquinários, equipamentos e serviços que visam à promoção e geração de negócios para o setor, a RECICLAÇÃO 2012 será composta por vários eventos técnico científicos que visam à capacitação de profissionais atuantes no segmento, assim como a multiplicação da consciência necessária para a formação e educação sócio ambiental.



Entre os eventos simultâneos da RECICLAÇÃO 2012, esta o quinto Seminário de Saneamento e Gestão Ambiental, evento técnico científico promovido pela 3R AMBIENTAL e o quarto Curso Introdução ao Mercado de Recicláveis, promovidos pelo portal RECICLAVEIS.COM.

Mais de 80 estandes serão disponibilizados e comercializados e que deverão abrigar empresas e instituições vindas de varias regiões do Brasil. Elas virão a Curitiba participar da RECICLAÇÃO 2012 e apresentar alternativas, tecnologias e soluções aos problemas ambientais encontrados por parte das cidades brasileiras, instituições, empresas e indústrias que buscam soluções cientificas e mercadológicas aos seus resíduos e recuperáveis industriais.


Negócios:

A organização do evento acredita que a feira contribui de forma decisiva para a aproximação entre comunidade científica e o setor empresarial, no sentido de estimular a geração de negócios no ambiente industrial e o desenvolvimento sustentável. “Com a realização da copa de 2014 e sendo Curitiba uma sede importante, a RECICLAÇÃO tem também como objetivo contribuir na implantação da infra estrutura ambiental necessária visando os preparativos para a copa de 2014”.



Apoiadores:

A Reciclação 2012 tem o apoio de realização da: 3R ambiental, Abividro, Abeaço, Abralatas, SMMA-Curitiba, AEAPR-Curitiba, Revista Geração Sustentável, entre outras.

Recicle seus conceitos, pratique o desenvolvimento sustentável e amplie seus negócios.

“Associe a marca de sua empresa a um evento que gera negócios, sustentabilidade, multiplica a consciência sócio ambiental”


Saiba mais:
E-mail: montebello@montebelloeventos.com.br
www.montebelloeventos.com.br/reciclacao

segunda-feira, 11 de julho de 2011

NEODENT DÁ EXEMPLO DE GESTÃO AMBIENTAL EFICIENTE

Com a implantação de políticas ambientais que preservam o meio ambiente e com índices que chegam a 98% de eficiência no tratamento de seus efluentes


Uma gestão ambiental eficiente, além de uma obrigação determinada pela legislação, começa a ser percebida como um diferencial estratégico para a maioria das empresas. Todo esse processo de gestão passa necessariamente pela orientação de uma empresa de consultoria especializada e pela implantação de novas alternativas socioambientais.

A Neodent é um desses exemplos. Empresa líder no segmento de atuação e 100% nacional, vem utilizando alta tecnologia em seus processos industriais sendo assim referência em sistemas de gestão ambiental. Em sua nova fábrica na cidade industrial de Curitiba produz implantes, componentes protéticos e instrumentais cirúrgicos, conta com máquinas e equipamentos de última geração que garantem produtos de alta qualidade, além de performance que atendem as mais rigorosas normas internacionais e políticas socioambientais.

Segundo Fabiana Dian Ferreira, engenheira química da consultoria 3R Ambiental responsável pela implantação dos projetos ambientais da Neodent, a preocupação da empresa com meio ambiente possibilitou, desde a construção da nova fábrica, uma gestão ambiental eficiente. ”Desde a escolha do terreno, para a nova unidade fabril, que tinha um plano de gerenciamento de resíduos da obra, depois com a construção da estação de tratamentos de efluentes, a Neodent tem atitudes que visam gerenciar de modo adequado os seus resíduos produzidos, colocando em prática a política dos “3 Rs” (Reduzir, Reusar e Reciclar), isso demonstra a sua preocupação com a preservação de recursos naturais”, ressalta a engenheira.

Dentre as ações efetivadas da Neodent estão o tratamento, através de processo físico-químico do efluente gerado pelo processo industrial e posterior tratamento em conjunto com o esgoto sanitário, através do “Sistema de Lodos Ativados”, possibilitando o reuso em irrigação. Outro projeto é o gerenciamento adequado dos resíduos sólidos através de plano de gestão de resíduos sólidos implantado com treinamentos constantes. Os resíduos gerados possuem total rastreabilidade desde a sua geração até sua destinação final. Considerando que qualquer processo industrial se caracteriza pelo uso de insumos (matérias-primas, água, energia, etc.) que, estes passando por um processo de transformação, geram produtos, subprodutos e resíduos, por isso a importância de gestão de ambiental implantada na empresa.

Segundo o gerente geral da Neodent Daniel Lecuona, o sistema e tratamento de efluentes é modelo e recebe muitas visitas técnicas pela sua eficiência. “A Neodent pratica melhorias contínua em seus processos fabris e na parte ambiental não seria diferente. Nosso tratamento de efluentes que reaproveita água para irrigação de jardins e tem uma eficiência de quase 100%, nos deixa satisfeitos”, acrescenta o gerente.

A 3R Ambiental vem desenvolvendo projetos de consultoria sempre buscando a construção de sistema de Gestão Ambiental eficiente, que possibilite ganhos ambientais e financeiros para as empresas. O uso de tecnologia de ponta de gestão de resíduos sólidos e efluentes para redução de custo e os impactos ambientais são prioritários para a consultoria, que atua no mercado deste 2001. “O objetivo maior da gestão é o aprimoramento permanente de melhoria na qualidade ambiental dos serviços, produtos e ambiente de trabalho e temos conseguidos ótimos resultados como na Neodent, que investiu e hoje é exemplo para outras”, comenta Livia Dian Ferreira, sócia da 3R Ambiental.



Conheça o Sistema de Lodos Ativado da Neodent

A solução escolhida pela Neodent foi instalação de uma estação de tratamento de efluente eficiente que possibilitasse o reuso do efluente tratado para fins não potáveis. Os processos de tratamento de efluente visam reduzir a emissão de substâncias poluentes no solo e corpos d'água.

Neste sistema, o efluente industrial passa por tratamento físico-químico e posteriormente é encaminhado ao tratamento biológico juntamente com o esgoto bruto, através de equalização em um tanque pulmão. Então eles seguem para um tanque de aeração, com injeção de oxigênio por difusores de ar, acelerando a atividade bilógica de degradação por meio de bactérias aeróbicas. Essas bactérias presentes formam uma biomassa, denominada lodo, totalmente em suspensão, que será separada na unidade seguinte que é o decantador. Esse lodo é recirculado para o tanque de aeração e o excedente é descartado para os leitos de secagem.

Salienta-se que o termo efluente é o termo usado para as águas que após sua utilização, apresentam as suas características naturais significativamente alteradas. O efluente não tratado prejudica o meio ambiente e a saúde das pessoas. O lançamento do efluente diretamente nos rios causa poluição, levando a morte dos organismos vivos, mau cheiro, maior custo dos municípios para tratamento da água potável. Os agentes patogênicos presentes no efluente sanitário podem causar doenças como cólera, a difteria, o tifo, a hepatite e muitas outras.


Projetos ambientais implantados pela 3R Ambiental

Entre os serviços prestados pela consultoria, o tratamento de efluentes e reuso da água são os diferenciais. A implantação de estações de tratamento de efluentes (ETE) tem sido muito importante para as empresas, em função da legislação ambiental, altos custos do consumo de água e do impacto ambiental causado pelo despejo de efluentes sem tratamento na natureza.

Para uma maior eficiência deste tratamento a 3R Ambiental realiza ensaios de tratabilidade, dimensiona e opera estações de tratamento de efluentes líquidos industriais e também esgoto sanitário. “Após os ensaios de tratabilidade os projetos são elaborados para a construção da ETE, depois otimizamos o sistema aumentando sua eficiência,“ enfatiza Livia. Este sistema tem 98% de remoção das cargas poluidoras, um custo reduzido de operação e manutenção e a água pode ser reaproveitada para descarga de vasos sanitários, irrigação de jardins e gramados, reduzindo o uso de água potável e tendo ganhos ambientais significativos. Esta eficiência deixa os clientes com total confiança em nossos serviços.

A competitividade das empresas e uma maior conscientização ambiental dos consumidores, faz todo empresário pensar em investir em qualidade e no cuidado com o meio ambiente, com tratamento dos resíduos e dos efluentes. ”Para ajudar os empresários de maneira eficiente realizamos estudos e parcerias que possibilitem rapidez e qualidade nos processos de gestão ambiental dentro das organizações e temos conseguido êxito nos projetos“, conclui Livia.



BOX

Conheça alguns dos serviços prestados pela 3R Ambiental
• Licenciamento Ambiental
• Auditoria Ambiental
• Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV)
• Estudo de Impacto Ambiental (EIA)
• Relatório de Impacto Ambiental (RIMA)
• Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
• Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Construção Civil
• Projeto de usina de reciclagem de resíduos da Construção Civil
• Relatório Ambiental Prévio (RAP)
• Tecnologias limpas
• Treinamentos Específicos
• Caracterização de Efluentes Líquidos
• Ensaios de Tratabilidade
• Projetos, Adequação e Monitoramento de ETE (Estação de Tratamento de Efluentes Industriais e/ou sanitários)
• Sistemas de reuso de efluente tratamento

Saiba mais sobre a 3R Ambiental
http://www.3r-ambiental.com.br/ Fone: (41) 3077-9187


Destaques:



“A Neodent pratica melhorias contínua em seus processos fabris e na parte ambiental não seria diferente. Nosso tratamento de efluentes que reaproveita água para irrigação de jardins e tem uma eficiência de quase 100%, nos deixa satisfeitos”, gerente geral da Neodent Daniel Lecuona

“A Empresa Neodent tem atitudes que visam gerenciar de modo adequado os seus resíduos produzidos, colocando em prática a política dos “3 Rs” (Reduzir, Reusar e Reciclar), isso demonstra a sua preocupação com a preservação de recursos naturais”, engenheira química Fabiana Dian Ferreira, da consultoria 3R Ambiental





Matéria divulgada originalmente na edição 23 da revista Geração Sustentável - Tania Kamienski


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