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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

PARANÁ SE MOBILIZA PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


Ações do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial ajudam empresas e instituições a agirem pensando no bem-estar de toda a comunidade

O ano de 2011 foi um ano de comprometimento com a questão da sustentabilidade para muitas empresas e instituições paranaenses. Com os desafios do crescimento econômico frente à necessidade de se trabalhar projetos de responsabilidade social corporativa, o Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial, criado em 2004 pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) para promover o desenvolvimento sustentável do estado, conclui mais um ano de atividades somando mais de 300 conselheiros, ou seja, presidentes de instituições participantes do Conselho, espalhados em diferentes municípios.
Segundo a coordenadora do Conselho, Rosane Fontoura, o papel dos conselheiros é trocar informações de como fazer a chamada responsabilidade social corporativa, “fortalecendo a sinergia entre empresas, promovendo e conhecendo práticas e projetos voltados ao indivíduo”. Apenas na XIV Reunião do Conselho Superior do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial, realizada no dia 9 de dezembro, foram anunciados 20 novos conselheiros, situação em que os novos vice-presidentes das regionais instaladas em Londrina, Campos Gerais e Cascavel foram apresentados, e expostos os projetos realizados em 2011 e os propostos para o ano de 2012. Mais de 90 conselheiros, empresários e representantes de sindicatos, instituições educacionais e organizações terceiro setor participaram deste evento e receberam as boas-vindas do presidente executivo do CPCE, Victor Barbosa e do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Edson Luiz Campagnolo.
Além do estabelecimento de núcleos regionais, parcerias estratégicas foram firmadas pelo Conselho neste ano como, por exemplo, com Câmaras Bilaterais, OAB, GRPCOM, estado e municípios, estando ainda à frente de campanhas de adesão ao Pacto Global - iniciativa que visa mobilizar a comunidade empresarial para a adoção, em suas práticas de negócios, dos valores fundamentais e internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.
No último dia 6 de dezembro, a prefeitura de Maringá e mais 20 empresas, instituições de ensino e organizações não governamentais, da região Noroeste do Paraná, assinaram o termo de compromisso com a iniciativa, com a presença do presidente executivo do CPCE, Victor Barbosa e do prefeito de Maringá, Silvio Barros, no Hotel Elo da cidade. Maringá é a terceira cidade no Brasil a aderir ao Pacto Global, sendo Porto Alegre e Ortigueira as outras duas.
As empresas de Maringá e outras que são signatárias do Pacto dão o exemplo na prática de como fazer essa iniciativa acontecer, afirma a coordenadora do CPCE, Rosane Fontoura. “Isso só contribui com a inovação da empresa, com a competitividade, otimização dos custos de produção, valorização dos stakeholders, etc.”, afirma ela sobre como uma empresa voltada à colaboração ao desenvolvimento sustentável, ajudando no desenvolvimento local das comunidades em que estão inseridas é positiva nos aspectos econômico, social e ambiental.
A FGV foi uma das primeiras instituições do Brasil a assinarem o Pacto Global em 2001, quando eram permitidas apenas empresas a serem signatárias. Para o presidente do ISAE/FGV, Norman de Arruda Filho, sendo signatária do Pacto a instituição colabora na formação de lideranças, na participação do comitê brasileiro da comissão educacional, incentivo a pesquisas e criação de estudos de caso que mostram exemplos de como fazer àqueles que querem e não sabem como, na divulgação e implementação dos princípios que norteiam o Pacto como a educação responsável de qualidade bem como no dia a dia da estrutura da instituição com práticas como o reaproveitamento da água, reutilização de papel, certificações, entre tantas outras ações.
O Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial, segundo o presidente do ISAE/FGV, é fundamental e exerce um papel inteligente de descentralização e interiorização no processo de conscientização e mobilização de empresas, lideranças e instituições de ensino. Norman de Arruda Filho, que já palestrou sobre o Pacto Global e os Princípios para Educação Empresarial Responsável (PRME), afirma ainda que a educação é o caminho para a sustentabilidade - “novo modelo civilizatório que estamos ajudando a construir”.
Outras ações do Conselho também tiveram destaque no ano de 2011, como o apoio do CPCE aos parceiros dos projetos como o Fórum Unidos pela Paz, Movimento Paraná Educando na Sustentabilidade, Destinação de Incentivos Fiscais e o Encontro Paranaense de Reabilitação, Inclusão e Tecnologia. O Fórum Unidos pela Paz realizado em setembro deste ano, por exemplo, buscou compartilhar experiências bem-sucedidas e construindo, em conjunto, uma cidade mais segura. Ele foi realizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com apoio da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), por meio do CPCE, do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM), Associação Comercial e Lions Club, reunindo cerca de 160 pessoas.
Para 2012, a coordenadora Rosane afirma que o Conselho irá fazer um esforço ainda maior para que mais empresas assinem o Pacto Global sendo que serão oferecidas ainda oficinas para contribuir com a chamada comunicação de progresso (COP), com consultorias especializadas que mostram como devem ser feitos os relatórios de práticas sustentáveis que colaboram com a prática dos princípios do Pacto. Além da colaboração de um maior número de empresas assinando o Pacto Global num ambiente de responsabilidade social corporativa, visando a anticorrupção e a ética, o Conselho visa também uma adesão ainda maior de indivíduos no interior por meio das regionais e do número de conselheiros no interior do estado, oferecendo diretrizes às empresas de acordo com objetivos estratégicos do CPCE, melhorando a educação para o desenvolvimento sustentável.
Os objetivos estratégicos do setor (ver quadro) estão baseados em cooperar com projetos do Programa das Nações Unidas de Desenvolvimento (PNUD) relacionados à responsabilidade social como o Pacto Global, negócios inclusivos e objetivos do milênio no estado do Paraná. Estes também objetivam influenciar políticas públicas que promovam desenvolvimento sustentável, ampliar ações que intensifiquem a transferência de competências organizacionais, apoiar mecanismos que criam valor de cidadania empresarial às organizações e estimular a prática de voluntariado corporativo e do investimento social privado.
Apesar de amplos os objetivos, os resultados nesse processo de desenvolvimento sustentável fomentado pelo CPCE podem ser percebidos, segundo Rosane, pelo número de empresas que participam do conselho, as quais estão bastante envolvidas na discussão e realização de projetos. Para Filho, há uma evolução clara nesse outro processo de produção colocado em prática nos últimos anos. “Percebemos outro olhar que se reflete na formação de uma maturidade no padrão de consumo, num novo jeito de pensar e agir em uma gestão equilibrada nos setores estratégicos, de finanças e negócios, num modelo baseado na sustentabilidade”, afirma o presidente do ISAE/FGV.




OBJETIVOS ESTRATÉGICOS





1. Cooperar com Programas do PNUD relacionados à Responsabilidade Social, como: Pacto Global, Negócios inclusivos e ODM no Estado do Paraná.
2. Influenciar políticas públicas que promovam desenvolvimento sustentável.
3. Desenvolver ações que promovam a transferência de competências organizacionais relacionadas à responsabilidade social.
4. Apoiar mecanismos que criam valor de cidadania empresarial às organizações do Estado do Paraná.
5. Estimular a prática de voluntariado corporativo e do investimento social privado nas organizações do Estado do Paraná.

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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:
Entrevista: Elisa Prado (Tetra Pak)
Capa: Campos Gerais: um Paraná a ser conhecido
Visão Sustentável: Produtos concentrados fazem bem ao meio ambiente
Desenvolvimento Local: Setor de sustentabilidade ganha representatividade no Brasil







Artigos:
Leandro F. Bastos Martins: Promessa é dívida?
Gastão Octávio da Luz - Desafios Globais ao "desenvolvimento sustentável"

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Logística e desenvolvimento econômico sustentável

Antenor Demeterco Neto

O Comunicado de n.º 71 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgado em dezembro de 2010 apresentou algumas informações reveladoras no que se refere à posição ocupada pelo Paraná no cenário econômico nacional. Basicamente, esse estudo demonstrou que, entre os anos de 1995 e 2008, o Paraná participou com apenas 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, ocupando com Tocantins uma incômoda 9ª posição, abaixo, por exemplo, de estados como Pará e Goiás.
Esse fraco desempenho mostra que nos últimos anos o Paraná não contou com uma agenda governamental capaz de planejar e implementar ações públicas voltadas ao desenvolvimento econômico sustentável. E as razões disso vão desde o posicionamento ideológico adotado, ou seja, a forma como até então se encarou o papel do Estado na economia, até a simples e recorrente falta de recursos.
Para se reverter um quadro como esse, de quase estagnação, é preciso justamente a formatação de políticas públicas direcionadas a áreas estratégicas ao desenvolvimento econômico sustentável, entre as quais destaca-se, em específico, o aproveitamento da vocação logística do Paraná, com a devida renovação e manutenção da sua infraestrutura.
Pode-se dizer, em termos gerais, que a infraestrutura logística é constituída pelos modais rodoviário, ferroviário, aquaviário, dutoviário e aéreo, bem como pelos portos, aeroportos, terminais de embarque e carregamento, conexões intermodais e instalações de armazenagem. É notório que investimentos públicos e/ou privados em infraestrutura logística são estratégicos para um desenvolvimento econômico sustentável, uma vez que propiciam maior regresso dos insumos da iniciativa privada, incentivam o investimento, criam empregos e vitalizam a atividade econômica.
No entanto, após a crise financeira da década de 1980 que abalou as estruturas das administrações públicas dos diversos países que adotaram o modelo de Estado social, inclusive o Brasil, e que, por conseguinte, culminou na escassez dos recursos públicos, iniciou-se o debate sobre de que forma o Estado poderia intervir nos segmentos estratégicos de infraestrutura sem tutelar excessivamente o mercado, mas também garantindo os investimentos necessários e a qualidade dos serviços públicos prestados. Foi então que surgiu no cenário nacional o instituto da regulação, consubstanciado numa modalidade de intervenção estatal indireta no ambiente socioeconômico, caracterizado por utilizar-se da atribuição essencialmente normativa do Estado para disciplinar as atividades socioeconômicas das iniciativas privada e pública, com o objetivo de garantir e realizar interesses públicos fundamentais, entre eles, o do desenvolvimento econômico sustentável.
No caso do Paraná, a regulação criaria um ambiente perfeito para a captação de recursos destinados a revitalizar e incrementar a sua infraestrutura logística, bem como seria um importante instrumento de controle da qualidade dos serviços públicos a serem prestados pela iniciativa privada e também pelo próprio Estado.
Mas, para tanto, é preciso que o Paraná, dentro de suas atribuições constitucionais, estabeleça um renovado e abrangente marco regulatório legal de infraestrutura logística.
Com uma política pública voltada ao segmento de logística, com regras claras e combinada com instrumentos regulatórios, o Paraná poderá se tornar o polo logístico do MERCOSUL, com capacidade para atender, além das suas próprias necessidades, também as de outros estados e países, e, inclusive, as futuras demandas que a exploração do Pré-Sal trará ao Brasil.


Artigo divulgado originalmente na Edição 26 da Revista Geração Sustentável.


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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:
Entrevista: Elisa Prado (Tetra Pak)
Capa: Campos Gerais: um Paraná a ser conhecido
Visão Sustentável: Produtos concentrados fazem bem ao meio ambiente
Desenvolvimento Local: Setor de sustentabilidade ganha representatividade no Brasil
Responsabilidade Social: Paraná se mobiliza para o desenvolvimento sustentável


Artigos:
Leandro F. Bastos Martins: Promessa é dívida?
Gastão Octávio da Luz - Desafios Globais ao "desenvolvimento sustentável"

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Pós-graduação: Indicadores para a Sustentabilidade

O Centro Universitário Senac está com inscrições abertas para o curso presencial de pós-graduação Indicadores para a Sustentabilidade: Construção e Análise, que será realizado no Senac Jabaquara, de março de 2012 a junho de 2013, sob a coordenação dos professores Cláudio Andrade e Sérgio Luís Ribas D'Avila. As inscrições vão até 07 de Março de 2012.

O objetivo do curso é especializar profissionais para atuarem em processos de identificação, interpretação, construção e utilização de indicadores de sustentabilidade, bem como instrumentalizá-los para examinarem, com olhar crítico, conjuntos de índices e indicadores de bem-estar social, de desempenho econômico e de caracterização ambiental que estejam relacionados, direta ou indiretamente, com a sustentabilidade.

Este curso é pioneiro na formação para a construção e aplicação de indicadores de sustentabilidade, considerando aspectos econômicos, sociais e ambientais. Sua dinâmica desconstrói os indicadores mais comumente utilizados pelas organizações para que o profissional entenda a lógica da construção e esteja apto a construir novos indicadores e aplicá-los em seu local de trabalho.

O público-alvo é composto por: profissionais interessados em atuar na construção e aplicação de sistemas de indicadores em processos de gestão pública, empresarial e de organizações do terceiro setor; profissionais da área de comunicação interessados em diferentes indicadores de sustentabilidade; profissionais envolvidos na elaboração de estudos de impactos socioambientais; e pesquisadores interessados em análises quantitativas.



SERVIÇO:


O quê: Curso de pós-graduação “Indicadores para a Sustentabilidade: Construção e Análise”;
Quando: De março de 2012 a junho de 2013 (carga horária de 366 horas);
Local: Senac Jabaquara;
Endereço: Av. do Café, 298, Jabaquara – São Paulo (SP);


Mais informações e inscrições até 07/03/2012: Para obter mais informações sobre o curso e inscrever-se:




quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

ReciclAção 2012



Meio ambiente industrial e reciclagem agrícola serão temas da RECICLAÇÃO 2012
Dar visibilidade às ações que promovam a sustentabilidade e o intercâmbio entre o setor publico e a iniciativa privada, em temas associados à reciclagem agrícola, resíduos de origem: urbana, industrial e rural é a proposta do terceiro Simpósio Nacional de Reciclagem Agrícola, evento promovido pela Associação dos Engenheiros Agrônomos de Curitiba – AEAPR-CURITIBA e que acontece simultaneamente a VII edição da ReciclAção – Feira Brasileira de Reciclagem e Meio Ambiente Industrial entre os dias 27 e 30 de Junho de 2012 no Centro de Eventos Expo Unimed Curitiba.

A ReciclAção deste ano tem como foco o meio ambiente industrial e a recente discussão sobre política nacional de resíduos sólidos, lei que incentiva a indústria da reciclagem e proíbe os "lixões" a céu aberto, assim como a importação de qualquer tipo de resíduo é a instituição do mecanismo conhecido como “logística reversa”. A feira de negócios ambientais RECICLAÇÃO terá espaço para mais de 70 expositores vindos de varias regiões do País com objetivo de apresentar produtos, serviços e tecnologias trazendo soluções para o setor de reciclagem e meio ambiente industrial movimentando e valorizando a economia que vem do lixo.


O Simpósio

A realização do III Simpósio Nacional sobre Reciclagem Agrícola dentro da ReciclAção 2012 é uma iniciativa da AEAPR-Curitiba e constitui-se em uma ótima oportunidade para que o setor empresarial fornecedor apresente seus produtos, equipamentos, tecnologias e serviços a um público altamente qualificado, profissional e consumidor ao mesmo tempo em que possa interagir com professores, pesquisadores e autoridades sobre novos métodos e processos de reutilização, visando uma adequada gestão de resíduos de origem urbana, rural e industrial.

Durante o evento serão apresentadas contribuições relacionadas à gestão de resíduos assim como indicados os rumos e perspectivas de forma a possibilitar o desenvolvimento sustentável seguindo padrões éticos.

Nesta edição o evento prevê palestras e apresentações, onde pesquisadores, profissionais, autoridades e consultores especialistas em diferentes áreas estarão atendendo os participantes, para sugerir alternativas e sugestões relacionadas à gestão e transformações dos resíduos gerados em unidades urbanas, industriais e rurais.

Para o diretor da ReciclAção 2012, Valdir Bello, o Simpósio Nacional de Reciclagem Agrícola representa a aproximação do setor científico com a iniciativa privada com a possibilidade da geração de melhores tecnologias para a sociedade. “A realização de um evento de tamanha importância pela Associação dos Engenheiros Agrônomos de Curitiba AEAPR-Curitiba dentro da ReciclAção ratifica os objetivos de promover uma integração entre todas as esferas e setores da sociedade em prol do desenvolvimento sustentável”, fazendo da ReciclAção o principal fórum para discussões e debates sobre assuntos que visam a reciclagem e o meio ambiente industrial no sul do Brasil completa Bello.


Serviço

A ReciclAção 2011 é uma realização da MonteBello Eventos com o patrocínio do Banco do Brasil e da Ambisol Soluções Ambientais, com Apoio Institucional e de realização de diversas instituições do setor atuantes nos segmentos industrial, comercial nas comunidades urbanas e rurais.

Profissionais e empresas interessadas em mais informações sobre os eventos científicos ou aquisição de estande para exposição devem entrar em contato com a organização através do telefone 41-3203.1189 ou acessar o site www.montebelloeventos.com.br/reciclacao2012.

Informações e aquisição de stands - MonteBello Feiras e Eventos.
Fone: (41) 3203-1189
E-mail: montebello@montebelloeventos.com.br.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Cenário para a comercialização de carros elétricos no Brasil ainda não é favorável



Falta de regulamentação, de incentivos fiscais e isenções de tributos impedem consumidores de adquirirem carros não poluentes

O primeiro protótipo de carro elétrico brasileiro foi o Itaipu, fabricado pela Gurgel em 1974, cuja motivação foi a crise do petróleo no ano anterior. Com o avanço tecnológico automobilístico ao longo dos anos e a necessidade de uma realidade amplamente sustentável, a expectativa é de que as vendas de automóveis elétricos no Brasil ocorram em breve.

Ainda que uma comercialização deslanchada desses veículos venha a ser vantajosa ao planeta pelos baixos impactos ao meio ambiente e esteja em promissor crescimento em países como Japão e França, o cenário em nosso território conta com vários entraves.

Os principais obstáculos que inviabilizam o incentivo à comercialização de carros elétricos no Brasil envolvem incentivos fiscais, isenções tributárias e toda uma legislação não regulamentada. Segundo o presidente da Aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn – que palestrou na Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro, em outubro de 2011 – para que esses veículos possam circular no país, há a necessidade de cooperações privada e pública.

“O Nissan Leaf – modelo de um 100% elétrico apresentado aqui, recentemente – não pode ser comercializado porque não existe infra-estrutura”, referindo-se à falta de postos de abastecimento e a oficinas mecânicas especializadas. “Se não há cooperação privado-pública, não tem carro elétrico”, disse Ghosn, que também afirmou não acreditar no futuro para a indústria automobilística se ela não se desengajar do petróleo.

Para exemplificar uma das formas de incentivar a comercialização dos carros elétricos, o presidente da Renault-Nissan citou os EUA, que recebem 7.500 dólares do Governo Federal quando o consumidor adquire um carro elétrico; França, 5 mil euros, e Japão, 700 mil yenes. “Os governos decidiram assim porque se trata do interesse deles, o que os levam ao corte da dependência do petróleo (porque são países importadores) e à redução de todos os problemas relacionados à emissão de gases poluentes”, conta. Os incentivos financeiros atribuídos às montadoras acabam sendo repassados ao consumidor final.

Preço

O Nissan Leaf, caso pudesse ser vendido no Brasil, custaria entre R$ 80 mil e R$ 110 mil. A princípio, a ideia é de um valor nada competitivo. Mas, segundo o presidente da marca, se os carros – em geral – estão muito caros não é porque as montadoras são “gulosas”.

“A causa disso está relacionada primeiramente à tributação, que no Brasil é bárbara para os automóveis. O governo chega a levar de 40% a 48% do valor de um carro. Trata-se da maior tributação de todos os países desenvolvidos ou em desenvolvimento”, afirma.

O segundo aspecto citado diz respeito a outros setores do país que não são competitivos e cujos valores acabam interferindo no preço final dos automóveis, como o do aço, apontando o Brasil como o maior produtor, porém, com o maior preço de venda do mundo.

Apesar da falta de competitividade no preço e na impossibilidade atual de comercialização dos elétricos no país, a montadora japonesa Nissan investiu no marketing de apresentação do modelo. Nos últimos meses, a empresa trouxe uma frota de dez unidades do Leaf e do compacto March para ser mostrada ao público no chamado Nissan Inova Show (evento que levou a “experiência da marca” para 30 cidades brasileiras), e também para provar ao governo brasileiro a viabilidade da tecnologia.
Projeto de Lei propõe menor tributação a carros elétricos

A Câmara analisa proposta que isenta os automóveis elétricos, bem como suas peças, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A medida está prevista no Projeto de Lei nº 2092/11, que também isenta a comercialização desse tipo de produto do pagamento de PIS/Pasep e Cofins.

O objetivo da proposta, segundo seu autor, o deputado Irajá Abreu (PSD-TO), é incentivar a utilização de veículos de motor elétrico em detrimento daqueles de combustão. “O emprego desses veículos trará ganhos extraordinários para a elevação da qualidade de vida dos habitantes das metrópoles e promoverá sensível diminuição das despesas com serviços públicos de saúde decorrentes dos males causados pela poluição provocada pelos automóveis convencionais”, argumentou.

A proposta também prevê o crescimento progressivo do uso de veículos elétricos na frota oficial. Pelo projeto, os automóveis elétricos deverão representar, num prazo de dez anos, pelo menos 20% do total de carros comprados ou alugados pelos governos.
Eficiência Energética - Um dos principais pontos favoráveis à mudança, afirma seu autor, é a maior eficiência energética dos veículos elétricos, uma vez que eles consomem menos da metade da energia requerida por um automóvel convencional da mesma categoria.

Irajá Abreu afirma ainda que, quanto ao aspecto ambiental, é importante lembrar que o setor de transporte é aquele que possui maior peso na emissão de gases de efeito estufa de origem energética no Brasil. O setor elétrico, por outro lado, produz emissões bem menos relevantes, uma vez que, em nosso país, aproximadamente 85% da eletricidade gerada é originada de fontes renováveis, principalmente a hidráulica.

Economia – O deputado explica que essa mudança deverá garantir, além de benefícios ambientais, economia aos cofres públicos. “Em relação ao custo por quilômetro rodado, a vantagem dos veículos elétricos é expressiva, chegando a um quarto do custo relativo aos carros movidos a gasolina”, disse. A proposta, que tramita de forma conclusiva, será analisada pelas comissões de Minas e Energia; Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Constituição e Justiça e de Cidadania; e Finanças e Tributação, inclusive no seu mérito. (Fonte: Agência Câmara).

Características do Nissan Leaf

Geração Sustentável: O Leaf é uma realidade para os mercados onde será vendido. No Brasil, o modelo veio apenas para mostrar ao público que a tecnologia já existe?
Yochio Ito (Gerente de Engenharia da Nissan do Brasil): O Nissan Leaf é uma das estrelas do Nissan Inova Show, evento organizado pela marca que acontece nos fins de semana em uma grande cidade do país durante um ano. A ideia é possibilitar aos brasileiros conhecer a tecnologia de um carro 100% elétrico e apresentar toda a gama de veículos da marca.

GS: Qual a proposta de uso: urbano? Estrada? Por quê?
YI: O Nissan Leaf foi pensado para ter uma autonomia de 160 km com uma carga, pois, de acordo com pesquisas feitas pela Nissan, é uma distância que atende com folga à mobilidade urbana, já que muitas pessoas não percorrem mais do 50 km por dia.

GS: Qual a durabilidade das baterias para o modelo?
YI: As baterias têm garantia de dez anos, com autonomia de 160 km.

GS: O que compõe as baterias do elétrico Leaf e o que isso significa?
YI: As baterias são de íon-lítio e posicionadas no assoalho do veículo, possibilitando melhor distribuição do peso e melhorando a condução. Elas são projetadas para maximizar o tempo de direção e minimizar o tempo de carregamento.

GS: São recarregáveis em quanto tempo?
YI: O modelo oferece várias opções para carregamento. Uma porta de recarga de 220V é localizada na dianteira, juntamente com uma porta para o cabo portátil de carga lenta (110V). A porta de recarga rápida permite recarga de 80% da capacidade em 30 minutos em estações de recarga públicas. Há também um aerofólio com painel solar fotovoltaico que suporta o carregamento de 12 volts, fornecendo energia para os acessórios do carro. Os freios também são equipados com um sistema que ajuda a regenerar (recarregar) as baterias, transformando a energia cinética das frenagens em eletricidade.

GS: Qual o desempenho e a velocidade final?
YI: Em termos de desempenho, o Nissan Leaf apresenta números muito interessantes. O moto elétrico gera 107 cavalos de potência e 28,5 kgfm de torque. A velocidade máxima é de 150 km/h.

GS: O peso do modelo:
YI: 1.256 kg, sendo apenas 300 kg de bateria.

GS: O que falta de infraestrutura nas estradas para viajar com um elétrico?
YI: Seja onde for, é necessária uma tomada elétrica aterrada ou pontos de recarga rápida. Assim, para tornar o uso do modelo em uma viagem, por exemplo, seria importante ter eletropostos ou locais próprios nos trajetos com tomada para o carregamento.

GS: Qual o custo do abastecimento/mês com uso diário?
YI: Cada região do país tem uma tarifa para o uso da energia. E seu custo de rodagem é três vezes menor que o de um veículo abastecido com gasolina equivalente.

GS: Por que o valor comercial é alto?
YI: Como ocorre com toda nova tecnologia em um primeiro momento, seu custo é elevado até que seja produzida em massa. Após atingir uma quantidade suficiente na produção, o carro elétrico não necessitará de incentivos governamentais para se tornar acessível. Este é o próximo passo do Nissan Leaf, que já vendeu mais de 20 mil unidades em todo o mundo em seu primeiro ano de mercado.

Matéria publicada originalmente na Edição 26 da Revista Geração Sustentável - Jornalista: Karla Ramonda
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Veja outros conteúdos dessa edição:

Matérias:
Entrevista: Elisa Prado (Tetra Pak)
Capa: Campos Gerais: um Paraná a ser conhecido
Visão Sustentável: Produtos concentrados fazem bem ao meio ambiente
Desenvolvimento Local: Setor de sustentabilidade ganha representatividade no Brasil
Responsabilidade Social: Paraná se mobiliza para o desenvolvimento sustentável

Artigos:
Leandro F. Bastos Martins: Promessa é dívida?
Antenor Demeterco Neto - Logística e desenvolvimento econômico sustentável?
Gastão Octávio da Luz - Desafios Globais ao "desenvolvimento sustentável"

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Conjunto de Educação Ambiental

SOBRE O CONJUNTO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Acreditando na necessidade de ensinar desde a infância sobre a educação ambiental, o Instituto de Embalagem desenvolveu no ano de 2010 uma cartilha sustentável. Suas páginas são produzidas de BOPP reciclado e toda a impressão do conteúdo é feita por tintas especiais, o que a torna impermeável à água.

O seu conteúdo ainda ensina a criança como descartar os resíduos sem agredir o meio ambiente por meio da rotulagem ambiental segundo as normas da ABNT.

A Cartilha possui chancela do Ministério do Meio Ambiente e o apoio do Governo do Estado de São Paulo e acreditamos ser excelente material didático em consonância com a introdução da Política Nacional de Resíduos Sólidos.


SOBRE O INSTITUTO DE EMBALAGENS

O Instituto de Embalagens foi fundado em 2005 com o objetivo de levar conhecimento para o setor, visando o seu avanço e crescimento. O trabalho consiste na coordenação e realização de cursos, encontros, treinamentos, publicações técnicas e, sobretudo, no desenvolvimento e promoção das embalagens amigas do meio ambiente, colaborando assim para a melhoria e para a recuperação do planeta. A crença do Instituto de Embalagens é que melhores embalagens promovem melhor qualidade de vida.


Saiba mais: www.InstitutodeEmbalagens.com.br

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

CARREFOUR E INSTITUTO DIALOG CAPACITAM EMPREENDEDORES NO BAIRRO COMPLEXO DO ALEMÃO

Profissionais que atuam no varejo de alimentos foram sensibilizados a olhar para o seu próprio negócio como algo com valor social e econômico

De acordo com estatísticas, cerca de 4% da população mundial é empreendedor, seja por desejo ou necessidade de sobrevivência, pensando nesta última condição, o Carrefour Brasil alinhado à sua diretriz mundial de promover a inclusão social, é parceiro do Instituto Dialog no projeto Rede de Negócios Inclusivos. O programa que teve início em fevereiro 2011, no bairro do Complexo do Alemão, chega ao final com a formação de 20 empreendedores, impactando 200 profissionais, que antes mesmo de empregarem em seus estabelecimentos o plano de negócios traçado durante o curso, já registraram aumento de 20% no faturamento, devido a um novo olhar dado ao empreendimento.

O programa contou com três etapas. A primeira voltada para sensibilização foi repleta de palestras, que mostrou aos participantes que mais do que um comércio para sobreviver, cada um deles faz a economia se movimentar, gerando empregos e alterando as características da comunidade em seu entorno. A segunda fase contou com atividades dirigidas ao negócio atrelado a jogos interativos. Já a terceira teve um caráter mais individual, onde os executivos voluntários deram orientação personalizada e desenvolveram, juntamente com cada participante, o plano de negócios para cada atuação. Essa estratégia traçada foi apresentada a uma banca formada por diretores Carrefour, líderes de empresas e profissionais do meio acadêmico especializados no ramo dos negócios que avaliaram e questionaram as estratégias, e elegeram os 20 melhores projetos, que receberão o reconhecimento, bem como o diploma do curso “Rede de Negócios Inclusivos”, hoje, 06 de fevereiro, na quadra da Nova Brasília no Bairro Complexo do Alemão.

Anne Caroline Fadul
anne.fadul@br.mslworldwide.com
(11) 3169-9365
Luana Pablos
luana.carvalho@br.mslworldwide.com
(11) 3779-6573
Luciane Gellermann
luciane.gellermann@br.mslworldwide.com