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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sustentando: Bons exemplos para a sustentabilidade da sociedade

Coco para limpar a água

Muitas vezes inimigo da limpeza das praias brasileira, o coco está perto de se tornar um aliado em prol da despoluição das águas. Em um estudo realizado pela UFES –Universidade Federal do Espírito Santo, descobriu-se que o mesocarpo, aquela parte mais carnuda do fruto, desprezadas com as cascas após o consumo da água do coco, é capaz de remover da água poluentes como pesticidas, corantes, fármacos e até metais. A pesquisa também está fazendo estudos com bagaço de cana para identificar quais produtos as fibras dessa planta são capazes de filtrar. Os pesquisadores já estão recolhendo resíduos de coco nas praias capixabas para testar em larga escala o uso do coco como filtro, em substituição ao carvão ativado, usado hoje na limpeza das águas.


De olho na pegada hídrica

Já ouviu falar em pegada hídrica? Sim, você também tem uma! A pegada hídrica, conceito criado em 2002, serve como um indicador de água consumida pelas pessoas, não só de forma direta (quando abrimos o chuveiro), mas também de forma indireta (quando tomamos um refrigerante ou compramos uma roupa). A conta considera todo o volume de água usado para produzir algo desde a extração da matéria-prima até as mãos do consumidor. Além da conta para os produtos, é possível também levar o conceito para os países e indústrias. Na média anual, os norte-americanos têm uma pegada de 2.482 m3. Já a média global é de 1.243 m3 de do Brasil é de 1.381 m3. Aqui, 5% vêm do consumo doméstico, em atividades cotidianas. A maior parte (95%) corresponde ao consumo de produtos industriais e agrícolas. A ideia do conceito é criar um novo olhar sobre o consumo, trazendo informações desconhecidas ao consumidor. Para descobrir a sua pegada hídrica basta visitar o site Water Footprint e responder a um questionário (em inglês) com perguntas como quantas xícaras de café você toma. O site leva em conta o país de origem e dá o resultado em metros cúbicos por ano e por categorias – assim dá para saber onde se desperdiça mais água. Que tal fazer a sua?




Floresta sobe pelas paredes


Milão, na Itália, é a cidade que abriga a primeira floresta vertical do mundo. O prédio “Bosco Verticale” vai abrigar o projeto, que tem duas torres residenciais, de 110 e 70 metros cada uma, que terão as fachadas cobertas por 900 árvores e diversos tipos de plantas. O conceito do prédio foi criado pelo arquiteto Stefano Boeri, para construir em uma das cidades mais poluídas do mundo um prédio “produtor de oxigênio”, além de consumidor de gás carbônico e que vai servir de proteção da radiação solar para os moradores. Além da questão ambiental, o prédio procura trazer o verde de volta a grandes metrópoles de concreto. A vegetação que o Bosco Verticale vai abrigar ocuparia uma área de 10 mil metros quadrados, equivalente a um campo de futebol repleto de floresta. O projeto, no entanto, também já tem seu exemplar no Brasil. Em São Paulo, o “Harmonia 57” é o exemplar tupiniquim das construções que cedem espaço ao verde.

** Textos divulgados originalmente na edição 25 da Revista Geração Sustentável.

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Veja os conteúdos dessa edição:

Matérias:
Capa: Saiba como andam as práticas de sustentabilidade dos bancos brasileiros
Entrevista com Manfred Alfonso Dasenbrock - Sicredi PR
Desenvolvimento Local: Iniciativa sustentável inova modelo de entregas
Educação e Sustentabilidade: Abrindo o silêncio para o mundo
Responsabilidade Social: Sustentabilidade - da teoria à prática
Gestão de Resíduos: Iniciativas privadas buscam educar a sociedade a reduzir, reutilizar e a reciclar lixo

Artigos:
Ivan Dutra - Da Tunísia a Wall Street
Jeronimo Mendes - O encanto permance, mais o gosto muda
Yuri Beltramin - Como estamos construíndo nosso mundo sustentável?

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Formação de talentos verdes

A ONG curitibana OpenLab está investindo em um novo conceito de formação de pessoas: os talentos verdes.

O programa “Open Dojô” é voltado para jovens de qualquer área de formação, com o objetivo de torná-los capazes de exercer suas funções sob a influência do conceito de sustentabilidade. Os jovens passam duas semanas em atividades presenciais, onde realizam dinâmicas com grandes empresas, empreendedores de sucesso e profissionais de destaque, discutindo questões como competências duráveis de natureza humana e empreendedora, pensamento estratégico, resultados sustentáveis, iniciativa e tomada de decisões.

No decorrer do curso, desenvolvem “ecoprotótipos”, projetos com potencial de transformação que consideram o conceito de sustentabilidade. Quem finaliza o curso, com a apresentação do ecoprotótipo, recebe um certificado e é cadastrado automaticamente no primeiro Banco de Talentos Verdes do Brasil, reconhecidos pelas Nações Unidas.


Texto divulgado originalmente na edição 25 da Revista Geração Sustentável.

Veja os conteúdos dessa edição:

Matérias:
Capa: Saiba como andam as práticas de sustentabilidade dos bancos brasileiros
Entrevista com Manfred Alfonso Dasenbrock - Sicredi PR
Desenvolvimento Local: Iniciativa sustentável inova modelo de entregas
Educação e Sustentabilidade: Abrindo o silêncio para o mundo
Responsabilidade Social: Sustentabilidade - da teoria à prática
Gestão de Resíduos: Iniciativas privadas buscam educar a sociedade a reduzir, reutilizar e a reciclar lixo

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Acesse completo Edição 25

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

MPX vence Prêmio Eco com Usina Solar de Tauá

Pelo segundo ano consecutivo, empresa é premiada pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) e Valor Econômico

A MPX, empresa de energia do Grupo EBX, venceu o Prêmio ECO 2011, concedido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) e Valor Econômico. A cerimônia de entrega do prêmio acontece no dia 2 de dezembro, e contará com a presença da Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O reconhecimento foi para a Usina Solar de Tauá, no Ceará, primeiro empreendimento de geração de energia a partir do sol em operação no Brasil. A empresa foi premiada na modalidade Práticas de Sustentabilidade, categoria Sustentabilidade em Produtos ou Serviços.

Esta é a segunda vitória da MPX no Prêmio Eco. Na edição de 2010, a empresa foi contemplada pelo trabalho desenvolvido com o reassentamento de 95 famílias no Maranhão, que seguiu os mais exigentes padrões internacionais. "A MPX se orgulha de, mais uma vez, receber o Prêmio ECO em reconhecimento às práticas sustentáveis da empresa. Acreditamos que estamos no caminho certo e o reconhecimento contribui para nos motivar ainda mais na busca por padrões de excelência de responsabilidade socioambiental em nossos negócios", afirma Eduardo Karrer, Presidente da MPX.

A Usina Solar de Tauá, operando no município de mesmo nome, no sertão do Ceará, é um empreendimento pioneiro no país. A energia produzida através da radiação solar pode ser consumida em todo o país, já que a usina está conectada ao Sistema Interligado Nacional. É uma iniciativa importante porque a geração elétrica em Tauá acontece em grande escala, permitindo atingir um maior número de consumidores. Experiências anteriores com energia solar no Brasil eram restritas ao sistema isolado. "A MPX espera contribuir para estimular o desenvolvimento da energia solar, aproveitando o imenso potencial do país, ainda pouco explorado", diz Karrer.

A MPX firmou parceria com a Universidade Estadual do Ceará (UECE) para que os estudantes tenham acesso aos dados gerados na operação da usina solar e possam aproveitá-los em pesquisas, produzindo conhecimento, dentre outros projetos previstos com a instituição acadêmica. A empresa oferece ainda um programa de visitação na Usina Solar de Tauá, que permite a quaisquer interessados conhecer o empreendimento e entender como funciona a geração solar fotovoltaica.


Saiba mais sobre a Usina Solar de Tauá

Inaugurada em agosto na cidade de Tauá (CE), a usina solar atualmente tem capacidade instalada de 1 MW, o suficiente para abastecer de energia cerca de 1.500 domicílios. A usina ocupa uma área de 12 mil metros quadrados e conta com 4.680 painéis fotovoltaicos, que transformam a radiação do sol em energia elétrica. A MPX investiu R$ 10 milhões e contou com apoio de R$ 1,2 milhão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para esta primeira fase. Os trabalhos para ampliação da capacidade instalada da usina estão em desenvolvimento com a GE. A MPX tem autorização da agência regulatória e licença ambiental para implantar até 5 MW. O projeto para a Usina Solar de Tauá foi concebido para atingir 50 MW.


Saiba mais sobre o Prêmio ECO

Lançado pela Câmara Americana de Comércio em 1982, o Prêmio ECO foi pioneiro no reconhecimento de empresas que adotam práticas socialmente responsáveis, gerando uma rica reflexão sobre o desenvolvimento empresarial sustentável no Brasil. Desde 2009, o Prêmio ECO tem como foco o tema "Inovação Sustentável na Gestão dos Negócios" e procura valorizar esse aspecto nas diferentes esferas da operação empresarial. A cerimônia de premiação aos vencedores da edição de 2011 será realizada no dia 2 de dezembro e contará com a presença da Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Para mais informações: http://www.premioeco.com.br/

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Participe do Dia V



Artigo: Como criar uma geração insustentável

Estou trabalhando há alguns meses com crianças do Ensino Fundamental e adolescentes do Ensino Médio. As primeiras têm, em média, 14 anos, e as segundas, 17. Minha função é abordar alguns assuntos relativos à sustentabilidade socioambiental. Tenho aprendido muito.

Percebi que na prática o tal tripé da sustentabilidade não se aplica. Se a questão socioambiental for realmente considerada prioridade, o lado econômico se equilibra. Vou utilizar uma metáfora: a sustentabilidade é um ser bípede que tem uma perna ambiental e a outra social. Se estas duas caminharem no tempo, espaço e velocidade correta o corpo deste ser (que é a economia) evolui junto. São os pés ambientais e sociais que propiciam que a economia se equilibre.

Então assumo oficialmente que não aceito mais a teoria do tripé da sustentabilidade. A experiência mostra que quando o tal ser da minha metáfora tem três pés ele se atrapalha, tropeça e não caminha. Até porque a economia não é um pé, é o corpo. Ela não sabe (e não pode) caminhar sozinha. Aprendi também que a sociedade se especializou em criar futuras gerações cada vez mais insustentáveis. Vamos analisar a escola.

As crianças de 14 anos são espontâneas, cheias de energia, exigentes de estímulos inteligentes, atenção e regras claras de disciplina. E elas falam, querem participar, são motivadas. Os quinze minutos de intervalo são uma explosão de euforia. Os adolescentes de 17 anos são calados. A energia da motivação apagou. A disciplina rígida, o vestibular e a maturidade cobraram seu preço. Os quinze minutos de intervalo servem para enviar um torpedo para alguém distante. Realmente o currículo do racionalismo acadêmico é a escola do fazer calar...

Em sua esmagadora maioria as escolas não têm árvores, apenas pátios cimentados. É que as árvores representam um risco para os pequenos. Subir em árvores realmente é muito arriscado, melhor deixar para fazer isso quando você for adulto e tiver plena consciência do risco envolvido.

Os lanches servidos nas escolas são um convite para problemas de saúde. Na comemoração do dia da criança, os estudantes receberam algodão doce, cachorro-quente e pirulitos. Carboidratos e lipídeos que significam açúcar e gordura. Em uma escola ofertaram maçãs, e, muitas delas, depois de duas mordidas, viraram bola de futebol no pátio cimentado...

Nas horas livres em média metade das crianças assiste televisão ou usa o computador. Infelizmente poucas, muito poucas, realizam com regularidade atividades físicas ou culturais. Os passeios acabam sendo uma rota de consumo em shopping centeres sem árvores, com lanches artificiais e muitas vitrines de ilusão.

Bombardeados com símbolos de sucesso como carros, equipamentos eletrônicos, marcas internacionais de vestuário e empregos em multinacionais as pernas dessas futuras gerações vão se atrofiando, restando apenas o corpo econômico pesado e lerdo. Corpo que não anda. Cabeças que não pensam. Corpos que não andam mais vão ensinar as futuras gerações como caminhar. Realmente a teoria na prática é outra. Não estamos de pernas para o ar. Estamos sem pernas.


Artigo publicado na edição 25 da revista Geração Sustentável
Rosimery de Fátima Oliveira - Bióloga, Especialista em diagnóstico e planejamento sistêmico









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Capa: Saiba como andam as práticas de sustentabilidade dos bancos brasileiros
Entrevista com Manfred Alfonso Dasenbrock - Sicredi PR
Desenvolvimento Local: Iniciativa sustentável inova modelo de entregas
Educação e Sustentabilidade: Abrindo o silêncio para o mundo
Responsabilidade Social: Sustentabilidade - da teoria à prática
Gestão de Resíduos: Iniciativas privadas buscam educar a sociedade a reduzir, reutilizar e a reciclar lixo

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Novas profissões ajudam a melhorar vidas, carreiras e a sociedade

(matéria publicada originalmente na edição 25 da revista Geração Sustentável - Jornlista: Letícia Ferreira)

Empresas de todos os setores – e não apenas do terceiro - se dão conta do valor da sustentabilidade social e ambiental e abrem oportunidades de trabalho ligadas à área

Como diretora de Finanças da JR Consultoria, Empresa Junior da Universidade Federal do Paraná, em 2004, a jovem administradora colombiana Lina Maria Useche Kempf percebeu que não queria que seu futuro se resumisse a um emprego em uma grande empresa. Ao sair da Empresa Junior, participou de processos de seleção em grandes multinacionais, mas sem entusiasmo em relação ao trabalho que poderia realizar nessas empresas.

O convite que recebeu de Rodrigo Britto, cofundador e atual diretor de Parcerias e Oportunidades de Impacto da Aliança Empreendedora (empresa que auxilia microempreendedores de baixa renda em todo o país), para ser coordenadora financeira da ONG Comunidade Empreendedores de Sonhos foi decisivo: ela largou os processos de seleção e aceitou imediatamente: “Eu tinha 20 anos e foi a melhor escolha que fiz na minha vida. Lá, me descobri, descobri meus talentos e minha vocação”, comemora Lina que, atualmente, é diretora executiva e cofundadora da Aliança Empreendedora. Além disso, no ano passado, ela fundou a IMPULSO - Microcrédito, empresa pioneira ao lançar o primeiro portal de financiamento colaborativo no Brasil (www.impulso.org.br). “Quando fundamos a Aliança, éramos apenas sete pessoas. Hoje, somos quase 70 funcionários trabalhando em quatro estados e replicando conhecimento e metodologias para outros sete estados brasileiros, tendo apoiado mais de 16 mil microempreendedores”, diz.

Para Daniele Farfus, coordenadora do Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos do Centro Tecnológico da Universidade Positivo, o momento em que a sustentabilidade entrou definitivamente em sua vida profissional e pessoal foi ao cursar um mestrado centrado no tema: “Iniciei minha carreira profissional educando crianças e, hoje, compartilho meus conhecimentos com adultos e contribuo no processo de formação de profissionais críticos e conscientes do seu papel na sociedade”. Daniele também é professora na Pós-Graduação da Universidade Positivo, ministrando a disciplina Sustentabilidade e Sociedade e, no SESI Paraná, trabalha com projetos de inovação social relacionados à sustentabilidade.

Ambas são exemplos de profissionais que direcionaram suas carreiras de forma a contribuir com o desenvolvimento sustentável da sociedade e, consequentemente, do planeta. É uma tendência confirmada pela especialista em carreiras Carla Virmond Mello, vice-presidente da ICF - International Coaching Federation – capítulo Paraná, e diretora da ACTA - Carreira, Transição e Talento, e da DBM do Brasil na Região Sul.

Carla compartilha duas pesquisas que também confirmam a tendência: da Michael Page (empresa de recrutamento especializado de executivos para média e alta gerência, líder e pioneira no Brasil e em toda a América Latina), e da OIT - Organização Internacional do Trabalho. A Michel Page ouviu cerca de dois mil profissionais de países do Cone Sul e concluiu que 86,4% dos executivos brasileiros dariam preferência a uma proposta de emprego caso a organização em questão apresentasse ações sociais.

A da OIT diz que o número de profissionais envolvidos com atividades ligadas a funções sociais e ambientais cresceu 160% entre 2008 e 2010 no Brasil. No ano passado, já eram 2,6 milhões de empregos. Segundo Carla, as empresas caminham no mesmo sentido e, cada vez mais, aproximam-se do terceiro setor de maneira cooperativa: “O mercado começa a demandar profissionais que pensem em longo prazo, que desenvolvam soluções viáveis e auxiliem no cumprimento das normas ambientais a que as empresas estão submetidas”.

Lina compara essa tendência ao "boom" da responsabilidade social corporativa que aconteceu por volta de 2005 e 2006 no Brasil. Ela lembra que, na época, uma série de empresas colocou em operação institutos e fundações para investir em projetos sociais em todo o país: “Nesses últimos dois anos, presenciamos a inclusão dos projetos sociais dentro da ‘cadeia de valor da empresa’. Hoje, áreas como inovação e novos negócios nas empresas estão repensando suas estratégias para que os impactos social e ambiental sejam parte dos outputs de sua própria operação e não apenas um ‘anexo’”.
Já as organizações do terceiro setor, pensa Lina, cientes dos novos movimentos, veem um cenário de oportunidades de parcerias e ampliações de impacto, o que, consequentemente, aumenta a demanda por novos talentos com esse novo perfil.

E Daniele Farfus acredita que os profissionais que compreenderem esse novo cenário terão condições de aumentar sua empregabilidade adquirindo competências que possam agregar valor às organizações: “Competências que se desenvolvem com base no conhecimento aprofundado sobre o tema e o exercício, na prática, de ações que o promovam, tanto na vida profissional, quanto na pessoal”.

Realizações profissionais e pessoais: Quem não enxerga futuro e satisfação em longo prazo no trabalho que desenvolve deve começar a repensar suas escolhas profissionais. É a análise de Carla Virmond Mello, que acrescenta que aqueles que já estão fazendo isso, saem na frente, buscando experiência e especialização para atender às novas posições que estão se estabelecendo: “Sabemos que motivação e engajamento estão muito ligados a fazer algo em que acreditamos e que esteja relacionado a nossos valores pessoais. Os profissionais que escolhem carreiras nesse sentido estão naturalmente mais motivados para o trabalho e tendem a ser mais realizados”.

Carla lembra ainda os empreendedores sociais, como Lina Maria Useche Kempf, pessoas que, além de se aventurarem por novos empreendimentos, criam soluções e serviços diferenciados com o objetivo de trazer inovação para um mundo mais justo e sustentável: “São os chamados ‘empresários com causa’”.

Diz Carla que, mesmo quando o profissional não é idealista ou não está engajado a nenhuma causa, algumas opções de trabalho no terceiro setor são atraentes, pois o mercado começa a demandar profissionais que pensem em longo prazo, que desenvolvam soluções viáveis e que auxiliem no cumprimento das normas ambientais a que as empresas estão submetidas.Lina amplia o debate: “De maneira geral, todos gostamos de dinheiro no bolso, segurança e estabilidade, e isso não é errado. Mas, quando essas questões vêm acompanhadas de uma rotina sem propósito, até em detrimento da qualidade de vida, começamos a nos questionar”.

A boa notícia, ela lembra, é que não é preciso ser um empreendedor social para mudar o mundo: “Bill Drayton, idealizador e fundador da Ashoka, tinha a máxima: ‘Todo Mundo pode Mudar o Mundo’". Ashoka, conta Lina, é a organização que foi pioneira no conceito, caracterização e apoio ao empreendedorismo social como campo de trabalho, estando presente em mais de 60 países, entre eles o Brasil, desde 1986. “Além disso, por conhecer empreendedores de negócios sociais de todos os ramos, não consigo ver distinção entre profissões, mas, sim, pessoas que pensem em novas formas de fazer negócios”, afirma.



Destaque:

Carla Virmond Mello comenta algumas das novas profissões e formações que crescem das demandas da sustentabilidade:

“Entre as novas opções de formação estão desde cursos técnicos, como Técnico em Biocombustíveis e Técnico em Petróleo e Gás, até bacharelados em gestão ambiental, MBAs, mestrados e várias opções de pós-graduação em sustentabilidade, como cursos de especialização em petróleo que, costuma-se dizer, garantiriam um salário até 25% maior em relação aos demais profissionais. Entre as profissões, destaco as ligadas à saúde e biomedicina (a USP, em breve, deve lançar um bacharelado em Ciências Biomédicas), ao design thinking, geologia, geofísica e engenharias petrolífera, naval e submarina. Segundo o Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (PNUMA), o setor de energias renováveis, por exemplo, já emprega mais pessoas do que o de petróleo e gás em todo o mundo.

Surgem também novos cargos como engenheiro de petróleo, engenheiro de energia, gerente de meio ambiente, presidente de comunicação e sustentabilidade, consultor em sustentabilidade, coordenador de projetos sociais; e departamentos como o de responsabilidade social e até novas segmentações na estrutura das empresas, como a criação de institutos e fundações ligadas à marca principal.”

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Responsabilidade Social: Sustentabilidade - da teoria à prática
Gestão de Resíduos: Iniciativas privadas buscam educar a sociedade a reduzir, reutilizar e a reciclar lixo

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Rosimary Oliveira - Como criar uma geração insustentável
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