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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Curso de Gestão e Produção de Eventos Sustentáveis


Entrevista Edição 29 - Claudia Malschitzky (Instituto HSBC)


Claudia Malschitzky, superintendente executiva de Sustentabilidade e diretora executiva do Instituto HSBC Solidariedade, fala dos colaboradores do banco, do apoio da ONU e do Natal no Palácio Avenida, em Curitiba

Há 15 anos no grupo HSBC, Claudia Malschitzky não imaginava que sua carreira seguiria caminhos tão diversos, assim como sua vida: filha de um funcionário da ONU, Organização das Nações Unidas, quando criança, morou em países ricos e pobres, como Itália, Gana e Madagascar, o que lhe deu muita bagagem cultural e a fluência em diversos idiomas.

Essa fluência garantiu à Claudia, graduada em Jornalismo com MBA em Marketing e pós-graduação em Recursos Humanos e Gestão Empresarial, o convite para assessorar o então presidente do grupo que acabava de chegar ao Brasil, Michael Geoghegan, na difícil tarefa de se comunicar com as diversas governanças e áreas da empresa. Graças não somente à facilidade em falar várias línguas, mas em se relacionar com os vários níveis hierárquicos da empresa, Claudia ocupou essa posição durante 5 anos em que Geoghegan comandou as operações do HSBC no Brasil. Depois passou pelas equipes de Marketing e Varejo do banco. Ela lembra que uma das coisas que mais impressionaram o presidente e a esposa assim que chegaram ao Brasil foi o Natal do Palácio Avenida, projeto que o casal logo quis saber do seu caráter social e, solicitaram que fosse desenvolvido, sem modificar o espírito inicial.

Fazendo a interface entre o casal e os responsáveis pelo projeto, Claudia teve contato com o primeiro projeto oficial do HSBC para a comunidade, nascido do Natal do Palácio Avenida, que progride até hoje: o HSBC Educação. Foi o primeiro passo que levou Claudia a ser superintendente executiva de Sustentabilidade e diretora executiva do Instituto HSBC Solidariedade, com sede em Curitiba, no Paraná. Ela afirma que o Instituto pertence aos 23 mil funcionários do grupo HSBC no Brasil, e não somente a sua equipe de especialistas, e ressalta o status associativo do Departamento de Informações Públicas da ONU.


O que significa, para o Instituto HSBC de Solidariedade, o status associativo da ONU?

ONGs filiadas à ONU há milhares. Corporativas, não. O Instituto HSBC Solidariedade foi a primeira a ser credenciada no mundo. A ONU define a agenda mundial e esse reconhecimento nos traz, com a responsabilidade, informações preciosas para focarmos ainda mais nossa atuação.

As Nações Unidas estavam buscando uma aproximação com o segundo setor porque perceberam a importância dele e, quando nos contataram através do Instituto Humanitare (organização que tem como objetivo aproximar a sociedade civil das Nações Unidas), precisavam de uma primeira empresa global para esse início de aproximação. Uma quebra de paradigma.

Depois de seis meses de um processo de credenciamento bastante rigoroso, praticamente uma auditoria, fomos aprovados.

O convite veio em um momento em que estávamos procurando uma forma de trazer para o Instituto HSBC Solidariedade a mesma credibilidade e o mesmo reconhecimento público e internacional, merecidos, de outras instituições semelhantes. O maior ganho desse status associativo, entretanto, foi a reação do nosso colaborador, de orgulho pela conquista. Recebemos dezenas de felicitações parabenizando a equipe do Instituto.


Como é o relacionamento do Instituto com os colaboradores do HSBC?

O engajamento do nosso colaborador é grande parte do sucesso do Instituto. Desenvolvemos estratégias de engajamento, investimos em formação, escolhemos muito bem nossos parceiros e sempre trabalhamos com ONGs muito sérias. O legado que quero deixar é esse e brinco, dizendo que preciso me aposentar, mas só posso fazer isso quando os 23 mil colaboradores, no Brasil, sentirem-se donos do Instituto.

Acredito também que essa integração é facilitada pelas estratégias do próprio HSBC, pelo seu jeito de ser que está nos valores do grupo: sermos confiáveis e fazendo a coisa certa, sermos abertos a diferentes culturas e conectados a clientes, comunidades, órgãos reguladores e uns aos outros. Nosso maior desafio é mostrar para nosso colaborador que, para trabalhar no HSBC, você não tem que ser simplesmente um bom funcionário, você também tem que ser ético e ter princípios de sustentabilidade.

Temos ainda alguns mecanismos práticos para motivar o colaborador. Por exemplo, dentro do BSC (Balance Score Card), uma metodologia de estratégia, estabelecemos um índice mínimo de voluntariado para a organização. Esse desafio foi firmada porque, olhando para ela, os outros colaboradores se sentiriam incentivados e motivados, transformando o voluntariado de algo apenas legal, a algo que precisa ser considerado. Assim, colaboradores de todas as áreas começaram a pensar em como se conectar. Hoje, o Instituto fala alto ao colaborador, que aprecia muito fazer parte dessa instituição que humaniza o banco.


O Instituto consegue traduzir para seus stakeholders como o HSBC une lucro e sustentabilidade sem conflito?

Sim, nossos stakeholders começaram a entender que o trabalho do Instituto não é importante somente porque está beneficiando mais de 190 mil pessoas, mas também porque significa a solidez de todo o grupo, de seus relacionamentos e o comprometimento de estar presente nas comunidades onde o HSBC atua. Uma das principais mensagens que recebemos da nossa matriz, na Inglaterra, é que a meta do HSBC é negócios e relacionamento com o cliente em longo prazo. A empresa que não desenvolve um trabalho que a aproxima das comunidades no país em que está, não mostra que está contribuindo para o desenvolvimento daquele país, não conseguirá desenvolver ali um trabalho em longo prazo. O trabalho do Instituto HSBC Solidariedade realmente vem contribuindo para o desenvolvimento do Brasil e isso nos aproxima da comunidade, o país quer que fiquemos. E, se o país quer que você fique, você ganha o olhar positivo do cliente.

No Brasil, o cliente não costuma comprar o produto de um banco somente porque é verde ou social, ele não vai pagar mais por isso. Mas vai deixar, sim, de operar com o banco que não tiver um comportamento condizente com as necessidades ambientais e sociais. Todos os bancos desenvolvem produtos chamados sustentáveis, verdes, etc., mas, pela minha experiência, os clientes estão mais interessados em linhas de crédito que sejam competitivas dentro do mercado. Entretanto, junto com esses produtos, querem que o banco tenha um comportamento diferenciado. Nossos clientes são exigentes - e devem ser - e, no final do dia, podem fazer as contas e verificar com quanto contribuíram. Aliás, devemos ter isso sempre em mente até para sabermos que serviços e produtos vamos ofertar, de que maneira e em que momento. No HSBC, não queremos somente produtos verdes, mas que nossos produtos atendam a critérios, que entendemos mínimos, de sustentabilidade. Estamos trabalhando para que a sustentabilidade esteja integrada na essência dos negócios.


Como está atualmente o voluntariado entre os colaboradores do HSBC?

Nosso trabalho de voluntariado funciona muito bem porque nele investimos tempo, equipe e orçamento. Temos 17 comitês de voluntários espalhados pelo país, que se formam de maneira independente e são coordenados por uma pessoa da equipe do Instituto, dentro de um programa em que diversas possibilidades são ofertadas ao voluntário, de acordo com seu perfil e disponibilidade.

Não há nenhum projeto financiado pelo HSBC que não tenha um colaborador responsável, que chamamos de padrinho ou madrinha. Em sua regional, em sua cidade, é ele quem define o relacionamento que o HSBC vai ter com a comunidade. São treinados sobre o que é ser um líder social e um padrinho de projeto do HSBC.

Selecionamos projetos em todas as 46 regionais do HSBC no Brasil porque queremos que o Instituto esteja presente onde o HSBC está. Temos muitos depoimentos de colaboradores que passam pelo treinamento de que isso mudou sua vida, mudou seus princípios, seus valores. Eles percebem que a empresa propicia a eles oportunidades de se desenvolverem não somente como profissionais, mas como pessoas e como agentes de mudança positiva na comunidade.


Que importância você dá ao Natal do Palácio Avenida?

O Natal do Palácio Avenida é muito maior do que o Espetáculo de Natal. Começa no dia 1º de janeiro e vai até 31 de dezembro. Por trás do show está o projeto HSBC Educação com crianças institucionalizadas, que não moram com pai e mãe biológicos por motivos legais e vivem em casas lares e abrigos. Trabalhamos com elas o ano inteiro. O Natal é o momento de celebração.

Esse projeto, consistente e forte, é o único totalmente desenvolvido pelo Instituto. É dividido em faixas etárias e o atendimento, feito no contraturno da escola e dentro do que detectamos serem as necessidades, vai desde estimulação precoce para crianças de colo até preparação para o mercado de trabalho do jovem aprendiz. Por meio de ONGs parceiras, há pessoas e projetos que trabalham o psicoemocional das crianças, reforço escolar, leitura, etc.

Nossos colaboradores se envolvem no projeto quando vão participar conosco nos dias de espetáculo porque, atrás de cada criança, nas janelas, fica um colaborador, que chamamos de anjo, para cuidar dela. Apesar de a criança estar com todo o equipamento de segurança, o anjo fica lá para dar todo o apoio necessário. Já tivemos dois casos de anjos que adotaram a criança.

Jornalista: Letícia Ferreira

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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:

Capa: Instituto HSBC Solidariedade - Sintonia com demandas socioambientais e econômicas do Brasil
Tecnologia e Sustentabilidade: Proteção e segurança para o consumidor
Visão Sustentável:
Responsabilidade Social Corportativa: Lançado programa empresarial em que funcionários podem desabafar e buscar o autodesenvolvimento
Desenvolvimento Local: Conscientização empresarial e compromisso com o futuro do planeta

Artigos:

Gastão Octávio Franco da Luz: Resquícios de sustentabilidade. Um registro de viagem
Giuliano Moretti: Da ego à Ecossustentabilidade: O caminho da percepção
Jeronimo Mendes: Empreendedor ou Empregado: Umdesafio interior

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Programa PAPO LIVRE é destaque na edição 29 da Revista Geração Sustentável

Sigiloso e imparcial, atendimento promove ambiente de trabalho com menos conflitos, faltas e afastamentos e, consequentemente, melhor desempenho

Uma gestora empresarial conta que não sabe como lidar com tantos funcionários que a procuram para conversar: "Estou aqui para resolver outras questões e as pessoas vêm me falar de problemas pessoais, não tenho tempo!" Os funcionários dessa gestora estavam precisando de uma pessoa isenta que pudesse ouvi-los para que se sentissem melhor para trabalhar, porque não levar os problemas pessoais para o trabalho e não deixá-los interferir na produtividade pode ser muito difícil.

O desabafo daquela gestora e a carência dos funcionários dela permaneceram com a psicóloga e coaching pessoal e profissional Lucia Fernandes. Com MBA em Gestão Estratégica de Pessoas pela FGV e Avaliação Psicológica e Consultoria Empresarial pela SOCIESC e Personal & Professional Coaching pela SBC (Sociedade Brasileira de Coaching), Lucia teve a ideia de desenvolver um atendimento individual para colaboradores em empresas - oferecer profissionais que estariam à disposição dos funcionários para um Papo Livre - e este se tornou o nome do programa - sobre o assunto que desejassem.

Lucia convidou para ajudá-la na elaboração a educadora e empreendedora social Vera Brito, com pós-graduação em Gestão de Instituições Educacionais pela OPET/PR. Em seguida, juntaram-se à ideia outros profissionais, como a especialista em Planejamento e Gestão de Negócios com formação em Dinâmica dos Grupos Cristina Beerends, formando um time experiente e multidisciplinar das áreas de serviço social, psicologia, farmácia, administração, educação, gestão de pessoas, educação social e prestadores de atendimento a pessoas e a comunidades em situação de vulnerabilidade, por meio de instituições sociais.

Assim nasceu e foi desenvolvido o programa Papo Livre, com slogan "bem estar dentro e fora da empresa", pela Atitude Consultoria. Inédito no Paraná, o programa consiste em atendimentos semanais, individuais e sigilosos de 20 minutos, dependendo do tempo contratado, abrangendo questões pessoais dentro de dez áreas: bem-estar emocional, cultura, direitos humanos, economia doméstica, empreendedorismo interno, empregabilidade, família, lazer e esporte, meio ambiente e saúde. A questão mais abordada nos atendimentos é família: "É um programa que colabora de forma inovadora para que o funcionário tenha seu bem-estar emocional e, consequentemente, profissional, pela simplicidade da sua base: uma boa conversa".

A mesma carência da gestora mencionada acima sentia o gerente de RH da American Glass Products do Brasil, AGP - em São José dos Pinhais, no Paraná -, Andrei Moreno. Quando entrou em contato com a Atitude Consultoria, ele identificou que o Papo Livre seria uma ótima oportunidade para a AGP. Moreno diz que oferecer apoio aos colaboradores em problemas pessoais é fundamental em uma empresa, mas nem sempre gestores, líderes e RH podem contribuir adequadamente e o ideal é que alguém externo supra essa necessidade. "No ambiente empresarial, há uma necessidade cada vez maior de um olhar holístico, que vise a atender o colaborador além do aspecto profissional, buscando alternativas de boas práticas que possam suprir anseios pessoais e emocionais", afirma. "O Papo Livre faz muito bem esse papel porque, da forma como são tratados os assuntos, com discrição e confidencialidade, as pessoas se sentem seguras e confiantes, o que facilita a resolução de problemas."

O líder de Treinamento da AGP Edmilto Lopes é da mesma opinião: "Sempre vamos ouvir o que os funcionários têm a dizer, mas talvez não tenhamos as soluções e os recursos que os consultores podem indicar".

Para a área de Segurança do Trabalho da AGP, o Papo Livre tem feito diferença positivamente, segundo o técnico em Segurança Alexandre Guimarães Galinari: "Quando conseguimos identificar que o colaborador não está em seu melhor momento por questões pessoais, o que pode originar atos inseguros, fazemos o encaminhamento para a equipe de consultoria", diz. Para ele, um fator importante é que o tempo de atendimento, de 20 minutos, não tira tempo da produção, nem o foco do trabalho. "Pessoalmente também tem me trazido excelentes resultados, me ajudando a dedicar mais tempo a minha família e a trabalhar de forma mais leve e não tão estressada."

Família foi também uma área em que outro colaborador da AGP, o operador de Produção Marcio Miranda Santos, diz que o Papo Livre lhe trouxe resultados positivos: "Minha esposa está feliz, perguntando o que aconteceu comigo, por que mudei tanto assim. O pensamento que eu tinha antigamente, hoje penso diferente. O que eu fazia antigamente, hoje eu faço diferente. Eu esbanjava dinheiro, hoje eu economizo, hoje eu posso aproveitar aquilo que eu jogava fora. Acho muito interessante essa empresa trabalhar pensando no povo, nas pessoas. Valeu a pena".

Pessoas e qualidade de vida: Lucia Fernandes diz que o programa Papo Livre, ao ser apresentado aos empresários, mostra o que eles pensam sobre pessoas, ou seja, se olham para seus colaboradores e veem somente produtividade ou se entendem que, dando importância à vida pessoal de seus colaboradores, estão fazendo um investimento. "Desta forma, o empresário terá um funcionário feliz, equilibrado emocionalmente, que consegue lidar com seus problemas, mantendo o ritmo de trabalho", afirma. "Do contrário, o custo é alto, pois, a partir do momento em que não damos conta dos problemas pessoais, estes podem se tornar doenças que afastam do trabalho e afetam a produtividade. É uma realidade, hoje, que o empresário que entende consegue formar uma base operacional forte".

Segundo Vera Brito, quando empresário investe em seu funcionário, este vai reconhecer o investimento, produzir e dar um retorno até para a imagem e a visibilidade da empresa, e na retenção dos talentos. A consultora diz que os participantes demonstram melhora em áreas como qualificação, voltando a estudar, saem mais para lazer e cultura e até se alimentam melhor.

O diretor de Produção Industrial da AGP Luiz Rogério Stella conta que, no começo, o programa sofreu alguma resistência e preconceito em sua área, mas depois não somente foi aceito como se tornou algo natural e positivo: “Os funcionários pediram que continuasse e a adesão tem sido bastante grande", informa. Para ele, a grande vantagem do Papo Livre está em que quem conversa com o colaborador não tem um pré-julgamento dele. "Uma pessoa da família talvez não dissesse em que realmente preciso mudar. Falando com uma pessoa externa, fica mais evidente a necessidade de mudança".

Escuta ativa: As técnicas utilizadas pelos consultores da Atitude no Papo Livre são escuta ativa e psicologia positiva (ver quadro). "O objetivo é escutar o colaborador de forma plena e atenta até que ele ponha todas as emoções para fora e, com o profissional, chegue a uma indicação de alternativa para o problema", afirma Vera Brito.

Ninguém é obrigado a participar, mas, durante a primeira fase de implantação do projeto - que aconteceu de 2010 a 2011, na AGP, empresa que permanece cliente da Atitude, e na Casa Fiesta Supermercados, em Curitiba - 93% dos participantes consideraram ótima a decisão da empresa em implantar o programa. Na segunda fase, de 2011 a fevereiro de 2012, na AGP, 96% afirmaram que o projeto atendeu suas expectativas.

Cristina Beerends conta que alguns colaboradores afirmam que só de saber que há alguém na empresa para ouvi-los quando precisarem trabalham mais tranquilos.

Ela explica que o projeto está em lançamento e teve uma fase de experimentação que durou dois anos. A consultora se diz extremamente otimista em relação à receptividade do mercado ao programa e também pelo comprometimento de todos os consultores envolvidos. "Por ser algo inovador, tivemos o cuidado desses dois anos de implantação e de trabalhar bem os indicadores", afirma. "Temos que agradecer muito à Casa Fiesta e à AGP que abriram as portas e se tornaram nossos parceiros. É muito bom trabalhar em uma área em que se melhora a qualidade de vida das pessoas."

Segundo Cristina, o projeto, certificado pelo programa Sesi de Empreendedorismo Social, não é estruturado para ser permanente, mas tem um prazo de execução mínimo de três meses e, ao final, indicadores permitem avaliar mudanças observadas em cada empresa, área ou departamento. Se necessário, esse período pode ser renovado ou repetido em outro momento. "Esse ciclo de vida é necessário para que o atendimento não se torne uma espécie de bengala, já que há uma meta. Também não é algo efêmero, mas que traz a oportunidade de a pessoa atendida buscar internamente a solução de seu problema", afirma.


Escuta ativa e psicologia positiva


Por Cristina Beerends, Debora Oliveira, Lucia Fernandes e Vera Brito

Na psicologia positiva, o modelo não é a doença, mas o bem-estar e a felicidade do indivíduo. Em julho de 2011, em sua 65ª Assembleia Geral, a ONU listou em sua agenda o tema felicidade, incluído na promoção do avanço econômico e do progresso social de todos os povos. A organização reconhece a importância da felicidade como meta fundamental humana.

Já a Escuta Ativa implica em:
• Aprender e compreender conteúdo e sentimentos.
• Responder aos sentimentos expressados.
• Aceitar as expressões e sentimentos, tanto positivos quanto negativos.
• Não fazer julgamentos.
• Perceber o tom de voz, a fluidez do discurso, as pausas, as vacilações, a construção das frases.
• Observar a linguagem não verbal (postura, expressão facial, gestos, olhar, movimentação das mãos, pernas e pés, respiração).


A empresa

A Atitude Cooperativa de Consultores é formada atualmente por 38 profissionais que atuam no Paraná e em São Paulo. Criada em 2006, presta serviços para empresas dos três setores nas áreas de assessoria empresarial, treinamentos, auditoria, coaching, planejamento e desenvolvimento de projetos, em empresas dos três setores.

Dentro dessas áreas, a empresa desenvolve produtos para finanças, administração, marketing/vendas, comunicação empresarial, educação, organização de eventos, infraestrutura de redes elétricas e telefonia, avaliações patrimoniais, recursos humanos, compras, produção, logística, organizações e métodos, psicologia, sistemas da qualidade e responsabilidade social empresarial.

Os consultores dividem-se em Núcleos de Trabalho com o fim de valorizar a união entre expertise e multidisciplinaridade: Desenvolvimento Humano Organizacional, DHO, Produção e Operação, Governança Corporativa e Familiar, e Responsabilidade Socioambiental.

Foto: Da esq.: Débora Oliveira, Silvia Rocio, Magali Mouraleite e Cristina Beerends. Abaixo: Lucia Fernandes, Marta Farina e Vera Brito

Serviço:
Atitude Consultoria
Fone: (41) 3078-0483

Jornalista: Letícia Ferreira
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ARTIGO: Inovação na forma de promover qualidade de vida nas empresas

Silvia R. Silva (Enfermeira do trabalho pela UFPR, com formação em dinâmica de grupos pela SBDG e Consultora em implantação de programas de qualidade de vida)

A metodologia que delineia e sustenta as práticas de escuta ativa é baseada em duas vertentes teóricas que tem em comum a visão otimista do homem. São elas a abordagem centrada na pessoa de Carl Rogers e a Psicologia Positiva, que nasceu na década de 90.

Dentro da perspectiva Rogeriana, em que a saúde mental e o desenvolvimento das potencialidades do homem são processos inerentes e naturais da evolução humana. O homem tem dentro de si uma força vital para a vida. O que não impede que enfrentemos caminhos de difícil acesso. A escuta ativa se coloca como uma ferramenta facilitadora da travessia desses obstáculos. A abordagem é não diretiva e centrada no cliente. Ao consultor cabe facilitar o processo de mudança e ao cliente a responsabilidade pela condução e sucesso da intervenção. O foco é nas potencialidades do individuo e não apenas na eliminação do sofrimento ou superação de déficits.

É importante salientar que está metodologia de trabalho se constitui inovadora enquanto ação preventiva no que diz respeito à saúde mental e qualidade de vida do trabalhador, pois seu foco de atuação é amplo e contempla não só a esfera biológica do sujeito, mas também a esfera social e emocional. Propostas que tem como referência o modelo biopsicossocial, promovem a melhoria da saúde e qualidade de vida em todas as dimensões: física, emocional, social, profissional, intelectual e espiritual. A integração dessas esferas potencializa a efetividade das intervenções, levando a um menor adoecimento e consequente redução do afastamento do trabalho, bem como o aumento da produtividade das pessoas que passam a ser mais autônomas no gerenciamento da sua vida. Iniciativas como essa superam um grande obstáculo enfrentado por algumas empresas na implantação de programas de qualidade de vida. A baixa adesão dos trabalhadores. Isso ocorre devido a não identidade com as propostas, muitas vezes o que é oferecido não atende as reais necessidades do trabalhador.

A partir da demanda definida pelo trabalhador aumenta a motivação para participar, pois ele será atendido em sua singularidade. Como consequência há um aumento na retenção de talentos, melhoria no clima organizacional, além de os colaboradores reconhecerem o empenho da empresa em cuidar do capital humano de modo integral e consistente.

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Veja outros conteúdos dessa edição:

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Capa: Instituto HSBC Solidariedade - Sintonia com demandas socioambientais e econômicas do Brasil
Tecnologia e Sustentabilidade: Proteção e segurança para o consumidor
Visão Sustentável:
Responsabilidade Social Corportativa: Lançado programa empresarial em que funcionários podem desabafar e buscar o autodesenvolvimento
Desenvolvimento Local: Conscientização empresarial e compromisso com o futuro do planeta

Artigos:

Gastão Octávio Franco da Luz: Resquícios de sustentabilidade. Um registro de viagem
Giuliano Moretti: Da ego à Ecossustentabilidade: O caminho da percepção
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

EMPREENDIMENTO EM CURITIBA COM DIFERENCIAIS DE SUSTENTABILIDADE

Shopping mostra edifício minimalista, com diferenciais de sustentabildade


Projetado para ser uma inovação na arquitetura residencial de Curitiba (PR), o EOS Barigui, da Construtora Laguna, tem fachada composta por grandes painéis de vidro, com propriedades de controle solar, e amplas varandas panorâmicas, oferecendo contato com a natureza e vista irrestrita para o Parque Barigui.

Com 29 pavimentos, o edifício, assinado pelo escritório de arquitetura Baggio&Schiavon, pode ser visto em uma maquete gigante, no piso térreo do Park Shopping Barigui. “A estratégia é mostrar em primeira mão para os moradores dos bairros mais próximos o conceito diferenciado do empreendimento, que possui diferenciais de tecnologia e sustentabilidade, com todos os apartamentos voltados para face norte, e uma vista privilegiada do parque”, ressalta a gerente comercial da Laguna, Isabel Raad Carneiro.

Em uma das regiões mais valorizadas da cidade – na Rua Padre Agostinho, 2545 – o edifício fica a poucos metros do Parque Barigui. Os apartamentos foram concebidos no estilo de residências suspensas explorando ao máximo a insolação e a iluminação natural dos ambientes. A proposta do empreendimento foi compor com o entorno, trazendo um conjunto de soluções sustentáveis, como pontos de energia para carros e bicicletas elétricas; diferenciais de acessibilidade e espaços de convívio em família, aproveitando os espaços verdes da região.

“Quando pensamos em construir o EOS Barigui tínhamos em mente fazer algo ousado, seguindo uma tendência mundial de mercado. Pensamos em um produto focado no design, mas ao mesmo tempo no bem-estar das pessoas, por isso o edifício foi desenhado para oferecer mais qualidade de vida a um público exigente”, destaca Gabriel Raad, diretor da Laguna.

São ao todo 42 residências suspensas, com área privativa de 212,66 m2 e até 4 vagas de garagem; além de 6 duplex e 2 triplex com metragens diferenciadas. O projeto prevê diversas opções de plantas e mesmo estando em fase de aprovação, já teve um grande sucesso de aceitação de público, na Feira de Imóveis do Paraná 2012.


Sobre a Laguna

A Construtora e Incorporadora Laguna foi uma das primeiras empresas imobiliárias no Brasil a adotar práticas de sustentabilidade no planejamento de suas obras, apostando em inovações tecnológicas e na concepção de empreendimentos diferenciados para um público cada vez mais exigente. Desde sua criação, em 1996, manteve-se fiel a este princípio, firmando um posicionamento claro e investindo em projetos de alto padrão e tecnologia verde.

Crédito imagens:
Pablo Conteras.


Fonte:
Christiane Atta
Conexa Comunicação

Oficina Jogo Negócios Sustentáveis - Gratuito para Associados da ABRAPS

Copa, Olimpíadas e Eleições - pacto com a transparência na gestão pública